domingo, 30 de janeiro de 2011

Como pode jogar o Flamengo de Ronaldinho

seg, 10/01/11
por André Rocha |

Ronaldinho é do Fla pelos próximos 42 meses. É o que está no longo, vultoso e complexo contrato. O negócio parece ótimo para o jogador e seu irmão/procurador Assis, para o Milan de Galliani e a parceira Traffic.
E o time rubro-negro? Debates filosóficos à parte – vale a pena “vender a alma” para contar por três anos com um craque megamidiático, mas em fase descendente da carreira? -, a resposta vai depender essencialmente do rendimento da equipe com sua mais nova e reluzente estrela.
O mundo sabe, e imagina-se que Vanderlei Luxemburgo também, que o esquema que melhor aproveita o talento de Ronaldinho é o 4-3-3. Sistema dos tempos áureos de melhor do mundo no Barcelona e das boas partidas pelo Milan no primeiro semestre do ano passado que renderam alguns apelos a Dunga por sua convocação para a Copa do Mundo na África do Sul.
Ronaldinho é mais decisivo como um meia-atacante atuando pela esquerda. O nome descreve com perfeição seu comportamento em campo. Ele é meia porque recua e procura a bola para pensar o jogo com os meiocampistas e fazer lançamentos e inversões. E é atacante porque precisa jogar solto, sem maiores preocupações defensivas, perto da meta adversária para desequilibrar com habilidade e técnica raras.
Com o elenco atual, Luxemburgo pode imaginar a equipe com Maldonado centralizado à frente da zaga, como gosta de atuar; Willians fazendo a conhecida parceria com Léo Moura pela direita, alternando o posicionamento como lateral e volante, e o reforço Botinelli do lado oposto dando o devido suporte a Egídio, por enquanto o sucessor de Juan na lateral, e ao próprio Ronaldinho.
O novo camisa dez rubro-negro é mais efetivo quando forma o ataque com dois avantes que pedem lançamentos longos, especialmente o ponta-direita nas incursões em diagonal. Foi assim com Giuly no Barça e Alexandre Pato no Milan. No Fla, esse papel pode ser exercido pelo jovem e rápido Diego Maurício, a serviço da seleção sub-20 e pretendido pelo Porto. No centro do ataque, Deivid, mais adaptado ao futebol brasileiro e com uma pré-temporada para entrar em forma, pode ser a referência, o homem da conclusão.
Uma formação possível, com Ronaldinho armando o jogo a partir da esquerda procurando as inversões para Léo Moura e os lançamentos para Deivid e Diego Maurício. Um 4-3-3 que pode ser funcional e equilibrado.

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