domingo, 30 de janeiro de 2011

Brasil 0×1 Argentina – Parte 2 – Messi, o melhor “falso nove” do planeta

qui, 18/11/10
por André Rocha |
categoria Argentina, Messi

Quando conquistou o título de melhor do mundo em 2009, Lionel Messi atuava no 4-3-3 do Barcelona prioritariamente como um ponta-direita que trabalhava com sua canhota procurando as tabelas com Xavi e Eto’o e abrindo para as ultrapassagens de Daniel Alves.
Mas nas performances mais emblemáticas e decisivas do time catalão – 6 a 2 sobre o Real Madrid no Santiago Bernabéu e 2 a 0 no Manchester United pela final da Liga dos Campeões – o argentino surpreendeu as defesas adversárias jogando pelo centro do ataque, trocando de posição com Eto’o.
Além do talento, o posicionamento e a movimentação do craque candidato a gênio flutuando às costas dos volantes e partindo com bola dominada para cima dos zagueiros pulverizaram os rivais e sinalizou para o técnico Pep Guardiola uma nova possibilidade ofensiva.
Na temporada seguinte, apesar da campanha mais “modesta” com “apenas” o título nacional, Messi teve atuações espetaculares – de “PlayStation”, como Arsène Wenger classificou o show nos 4 a 1 sobre o Arsenal no Camp Nou em abril deste ano – jogando como um meia central no 4-2-3-1 do Barça. O esquema que tentava explorar melhor o talento de Ibrahimovic fez Messi arrebentar com suas arrancadas da intermediária em direção à área do oponente.
Na Copa do Mundo, apesar do posicionamento semelhante, o camisa dez sentiu o desgaste da temporada, a bagunça que era a Argentina de Maradona e, é impossível negar, o enorme peso da responsabilidade de ser a estrela máxima do Mundial.
Sob o comando de Sergio Batista, Messi tenta enfim repetir com a camisa da seleção principal o brilho no clube. E se o entrosamento ainda é um problema, ao menos a organização da equipe e o espaço para que ele se movimente com liberdade começam a surgir.
Contra o Brasil, Messi começou aberto pela direita, com Higuaín pelo centro, Di Maria à esquerda e o jovem meia Pastore articulando à frente de Banega e Mascherano, os volantes do 4-3-3 argentino que se ressentiu especialmente das ausências de Tévez e Cambiasso.
O 4-3-3 argentino com dois volantes, Pastore na armação e o tridente no ataque. Messi aberto à direita procurando a diagonal e abrindo espaço para o apoio de Zanetti.
Com a marcação segura de David Luiz e a vigilância de Lucas na cobertura de André Santos, Messi, instintivamente ou por ordem de Batista, passou a procurar mais o centro. Se taticamente criou um problema, deixando o lado direito apenas com Zanetti e Banega e tirando o espaço de Pastore, suas jogadas passaram a complicar o sistema defensivo brasileiro.
Com Messi pelo centro, Pastore perdeu espaço e Higuaín teve que abrir à direita para dar suporte a Zanetti.

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