domingo, 1 de maio de 2011

01/05/2011 18h48 - Atualizado em 01/05/2011 18h49

Liedson comemora classificação e não liga para desvantagem na final

Corinthians tem campanha inferior ao Peixe e segunda partida da decisão do Campeonato Paulista terá mando da equipe da Vila Belmiro

Por GLOBOESPORTE.COM São Paulo
liedson corinthians palmeiras (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Liedson em disputa de bola no jogo deste domingo
(Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
A vitória nos pênaltis sobre o Palmeiras levou o Corinthians à final do Campeonato Paulista, mas deixou o time sem a vantagem de disputar a segunda partida da decisão em casa. Com o empate no tempo normal, o Timão foi a 42 pontos e ficou atrás do Santos, com 44.

Mesmo com essa possível desvantagem, o atacante Liedson, artilheiro do Paulistão com 11 gols, que não teve muitas chances de deixar sua marca neste domingo, não deu muita importância ao fato e preferiu comemorar a vaga conquistada.

- Claro que o nosso pensamento era classificar e ter a vantagem. Mas quem quer ser campeão não escolher local. Com cabeça fria, vamos pensar no Santos na semana que vem.

Para decidir o Paulistão no Pacaembu, o Corinthians precisava de uma vitória por dois gols de diferença durante os 90 minutos.
 



01/05/2011 18h15 - Atualizado em 01/05/2011 21h12

Nos pênaltis, Timão vence Verdão e vai à final do Paulista contra o Santos

Depois de um empate por 1 a 1 no tempo normal, Corinthians faz 6 a 5 nas penalidades. Jogo foi recheado de polêmicas, expulsões, provocações...

Por Leandro Canônico e Marcelo Prado São Paulo
Deu Corinthians! Mas foi sofrido, como a Fiel afirma gostar. Depois de um empate por 1 a 1, recheado de polêmicas, lesões, provocações e expulsões, o Timão bateu o Palmeiras nos pênaltis por 6 a 5, neste domingo, no Pacaembu, e avançou à final do Campeonato Paulista. O adversário será o Santos, que eliminou o São Paulo. Maioria no estádio, a torcida alviverde reconheceu a garra da equipe e aplaudiu depois da eliminação.
A primeira partida será no próximo domingo, dia 8 de maio, no estádio do Pacaembu. E o jogo de volta no dia 15, na Vila Belmiro, na Baixada Santista.
O Corinthians teve um jogador a mais desde os 24 minutos de jogo, quando Danilo foi expulso por carrinho em Liedson. Mas o jogo foi nervoso, tenso, e o Timão não conseguiu se impor. Saiu perdendo, com gol de Leandro Amaro, mas empatou com o talismã Willian e saiu a salvo da “guerra” da arbitragem.
A polêmica com relação à arbitragem do clássico surgiu no início da semana, quando o “Jornal da Tarde” publicou matéria dizendo que Paulo Cesar de Oliveira havia sido indicado pelo Timão, com o aval do Verdão. A matéria, aliás, cravava o árbitro como o escolhido para apitar o dérbi, antes mesmo do sorteio.
Embora a direção do Palmeiras tenha reclamado e pedido a retirada de Paulo Cesar de Oliveira da lista dos oito árbitros presentes no sorteio, a Federação Paulista o manteve e viu o nome do juiz ser confirmado após cerimônia com transmissão ao vivo e testemunhas. A chance de Paulo Cesar era de 12%.
O Verdão seguiu reclamando, colocando a arbitragem sob suspeita. Fato que irritou o presidente do Corinthians, Andrés Sanches. No sábado, ele convocou uma coletiva no CT Joaquim Grava e afirmou que as reclamações do rival alviverde já faziam parte de uma tática para justificar uma eventual eliminação.
Na realidade, o que isso tudo provocou foi um jogo tenso, à flor da pele.
Tensão!
kleber palmeiras corinthians (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Kleber reclama de falta: jogo nervoso desde os primeiros minutos (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Poucos lances e muita confusão. Nervoso, o Palmeiras entrou em campo “pilhado”, como se diz popularmente. Parecia estar na mesma vibração da torcida, que, irritada com as polêmicas em relação à arbitragem durante a semana, pressionou Paulo Cesar de Oliveira desde a primeira falta marcada em favor do Corinthians.
Dentro desse ambiente tenso, Valdivia esquentou ainda mais o clima ao provocar Chicão, ameaçando jogar a bola na cara do zagueiro alvinegro, aos dois minutos. Logo depois, no lance seguinte, Kleber, um dos palmeirenses mais exaltados em campo, foi advertido com o cartão amarelo por falta em Leandro Castán.
Em um raro momento de futebol, o Verdão fez o Timão recuar e arriscou com alguns chutes de fora da área. Primeiro com Marcos Assunção, depois com Valdivia. E foi de um chute do Mago que o goleiro Julio Cesar rebateu que quase saiu o primeiro gol do jogo. Mas Luan e Rivaldo não conseguiram aproveitar o rebote.
O Corinthians, então, tentou explorar a velocidade do trio ofensivo formado por Jorge Henrique, Dentinho e Liedson. Não conseguiu. E, com pouco futebol, sobrou espaço para confusão (e lesões). A partida, aliás, começou a pegar fogo depois que Valdivia deu seu chute no vácuo e sentiu a perna de apoio, no caso a esquerda (assista ao vídeo abaixo).
Isso foi aos 20 minutos. Logo na sequência, o chileno pediu para sair. Mas antes mesmo de ele ser substituído, houve mais confusão. O zagueiro Danilo deu um carrinho frontal em Liedson e levou cartão vermelho. O corintiano também entrou forte no lance, mas não foi advertido por Paulo Cesar de Oliveira.
Era para Lincoln entrar no lugar de Valdivia, mas Felipão teve de recompor a zaga. Escalou, então, Leandro Amaro, aos 26. Dois minutos depois, porém, o técnico alviverde foi expulso por conta de uma reclamação, seguida de uma discussão acalorada com Tite:
- É sempre assim, você fala demais, fala demais - dizia Tite.
Inconformado com a expulsão, Felipão fez jogo duro. Só deixou o banco de reservas depois que Policia Militar chegou. Acompanhado de quatro oficiais, o técnico ainda deu canseira e ficou na boca do túnel. Somente depois de uns dez minutos é que desceu para acompanhar o jogo na sala de imprensa do estádio.
- É ridículo. Só isso - esbravejou o palmeirense Kleber, na saída para o intervalo.
Sem espaço para o futebol, Palmeiras e Corinthians fizeram um primeiro tempo pouco produtivo, mas bastante aguerrido. Tanto que, aos 38 minutos, o Verdão perdeu mais um jogador por lesão. Foi Cicinho, que sentiu a coxa direita e deixou o campo para a entrada de João Vitor. Restava apenas uma alteração ao Alviverde.
felipão palmeiras corinthians (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Felipão faz jogo duro ao ser expulso no clássico e só sai do banco de reservas após chegada de policiais (Foto: Marcos Ribolli/Globoesporte.com)
Jogão!
Os 15 minutos de intervalo serviram para acalmar os ânimos das duas equipes, em especial do Palmeiras. Com outra postura, o Verdão foi para cima do Timão e por muito pouco não abriu o marcador aos seis minutos. Marcos Assunção bateu falta com perfeição e obrigou Julio Cesar a se esticar todo para defender.
E foi do escanteio provocado por essa espalmada que saiu o gol do Palmeiras, que sufocou o rival nos minutos iniciais do segundo tempo. Aos sete, Marcos Assunção cobrou fechado, e Leandro Amaro, zagueiro que entrou na vaga do machucado Valdivia, desviou de cabeça na primeira trave.
O gol inflamou a torcida alviverde na arquibancada do Pacaembu. A cada lance, a cada desarme, a cada chute, a vibração era enorme. Ao Corinthians, então, restou tentar uma reação. E para melhorar a ligação do meio de campo com o ataque, Tite sacou Alessandro e mandou a campo o peruano Luis Ramírez.
Logo na sequência, Tite sacou Dentinho e escalou Willian. Mas o Palmeiras estava vibrante. Mesmo com um jogador a menos, a equipe de Felipão não dava espaços para o rival alvinegro. O jeito foi tentar arriscar de fora da área. Mas o atacante Willian não deu sorte. Aos 17 minutos, ele escorregou e pegou mal na bola.
Rapidamente, porém, ele se redimiu. E com o gol de empate. Aos 19 minutos, após cobrança de escanteio de Jorge Henrique, Willian desviou de cabeça. A zaga chegou a tirar a bola, mas o auxiliar levantou a bandeira, correu para o meio e confirmou o gol: 1 a 1. Os palmeirenses, no entanto, reclamaram.
Com o empate do Corinthians, o jogo ficou mais aberto. E o Palmeiras voltou a arriscar alguns chutes. Luan assustou aos 25, Kleber aos 27... Mas a melhor chance mesmo saiu dos pés de Marcos Assunção. O volante cobrou falta aos 38 minutos, e Julio Cesar viu a bola raspar o seu travessão.
O Timão ainda fez uma pressão no final, mas a decisão foi mesmo para os pênaltis. E deu Corinthians, por 6 a 5. Os gols alvinegros foram marcados por Chicão, Willian, Fábio Santos, Leandro Castán, Morais e Ramírez. Pelo Palmeiras, Kleber, Marcos Assunção, Márcio Araújo, Luan e Thiago Heleno marcaram. Mas João Vitor desperdiçou sua cobrança.
Ficha técnica:
PALMEIRAS 1 (5) X 1 (6) CORINTHIANS
Deola; Cicinho (João Vitor), Danilo, Thiago Heleno e Rivaldo; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Tinga (Patrik) e Valdivia (Leandro Amaro); Luan e Kleber. Julio Cesar; Alessandro (Ramírez), Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Bruno César (Morais) e Jorge Henrique; Dentinho (Willian) e Liedson.
Técnico: Luiz Felipe Scolari. Técnico: Tite.
Gols: Leandro Amaro, aos sete, e Willian aos 19 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Kleber (PAL); Alessandro, Fábio Santos, Bruno César, Ralf, Leandro Castán (COR). Cartão vermelho: Danilo (PAL)
Público: 33.861 pagantes. Renda: R$ 949.238,00.
Local: Pacaembu, em São Paulo (SP). Data: 01/05/2011. Árbitro: Paulo Cesar de Oliveira. Auxiliares: JVicente Romano Neto e Alex Alexandrino.
 



01/05/2011 20h17 - Atualizado em 01/05/2011 20h17

Felipão diz que Paulo César entrou premeditado para ajudar Corinthians

Treinador também ressaltou que queria jogar esta semifinal do Paulistão no Morumbi e que, por forças maiores, foi obrigado a mudar de ideia

Por Marcelo Prado São Paulo
Satisfeito com o desempenho de sua equipe, mas profundamente irritado com a arbitragem de Paulo César de Oliveira e com a Federação Paulista de Futebol. Foi dessa maneira que o técnico Luiz Felipe Scolari se mostrou na entrevista coletiva concedida após a derrota nos pênaltis do Palmeiras para o Corinthians, neste domingo, pela semifinal do Paulistão (assista aos principais lances da partida). Sem cautelas nas afirmações, o treinador disse que havia um esquema para favorecer o adversário e ainda mandou um recado ao São Paulo: esqueça o estádio do Morumbi em grandes competições quando o Tricolor não está em campo. Acompanhe abaixo os trechos mais importantes da coletiva

Paulo César de Oliveira teve interferência no resultado?

"Pergunta para o juiz que ele sabe o quanto interferiu. Nós temos um dossiê de 26 jogos em que o Palmeiras entende que foi prejudicado. Fizemos duas solicitações, uma para a CBF e outra para a FPF pedindo que ele não fosse escalado. Um dia antes do sorteio, um jornal disse que ele seria o escalado. E aí acontece o tal sorteio e cai o cara? É como apostar na Loto. Ele entrou pressionado".
Erros do juiz no clássico

"Na palestra aos meus jogadores, eu disse que eles fariam de tudo para expulsar a mim, ao Kleber e ao Valdivia. Ele me expulsou, deu cartão amarelo para o Kleber com três minutos de jogo sem razão e só não conseguiu advertir o Valdivia porque ele saiu machucado. Depois, foi inteligente em administrar o jogo, o que ele conseguiu fazer com muita competência. O Danilo foi expulso porque entrou com força excessiva no lance. O Liedson fez o mesmo e não aconteceu nada. Podem ter certeza que agora ele vai apitar apenas jogos da Taça Libertadores".
O Palmeiras foi prejudicado nos bastidores?
"O que posso dizer é que tudo foi premeditado. A credibilidade do campeonato está em jogo desde o sorteio. Outro jornal chegou a fazer a matéria mostrando que é possível fazer um sorteio divertido. Foi por isso que eu não dei entrevista durante a semana, porque senão falariam que eu estava colocando lenha na fogueira. Eu atendi a um pedido do Ministério Público. Aliás, eles se preocupam muito com torcida e campo. Acho melhor eles começarem a se preocupar com outros fatores. Caso contrário, vou passar a entender que o campeonato não é mais decidido dentro de campo".
Existe algum esquema?
"O Corinthians escolheu o campo, o juiz, jogou 11 contra 10 e precisou dos pênaltis para ganhar".
Discussão com o Tite
"Morreu no gramado. Ele estava defendendo o seu lado e eu o meu. Quem errou foi ele, que saiu da área técnica. Ele disse que eu falei muito durante a semana. Alguém aí tem alguma entrevista minha dessa semana? Eu não falei. Eu respondi ao Tite com um gesto e o quarto árbitro viu o erro dos dois. Só que, quando o Paulo César o questionou, ele não teve a personalidade de confirmar. Mas a discussão morreu. Eu ainda vou discutir com o Muricy, com o Joel, mas quando o jogo acaba, isso morre".
Desempenho do time

"O Palmeiras fez um bom jogo depois dos 15 minutos iniciais. Até lá, foi um pouco afoito, um pouco descontrolado em termos de organização. Depois equilibramos, e foi assim até o final. No segundo tempo, mesmo com dez homens, fizemos uma grande partida. Após o gol, tivemos duas ou três situações em lances do Marcos Assunção. Depois tomamos um gol, e o Corinthians foi mais competente nas penalidades. Mas lutamos e foi por isso que o torcedor reconheceu nosso empenho no final".
Time entrou pilhado demais?

"Ninguém pilhou ninguém, ninguém disse para fazer faltas. O jogo decorreu dessa maneira e o time se descontrolou, fez cinco, seis faltas desnecessárias no começo da partida. Tanto que, quando ficou com dez homens, a equipe se acalmou em campo. Nos primeiros dez minutos, o que eu mais fiz foi pedir calma".
Desejo de jogar no Morumbi e recado ao São Paulo

"Esqueçam o Morumbi porque tem gente que é contra. Eles (São Paulo) sabem contra quem estão brigando. Eles é que têm de vir a público e falar dos conchavos que são feitos. Eu queria jogar no Morumbi e deixei isso claro aos meus dirigentes. Isso porque entendia que teríamos vantagem com a presença de 60 mil palmeirenses. Além de empurrar o time, teríamos um ganho financeiro. Só que meia hora depois veio o aviso que o Morumbi está vetado, está proibido. Eu não posso explicar aqui a razão. Só sei que não tem como jogar no Morumbi. Temos que saber até que ponto pode ir. E mando um aviso para o São Paulo: eles não vão ajeitar isso nem agora e nem no futuro".
Sem medo de punição

"Eles vão me punir de que forma? A televisão mostra tudo o que aconteceu. Se eu for punido, que punam. O que vou fazer? Alguém precisa dizer o que está acontecendo dentro desse hemisfério, dentro dessa vergonha. São premiados os que favorecem o sistema".
 




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