29/04/2011 20h30 - Atualizado em 29/04/2011 20h30
Pela vaga na final, Tite quer 'resumão' do Timão e descarta solução mágica
Treinador cobra repetição das boas atuações para passar pelo Palmeiras e não acredita em novidades táticas no confronto das 16h de domingo
(Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
- Em momentos decisivos, pegamos toda a média de atuações, de forma de jogar, de marcação, de qualidade de passes e agressividade e colocamos nesse jogo. Se tem caráter decisivo, vamos fazer o que já fez. Não vamos mudar a cara, o jeito. Assim, ficamos mais perto de conseguir (a vaga). Não quero encontrar uma solução mágica para a coisa – afirmou.
Desde o início da temporada, Tite fala em encontar um padrão para o time. Depois de alguns testes, principalmente para encontrar os dois armadores do meio de campo, o treinador está disposto a não mais mexer. Willian, autor do gol da classificação contra o Oeste, no último sábado, permanecerá no banco de reservas mesmo com o bom desempenho. Dentinho segue entre os titulares.
O técnico, aliás, garante que o clássico não apresentará grandes novidades táticas ou nas escalações. Segundo ele, a importância agora é que todos os jogadores consigam atuar no máximo da qualidade técnica para colocar o Alvinegro na grande decisão. O adversário sairá do duelo entre São Paulo e Santos.
- Eu acredito que surpresa é aquela equipe que conseguir ter o melhor de seu desempenho. Isso é o diferente, maturidade, personalidade. Vejo isso como diferencial. A essência é, no momento decisivo, ter a personalidade para jogar, mostrar tudo o que pode render. Em todos os momentos que fui campeão, tivemos isso – ressaltou.
Com ou sem surpresas, Tite também vai trabalhar alguns detalhes no sábado. O treinador fechará a atividade da manhã, no CT Joaquim Grava, por aproximadamente uma hora. Nela, ele pretende acertar o posicionamento e testar alguns lances de bolas paradas.
Elias diz que Forlán gostaria de jogar no Corinthians
28/04/2011 20h33 - Atualizado em 28/04/2011 20h33
'Patinhos feios', Araújo e Paulinho são pontos de equilíbrio em clássico
Volantes de Palmeiras e Corinthians são discretos, mas essenciais para os sistemas de Felipão e Tite. No domingo, eles podem fazer a diferença
apresentação em seus clubes (Foto: Reprodução)
As trajetórias são parecidas: de opções em 2010, Márcio e Paulinho se tornaram indispensáveis nos esquemas de Felipão e Tite, respectivamente, em 2011. O palmeirense só ficou fora de uma partida no ano - e porque foi poupado pelo técnico. Já o corintiano se tornou o homem de ligação entre volantes e meias, função bem exercida por Elias até o fim do ano passado, quando se transferiu para o Atlético de Madrid. Sem aparecer tanto quanto o ex-camisa 7, Paulinho se sente tranquilo.
Do lado alviverde, Márcio Araújo tem postura semelhante. Muito discreto dentro e fora de campo, o volante é o "queridinho" de Luiz Felipe Scolari, termo usado pelo próprio técnico em recente entrevista. Nem assim ele se considera intocável.
- Não me considero indispensável. Acho que sou apenas mais um no meio de tantos bons jogadores que tem o Palmeiras. Eu sei da minha importância tática e do quanto posso ser útil, mas somos um conjunto e todos são importantes. Se um atleta não funcionar, o time pode deixar de render - analisou o palmeirense.
- Ele é um atleta veloz, rápido, que se antecipa bem nas jogadas, marca sempre com precisão e sabe sair para o jogo. Gosto bastante do estilo dele - afirmou Araújo, sobre Paulinho.
O corintiano também reconhece o trabalho do rival.
- O Márcio Araújo é muito bom jogador. Ele chega até mais ao ataque do que eu, mas temos características parecidas na marcação. É um dos pontos fortes do Palmeiras - analisou Paulinho.
A dupla pode até não decidir o clássico e a vaga na final do Paulistão diretamente, fazendo gols ou grandes jogadas. No entanto, quem conseguir cumprir melhor sua tarefa de anular os craques adversários fará sua equipe ter vantagem em um duelo tão equilibrado.
29/04/2011 14h10 - Atualizado em 29/04/2011 15h16
Dentinho prepara troco para o chute no vazio e projeta: 'Clássico é guerra'
Atacante promete pedaladas, mira primeiro gol no Palmeiras e pede sossego com a vida particular depois de anunciar namoro com modelo
O chileno Valdivia e seu 'chute no vazio' podem se preparar para uma resposta à altura do Corinthians, neste domingo, a partir das 16h, no Pacaembu, pelas semifinais do Campeonato Paulista. Acostumado aos clássicos desde as categorias de base e ciente da importância de uma vitória sobre o Verdão, Dentinho sonha com o primeiro gol diante do eterno rival e promete abusar da habilidade para levar o Timão a mais uma decisão de título.
- Sabemos que clássico é guerra. Tem de ser na raça e na vontade mesmo. É um jogo pegado, nossa torcida cobra bastante. Se tiver que dar carrinho de cabeça, tem que dar - projetou.
Nesta entrevista exclusiva ao Globoesporte.com, concedida no CT Joaquim Grava, na zona leste de São Paulo, Dentinho garante que não se importa com o polêmico lance criado pelo Mago e reclama sobre as críticas que recebe por utilizar as pedaladas para enganar os adversários durante os jogos.
- O engraçado é que, se o Dentinho dá a pedalada, está menosprezando o adversário. Tantos outros fazem e aí é uma coisa bonita - lamentou.
A vida fora de campo também virou assunto para Dentinho. Depois de participar do filme que conta a vida da ex-garota de programa Bruna Surfistinha e do seriado FDP, o jogador ganhou as manchetes por conta do romance com uma famosa modelo.
- Precisa me cobrar dentro de campo. Fora de campo, faço o que tenho vontade, o que eu gosto - esbravejou.
Globoesporte.com: Você já foi decisivo contra São Paulo e Santos, mas ainda não marcou no Palmeiras. É uma motivação a mais para o clássico?
Dentinho: Na história, não consegui fazer gol no Palmeiras. Fico em débito com a torcida. Isso não me incomoda. O mais importante é sair com a vitória. Mas, se aparecer uma oportunidade, tenho de fazer o gol. Já fiz contra Santos e São Paulo. Falta no Palmeiras.
Depois de formar dupla de ataque com o Ronaldo, como é jogar ao lado do Liedson?
Ronaldo não pode ser comparado com ninguém pela qualidade que tem, pela história que tem. O Liedson é um jogador rápido, que ajuda a marcar, roubar a bola e, quando aparece, também faz gol. Ele é meu companheiro de quarto e até falou: “Poxa, você ficou sem concentrar comigo, parei de fazer gol”. Voltei, e ele fez um. Ele é experiente, ficou bastante tempo na Europa e sempre fala para eu ficar com a cabeça tranquila, jogar meu futebol alegre, partir para cima do zagueiro e cruzar para ele fazer gol.
A semana que antecede um clássico tão importante como esse é diferente?
A ansiedade fica maior, né? Não que você não se concentre em todos os jogos, mas nesse tem mais concentração, sabe que se errar qualquer coisa pode dar um prejuízo maior. Gosto de jogar clássico, é o melhor jogo que tem, o campo que tem mais espaço. É a hora de pegar a bola, ir para cima, fazer jogadas individuais e conseguir essa vitória, que vai ser muito importante para a classificação para a final. Eu gosto (de clássico). Tem de ser ousado sempre, partir para cima. Em clássico tem um gostinho a mais. É um jogo importante, que a torcida gosta, todo mundo gosta. Eu sou mais um.
Dentinho admite que antes de um clássico a ansiedade é grande (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Você e o Julio Cesar enfrentaram o Palmeiras pelas categorias de base. A vontade de vencer é maior do que a dos outros jogadores?
É diferente desde a base. Sabemos que clássico é guerra, é um jogo difícil. Para quem chegou tem de estar com essa consciência de ser um jogo difícil. Tem de ser na raça e na vontade mesmo. Sabemos que é um jogo pegado, nossa torcida cobra bastante. Se tiver que dar carrinho de cabeça, precisa dar. É um jogo muito complicado. Na base, mais ganhei. No profissional, não sei se foram muitas partidas, mas acho que mais ganhei também.
Qual será a sensação de atuar como visitante no Pacaembu?
Vamos sentir falta da torcida, mas os 5% (quantidade designada pelo Palmeiras, mandante do jogo, por ter melhor campanha no torneio) vão fazer muito barulho. Vamos procurar jogar dentro de casa.
Você já recebeu críticas por causa das pedaladas. O que acha do “chute no vazio” do Valdivia?
Para mim, faz parte do futebol. Se ele tem criatividade para fazer isso, está bom. Eu tenho criatividade para dar minha pedalada. O engraçado é que, se o Dentinho dá pedalada, está menosprezando o adversário. Tantos outros fazem a pedalada e aí é uma coisa bonita. Mas é do futebol. Vou continuar indo para cima, jogando meu futebol alegre.
Ficaria irritado se ele fizesse na sua frente?
Para mim, tanto faz. Não acrescenta nada. É uma jogada que ele tem criatividade para fazer. É mérito dele. Quero saber se eu fizesse na frente de alguém se irritaria. Mas nosso grupo tem que estar focado na vitória.
O Palmeiras tem a melhor defesa do Paulistão (foram nove gols sofridos em 20 jogos). Tem alguma tática para superá-la?
Eles marcam muito forte. Temos de ser rápidos. Nenhuma defesa tem qualidade o jogo inteiro. Sempre tem uma falha. Quando tiver, nossa equipe tem de aproveitar. O Thiago Heleno é um excelente jogador. Sabemos que ele chega forte. Mas precisamos ir para cima e aproveitar as oportunidades.
Dentinho faz pose de modelo
(Foto: Felipe Barbosa / Mega Model)Chegou o momento de jogar na Europa?
Vamos conversar com a diretoria, é preciso ver se vai chegar proposta. Tenho paciência. Meu amor pelo Corinthians é muito grande. Com o tempo, vamos conversar. Não sei o que pode ocorrer mais para frente. Espero dar esse título paulista e ver o que acontece. Mas eu quero muito ficar.
Como está sendo a vida de celebridade depois de participar de um filme e um seriado?
Eu estou aproveitando o momento. É uma coisa bacana para a imagem do jogador. É a beleza, o carisma que eu tenho. Eu procuro fazer, aproveitar minha vida e curtir da melhor maneira possível.
Você virou manchete nas últimas semanas por causa de seu novo namoro (com a modelo Danielle Souza, mais conhecida como "Mulher Samambaia". Como é essa relação de fama e cobrança por um bom desempenho nos gramados?
Quero que me cobrem dentro de campo. Fora dele, faço o que tenho vontade, o que eu gosto. Nós temos uma vida só. Se você não é feliz nessa vida, o que vai acontecer? Fico chateado quando vejo alguma matéria falando do filme, do seriado ou da minha namorada. Isso é coisa minha. Não preciso ficar expondo. O que faço fora de campo é coisa minha. Cuido da minha vida, minha família está próxima. Qualquer um pode ter uma namorada. Não é necessário falar sobre sobre isso e me preocupo com o que se passa dentro de campo.
- Sabemos que clássico é guerra. Tem de ser na raça e na vontade mesmo. É um jogo pegado, nossa torcida cobra bastante. Se tiver que dar carrinho de cabeça, tem que dar - projetou.
- O engraçado é que, se o Dentinho dá a pedalada, está menosprezando o adversário. Tantos outros fazem e aí é uma coisa bonita - lamentou.
A vida fora de campo também virou assunto para Dentinho. Depois de participar do filme que conta a vida da ex-garota de programa Bruna Surfistinha e do seriado FDP, o jogador ganhou as manchetes por conta do romance com uma famosa modelo.
- Precisa me cobrar dentro de campo. Fora de campo, faço o que tenho vontade, o que eu gosto - esbravejou.
Dentinho: Na história, não consegui fazer gol no Palmeiras. Fico em débito com a torcida. Isso não me incomoda. O mais importante é sair com a vitória. Mas, se aparecer uma oportunidade, tenho de fazer o gol. Já fiz contra Santos e São Paulo. Falta no Palmeiras.
Depois de formar dupla de ataque com o Ronaldo, como é jogar ao lado do Liedson?
Ronaldo não pode ser comparado com ninguém pela qualidade que tem, pela história que tem. O Liedson é um jogador rápido, que ajuda a marcar, roubar a bola e, quando aparece, também faz gol. Ele é meu companheiro de quarto e até falou: “Poxa, você ficou sem concentrar comigo, parei de fazer gol”. Voltei, e ele fez um. Ele é experiente, ficou bastante tempo na Europa e sempre fala para eu ficar com a cabeça tranquila, jogar meu futebol alegre, partir para cima do zagueiro e cruzar para ele fazer gol.
A semana que antecede um clássico tão importante como esse é diferente?
A ansiedade fica maior, né? Não que você não se concentre em todos os jogos, mas nesse tem mais concentração, sabe que se errar qualquer coisa pode dar um prejuízo maior. Gosto de jogar clássico, é o melhor jogo que tem, o campo que tem mais espaço. É a hora de pegar a bola, ir para cima, fazer jogadas individuais e conseguir essa vitória, que vai ser muito importante para a classificação para a final. Eu gosto (de clássico). Tem de ser ousado sempre, partir para cima. Em clássico tem um gostinho a mais. É um jogo importante, que a torcida gosta, todo mundo gosta. Eu sou mais um.
É diferente desde a base. Sabemos que clássico é guerra, é um jogo difícil. Para quem chegou tem de estar com essa consciência de ser um jogo difícil. Tem de ser na raça e na vontade mesmo. Sabemos que é um jogo pegado, nossa torcida cobra bastante. Se tiver que dar carrinho de cabeça, precisa dar. É um jogo muito complicado. Na base, mais ganhei. No profissional, não sei se foram muitas partidas, mas acho que mais ganhei também.
Sabemos que clássico é guerra, é um jogo difícil. Tem que ser na raça e na vontade mesmo. Se tiver que dar carrinho de cabeça, tem que dar."
Dentinho
Vamos sentir falta da torcida, mas os 5% (quantidade designada pelo Palmeiras, mandante do jogo, por ter melhor campanha no torneio) vão fazer muito barulho. Vamos procurar jogar dentro de casa.
Você já recebeu críticas por causa das pedaladas. O que acha do “chute no vazio” do Valdivia?
Para mim, faz parte do futebol. Se ele tem criatividade para fazer isso, está bom. Eu tenho criatividade para dar minha pedalada. O engraçado é que, se o Dentinho dá pedalada, está menosprezando o adversário. Tantos outros fazem a pedalada e aí é uma coisa bonita. Mas é do futebol. Vou continuar indo para cima, jogando meu futebol alegre.
Ficaria irritado se ele fizesse na sua frente?
Para mim, tanto faz. Não acrescenta nada. É uma jogada que ele tem criatividade para fazer. É mérito dele. Quero saber se eu fizesse na frente de alguém se irritaria. Mas nosso grupo tem que estar focado na vitória.
O Palmeiras tem a melhor defesa do Paulistão (foram nove gols sofridos em 20 jogos). Tem alguma tática para superá-la?
Eles marcam muito forte. Temos de ser rápidos. Nenhuma defesa tem qualidade o jogo inteiro. Sempre tem uma falha. Quando tiver, nossa equipe tem de aproveitar. O Thiago Heleno é um excelente jogador. Sabemos que ele chega forte. Mas precisamos ir para cima e aproveitar as oportunidades.
(Foto: Felipe Barbosa / Mega Model)
Vamos conversar com a diretoria, é preciso ver se vai chegar proposta. Tenho paciência. Meu amor pelo Corinthians é muito grande. Com o tempo, vamos conversar. Não sei o que pode ocorrer mais para frente. Espero dar esse título paulista e ver o que acontece. Mas eu quero muito ficar.
Como está sendo a vida de celebridade depois de participar de um filme e um seriado?
Eu estou aproveitando o momento. É uma coisa bacana para a imagem do jogador. É a beleza, o carisma que eu tenho. Eu procuro fazer, aproveitar minha vida e curtir da melhor maneira possível.
Você virou manchete nas últimas semanas por causa de seu novo namoro (com a modelo Danielle Souza, mais conhecida como "Mulher Samambaia". Como é essa relação de fama e cobrança por um bom desempenho nos gramados?
Quero que me cobrem dentro de campo. Fora dele, faço o que tenho vontade, o que eu gosto. Nós temos uma vida só. Se você não é feliz nessa vida, o que vai acontecer? Fico chateado quando vejo alguma matéria falando do filme, do seriado ou da minha namorada. Isso é coisa minha. Não preciso ficar expondo. O que faço fora de campo é coisa minha. Cuido da minha vida, minha família está próxima. Qualquer um pode ter uma namorada. Não é necessário falar sobre sobre isso e me preocupo com o que se passa dentro de campo.
29/04/2011 20h00 - Atualizado em 29/04/2011 20h05
Ceni pode alcançar sua 300ª vitória no Morumbi. Basta superar o Santos...
Goleiro são-paulino está perto de nova marca pelo clube. Mas para chegar ao número, Tricolor tem de bater o Peixe na semifinal do Paulistão
Colecionador de títulos e marcas pelo São Paulo, o goleiro Rogério Ceni está próximo de acrescentar mais um número à sua história com o Tricolor. Se o time do Morumbi vencer o Santos neste sábado, às 16h, pela semifinal do Campeonato Paulista, o camisa 1 chegará à 300ª vitória pela equipe no estádio são-paulino.
Rogério Ceni pode alcançar a sua 300ª vitória com o São Paulo no Morumbi (Wander Roberto / VIPCOMM)O primeiro jogo de Rogério Ceni com o São Paulo no Morumbi foi em 1993, contra o Bahia. Logo na estreia, vitória por 2 a 0, pelo Campeonato Brasileiro. A partida na casa tricolor só ocorreu 11 jogos depois de sua estreia pelo time, durante o Campeonato Paulista.
Rogério tem 468 jogos no Morumbi, com 299 vitórias, 103 empates e 66 derrotas – aproveitamento de 71,2% dos pontos disputados. Apesar do bom histórico em casa, Ceni sabe que encontrará dificuldades para alcançar a nova marca.
- O Santos tem jogadores diferentes e perigosos. Temos de fazer o nosso melhor, ainda mais contra o Santos. Sempre fizemos grandes jogos e agora vão ser só 90 minutos – disse o arqueiro ao site oficial do São Paulo.
Depois da vitória tricolor sobre a Portuguesa, na semana passada, Rogério chegou a comentar sobre o fato de já ter enfrentado várias vezes o Santos. Nos últimos cinco jogos, o Peixe venceu quatro e perdeu apenas uma partida.
- O Santos é o melhor dos quatro em qualidade individual. Se errar contra eles paga-se bem caro. O time tem um único defeito, que eu não vou falar, mas é no que iremos focar para explorar.
Rogério tem 468 jogos no Morumbi, com 299 vitórias, 103 empates e 66 derrotas – aproveitamento de 71,2% dos pontos disputados. Apesar do bom histórico em casa, Ceni sabe que encontrará dificuldades para alcançar a nova marca.
- O Santos tem jogadores diferentes e perigosos. Temos de fazer o nosso melhor, ainda mais contra o Santos. Sempre fizemos grandes jogos e agora vão ser só 90 minutos – disse o arqueiro ao site oficial do São Paulo.
Depois da vitória tricolor sobre a Portuguesa, na semana passada, Rogério chegou a comentar sobre o fato de já ter enfrentado várias vezes o Santos. Nos últimos cinco jogos, o Peixe venceu quatro e perdeu apenas uma partida.
- O Santos é o melhor dos quatro em qualidade individual. Se errar contra eles paga-se bem caro. O time tem um único defeito, que eu não vou falar, mas é no que iremos focar para explorar.
29/04/2011 07h00 - Atualizado em 29/04/2011 10h25
Artilheiro, Dagoberto vira 'o cara' do São Paulo no Campeonato Paulista
No Tricolor desde 2007, atacante comemora melhor fase e avisa que gosta de encarar o Santos, time que joga aberto e dá espaço ao adversário
Dagoberto está no São Paulo desde 2007 e é bicampeão brasileiro pelo clube. Mas jamais esteve em uma fase tão boa como agora. Artilheiro do Tricolor na temporada, com 13 gols, o atacante pode ser considerado “o cara” da equipe para a semifinal do Paulistão, contra o Santos, sábado, às 16h, no estádio do Morumbi.
Especialmente porque o técnico Paulo César Carpegiani perdeu Lucas, machucado, e ainda não pode contar com a estrela Luis Fabiano – o atacante chegou ao clube depois do fim do período de inscrições na competição estadual.
- O São Paulo está passando por uma fase muito boa, né. Ofensivamente tem mostrado um futebol de bom nível. E eu, como peça desse time, tenho conseguido me destacar – declarou Dagoberto, em entrevista ao Globoesporte.com.
Não poderia existir adversário melhor que o Santos para Dagoberto tentar manter o seu destaque na temporada. Foi contra o Peixe que ele marcou seu primeiro gol com a camisa do São Paulo e no ano passado ele fez três gols sobre o rival. Segundo o jogador, o estilo de jogo do Alvinegro praiano o favorece.
- É uma equipe que gosto muito de enfrentar, pelo estilo de jogo, por ter jogadores magníficos. Será um duelo aberto e quem for ao estádio vai gostar muito.
Confira abaixo a íntegra da entrevista de Dagoberto. O atacante fala também de Luis Fabiano, do fim de seu contrato, de Muricy Ramalho e Seleção Brasileira.
Globoesporte.com: Sem o Lucas, machucado, e o Luis Fabiano, sem poder ser inscrito, você se considera ‘o cara’ do São Paulo no Campeonato Paulista?
Dagoberto: O São Paulo está passando por uma fase muito boa, né? Ofensivamente tem mostrado um futebol de bom nível. E eu, como peça desse time, tenho conseguido me destacar. Os gols estão saindo (são 13 gols na temporada), as assistências também e a equipe está vencendo. Isso é o mais importante.
Por qual motivo você está mais à vontade no Tricolor?
É que o esquema que a equipe vem jogando é justamente pelo qual eu fui contratado. Isso está facilitando muito o meu futebol. Quando eu cheguei (em 2007), o São Paulo tinha um esquema mais defensivo, uma parada de marcar bastante. Eu tive de me acostumar com isso e sair um pouco das minhas características. Agora estou jogando exatamente na minha função.
É possível dizer que o São Paulo enfim tem o Dagoberto que contratou?
Eu fui campeão duas vezes (dos Brasileiros de 2007 e 2008) e isso vai ficar marcado para sempre na minha vida e na história do São Paulo. Mas o modo como o time atua hoje e os jogadores que o elenco tem favorecem muito o meu futebol.
E por que você só engrenou nesta temporada, sua última nesse contrato?
O meu momento aqui sempre foi bom. Tive alguns contratempos, é verdade, mas eu jogava em uma posição em que dava bastante assistências, eu ajudava de outra maneira. Atualmente, porém, eu apareço mais para os gols. É uma coisa nova para mim no São Paulo. Ainda não tinha jogado assim aqui. Estou curtindo.
Dagoberto: evolução a cada dia com a camisa do São Paulo (Foto: Marcos Ribolli/Globoesporte.com)Você teme perder a posição quando o Luis Fabiano puder jogar?
Não tem nem o que falar do Luis, né? Ele vai cair como uma luva no time. Não tenho preocupação. Os gols vão continuar saindo com mais naturalidade. Até pela posição que estou jogando agora. E o Dagoberto será o mesmo de sempre.
Esse início de 2011, então, é seu melhor momento no São Paulo?
Eu associo os bons momentos com conquistas. Quando você é campeão pode firmar algo. Então eu já tenho o nome marcado na história do São Paulo, pelos títulos que conquistei. Vivo uma fase boa e espero continuar assim para aumentar minha história. O coletivo está bom e o individual está aparecendo. É assim.
Em sua evolução, o quanto pesou ter mais liberdade para atacar e menos responsabilidade na marcação, como na época do Muricy Ramalho?
Foi essencial essa mudança. Agora toda hora a bola passa pelos meus pés. Toda hora estou deixando um companheiro em condição e até mesmo concluindo. Antes, muitas vezes eu dominava a bola e não tinha força para atacar, porque tinha de correr atrás de um lateral ou de um volante para marcar. Mas, de qualquer maneira, aquilo foi um aprendizado para mim. Eu agradeço ao Muricy porque ele me passou muita coisa bacana. Mas foi difícil passar por isso.
Depois disso, você se sente mais à vontade para expor suas insatisfações?
Eu tenho a minha personalidade e muitas vezes fui criticado por expor o que estou sentindo. Às vezes parece que as pessoas querem que o jogador de futebol escute e fique quieto. Longe disso. Eu tenho meu ponto de vista e busco o entendimento a cada dia. Passo o que estou sentindo e tenho uma abertura legal.
Você foi revelado pelo Atlético-PR e teve destaque por lá. Mas agora, após quatro anos no Tricolor, dá para dizer que é o Dagoberto do São Paulo?
É até natural. Pela mídia, pelas conquistas... Passei seis anos lá no Atlético-PR e foi um período de muito aprendizado, mas o que vivi e estou vivendo no São Paulo é uma experiência maravilhosa e que vou levar para o resto da minha vida. Tudo é muito intenso, muito bom. Desde as cobranças até as alegrias. Hoje sou conhecido como um atleta que passou pelo Atlético-PR e se firmou no São Paulo.
Dagoberto celebra gol tricolor (Foto: Ag. Estado)E o que está planejado para o futuro: seguir no São Paulo, ir para Europa?
Difícil de responder, porque ninguém sabe o que pode acontecer. Tenho meus objetivos, meus sonhos e uma família que depende de mim. Tenho mais um ano de contrato e sou muito feliz aqui no São Paulo. Estou bastante adaptado a tudo. Vamos ver, né, quem sabe temos algumas novidades boas mais adiante.
Seria uma renovação?
Ainda não teve um contato do São Paulo. Não depende de mim.
O Santos, adversário do Tricolor na semifinal do Paulistão, é um time que você gosta de enfrentar, contra quem você sempre vai bem...
Foi contra o Santos o meu primeiro gol pelo São Paulo. E depois eu fui bem em outros jogos também. É uma equipe que gosto muito de enfrentar, pelo estilo de jogo, por ter jogadores magníficos. Será um jogo aberto e quem for ao estádio vai gostar muito. Temos feito grandes jogos contra eles. E espero que seja mais um.
E você sonha com Seleção Brasileira? Acha que o Mano te acompanha?
Tenho certeza que ele está acompanhando o futebol brasileiro. O Lucas apareceu e foi convocado, o Neymar também. Mas eu sou muito 'pés no chão'. Sei que tenho de estar voando aqui no São Paulo para chegar à Seleção Brasileira. Estou procurando me empenhar ao máximo para realizar esse sonho.
Especialmente porque o técnico Paulo César Carpegiani perdeu Lucas, machucado, e ainda não pode contar com a estrela Luis Fabiano – o atacante chegou ao clube depois do fim do período de inscrições na competição estadual.
- O São Paulo está passando por uma fase muito boa, né. Ofensivamente tem mostrado um futebol de bom nível. E eu, como peça desse time, tenho conseguido me destacar – declarou Dagoberto, em entrevista ao Globoesporte.com.
Não poderia existir adversário melhor que o Santos para Dagoberto tentar manter o seu destaque na temporada. Foi contra o Peixe que ele marcou seu primeiro gol com a camisa do São Paulo e no ano passado ele fez três gols sobre o rival. Segundo o jogador, o estilo de jogo do Alvinegro praiano o favorece.
- É uma equipe que gosto muito de enfrentar, pelo estilo de jogo, por ter jogadores magníficos. Será um duelo aberto e quem for ao estádio vai gostar muito.
Confira abaixo a íntegra da entrevista de Dagoberto. O atacante fala também de Luis Fabiano, do fim de seu contrato, de Muricy Ramalho e Seleção Brasileira.
Dagoberto: O São Paulo está passando por uma fase muito boa, né? Ofensivamente tem mostrado um futebol de bom nível. E eu, como peça desse time, tenho conseguido me destacar. Os gols estão saindo (são 13 gols na temporada), as assistências também e a equipe está vencendo. Isso é o mais importante.
Por qual motivo você está mais à vontade no Tricolor?
É que o esquema que a equipe vem jogando é justamente pelo qual eu fui contratado. Isso está facilitando muito o meu futebol. Quando eu cheguei (em 2007), o São Paulo tinha um esquema mais defensivo, uma parada de marcar bastante. Eu tive de me acostumar com isso e sair um pouco das minhas características. Agora estou jogando exatamente na minha função.
É possível dizer que o São Paulo enfim tem o Dagoberto que contratou?
Eu fui campeão duas vezes (dos Brasileiros de 2007 e 2008) e isso vai ficar marcado para sempre na minha vida e na história do São Paulo. Mas o modo como o time atua hoje e os jogadores que o elenco tem favorecem muito o meu futebol.
E por que você só engrenou nesta temporada, sua última nesse contrato?
O meu momento aqui sempre foi bom. Tive alguns contratempos, é verdade, mas eu jogava em uma posição em que dava bastante assistências, eu ajudava de outra maneira. Atualmente, porém, eu apareço mais para os gols. É uma coisa nova para mim no São Paulo. Ainda não tinha jogado assim aqui. Estou curtindo.
Não tem nem o que falar do Luis, né? Ele vai cair como uma luva no time. Não tenho preocupação. Os gols vão continuar saindo com mais naturalidade. Até pela posição que estou jogando agora. E o Dagoberto será o mesmo de sempre.
Esse início de 2011, então, é seu melhor momento no São Paulo?
Eu associo os bons momentos com conquistas. Quando você é campeão pode firmar algo. Então eu já tenho o nome marcado na história do São Paulo, pelos títulos que conquistei. Vivo uma fase boa e espero continuar assim para aumentar minha história. O coletivo está bom e o individual está aparecendo. É assim.
Eu agradeço ao Muricy porque ele me passou muita coisa bacana. Mas foi difícil passar por isso (ajudar na marcação)."
Dagoberto
Foi essencial essa mudança. Agora toda hora a bola passa pelos meus pés. Toda hora estou deixando um companheiro em condição e até mesmo concluindo. Antes, muitas vezes eu dominava a bola e não tinha força para atacar, porque tinha de correr atrás de um lateral ou de um volante para marcar. Mas, de qualquer maneira, aquilo foi um aprendizado para mim. Eu agradeço ao Muricy porque ele me passou muita coisa bacana. Mas foi difícil passar por isso.
Depois disso, você se sente mais à vontade para expor suas insatisfações?
Eu tenho a minha personalidade e muitas vezes fui criticado por expor o que estou sentindo. Às vezes parece que as pessoas querem que o jogador de futebol escute e fique quieto. Longe disso. Eu tenho meu ponto de vista e busco o entendimento a cada dia. Passo o que estou sentindo e tenho uma abertura legal.
Você foi revelado pelo Atlético-PR e teve destaque por lá. Mas agora, após quatro anos no Tricolor, dá para dizer que é o Dagoberto do São Paulo?
É até natural. Pela mídia, pelas conquistas... Passei seis anos lá no Atlético-PR e foi um período de muito aprendizado, mas o que vivi e estou vivendo no São Paulo é uma experiência maravilhosa e que vou levar para o resto da minha vida. Tudo é muito intenso, muito bom. Desde as cobranças até as alegrias. Hoje sou conhecido como um atleta que passou pelo Atlético-PR e se firmou no São Paulo.
Difícil de responder, porque ninguém sabe o que pode acontecer. Tenho meus objetivos, meus sonhos e uma família que depende de mim. Tenho mais um ano de contrato e sou muito feliz aqui no São Paulo. Estou bastante adaptado a tudo. Vamos ver, né, quem sabe temos algumas novidades boas mais adiante.
Seria uma renovação?
Ainda não teve um contato do São Paulo. Não depende de mim.
O Santos, adversário do Tricolor na semifinal do Paulistão, é um time que você gosta de enfrentar, contra quem você sempre vai bem...
Foi contra o Santos o meu primeiro gol pelo São Paulo. E depois eu fui bem em outros jogos também. É uma equipe que gosto muito de enfrentar, pelo estilo de jogo, por ter jogadores magníficos. Será um jogo aberto e quem for ao estádio vai gostar muito. Temos feito grandes jogos contra eles. E espero que seja mais um.
E você sonha com Seleção Brasileira? Acha que o Mano te acompanha?
Tenho certeza que ele está acompanhando o futebol brasileiro. O Lucas apareceu e foi convocado, o Neymar também. Mas eu sou muito 'pés no chão'. Sei que tenho de estar voando aqui no São Paulo para chegar à Seleção Brasileira. Estou procurando me empenhar ao máximo para realizar esse sonho.
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