27/04/2011 19h05 - Atualizado em 27/04/2011 20h07
Carrasco e artilheiro, Liedson projeta batalha contra melhor zaga do torneio
Nas semifinais de 2003, atacante fez dois gols e ajudou o Timão a eliminar o rival. Agora, quer cuidado: 'O Palmeiras está muito melhor hoje', garante
Na última vez que Timão e Verdão se encontraram nas semifinais do estadual brilhou a estrela do Levezinho. No primeiro duelo, no Morumbi, as equipes empataram por 2 a 2. Liedson fez um dos gols – os outros foram de Adãozinho e Neném para o Alviverde e Anderson, para o Alvinegro.
Já no confronto decisivo, o Corinthians não deu chances ao rival. Em apenas 21 minutos, fez quatro gols e depois apenas administrou, ainda levando dois. Liedson deixou o dele novamente, acompanhado de Gil (dois) e Fábrício. Rogério e o colombiano Muñoz descontaram. Mais tarde, o Timão levantaria a taça diante do São Paulo. Liedson marcaria outro.
- É uma coincidência muito grande, foi na mesma fase. Mas o momento é totalmente diferente do que foi em 2003. O Palmeiras está muito melhor hoje. O Corinthians também está forte. Lembro as vitórias nos deram a passagem para a final. Agora, é totalmente diferente – afirmou o camisa 9, artilheiro do estadual, com 11 gols.
A defesa, aliás, não era o ponto forte do Palmeiras naquela ocasião. Índio e Leonardo formaram a dupla do primeiro jogo. Para piorar, o técnico Jair Picerni perdeu ambos para o confronto valendo a classificação para a decisão. Assim, teve de escalar o volante Claudecir improvisado, além do novato Everaldo.
Desta vez, a situação muda completamente. Felipão conseguiu formar uma verdadeira muralha ao redor do gol. Em 20 partidas pelo estadual, o Palmeiras levou apenas nove gols, melhor desempenho entre todos os participantes. O Corinthians também vem bem neste quesito, com apenas 13.
- É a melhor defesa do campeonato, não tem ponto fraco. Vai ser um jogo bastante difícil e disputado. Os dois times estão passando por um momento muito bom. Não há favoritos. Estamos preparados e treinando bem para que domingo possamos fazer um bom jogo – ressaltou o Levezinho.
Liedson vem respirando aliviado depois do gol marcado contra o Oeste. O jogador não balançava a rede há três jogos. Neste período, chegou a reclamar que estava sendo pouco acionado pelo setor de criação. Na entrevista desta quarta-feira, preferiu fazer críticas ao próprio rendimento.
- Mesmo naquele período mais difícil, a bola estava chegando. Tivemos chances e não conseguimos marcar. Mas amadurecemos bastante e criamos várias chances contra o Oeste – completou.
27/04/2011 21h34 - Atualizado em 27/04/2011 21h42
Em jogo violento, Cerro empata em 0 a 0 com Estudiantes na Argentina
Visitantes seguram pressão dos anfitriões, comandados por Verón, e agora se classificam com uma vitória simples no jogo da volta, no Paraguai
O árbitro brasileiro Salvio Spínola Fagundes apitou a partida e não conseguiu coibir as entradas violentas dos dois lados do campo. Além disso, ele deixou de marcar um pênalti claro sofrido pelo meia-atacante Pablo Barrientos, do Estudiantes. Aos 17 minutos do primeiro tempo, o jogador foi derrubado em cima da linha da grande área, mas o juiz, equivocadamente, marcou a falta ao invés da penalidade.
Ainda na primeira etapa, o time da casa assustou também em bicicleta do centroavante Rodrigo López e em cobrança de falta de Pablo Barrientos, que desviou na barreira e obrigou o goleiro Diego Barreto, que já se deslocava para o outro lado, a fazer grande defesa. Mas os visitantes não ficaram só na defesa. No início do jogo, o zagueiro Luis Pedro Benítez conseguiu cabeçada que triscou no travessão e, aos 16 minutos, o atacante Roberto Nanni, artilheiro da competição com sete gols, limpou o marcador dentro da grande área e bateu forte para boa defesa de Agustín Orión.
Retranca e alívio
Embora tenha assustado a meta dos anfitriões, o Cerro Porteño voltou todo recuado para a etapa final, e armou uma barreira que dificultou a vida de Verón e companhia. O Estudiantes só conseguiam chegar em bolas alçadas na área, como nas cabeçadas de Pablo Barrientos e de Rodrigo López que Diego Barreto defendeu sem grandes dificuldades. Sem seu capitão inspirado, o time argentino pecou muito na parte técnica.
Aos 38 minutos, Verón, demonstrando muito cansaço, deixou o campo para a entrada de Leandro Benítez. Nada que mudasse o panorama da partida até os 41 minutos, quando o volante Rodrigo Burgos, em mais uma entrada forte, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. Com um a mais em campo, o Estudiantes cresceu e teve criou sua melhor chance dois minutos depois: após cobrança de escanteio, Rodrigo López subiu mais que a marcação e cabeceou forte, com a força de um chute, mas a bola foi em cima do goleiro Diego Barreto, que salvou a equipe paraguaia e saiu como heroi da partida.
27/04/2011 21h11 - Atualizado em 27/04/2011 21h11
Contra o favoritismo, Inter usa Grêmio como exemplo
Em semana de Gre-Nal, colorados se mostram surpresos com derrota do rival para o Universidad Católica
(Foto: Alexandre Alliatti / Globoesporte.com)
Os atletas colorados citaram nesta quarta-feira, depois do treinamento no Centenário, a derrota de 2 a 1 do Grêmio para o Universidad Católica, no Olímpico. E se mostraram supresos.
- Vimos os jogos de quarta. Todas as equipes estão parelhas. O Vélez demonstrou que está forte (fez 3 a 0 na LDU). Vamos ter que fazer um sacrifício muito grande para passar de fase. O Católica mostrou força também. É difícil jogar no Olímpico. É difícil ganhar do Grêmio no Olímpico. Ficou mais difícil com um a menos. Mas é problema do Católica e do Grêmio definir lá no Chile. Temos que fazer nosso trabalho. Não adianta nada a gente não fazer nosso trabalho e ficar fora da próxima fase – disse o meia D’Alessandro.
O zagueiro Bolívar fez raciocínio parecido com o do colega. E também se mostrou surpreso com a derrota do Grêmio.
- Na Libertadores, não tem favoritismo. Uma equipe que de repente esteja muito bem na primeira fase pode sofrer um tropeço e cair fora. A LDU é um bicho-papão e levou 3 a 0 do Vélez. É uma competição que mostra dificuldades para todas as equipes. Ninguém esperava que o Grêmio, jogando no Olímpico, tivesse uma derrota como aquela. Temos que ter atenção a tudo – comentou o defensor.
O classificado entre Inter e Peñarol pega quem passar de Grêmio x Universidad Católica. Pode ter Gre-Nal nas quartas de final da Libertadores. Mas antes tem um clássico que é certo. No domingo, os rivais de Porto Alegre decidem o título do returno do Gauchão.
São Paulo 1 x 0 Goiás
Sonolento, Tricolor conta com faro de gol de Dagoberto para selar sua vaga
Sem forçar o ritmo, São Paulo soube controlar o Goiás, venceu por 1 a 0 e se garantiu nas quartas da Copa do Brasil, quando terá o Avaí pela frente
Com o tento marcado, o atacante chegou a 13 na temporada, sendo nove no Paulista e quatro na Copa do Brasil. Para se ter uma ideia de como as coisas estão dando certo, o ano de 2011 está em abril ainda e o jogador já se aproxima do rendimento de 2010, quando marcou 15 vezes.
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Com mais um triunfo por 1 a 0 sobre os esmeraldinos, o Tricolor garantiu presença na próxima fase e agora terá o Avaí pela frente. A equipe catarinense despachou o Botafogo da competição e promete dificultar para o time do Morumbi, que luta pela inédita conquista. Os jogos serão realizados nos dias 4 e 11 de maio e a ordem dos duelos será definida por sorteio na CBF.As duas equipes agora voltam o foco para os estaduais. Se o Tricolor terá o Santos pela frente, o Goiás fará uma das semifinais do Goiano contra o Vila Nova. No primeiro jogo, o time esmeraldino venceu por 1 a 0 e, por isso, tem a vantagem do empate.
Jogo morno e Dagoberto decisivo no primeiro tempo
A noite desta quarta-feira inicialmente prometia a reestreia do atacante Luis Fabiano com a camisa 9 do São Paulo. Porém, como o jogador ainda está longe de suas melhores condições físicas, a comissão técnica preferiu não arriscar e mandou a campo o mesmo time que atuou no jogo de ida contra os goianos, no Serra Dourada, na última semana. A ausência do Fabuloso não freou o entusiasmo do torcedor que, apesar da forte chuva que caiu na capital paulista, compareceu em ótimo número ao estádio do Morumbi: mais de 32 mil pessoas.
Sem uma referência ofensiva, o São Paulo apostou no trio Marlos, Ilsinho e Dagoberto, que se movimentava por todo o campo e buscava a troca rápida de passes. O Goiás, em desvantagem, também resolveu sair para o jogo, embora faltasse qualidade para levar perigo ao gol defendido por Rogério Ceni.
Aos 12, surgiu a primeira chance são-paulina: Casemiro arrancou pelo meio, tabelou com as pernas de um defensor esmeraldino, avançou e bateu de pé direito, obrigando Pedro Henrique a fazer boa defesa. Sete minutos depois, saiu o gol: Amaral tocou para Zé Antônio, que escorregou e deixou a bola livre para Carlinhos Paraíba. Este armou o contra-ataque e rolou para Dagoberto. Em ótima fase, o camisa 25 bateu cruzado, no canto direito adversário, para marcar 1 a 0 e fazer o seu 13º gol na temporada e quarto na Copa do Brasil.
Jogo fraco no segundo tempo
Na volta para o segundo tempo, uma surpresa no São Paulo: Rhodolfo, machucado, cedeu seu lugar a Xandão. O Goiás, que a esta altura precisava de dois gols, assustou logo no começo, quando Robert desceu pela direita e cruzou na medida para Oziel que, sozinho na área, chutou por cima do gol de Rogério Ceni. O Tricolor respondeu aos oito, com Miranda que, após cobrança de escanteio de Dagoberto, exigiu boa defesa de Pedro Henrique. Aos 11, Ilsinho só não marcou porque foi travado na hora da finalização por Ernando.
Com o passar do tempo, o São Paulo voltou a se tornar burocrático. Diante de um adversário que lutava muito, mas não tinha técnica, a equipe relaxou e o torcedor começou a vaiar. Depois, passou a pedir insistentemente pela entrada de Rivaldo. Aos 23, Dagoberto teve uma grande chance, mas exagerou no preciosismo e foi desarmado por Carlos Alberto. Esse lance fez a galera perder a paciência de vez. Para amenizar a ira das arquibancadas, Carpegiani chamou Rivaldo para entrar em campo. Aos 34, ele ficou com a vaga do apagadíssimo Marlos.
Em 14 minutos, ele fez mais que o camisa 11. Aos 40, ele deu passe açucarado para Jean que, cara a cara com Pedro Henrique, chutou em cima do goleiro. Quatro minutos depois, ele repetiu a dose para o mesmo Jean, que invadiu a área pelo lado direito e bateu cruzado, para fora. No fim, apesar da fraca apresentação são-paulina, o torcedor aplaudiu.
| Rogério Ceni; Rhodolfo (Xandão), Alex Silva e Miranda; Jean, Casemiro, Carlinhos Paraíba, Ilsinho (Fernandão) e Juan; Marlos (Rivaldo) e Dagoberto. | Harlei (Pedro Henrique); Valmir Lucas, Rafael Tolói e Ernando; Oziel, Amaral, Zé Antônio (Leandro), Marcelo Costa e Carlos Alberto; Hugo (Assuério) e Robert. |
| Técnico: Paulo César Carpegiani | Técnico: Artur Neto |
| Gols:Dagoberto, aos 19 minutos do 1º tempo | |
| Cartões amarelos:Casemiro (São Paulo); Leandro, Assuério e Zé Antônio (Goiás) | |
| Público: 32.001 pagantes. Renda: R$ 891.747,00 | |
| Local: Morumbi. Data: 27/04/2011. Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa/RJ). Auxiliares: Dibert Pedrosa Moises (Fifa/RJ) e Lilian da Silva Fernandes Bruno (RJ) | |
28/04/2011 07h00 - Atualizado em 28/04/2011 07h06
Carpegiani não garante reestreia de Luis Fabiano na próxima quarta
Atacante seguirá realizando planejamento traçado pela comissão técnica
- É difícil falar sobre isso agora. O Luis está muito entusiasmado, queria jogar de qualquer maneira. Eu mesmo pensei que seria possível ele atuar em Goiânia, mas vimos que seria prematuro demais. Falta uma semana para o jogo contra o Avaí e é difícil fazer qualquer tipo de previsão. Agora, minha cabeça está voltada apenas para o jogo contra o Santos. Depois, vamos ver essa questão do Luis Fabiano – afirmou o técnico Paulo César Carpegiani, questionado sobre o assunto.
São Paulo (Foto: Ag. Estado)
- Estou com muitas saudades de jogar no Morumbi. Espero que no próximo jogo da Copa do Brasil eu esteja bem – ressaltou.
Enquanto o grupo principal se prepara para o duelo de sábado, contra o Santos, Luis Fabiano seguirá o cronograma traçado pela comissão técnica. Ele vai alternar trabalhos no campo com muito fortalecimento muscular no Reffis.
28/04/2011 00h41 - Atualizado em 28/04/2011 00h45
Golaço de Willians cai na conta do acaso: ‘Aconteceu a jogada’
Volante protagoniza lance à la Messi na vitória do Fla sobre o Horizonte-CE
- Aconteceu a jogada. Eu vi que estava aberto e acabei fazendo o gol – disse.
Contra os cearenses, Willians marcou pela quarta vez pelo Flamengo. A última havia sido em 20 de setembro de 2009, contra o Coritiba, pelo Brasileirão, há 83 jogos.
- Desde 2009 (não marcava). Pude fazer uma boa jogada e fazer o terceiro gol para dar a vitória para a gente. Agora, pensamos no Ceará, que se classificou. Temos de fazer um bom jogo também - a CBF sorteia nesta quinta-feira a ordem dos jogos das quartas de final.
O clássico será às 16h (de Brasília), no Engenhão. Se vencer, o Flamengo será campeão carioca por antecipação, já que conquistou a Taça Guanabara.
santos verce e esta a um empate das quartas de final
Sob olhar de Pelé, camisa 10 faz, com um chute certeiro de pé esquerdo, o único gol de um jogo duro contra o América-MEX. Jogo de volta será terça
O Santos não apresentou contra o América-MEX, nesta quarta-feira à noite, um futebol vistoso, com lances brilhantes. Não foi envolvente como costuma ser. Mas venceu. Uma vitória magra, é verdade: apenas 1 a 0 (assista aos melhores momentos). Mas o suficiente para jogar por um empate ou até perder por um gol, desde que marque, na partida de volta pelas oitavas de final da Taça Libertadores, terça-feira, às 22h45m (horário de brasília), em Querétaro, a 221 km da Cidade do México. O América, por sua vez, precisa vencer por dois gols de diferença. Se devolver o 1 a 0, leva a decisão para os pênaltis.
Ganso, milimétrico
O América entrou em campo sem alguns de seus seus melhores jogadores de frente. Montenegro, Sanchez e Reyna estavam no banco. Filiados à Concacaf (Confederação de Futebol das Américas do Norte, Central e Caribe), os mexicanos jogam a Taça Libertadores, competição sul-americana, como convidados. Como não podem disputar o Mundial de Clubes da Fifa se forem campeões, preferem priorizar o seu campeonato local.
Com seus principais atletas no banco, o técnico Carlos Reinoso optou por um time mais fechado, com duas linhas de quatro fixas. À frente, somente os grandalhões Vuoso e Márquez. A intenção era clara: bloquear as saídas do time santista. Com a bola no pé, a ordem era jogar pelo alto para os dois grandalhões, fixos à frente.
E o Santos não achava brechas para penetrar o muro amarelo. Batia e voltava. Neymar arriscava dribles de efeito, elásticos, pedaladas. Mas nada de os mexicanos caírem nos seus truques. Ganso acertava as viradas de jogo, mas os laterais estavam bem bloquados. Dessa forma, o jogo era concentrado no meio de campo. O Peixe com a bola, e o América se defendendo. No entanto, o primeiro lance de perigo foi dos visitantes, já aos 29 minutos. Quando, enfim, a bola veio pelo alto, Vuoso escorou para Olivera, que vinha de trás. Ele emendou chute forte de esquerda. Rafael espalmou.
América põe titulares e equilibra
No segundo tempo, Carlos Reinoso resolveu colocar em campo Reyna e Sánchez, que entraram nos lugares de Vuoso e Olivera, respectivamente. Com isso, o América ganhou qualidade em sua linha ofensiva. Passou a prender mais a bola na frente e a pressionar o Santos, que se retraiu.
Os jogadores que deveriam tirar o Peixe do sufoco não conseguiam criar muita coisa. Neymar, bem marcado, tinha dificuldades para passar pelos marcadores. A zaga se comportava bem e tirava a bola de trás. Elano e Ganso não conseguiam acertar passes, e a bola sempre ficava com o América. Razão da impaciência da torcida santista.
Nas poucas vezes que acertou uma sequência de pelo menos três passes certos, o Santos levou perigo. Aos 26, Ganso lançou Elano, que invadiu a área e chutou rasteiro. A bola bateu em Ocha. Três minutos depois, Elano lançou Jonathan por trás da zaga. O lateral entrou chutando, mas errou o alvo. Esses foram os únicos lances de perigo em toda uma segunda etapa marcada também por muitas faltas. Layun, por exemplo, abusou e acabou levando dois amarelos e, consequentemente, o vermelho.
| Rafael; Jonathan, Dracena, Durval e Léo; Arouca, Danilo, Elano (Adriano) e Ganso; Neymar e Zé Love (Alan Patrick) | Ocha, Valenzuela, Mosquera, Cervantes (Layun) e Rojas; Rosinei, Olivera (Sánchez), Vuoso (Reyna) e Reyes; Martínez e Marques |
| Técnico: Muricy Ramalho | Técnico: Carlos Reinoso |
| Gols: Ganso, 38 minutos do primeiro tempo | |
| Cartões amarelos: Rojas, Mosquera, Danilo, Adriano (Santos). Cartão vermelho: Layun (América) | |
| Local: Vila Belmiro, em Santos (SP). Data: 27/4/2011. Árbitro: Jorge Larrionda (URU). Auxiliares: Pablo Fandiño (URU) e Miguel Nievas (URU). Público e renda: 11.417 pagantes/R$ 474.800,00 | |
27/04/2011 10h21 - Atualizado em 27/04/2011 16h02
Castán: 'Se acontecer alguma coisa de errado, vai voltar aquela pressão'
Zagueiro admite que outra eliminação pode gerar novos protestos da Fiel
(Foto: Leandro Canônico / Globoesporte.com)
- Sabemos que a torcida precisa de título. Não tivemos no ano passado e sabemos a pressão que é. Se acontecer alguma coisa de errado, vai voltar aquela pressão. Temos consciência disso. Não adianta querer enganar aqui. Mas temos que entrar em campo. São os 11 que estarão lá - afirmou o zagueiro Leandro Castán.
O Corinthians aposta na história para avançar à final do Campeonato Paulista. No ano passado, o Timão vinha de sete partidas sem vencer no Brasileirão, mas conseguiu reagir com um triunfo diante do mesmo Palmeiras. O confronto marcava a estreia do técnico Tite, e o Alvinegro venceu por 1 a 0, no Pacaembu, gol de Bruno César. A equipe, porém, tropeçou algumas vezes em seguida e acabou o torneio em terceiro.
- Lembro até hoje desse jogo. Tivemos uma reunião na véspera, onde todos falaram o que estavam sentindo. Foi um jogo de superação. Todo mundo teve de correr mais, se entregar porque sabíamos da situação que estávamos passando. Foi o início de uma nova etapa. Foi o jogo que deu o ponto de partida - ressaltou Castán.
A preocupação alvinegra está na cabeça dos jogadores. Contra o São Paulo, pela primeira fase do estadual, Dentinho e Alessandro foram expulsos por jogadas violentas. Agora, o momento de controlar os nervos para evitar prejuízos nas semifinais. A batalha frente ao Palmeiras será realizada neste domingo, às 16h, no Pacaembu. Se o tempo normal terminar empatado, a decisão irá para os pênaltis.
- Temos um treinador que trabalha bastante o psicológico. Nosso time é experiente para isso. Tivemos experiências negativas contra o São Paulo. É importante terminar com 11. É um clássico, você entra com os nervos à flor da pele, mas tem que ter tranquilidade - finalizou o defensor.
27/04/2011 16h21 - Atualizado em 27/04/2011 19h07
'Dona do Pacaembu', Fiel vai ter visão de visitante contra o Palmeiras
Os dois mil ingressos destinados aos corintianos para o jogo de domingo começam a ser vendidos nesta quinta-feira somente nas quadras de torcidas
A visão do gramado não é das melhores. Acostumado a ser mandante no estádio Paulo Machado de Carvalho, o Timão se sentirá como autêntico visitante, com sua torcida espremida num canto, assim como faz quando atua contra clubes menores. Até mesmo o tobogã, destinado algumas vezes para o rival, ficará com os palmeirenses, já que o Verdão fez melhor campanha na primeira fase e obteve esta vantagem pelo regulamento.
Associados do plano Fiel Torcedor que tenham adquirido no mínimo 70 jogos desde o início do programa serão contatados para saber do interesse de compra do ingresso. Caso não tenham, a entrada será destinada a outros membros.
Veja abaixo onde será realizada a venda nas quadras das seguintes torcidas:
GaviõesRua Cristina Tomás, 183 - Bom Retiro.
Funcionamento: Das 10h às 17h.
Camisa 12Rua Paulo Andriguetti, 419 Pari.
Funcionamento: Das 10h às 17h.
Coringão ChoppAv. Moinho Fabrini, 27 - Piraporinha (entre Diadema e São Bernardo).
Funcionamento: Das 10h às 17h.
Estopim da FielRua São Jorge, 154 - Centro (Diadema).
Funcionamento: Das 10h às 17h.
Pavilhão 9Avenida dos Remédios, 90 - Ponte dos Remédios
Funcionamento: Das 10h às 17h.
Setor disponível:Arquibancada Portão 22
R$ 30 (inteira)
R$ 15 (meia-entrada)
27/04/2011 07h30 - Atualizado em 27/04/2011 07h31
Tite considera Timão e Verdão mais consistentes, mas descarta vantagem
Treinador, contudo, vê muito equilíbrio na batalha pelas vagas na decisão
(Foto: Marcos Ribolli / GLOBOESPORTE.COM)
- Qualquer um pode ser campeão. As equipes chegam muito sólidas. Talvez, nesse momento, as duas mais consistentes vão se enfrentar. Não as melhores, mas as mais consistentes. O Palmeiras é uma equipe equilibrada. Vejo o Corinthians também dessa forma – afirmou.
O treinador faz questão de lembrar que todos os semifinalistas se alternaram na liderança do estadual e tiveram grandes momentos ao longo do classificatório. O São Paulo foi primeiro entre as rodadas 12 e 14 e na 19ª. Já o Palmeiras, da 6ª até a 9ª e da 16ª até a 18ª. O Santos foi primeiro da rodada 1 até a 5, enquanto o Corinthians ficou com a ponta da classificação na rodadas 11 e 15.
- As quatro melhores campanhas se confirmaram. Em algum momento, elas estiveram na liderança do campeonato. Algumas têm a característica de velocidade, qualidade técnica, solidez, de tomar poucos gols. Outra é mais agressiva, com talentos individuais. Vejo muito equilíbrio nas quatro equipes – ressaltou.
O técnico acredita que a pequena quantidade de erros durante uma partida será determinante para apontar os finalistas. O São Paulo recebe o Santos, sábado, às 16h, no Morumbi. No domingo, o Palmeiras pega o Corinthians, no mesmo horário, no Pacaembu. Em caso de empate no tempo normal, a decisão será nos pênaltis.
- Uma partida só tem uma margem de erro muito pequena. Você tem que estar com aqueles aspectos físico, técnico, tático e emocional muito equilibrados – completou.
Corinthians no Paulistão
seg, 25/04/11
por André Rocha |
Quase três meses depois, o vazio no calendário continua péssimo para a moral e o orçamento do clube, mas pode ser interessante na reta final do Paulistão, a competição que sobrou ao Corinthians até a estreia no Brasileirão em 22 de maio.
Enquanto São Paulo, Palmeiras e Santos estão envolvidos com duelos “mata-mata” na Copa do Brasil e na Libertadores, a equipe de Tite pode se preparar com dedicação exclusiva. A começar pela semifinal com o arquirrival alviverde no próximo domingo, em local ainda indefinido (Pacaembu ou Morumbi).
A outra boa notícia é que o time mostrou recuperação após a forte oscilação nas últimas rodadas da primeira fase que custaram a liderança.
Na suada vitória por 2 a 1 sobre o Oeste pelas quartas-de-final, Tite voltou ao 4-2-3-1 que resgatou a pressão na saída de bola do adversário e a intensidade nas ações ofensivas.
Apesar das incríveis chances desperdiçadas, com os zagueiros interceptando as conclusões em cima da linha por duas vezes, Bruno César mostrou mais desenvoltura como meia central, articulando as jogadas sem procurar tanto os lados do campo, que novamente ficaram a cargo das rápidas combinações de Alessandro e Dentinho pela direita e Jorge Henrique e Fábio Santos à esquerda. Paulinho é o volante que apoia com um dos laterais e o quarteto ofensivo. Ralf fica mais fixo protegendo Chicão, Leandro Castán e o lateral que faz o balanço defensivo.
Sem o isolamento de outrora, Liédson se mexeu dando opções ao trio de meias e mostrou a habitual presença de área completando passe precioso de Paulinho após toque de letra de Dentinho. O 11º do artilheiro do Estadual, encerrando jejum de um mês, ou três partidas (Tite escalou os reservas na vitória por 2 a 0 sobre o rebaixado Santo André na última rodada).
Contra o Oeste, Tite voltou ao 4-2-3-1 com Bruno César na articulação central, Dentinho e Jorge Henrique buscando as diagonais que abrem espaços para os laterais e não isolam Liédson no ataque.
A saída de Dentinho por problemas intestinais logo no início do segundo tempo trouxe a solução que o ataque precisava: contundência. O belo e decisivo gol de Willian mostra que Tite, apesar das limitações de um elenco que precisa de reforços para o Brasileirão, tem opções para mudar o estilo da equipe de acordo com as circunstâncias.
As entradas de Danilo e Morais nas vagas de Jorge Henrique e Bruno César cadenciaram o jogo nos minutos finais e também alteraram o desenho tático: 4-3-1-2 com Danilo como volante-meia pela esquerda, Morais na ligação e Willian e Liédson à frente puxando os contragolpes. Mais uma alternativa interessante. Uma das preferidas de Tite, diga-se.
Nos últimos dez minutos, o 4-3-1-2 que cadenciou mais o ritmo alvinegro e é alternativa viável para Tite na reta final do Paulistão.
Ninguém sonha mais com os títulos estaduais, porém não há como negar que uma volta olímpica faria bem à abalada autoestima do time mais popular de São Paulo.
28/04/2011 08h30 - Atualizado em 28/04/2011 08h51
Departamento médico é quem vai escalar o Santos contra o São Paulo
Muricy quer usar titulares, mas diz que, antes, vai esperar os testes para avaliar como anda o desgaste da equipe
Muricy assegura que não vai correr risco de lesionar jogadores e que se algum atleta estiver além do seu limite, será poupado para o jogo contra o América-MEX, terça que vem, em Querétaro, a 220 km da Cidade do México, pelas oitavas de final da Taça Libertadores. Fosse em outra situação, ele escalaria apenas reservas no sábado.
- O grande problema é que é um clássico decisivo. Vale vaga na final do Paulista. Então, tenho de escalar o nosso melhor. Só que eu não sou de estourar jogador. Se alguém se queixar nos próximos dias, eu tiro. Temos como fazer testes que podem prever uma lesão séria. Se os testes apontarem alguma coisa, vamos tirar. Não é correto abusar, não é humano.
- Não é fácil. Os jogadores só dormem e jogam. E é tudo decisão. Não tem jogo mais ou menos. O time está no limite, precisando vencer desde a partida contra o Cerro. Não é fácil, não. O cara se esgota mesmo. Por isso, temos de ter muito cuidado, pois eles não são máquinas.
28/04/2011 00h34 - Atualizado em 28/04/2011 00h34
Exigentes, jogadores lamentam gol sofrido no fim e atuação irregular
Vitória deixa o Cruzeiro bem perto da classificação para as quartas de final
As explicações foram muitas. A altitude de 2.170 m de Manizales foi um dos argumentos para um primeiro tempo em que o time celeste teve dificuldades na marcação.
- Influenciou um pouco (altitude). Acho que até pegar um pouco a velocidade da bola, erramos alguns passes. Tomamos o gol no final, mas o Once Caldas pressionou demais. Mas o resultado foi importante para dar mais tranquilidade para jogar em BH – analisou o goleiro Fábio.
A opinião do camisa 1 celeste foi compartilhada pelo zagueiro Gil.
- Entramos um pouco desatentos e a altitude prejudicou um pouco. Dominar e tocar a bola foi um pouco difícil no início do jogo. Demoramos um pouco a acostumar com o tempo da bola. Mas conseguimos corrigir isso e fizemos os gols. Foi uma vitória muito importante – destacou.
Já o zagueiro Victorino achou que faltou concentração ao time.
- Foi um jogo muito difícil. O time não entrou bem, não teve concentração. Corrigimos no segundo tempo e fizemos dois gols. Infelizmente tomamos um gol no final, mas a vitória foi o mais importante – disse.
O triunfo celeste em Manizales entra para a história. O Cruzeiro foi a única equipe brasileira a vencer os colombianos em seus domínios. A derrota por 2 a 1 foi a segunda do Once Caldas no Estádio Palogrande nas seis edições que disputou da Taça Libertadores. Coincidentemente, a outra derrota dos colombianos foi nesta edição da competição, quando perdeu para o San Martín-PER, por 3 a 0.
Ida: CRU None-None ONC
Quarta-feira, 27/04/2011 - 21h00 Palogrande - Manizales, Colômbia Once Caldas 1 x 2 Cruzeiro
Cruzeiro faz 2 a 1 no Once Caldas e mantém a rotina na Taça Libertadores
Com paciência, Raposa vence fora de casa e dá um passo muito grande rumo à classificação para as quartas de final da competição sul-americana
O Cruzeiro, agora, volta a pensar no Campeonato Mineiro. No domingo, às 16h (de Brasília), na Arena do Jacaré, o time enfrentará o América de Teófilo Otoni, pela segunda partida das semifinais do estadual. Como venceu o primeiro jogo, fora de casa, por 8 a 1, a Raposa poderá perder até por sete gols de diferença, que, mesmo assim, garantirá a presença na decisão.
Pela Libertadores, o Cruzeiro receberá o Once Caldas na próxima quarta-feira, às 21h50m, novamente em Sete Lagoas. Para se classificar, a equipe mineira poderá perder por 1 a 0. O time colombiano precisa vencer por dois gols de vantagem ou por um, desde que marque ao menos três em Minas Gerais. Se vencer por 2 a 1, o Once Caldas leva a decisão para os pênaltis. O vencedor do confronto enfrentará Santos ou América, do México.
Equilíbrio e chances trocadas
O Cruzeiro entrou em campo um pouco diferente da equipe que fez a melhor campanha na primeira fase da Taça Libertadores. O técnico Cuca teve que modificar a equipe e escalou Leandro Guerreiro na vaga de Pablo, que se recupera de uma contratura na panturrilha, e Brandão no lugar de Thiago Ribeiro, que sentiu uma entorse no joelho.
E foi o estreante Brandão quem deu o primeiro susto na equipe colombiana. O atacante recebeu o passe de Wallyson e, na frente do zagueiro, chutou cruzado, para a ótima defesa de Martínez. No lance seguinte, foi a vez de Rentería dar o troco, mas a cabeçada não saiu com potência, e Fábio defendeu sem problemas.
O atacante Moreno foi quem sacudiu de vez a animada torcida do Once Caldas presente no estádio Palogrande. Em um chute da intermediária, Moreno acertou o travessão de Fábio. Pouco depois, Moreno, em nova oportunidade, desperdiçou grande chance ao chutar em cima de Fábio, cara a cara com o goleiro celeste.
Por jogar em casa, o Once Caldas tomava a iniciativa da partida. O Cruzeiro, por sua vez, se fechava e saía apenas nos contra-ataques. Porém, a equipe mineira pecava muito no passe final. Com dificuldades de penetração, os colombianos abusavam dos chutes de fora da área, mas também erravam a direção. Em um dos poucos chutes que foi ao gol, Calle obrigou Fábio a espalmar para escanteio. Pouco depois, Moreno, o mais perigoso do Once Caldas, chutou em cima de Fábio, o grande nome da Raposa na primeira etapa.
Vitória assegurada
O técnico Cuca resolveu mexer no time no intervalo, já que o Once Caldas pressionou bastante no fim do primeiro tempo. Everton entrou no lugar de Roger, que esteve apagado nos primeiros 45 minutos. Assim, Cuca tentou corrigir as investidas do time da casa, principalmente pela esquerda. Everton foi para a lateral, e Gilberto passou a atuar como meia.
A alteração surtiu efeito, e os colombianos tinham dificuldades de atacar pelo setor. A marcação celeste melhorou consideravelmente, o que obrigou o Once Caldas a lançar longas bolas aos seus atacantes, bem anulados pela defesa cruzeirense.
Bem postado, o Cruzeiro aproveitou um contra-golpe e calou o estádio Palogrande, aos 27 minutos. Montillo lançou Ortigoza, que havia entrado no lugar de Brandão. O paraguaio foi à linha de fundo e cruzou na cabeça de Wallyson, que fez o sétimo gol, empatando na artilharia da Libertadores com Nanni, do Cerro Porteño, do Paraguai.
O gol desestruturou o Once Caldas, que partiu com tudo para o ataque em busca do empate. Mas o nervosismo falou mais alto, e o time colombiano errou em demasia. O Cruzeiro ainda conseguiu ampliar, aos 39 minutos. Ortigoza recebeu livre, penetrou e tocou por cima de Martínez. A torcida que estava animada, se calou e deixou o estádio mais cedo.
No fim, o Once Caldas ainda diminuiu. Rentería tabelou, chegou à linha de fundo e fez o cruzamento. Nuñez cabeceou bem, a bola bateu na trave e entrou.
| Martínez; Calle (Pajoy), Amaya, Henríquez e Nuñez; Mejía, Henao (González), Mirabaje (Micolta) e Carbonero; Rentería e Moreno. | Fábio; Leandro Guerreiro, Gil, Victorino e Gilberto (Vítor); Marquinhos Paraná, Henrique, Roger (Everton) e Montillo; Brandão (Ortigoza) e Wallyson. |
| Técnico: Juan Carlos Osorio. | Técnico: Cuca. |
| Motivo: partida de ida das oitavas de final da Taça Libertadores. Data: 27/4/2011. Local: Palogrande, em Manizales (COL). Árbitro: Victor Hugo Carrillo (PER). Auxiliares: Cesar Escano (PER) e Jonny Bossio (PER). | |
| Cartões amarelos: Henrique, Montillo e Gilberto (Cruzeiro); Mirajabe, Carbonero e Mejía (Once Caldas-COL). | |
| Gols: Wallyson (Cruzeiro), aos 27 minutos, e Ortigoza (Cruzeiro), aos 38 minutos, e Nuñez (Once Caldas-COL), aos 43 minutos do segundo tempo. | |
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