quarta-feira, 13 de abril de 2011

12/04/2011 21h13 - Atualizado em 12/04/2011 21h18

Independiente vence o Peñarol com artilheiro goleiro, mas está fora

Atacante Parra faz o gol da vitória por 1 a 0 em pleno Estádio Centenario, vai para o gol após expulsão, mas não evita eliminação. Uruguaios avançam

Por GLOBOESPORTE.COM Montevidéu
Uma vitória sobre o Peñarol, em pleno Estádio Centenario, por 1 a 0 não bastou para o Independiente se classificar para as oitavas de final da Taça Libertadores. Os uruguaios, que já entraram em campo classificados para a próxima fase, mas acabaram caindo para a segunda posição do Grupo 8, com a vitória da nova líder, a LDU, sobre o Godoy Cruz.

A missão do Independiente era quase impossível: precisava marcar oito gols e torcer por um empate entre LDU e Godoy Cruz. Os argentinos começaram a partida no ataque, mas o Peñarol se fechava bem na defesa. A solução dos visitantes era arriscar de fora da área. Assim, aos três, Mancuello assustou o goleiro Sosa. Os uruguaios apenas chegavam perto do gol adversário com jogadas de bola aérea.

Juan Manuel Olivera Peñarol Carlos Matheu Independiente (Foto: Reuters)Olivera não conseguiu furar o bloqueio do Independiente e acabou expulso (Foto: Reuters)
O castigo veio aos 32 minutos do primeiro tempo. Battión recebeu na intermediária, venceu a marcação e deu um belo lançamento para Parra, que chutou cruzado, com muita força, abrindo o placar. No entanto, ainda faltavam sete gols para os argentinos conseguirem a classificação.

O gol acordou o Peñarol. Dois minutos mais tarde, Corujo cruzou para Pacheco na área. O atacante bateu de primeira, mas carimbou as costas de Matheu. Os cruzamentos eram a principal arma, mas o goleiro Assmann, do Independiente, afastava as bolas com frequência.

No segundo tempo, os argentinos mantiveram a marcação no campo de ataque, mas continuava tentando de longe. Aos 7 minutos, Mancuello soltou uma bomba e Sosa teve muita dificuldade para defender. Aos 19, após cruzamento de Vélez, novamente Mancuello teve a oportunidade, mas foi puxado por González dentro da área, mas o paraguaio Antonio Arias não marcou o pênalti.

Com o passar do tempo e os dois times precisando de gols (uma virada daria a liderança ao Peñarol), os dois times partiram para o ataque. Aos 25, Assmann fez grande defesa, após chute de Oliveira, evitando o empate. Aos 29, Mancuello teve mais uma chance, após cruzamento de González, quase ampliou. Alonso respondeu para os uruguaios, com uma cabeçada após cruzamento de Torres. A grande chance argentina veio após Patrício Rodríguez driblar três adversários e colocar Gracián na cara do gol, aos 35. O atacante, contudo, chutou em cima de Sosa.

A partida ganhou ainda mais dramaticidade nos minutos finais. O atacante Olivera, do Peñarol, e o goleiro Assmann, do Independiente, foram expulsos após confusão. O atacante Parra teve de ir para o gol, já que o time argentino tinha feito as três alterações. Com o goleiro improvisado, os donos da casa pressionaram, mas só conseguiram acertar o travessão, com cabeçada de Estoyanoff. Os uruguaios tiveram de se contentar com a segunda posição.


12/04/2011 23h27 - Atualizado em 12/04/2011 23h32

Colo Colo vence o Táchira e deixa o Santos em situação delicada

Resulatdo obriga o Peixe a vencer o Cerro Porteño, nesta quinta-feira, em Assunção, para seguir dependendo das próprias forças na Libertadores

Por GLOBOESPORTE.COM Santiago, Chile
De desconfortável, a situação do Santos na Libertadores tornou-se dramática. Na noite desta terça-feira, o Colo Colo-CHI venceu o Deportiva Tachira-VEN por 2 a 1, de virada, no Monumental, em Santiago, e assumiu a liderança do Grupo 5. O resultado obriga o Peixe a pelo menos empatar com o Cerro Porteño, nesta quinta-feira, em Assunção. Em caso de derrota, a equipe dará adeus à competição de forma precoce.
Diego Rubio comemora gol do Colo Colo pela Libertadores (Foto: EFE)Com dois gols, Diego Rubio foi o herói da vitória do Colo Colo em Santiago (Foto: EFE)
Até mesmo o empate no Paraguai deixará o Santos em situação muito delicada, uma vez que Colo Colo e Cerro Porteño se enfrentam na última rodada e classificam-se se empaterem Para avançar, o Peixe precisaria vencer o Deportivo Táchira na Vila Belmiro e torcer por uma vitória simples dos paraguaios sobre os chilenos, no Chile. Outra possibilidade, em caso de empate nesta quinta-feira, é torcer pelo Colo Colo. Neste caso, o Santos precisaria tirar um saldo de cinco gols na última rodada.
A vitória nesta quinta-feira é a única opção para que Neymar & Cia. sigam dependendo de suas próprias forças para avanças às oitavas. Caso conquiste os três pontos, o Santos classifica-se com uma vitória simples sobre o Táchira na Vila Belmiro.
O jogo
O torcedor do Peixe que ligou a televisão para acompanhar a partida deve ter dado pulos de alegria logo no início do jogo. Aos três minutos, o Táchira abriu o placar com Perez, em um bonito chute da entrada da área. Porém, os alvinegros não tiveram nem tempo para comemorar. Dois minutos depois, Rubio recebeu de Fuenzalida e deixou tudo igual.
O gol de empate incendiou a torcida que compareceu em bom número ao Monumental e intimidou o time venezuelano. E não demorou para o Colo Colo virar. Aos 22, Rubio foi lançado, se livrou do marcador e marcou seu segundo gol no jogo.
Na etapa derradeira, o Colo Colo diminuiu o ímpeto ofensivo e administrou o resultado. Apesar da clara disposição, o Táchira não conseguiu levar perigo ao goleiro Castillo e deu adeus às chances de classificação Libertadores.
 
13/04/2011 07h20 - Atualizado em 13/04/2011 07h20

Confiante, Arouca garante ter superado lesões: 'Estou 100%'

Volante está à disposição para jogo contra o Cerro Porteño. Até o momento, ele jogou apenas três vezes neste ano

Por Adilson Barros Direto de Assunção, Paraguai
Arouca desembarque Santos (Foto: Adilson Barros / Globoesporte.com)Arouca no desembarque Santos no Paraguai
(Foto: Adilson Barros / Globoesporte.com)
O ano de 2011 começou muito ruim para o volante Arouca. Com seguidos problemas de lesão muscular, o jogador, peça-chave do Santos, jogou apenas três dos 22 jogos que o Peixe disputou neste ano. Agora, ele volta a ficar à disposição para o jogo mais importante da equipe na temporada (até agora): contra o Cerro Porteño-PAR, nesta quinta-feira, às 20h30m (horário de Brasília) em Assunção, na capital paraguaia, pela quinta rodada do Grupo 5 da Taça Libertadores.
O jogador admite que se sente muito incomodado com o fato de não ter conseguido emplacar uma sequência de jogos neste ano. A última vez que esteve em campo foi no dia 20 de fevereiro, quando o Santos perdeu para o Corinthians, por 3 a 1, pelo Campeonato Paulista. Naquela partida, voltou a sentir dores na coxa direita.
- Era uma lesão muito chata que dificultou muito meu início de ano. Mas agora estou cem por cento. Não sinto mais dores e consigo fazer todas as atividades normalmente - afirmou o jogador, na chegada da delegação alvinegra a Assunção, terça-feira.
Arouca está reencontrando Muricy Ramalho, com quem trabalhou no São Paulo, em 2009. Na ocasião, não teve muitas chances de mostrar serviço. Contratado pela equipe tricolor após ir muito bem na Libertadores do ano anterior, quando chegou à final defendendo o Fluminense, não caiu nas graças do técnico. Nas poucas vezes em que jogou, foi na lateral-direita, posição na qual jamais conseguiu se adaptar bem. Mesmo assim, ele garante que não tem nenhum problema com o chefe.
- Não tem nada com relação a isso. É sempre bom trabalhar com um treinador vencedor e que tem o respeito de todos - cortou, sem querer entrar em polêmica.
O jogo entre Cerro Porteño-PAR e Santos, nesta quinta-feira, começa às 20h30m (horário de Brasília, 19h30m no horário local). O GLOBOESPORTE.COM acompanha todos os lances em Tempo Real, com vídeos exclusivos. O SporTV transmite ao vivo para todo o Brasil.
13/04/2011 07h05 - Atualizado em 13/04/2011 07h05

Peter nega indefinição e garante: 'Já está resolvido. Abel será o técnico'

Presidente tricolor diz que Enderson seguirá como interino independentemente dos resultados do time

Por Edgard Maciel de Sá Rio de Janeiro
Abel Braga vitoria Al Jazira (Foto: Reprodução / Youtube)Abel no Al Jazira (Foto: Reprodução / Youtube)
Abel Braga já deixou claro: basta o Fluminense esperá-lo para que ele seja o novo técnico da equipe. A diretoria tricolor, no entanto, preferia manter a cautela em suas declarações. Foi assim quando o presidente Peter Siemsen participou do programa "Arena SporTV" e disse que as portas das Laranjeiras estariam sempre abertas para o treinador. Agora, diante dos problemas internos que o clube enfrenta com seu patrocinador e até mesmo de informações de que a negociação poderia não ter um final feliz, o mandatário preferiu deixar clara a sua posição e garantiu que Abelão só não será o novo comandante se não quiser.
- Da minha parte não existe indefinição alguma. Já está resolvido. Abel será o novo treinador a menos que o próprio não queira. O Enderson pode até perder todos os jogos até lá que nada mudará. Ele fica como interino agora e depois segue no clube.
Segundo o presidente, a contratação de Abel demonstra um trabalho pensando no futuro.
- Estamos tomando decisões que envolvem um planejamento de médio a longo prazo. Para isso precisamos tomar alguns cuidados financeiros. Não podemos errar contratando alguém agora para demití-lo logo depois. Isso só aumentaria as dívidas do clube.
Atual técnico do Al Jazira, Abel Braga tem contrato nos Emirados Árabes até 30 de maio. Hoje, sua equipe lidera o campeonato nacional com dez pontos de vantagem sobre a segunda colocada. No próximo dia 15, líder e vice-líder se enfrentam. Em caso de vitória, o time de Abel abriria 13 pontos restando apenas seis jogos, ou 18 pontos a serem disputados, para o fim da competição. Se conquistar o título de forma antecipada, o treinador pode até chegar antes às Laranjeiras.



12/04/2011 21h30 - Atualizado em 12/04/2011 21h30

Planejamento do Flu é ter Wallace entre os profissionais já em 2012

Lateral-direito titular da Seleção Brasileira sub-17 na conquista do último Sul-Americano tem 40% de seus direitos presos ao inglês Chelsea

Por Edgard Maciel de Sá Rio de Janeiro
Wallace, lateral-direito do Fluminense e da Seleção sub-17 (Foto: Edgard Maciel de Sá / GLOBOESPORTE.COM)Wallace na chegada da Sub-17 campeã
(Foto: Edgard Maciel de Sá / GLOBOESPORTE.COM)
Wallace ainda nem completou 17 anos e já faz parte dos planos do Fluminense para a temporada 2012. A intenção da diretoria é integrar o lateral-direito, titular da Seleção Brasileira na campanha do título do último Sul-Americano Sub-17, ao elenco profissional já no próximo ano. O jogador teve 40% de seus direitos econômicos cedidos ao Chelsea na negociação que levou o apoiador Deco às Laranjeiras, em agosto de 2010. Mas, segundo o presidente Peter Siemsen, não há previsão alguma de o jovem ir para a Inglaterra.
- Ele ainda é jogador do Fluminense. Para tirá-lo do Brasil o Chelsea-ING teria de pagar o valor da cláusula penal em relação ao restante dos direitos econômicos. Os ingleses têm uma participação nos direitos do atleta e só - resumiu Peter.
O presidente lembra ainda o caso dos gêmeos Fábio e Rafael, que foram vendidos ao Manchester United antes mesmo de completarem 16 anos e sequer jogaram pelo time principal do Tricolor.
- A situação é totalmente diferente. Eles foram negociados e tinham um prazo a cumprir no Fluminense. Ficariam aqui até completarem 18 anos. Mas esse foi o combinado na época e era interesse de ambas as partes. Agora não. Queremos contar com o jogador e, dependendo do aval de nosso treinador no momento, a ideia é que ele suba para os profissionais já em 2012 - explicou.



13/04/2011 07h00 - Atualizado em 13/04/2011 07h00

De Maradona a Falcão, Bolatti revive experiência: ídolos como técnicos

Treinado por maior mito argentino, volante agora é comandado por grande ídolo colorado, e especialista na função

Por Alexandre Alliatti Porto Alegre
Bolatti no treino do Internacional (Foto: Lucas Uebel / VIPCOMM)Bolatti, já treinado por Maradona, agora conhece
Falcão (Foto: Lucas Uebel / VIPCOMM)
Só Mario Bolatti pode calcular o que representou aquele jogo no Centenario, em Montevidéu, quase no final de 2009. Só o volante colorado pode dimensionar o que foi, diante de uma multidão de uruguaios em surto patriótico (eram épocas de eleições presidenciais no país), classificar a Argentina para a Copa do Mundo. Cabe só a ele o orgulho de ter feito o gol que colocou o maior ídolo de seu país, Diego Armando Maradona, no Mundial da África do Sul. El Dios era o técnico da seleção naquele momento. Bolatti era treinado por um ídolo. E agora volta a sê-lo: se não por um ídolo pessoal, é por um mito do clube onde atua.
Bolatti é volante. Não por acaso, ele ouve falar de Falcão há longo tempo, em referências saídas de seu pai, José Bolatti, que inclusive foi ao Beira-Rio na segunda-feira para ver o ex-craque de perto. O jogador colorado vê uma vantagem em ter ídolos no comando: a sabedoria que eles carregam de seus tempos como jogador.
- Não se pode comparar. Na verdade, não se pode comparar nenhum treinador. Cada um tem sua maneira. Ambos foram jogadores, conhecem o vestiário, a intimidade dos jogadores. Para um plantel como o nosso, com tantos jogadores de qualidade, isso é importante – disse Bolatti.
O volante acha uma boa ter Falcão, um dos melhores volantes já criados no planeta, como técnico agora. Ele espera aprender com o ex-jogador.
- É importante, sem dúvida. Tenho como técnico alguém que conhece a função que cumpro. É bom, porque posso aprender, tendo à frente uma pessoa que conhece a função, o clube, a torcida, tudo. Para mim, é importante. Tudo isso tem que ser aproveitado.
Bolatti não viu Falcão jogar. Ele acompanhou o técnico colorado apenas por imagens. Agora, espera conhecer melhor o ídolo colorado no trabalho diário. A expectativa de todos no Beira-Rio, inclusive dele, é grande. Mas o jogador pede calma.
- Temos que ter paciência, dar esse tempo de espera, saber o momento certo e ir passo a passo. Temos dois momentos importantes para o clube, pelo Gauchão e pela Libertadores. Precisamos pensar nisso.
Recentemente, Bolatti comemorou um gol pelo Inter dando um salto no ar, repetindo, quase com perfeição, um gesto de Falcão. As imagens circularam pela internet, em uma união do melhor de todos os volantes que o Colorado já teve e da nova referência do clube na função. E foi tudo por acaso. Bolatti só ficou sabendo da coincidência depois.



12/04/2011 18h38 - Atualizado em 12/04/2011 21h40

Flu se reapresenta e, mesmo após goleada, atletas preferem o silêncio

Elenco realiza trabalho físico nas Laranjeiras, mas nenhum atleta participa da entrevista coletiva. Carlinhos volta a treinar no gramado

Por Edgard Maciel de Sá Rio de Janeiro
Goleada por 5 a 1 sobre o Americano, classificação bem encaminhada na Taça Rio e uma semana de atividades importantes para o futuro do Fluminense no primeiro semestre. Motivos de sobra para os tricolores falarem com a imprensa, certo? Não. Após o treino desta terça-feira, nas Laranjeiras, nenhum jogador participou da entrevista coletiva, que acabou cancelada. Cada atleta solicitado deu uma desculpa diferente para não falar.
Fred e Rafael Moura no treino do Fluminense (Foto: Ivo Gonzalez / Agência O Globo)Fred e Rafael Moura no treino físico desta terça-feira nas Laranjeiras (Foto: Ivo Gonzalez / Agência O Globo)
Se a situação na sala de imprensa chamou a atenção, no gramado o treinamento teve apenas uma novidade. Recuperando-se de entorse no tornozelo esquerdo, o lateral Carlinhos voltou a trabalhar a parte física no campo. O restante do elenco também suou a camisa. Sob o comando do preparador físico Ronaldo Torres, os jogadores participaram de um treino físico por cerca de uma hora.
A partir desta quarta-feira até o próximo sábado, o Fluminense treinará sempre na parte da manhã. No domingo, o Tricolor enfrentará o Nova Iguaçu, às 16h, no Engenhão. Com 14 pontos e na liderança do Grupo B da Taça Rio, o time garante a classificação para a semifinal com um empate.
Emerson e jogadores no treino do Fluminense (Foto: Ivo Gonzalez / Agência O Globo)Atletas correm durante a atividade desta terça-feira (Foto: Ivo Gonzalez / Agência O Globo)




13/04/2011 08h29 - Atualizado em 13/04/2011 08h29

Grêmio viaja com 18 jogadores para Santa Cruz de la Sierra

Delegação tem desfalques por lesões ou problemas clínicos

Por Eduardo Cecconi Porto Alegre
Fábio Rochemback, volante do Grêmio (Foto: Eduardo Cecconi/Globoesporte.com)Fábio Rochemback, no embarque da delegação
(Foto: Eduardo Cecconi/Globoesporte.com)
Dos 24 jogadores inscritos pelo Grêmio na fase de grupos da Taça Libertadores - o zagueiro Paulão, que completa a lista, foi negociado com um clube chinês - apenas 18 viajaram nesta manhã de quarta-feira para a Bolívia.
Às 22h45m de quinta (horário de Brasília), em Santa Cruz de la Sierra, o Grêmio enfrenta o Oriente Petrolero, pela última rodada do Grupo 2.
Desfalcam a equipe o lateral-esquerdo Gilson, com dores musculares; o meia Douglas, gripado; Júnior Viçosa e André Lima, recuperando-se de lesões; e Carlos Alberto, aprimorando a forma física. Também ficou em Porto Alegre o terceiro goleiro Matheus.
Já classificado, o Grêmio está na segunda colocação da chave. Se vencer, torcer por um empate ou derrota do líder Junior Barranquilla na partida contra o eliminado León de Huánuco, na Colômbia, para terminar em primeiro. Os tricolores têm 10 pontos, contra 12 dos colombianos.
Confira a relação de jogadores que viajaram à Bolívia:
Goleiros: Victor e Marcelo Grohe.
Laterais: Gabriel e Bruno Collaço.
Zagueiros: Rafael Marques, Rodolfo, Mário Fernandes, Vilson e Neuton.
Volantes: Fábio Rochemback, Adilson e Fernando.
Meias: Lúcio, Vinicius Pacheco e Maylson.
Atacantes: Borges, Escudero e Diego Clementino.



13/04/2011 07h05 - Atualizado em 13/04/2011 07h05

Collaço, o menino gremista que exorcizou a 'assombração' da lateral

Formado nas escolinhas, Bruno Collaço defende o Grêmio desde os nove anos

Por Eduardo Cecconi Porto Alegre
bruno colaço grêmio (Foto: Eduardo Cecconi/Globoesporte.com)Collaço entrou para a escolinha aos nove anos
(Foto: Rafael Antoniutti/Trato.TXT)
Oito anos após deixar o Centro de Treinamento Parque Cristal, Bruno Collaço surpreendeu as crianças que frequentam as escolinhas do Grêmio ao visitar o local onde iniciou sua trajetória no clube.
Hoje titular da equipe treinada por Renato Gaúcho, foi no complexo à beira do Guaíba que o lateral-esquerdo forjou os fundamentos necessários para se tornar um jogador profissional.
Ainda acostumando-se ao assédio, Collaço ingressou no complexo erguido na zona sul de Porto Alegre na tarde de terça-feira.
Com os olhos inquietos parecia buscar maneiras de se tornar invisível às dezenas de garotos uniformizados que em seguida disputariam partidas ambicionando um dia chegar onde ele está.
Mas Collaço, hoje com 21 anos, não consegue mais se camuflar entre gremistas. Poucos segundos bastaram para a primeira voz infantil interromper o silêncio da natureza ribeirinha:
- Olha o Bruno Collaço! - gritou um menino, desencadeando alvoroço e reunindo dezenas à volta do lateral.
Collaço já foi um deles. Natural de São Leopoldo, ele morava na vizinha Sapucaia do Sul quando, aos nove anos, deixou uma escolinha da cidade para fazer teste no CT do Cristal. Gremista desde sempre, pela primeira vez teria contato com a camisa tricolor por um motivo alheio à simples torcida pelo clube do coração.
Bruno Collaço com crianças do Grêmio (Foto: Eduardo Cecconi / GLOBOESPORTE.COM)Bruno Collaço, cercado pelos garotos da escolinha tricolor (Foto: Eduardo Cecconi / GLOBOESPORTE.COM)
- Na época juntou o útil com o agradável. Sempre fui gremista, jogava em uma escolinha de Sapucaia em 1999, e um treinador disse que me traria para fazer teste aqui. Entrei na categoria em 90, e treinei aqui até 2003. No ano seguinte, passamos para os campos de Eldorado do Sul - lembrou, referindo-se ao CT utilizado pelas categorias de base.
Não era fácil concretizar o sonho de se tornar jogador. Collaço enfrentava horas de viagem entre Sapucaia e Porto Alegre, em deslocamentos de trem e ônibus. Nos primeiros meses ainda amparava-se na companhia da mãe, mas depois passou a ir e voltar sozinho:
- Às vezes, os jogos terminavam à noite, e eu precisava atravessar a rua e todo o supermercado para pegar o ônibus lá longe. Depois, ainda tinha o trem.
Empenho, entretanto, nunca faltou para Collaço ultrapassar qualquer dificuldade. Das escolinhas subiu à categoria infantil, depois juvenil, e passou a conviver com as cobranças. O futebol adquiria uma seriedade maior, inserindo um adolescente no ambiente profissional.
- Na escolinha tinha uma cobrança de menor proporção. Quando cheguei ao infantil ficou mais sério, mas cobrança mesmo, por resultados, encontrei na Seleção Brasileira sub-15. Era cobrança ao extremo. Fui titular do time, e conquistamos o título da Copa Mediterrâneo, na Espanha.
Em janeiro de 2008, com Douglas Costa no meio-campo, Collaço disputou a Copa Santiago - tradicional competição de base sediada no Rio Grande do Sul. Dois meses depois, estava entre os juniores, e no segundo semestre de 2009 foi requisitado pelo técnico Paulo Autuori para o grupo profissional.
- Eu ainda não tinha idade, poderia ter ficado mais tempo no júnior, mas o Autuori me viu atuando em coletivos contra os profissionais e me chamou. Joguei bastante com ele, aquele segundo turno inteiro do Brasileirão - disse.
Mas em 2010, o lateral perdeu espaço com Silas, treinador que sucedeu Autuori. Com Fábio Santos no time, e Lúcio no grupo, foi emprestado à Ponte Preta na metade do ano. E pelo time de Campinas atuou em 31 partidas consecutivas. Recebeu honrarias da imprensa, elogiado como o 'melhor lateral-esquerdo da Série B'. A Ponte tentou contratá-lo, mas era a hora de voltar.
Com Renato Gaúcho, Bruno Collaço começa a exorcizar uma recente maldição que se abateu sobre a posição. Fábio Santos era sistematicamente vaiado, desde o anúncio de sua escalação pelo sistema de som do Estádio Olímpico. O mesmo acontece agora com Gilson, concorrente de Collaço pela titularidade na lateral-esquerda.
O menino gremista, criado nas escolinhas do Cristal, no clube desde os nove anos, parece afugentar a assombração.
- Tem que ser assim, comecei aqui desde pequeno sonhando em estar lá no time. Mas eu acho que a torcida me apoia mais por eu ser da casa. Tem os dois lados. A cobrança também é maior por eu ser criado na base, mas o apoio é maior também.


12/04/2011 19h40 - Atualizado em 12/04/2011 19h40

Intimidade com a bola, compactação, posse: o primeiro dia de Falcão

Técnico conversa com os jogadores, faz treino de posicionamento e depois acompanha atletas em cobranças de falta

Por Alexandre Alliatti Porto Alegre
falcão treino internacional (Foto: Lucas Uebel/VIPCOMM)Sorrisos do chefe: Falcão reencontra a bola no treino do Inter (Foto: Lucas Uebel/VIPCOMM)
Já era noite em Porto Alegre, e colorados se aglomeravam nas muretas do anel inferior do Beira-Rio, quando Paulo Roberto Falcão encerrava, nesta terça-feira, seu primeiro treino como técnico do Inter. Foi um dia de conversa, de orientação tática e de demonstrações de intimidade com a bola, velha amiga do ídolo colorado. Começou a Era Falcão.
O treino foi marcado para as 16h. E começou perto das 17h. O intervalo foi ocupado pela primeira conversa entre Falcão e o elenco colorado, em uma sala do Beira-Rio. O treinador expôs aos atletas suas ideias centrais: acima de tudo, um time que seja ofensivo.
falcão treino internacional oscar (Foto: Site oficial )Com cafezinho em punho, Falcão ruma para o
treinamento do Inter (Foto: Site oficial )
Aí o Inter foi para o campo, com o técnico munido de um café preto. E com portões fechados. Teve mais de uma hora de treino até que, às 18h10m, os portões fossem abertos. A torcida entrou gritando nas arquibancadas. Do outro lado do campo, Falcão treinava cobranças de falta. E mostrava intimidade com ela. Um jogador rolava, ele dominava e aí dava um passe de calcanhar para que outro jogador chutasse.
Antes disso, em privacidade, o treinador posicionou a equipe no sistema que ele pretende usar. A escalação é um mistério, mas deve ter poucas variações. No contato com os atletas, ele pediu compactação, posse de bola e agressividade ofensiva.
- Talvez ele tenha visto isso em alguns jogos. Ele pediu que nossa equipe fique mais compactada. E com posse de bola, algo que nossa equipe já tem como característica. Ele quer que a gente não perca isso, mas consiga ser agressivo – disse o lateral-esquerdo Kleber.
Falcão quer um time ofensivo. Isso está claro. Mas não significa que a marcação será minimizada. No primeiro treino, Falcão já pediu a união das duas valências: quer um time que marque forte e jogue bonito.
- É cedo para falar disso. Foi só um dia de treino. Pudemos saber qual a ideia de jogo, mas é muito prematuro. Creio que a função de marcar e de jogar será dos 11 jogadores. Todos marcamos e jogamos neste treino – comentou o volante Bolatti.
O Inter volta a treinar nesta quarta-feira, em dois turnos. Pela manhã, a atividade será mais física. À tarde, envolverá bola, e aí deve ser novamente com portões fechados. A estreia do novo treinador é no sábado, às 18h30m, no Beira-Rio, contra o Santa Cruz, valendo vaga nas semifinais do returno do Campeonato Gaúcho. Na terça, o Colorado duela com o Emelec, novamente em casa, pela Libertadores.



12/04/2011 10h10 - Atualizado em 12/04/2011 18h42

‘Nordestino da gema’, Araújo dribla começo difícil para vencer no Rio

Atacante lamenta poucas chances com Muricy, fala sobre forte relação com terra natal e comenta período carioca: ‘Aqui usam menos roupa’

Por Cahê Mota Rio de Janeiro
Calça jeans, camisa preta e olhar deslumbrado para a praia em uma tarde em que os termômetros chegaram a apontar 35º no Rio de Janeiro. Quem passava pelo calçadão da Barra da Tijuca não tinha dúvidas em apontar: era turista. E era mesmo. Mas um “turista” que pretende ficar um bom tempo na Cidade Maravilhosa. Depois de rodar pela Ásia e pelo Oriente Médio por cinco anos, Araújo está de volta ao Brasil e quer fazer do Rio mais uma parada bem-sucedida antes de voltar definitivamente para seu porto seguro: Caruaru (PE).
Contratado com salário digno dos galácticos do elenco, o atacante chegou ao Fluminense prestigiado pela diretoria, mas não muito por Muricy Ramalho. Ao receber o “presente” que não pediu, o treinador não demonstrou entusiasmo e as oportunidades foram poucas.
- Ficou um negócio meio sem explicação. Por que eu tinha que só treinar para me adaptar? De repente pode ter sido por eu não ter sido indicado. Enfim, bola para frente.
Araujo Fluminense (Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)Araújo aproveita fim de tarde na praia da Barra da Tijuca, no Rio (Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)
Bola para frente. Bola para o gol. As dúvidas permaneceram, mas Muricy, não. E a realidade de Araújo é outra. Se a camisa de titular ainda pertence a Emerson, as chances agora são mais constantes. Como na goleada por 5 a 1 diante do Americano, domingo, em Macaé, quando marcou dois gols.
Se no mundo da bola as coisas se transformam rapidamente, fora do campo nada foi capaz de mudar Araújo. Nordestino com orgulho, sim, senhor, ele mantém o sotaque carregado, ouve forró e come cuscuz semanalmente. Nada disso, porém, o faz fechar as portas para o mundo que se abre no Rio. Depois de experimentar iguarias como carne de baleia no Japão e língua de carneiro no Qatar, o pernambucano tem desfrutado os prazeres cariocas.
Em bate-papo com o GLOBOESPORTE.COM, Araújo admitiu os problemas iniciais, demonstrou confiança em um futuro vitorioso, considerou aberta a disputa com Emerson e falou da sua rotina nordestina em terras cariocas:
- Aqui o pessoal usa menos roupa, né? (risos).
Confira a entrevista completa:
Apesar de ter chegado como contratação desejada pelo clube há dois anos, você não tem tido tantas chances. Qual foi a importância desses dois gols contra o Americano?
Araujo Fluminense (Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)Araújo admitiu dificuldades ao chegar no Flu
(Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)
Fico muito mais confiante. As oportunidades têm aparecido e tenho mostrado que posso ajudar. E sei que posso fazer muito mais.  Não só pelo dois gols, mas por ter tido uma boa exibição, essa partida foi importante para o restante da temporada.
Os gols foram importantes, mas o Emerson, que cumpriu suspensão contra o Americano, volta a ficar à disposição para o jogo diante do Nova Iguaçu. A vaga está em aberto ou ele é o titular?
Vamos esperar o que vai acontecer durante a semana. Estou trabalhando para buscar o meu espaço. Quem vai decidir é o Enderson. Me mantenho tranquilo. Sei que fiz uma boa partida, fiz gols, e as coisas vão acontecer naturalmente.
Fala-se muito em estrelas como Deco, Conca, Fred, Emerson, mas você era um sonho antigo do Fluminense. Ainda assim,  chegou na obrigação de ter que provar mais uma vez seu valor, sem tanto prestígio. Como encara essa situação, de ter que praticamente começar do zero já com 33 anos?
Realmente foi difícil no começo. Isso é novo para mim. Já mostrei muita coisa pelos lugares onde passei e esse é mais um desafio. Ao longo desses dois meses que estou no clube, pensei muito. Alguns momentos foram complicados, mas sei da minha capacidade. Mostrei isso contra o América do México, contra o Americano... Estou investindo em mim mesmo. Trabalho para dar cada vez mais. Sei como é o futebol. Às vezes começa difícil e depois tudo clareia.
Em algum momento se arrependeu de trocar um país onde era tratado como “rei” para ser visto como apenas mais um no Flu?
O choque quando eu cheguei foi grande. Senti dificuldades. Não pela questão do tratamento, da vaidade. Nunca liguei para isso, não. Não me preocupo com fama, essas coisas. Mas ligo, sim, para sempre estar jogando, conquistando títulos, buscando objetivos pessoais. Isso que me preocupava, me afetava. Não tive oportunidades e fiquei um pouco abatido. Só em campo podia mostrar meu potencial. Sem jogar, era complicado. Graças a Deus as coisas estão mudando. Tenho a minha história, não preciso provar nada para ninguém, só ratificar tudo que já fiz. É mais uma etapa na minha carreira que vou passar por cima.
No começo do ano, você e o Muricy deram declarações contrastantes. Ele disse que você não estava em forma, enquanto você se dizia pronto. Acredita que por não ter sido uma indicação dele, como os outros reforços, o treinador teve má vontade com você?
Ficou um negócio meio sem explicação. Falam que eu estava no Qatar, mas Thiago Neves estava na Arábia e voltou jogando. Por que eu tinha que só treinar para me adaptar? De repente pode ter sido por eu não ter sido indicado
Ficou um negócio meio sem explicação. Aceitei a opinião dele, mas quando falei que já estava bem era como me sentia. Eu precisava jogar, pegar ritmo. Não adianta só treinar. Em treino você não ganha nada. Falam que eu estava no Qatar, mas Thiago Neves estava na Arábia e voltou jogando, Felipe, que veio do Qatar, também. Por que eu tinha que só treinar para me adaptar? Vejo desta maneira. Ainda assim, respeitei a posição do Muricy. Nunca tive atrito com ele. Acho que a entrevista acabou atrapalhando um pouco, ele pode ter pensado que eu falei demais. Só que é algo normal. De repente pode ter sido por eu não ter sido indicado. Enfim, ficou sem explicação, mas faz parte do futebol. Bola para frente.
Araujo Fluminense (Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)Depois de cinco anos jogando no exterior, atacante voltou ao Brasil (Cahê Mota / Globoesporte.com)
Você é um cara simples, tranquilo, e que faz questão de se mostrar um típico nordestino até mesmo nos hábitos. Como tem encarado essa fase carioca?
É uma nova experiência. Já passei por várias culturas diferentes, e essa é mais uma. É algo que me dá ainda mais motivação. O desafio. Quero fazer história no Fluminense. É estranho mesmo viver em um lugar diferente. Sou muito ligado à minha terra, venho de família simples, nunca liguei para vaidade. É algo meu. Sou o mesmo Araújo desde pequeno. Então, aqui minha preocupação é só jogar. É um dom que eu tenho e me deu tudo. Quando pequeno, estudava por conta do futebol de salão, ganhava bolsa nas escolas. É isso que me dá alegria e me faz encarar de frente esse desafio. Mantenho minha simplicidade, humildade, respeito.
Já se acostumou depois de anos no Qatar?
O Rio é maravilhoso. Estou gostando muito. Principalmente por viver em frente à praia. Minha família adora, ainda mais pelo tempo que vivemos fora. Está sendo importante para meus filhos. Eles vivem mais soltos, vão ao colégio, curtem a praia... Em todos esses sentidos, tem sido muito bom. Optei por vir para o Fluminense muito por isso. Além de voltar a jogar o Brasileiro, a Libertadores. Estou muito feliz. Para ficar 100%, só quero dar mais alegrias aos torcedores.
Já conheceu bem a cidade?
Sempre que dá eu vou à praia com meus meninos, brinco com eles, aproveito o condomínio. Aqui também tem muita opção de restaurantes. Procuro aproveitar tudo.
Você mora em frente a um ponto conhecido por ter muitos surfistas. Se arrisca a pegar uma onda também ou não é muito a sua?
Não, não (risos). Eu sou mais da areia. Não curto muito essas aventuras. Sou mais quieto. O mar não é para mim. Gosto de olhar, de ver.
E qual a principal diferença do carioca para o pernambucano? Já conseguiu identificar?
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Aqui no Rio as pessoas usam menos roupa, né? (risos). Para você ver, eu estou aqui na praia de calça. O povo carioca é mais aberto. É legal conviver com essa mentalidade. Faz crescer"
São culturas diferentes, personalidade, jeito. Mas não há tanta diferença. Acho que o fato de o pessoal conviver na beira da praia, mais tranquilo, faz com que sejam mais relaxados. O principal para mim é que aqui no Rio as pessoas usam menos roupa, né? (risos). Para você ver, eu estou aqui na praia de calça (riso). Nós somos mais reservados. O povo carioca é mais aberto. É legal conviver com essa mentalidade. Faz crescer. É importante observar todas as culturas. Já morei no Qatar, no Japão... Aqui tem sido mais um aprendizado.
Em casa, porém, você busca manter a sua Caruaru? Se preocupa em comer comidas típicas, ouvir músicas da terra...
Eu já comi de tudo pelo mundo. Comi golfinho, baleia, aquelas carnes coreanas que nem sei se são de cachorro... Lá no Qatar comia cérebro, língua de carneiro. Então, procuro variar. Mas em casa tem que ter o meu arroz, feijão, cuscuz, as coisas típicas da minha terra.
No som já rola um funk ou mantém o forró?
Aí, não tem como fugir. Prefiro um forrózinho mesmo. O funk não me agrada. Com o forró eu lembro da minha cultura, minha terra, minhas raízes.


12/04/2011 07h30 - Atualizado em 12/04/2011 07h30

Informado sobre crise, Abel garante: ‘Continuo apalavrado com o Flu’

Treinador conversa com Celso Barros sobre problemas de relacionamento com diretoria e se mostra tranquilo com informações recebidas

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
abel braga  (Foto: Agência O Globo)Situação instável do Flu não intimida Abel
(Foto: Agência O Globo)
Esperado pelo Fluminense para assumir a equipe a partir de junho, Abel Braga está de olho na crise política que cerca o clube nos últimos meses. Apalavrado com a diretoria e o patrocinador, o treinador, que foi campeão da Copa do Presidente, nos Emirados Árabes, segunda-feira, admitiu ter buscado informações mais profundas sobre os problemas de relacionamento entre membros da cúpula do futebol tricolor e recebeu respostas que o deixaram mais tranquilo.

- Acompanho pela internet as notícias e perguntei ao Celso (Barros, presidente do patrocinador) sobre os problemas. Eu disse que não queria ser o motivo disso. Ele respondeu que não. Que há divergência, sim, mas nada que atrapalhe o andamento do clube – revelou em entrevista à Rádio Globo.

Prestes a conquistar também o título nacional no país do Oriente Médio, o treinador deseja voltar ao Brasil, mas ainda não comunicou oficialmente os árabes de sua decisão. Valorizado, Abel revelou ter sido procurado até mesmo para renovar o contrato, que se encerra em junho, mas trata seu acordo com o Flu como prioridade.

- Tudo o que sai no Brasil eles acompanham. Inclusive, vieram conversar comigo sobre contrato e disse que não falo sobre isso agora. A princípio, continuo apalavrado com o Fluminense.

Enquanto não tem Abel Braga, o Fluminense segue com o interino Enderson Moreira no comando da equipe. O próximo compromisso está marcado somente para o próximo domingo, diante do Nova Iguaçu, às 16h (de Brasília), no Engenhão, pela última rodada da fase de classificação da Taça Rio.
 




12/04/2011 21h58 - Atualizado em 13/04/2011 09h21

Atrasado, Peixe treina no escuro

Time faria sua atividade no CT do Olimpia, mas chegou muito tarde ao Paraguai e só conseguiu trabalhar à noite, no terraço do hotel

Por Adilson Barros Direto de Assunção, Paraguai
Léo no treino do Santos a noite (Foto: Adilson Barros / GLOBOESPORTE.COM)Léo no treino do Santos à noite
(Foto: Adilson Barros / GLOBOESPORTE.COM)
O Santos cancelou o treino que faria nesta terça-feira à tarde, no centro de treinamentos do Olimpia, em Assunção. O atraso na saída da delegação de São Paulo atrapalhou os planos do técnico Muricy Ramalho. A atividade estava marcada para as 18h (horário paraguaio, 19h de Brasília). No entanto, o Peixe só desembarcou na capital do Paraguai por volta das 19h10m (local), 1h30m depois do previsto.
Assim, os jogadores de linha fizeram um treino leve no terraço hotel. Sem iluminação adequada, os santistas tiveram de tatear para fazer os exercícios comandados pelo preparador físico Ricardo Rosa. Muricy ficou sentado ao lado, observando.
- Estava muito escuro, foi meio improvisado, mas deu para soltar um pouco a musculatura - afirmou o lateral-esquerdo Léo.
Nesta quarta-feira, às 19h30m, o time fará o reconhecimento do gramado do estádio General Pablo Rojas, conhecido por La Olla Azulgrana, campo do Cerro Porteño-PAR, adversário desta quinta-feira na Taça Libertadores. O confronto será às 20h30m (Brasília), com acompanhamento em Tempo Real do GLOBOESPORTE.COM.



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