12/04/2011 20h22 - Atualizado em 12/04/2011 22h57
Com ofício, São Paulo reclama dos juízes dos jogos contra o Santa Cruz
Clube mandou um documento para o chefe da arbitragem da CBF relatando os erros ocorridos e pedindo atenção para as próximas fases da competição
A primeira partida contra o Goiás, pelas quartas de Brasil da Copa do Brasil, está marcada apenas para o dia 20, mas a diretoria do São Paulo já fez questão de fazer um alerta em relação a arbitragem. O clube enviou um ofício ao presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sérgio Correa, assinado pelo vice-presidente de futebol, Carlos Augusto de Barros e Silva, relatando todos os incidentes ocorridos nas duas partidas contra o Santa Cruz, realizadas no dia 30 de março, no Recife, e no último dia 6, em Barueri.
Lucas sofreu com a marcação do Santa Cruz em Barueri (Foto: Rubens Chiri / Site Oficial do São Paulo FC)O clube reclama das atuações dos árbitros Marielson Alves da Silva e Gutemberg de Paula Fonseca. Segundo o clube do Morumbi, o primeiro, por ser inexperiente, e o segundo, mesmo sendo um juiz da Fifa, deixaram o clube pernambucano bater à vontade. No ofício, o Tricolor ainda lembra da fratura sofrida por Fernandinho na fíbula da perna direita e da expulsão de Lucas, que recebeu o cartão vermelho no final da segunda partida. Na súmula, o juiz colocou que o camisa 7 revidou uma cotovelada do volante Everson Sena.
Por estar suspenso, o meia não estará em campo na partida que será disputado na próxima semana e ainda poderá pegar um gancho maior, já que será julgado no Supremo Tribunal de Justiça Desportiva da CBF. Já o atacante ficará longe dos gramados pelo prazo de quatro a seis semanas.
Artilheiro Somália após treino do Duque de Caxias
(Foto: Marcelo Baltar / Globoesporte.com)Quatorze jogos, nove gols e a artilharia do Campeonato Carioca. Esses são os números de Somália, que divide momentaneamente o posto de goleador do estadual com o centroavante Fred, do Fluminense. Desde que deixou o Shanghai Shenhua, da China, para acertar com o Duque de Caxias, em junho do ano passado, o atacante rapidamente encontrou o caminho das redes e, logo em sua estréia, fez os três gols da vitória por 3 a 2 sobre a Portuguesa, pela Série B de 2010. Agora, restando uma rodada para o fim da fase de grupos da Taça Rio, o jogador tenta repetir o feito de 2007, quando foi o artilheiro do Campeonato Paulista, defendendo o São Caetano, com 13 gols.
- Essa é a intenção (ser o goleador), mas a gente se preocupa em entrar em campo priorizando a vitória. Eu tento da melhor forma transformar em gol as oportunidades que o time consegue criar. Fiz 19 jogos ano passado e 14 gols - afirmou o atleta, que brinca com os xarás do futebol brasileiro:
- Tem muito Somália genérico por aí. Eu sou o verdadeiro. Somália é gol (risos).
Apesar da marca individual, o atacante vê o Duque de Caxias, quarto colocado do Grupo B com 11 pontos, com chances remotas de se classificar as semifinais da Taça Rio. Além de ter que torcer por um tropeço do Botafogo, na terceira posição com os mesmos 11 pontos, e por uma derrota de Fluminense ou Olaria, os dois primeiros colocados e ambos com 14 pontos, a equipe ainda precisa golear o Boavista para tirar uma diferença de seis gols no saldo dos concorrentes à vaga.
- Costumo falar que cada ano que passa o Carioca está mais disputado. Tem muitos jogadores bons, está mais nivelado. A gente acredita em trabalho. Até mesmo pelo treinador (Waldemar Lemos) e o que está sendo feito: logo depois que ele chegou, ganhamos duas partidas seguidas fora de casa e isso nos deu força. Infelizmente, pode ter sido tarde para a sequência do trabalho que a gente vem fazendo - lamentou o jogador
Somália não acredita na possibilidade do Boavista, time que tem uma parceria envolvendo trocas de atletas com o Duque de Caxias, possa favorecer a tarefa da equipe da Baixada Fluminense.
- Seria antijogo. Além disso, nós dependemos de outros resultados. Não que seja impossível, mas é muito difícil (a classificação). Tudo pode acontecer.
Aos 33 anos, Somália quase foi para o Avaí no final do ano passado, mas, segundo o atleta, a negociação parou por divergências entre as diretorias dos clubes. Sem citar nomes, o atacante conta que já recebeu algumas sondagens de outros times após a boa fase no Campeonato Carioca.
- Cheguei a fazer exames médicos (no Avaí), tudo estava certo. Ia ser uma troca (de jogadores), mas parece que houve um desacordo sobre quais seriam envolvidos no negócio. Mas continuei e estou muito feliz aqui. Tive algumas propostas, nada de concreto, mas não posso citar. Estou focado em cumprir meu contrato, que vai até o fim do ano - confirmou.
Tite no treino do Corinthians
(Foto: Miguel Schincariol / Ag. Estado)Tite ouviu do presidente Andrés Sanches que o Corinthians não contratará Paulo Henrique Ganso. Mas o meia do Santos é o assunto principal nas entrevistas do treinador no CT Joaquim Grava. Depois de admitir que gostaria de contar com o armador até mesmo por apenas três meses, o treinador acredita que não teria problema em uma possível falta de motivação, já que o atleta deseja jogar na Itália em seguida.
O técnico, aliás, comparou a situação de Ganso com a de Bruno César. O meio-campista corintiano foi negociado com o Benfica-POR, mas só se apresentará em julho. Enquanto isso não acontece, ele continuará sendo aproveitado no Campeonato Paulista e nas primeiras rodadas do Brasileirão. Domingo, contra o Santo André, pela última rodada do classificatório estadual, provavelmente será titular.
- Depende do caráter e do grau de comprometimento. O Bruno está sendo sério. Sabes dos riscos que está correndo. Se acontecer algo grave, seu assessor de imprensa sabe, ele está imbuído. E está trabalhando sério, botando a perna, a atitude dele é com esse grau de confiança. Se vier outro, vem integrado, vem pra botar a perna, sofrer junto, ter alegria junto, depende muito desse cenário – afirmou.
Ganso nunca escondeu que deseja jogar por um clube europeu o mais rápido possível. Os rivais Inter e Milan são as maiores possibilidades. Entretanto, o jogador pode ainda ficar mais alguns meses no Brasil como manobra para se desvincular do Santos. A multa rescisória para o mercado interno, no caso o Corinthians, é de R$ 60 milhões. Para o exterior, sobe para R$ 102 milhões.
Tite não liga para o tempo de duração do vínculo de Ganso e torce para um desfecho positivo mesmo que para tê-lo por apenas três meses. Na semana passada, o treinador já havia dito que não se importava com isso.
- Eu respondo (as perguntas sobre Ganso), mas não por vontade minha. Mas minha opinião continua a mesma – completou.
Por estar suspenso, o meia não estará em campo na partida que será disputado na próxima semana e ainda poderá pegar um gancho maior, já que será julgado no Supremo Tribunal de Justiça Desportiva da CBF. Já o atacante ficará longe dos gramados pelo prazo de quatro a seis semanas.
13/04/2011 07h35 - Atualizado em 13/04/2011 09h23
Artilheiro ao lado de Fred, Somália brinca: 'Tem muito genérico por aí'
Feliz no Duque de Caxias, atacante, autor de nove gols no Carioca, acha difícil a classificação às semifinais e considera torneio cada vez mais disputado
(Foto: Marcelo Baltar / Globoesporte.com)
- Essa é a intenção (ser o goleador), mas a gente se preocupa em entrar em campo priorizando a vitória. Eu tento da melhor forma transformar em gol as oportunidades que o time consegue criar. Fiz 19 jogos ano passado e 14 gols - afirmou o atleta, que brinca com os xarás do futebol brasileiro:
| Os Somálias 'genéricos' | ||
|---|---|---|
| Jogador | Posição | Time |
| Somália | Atacante | Bangu |
| Somália | volante | Botafogo |
Apesar da marca individual, o atacante vê o Duque de Caxias, quarto colocado do Grupo B com 11 pontos, com chances remotas de se classificar as semifinais da Taça Rio. Além de ter que torcer por um tropeço do Botafogo, na terceira posição com os mesmos 11 pontos, e por uma derrota de Fluminense ou Olaria, os dois primeiros colocados e ambos com 14 pontos, a equipe ainda precisa golear o Boavista para tirar uma diferença de seis gols no saldo dos concorrentes à vaga.
- Costumo falar que cada ano que passa o Carioca está mais disputado. Tem muitos jogadores bons, está mais nivelado. A gente acredita em trabalho. Até mesmo pelo treinador (Waldemar Lemos) e o que está sendo feito: logo depois que ele chegou, ganhamos duas partidas seguidas fora de casa e isso nos deu força. Infelizmente, pode ter sido tarde para a sequência do trabalho que a gente vem fazendo - lamentou o jogador
Somália não acredita na possibilidade do Boavista, time que tem uma parceria envolvendo trocas de atletas com o Duque de Caxias, possa favorecer a tarefa da equipe da Baixada Fluminense.
- Seria antijogo. Além disso, nós dependemos de outros resultados. Não que seja impossível, mas é muito difícil (a classificação). Tudo pode acontecer.
Ganhamos duas seguidas fora de casa e isso nos deu força. Infelizmente pode ter sido tarde"
Somália
- Cheguei a fazer exames médicos (no Avaí), tudo estava certo. Ia ser uma troca (de jogadores), mas parece que houve um desacordo sobre quais seriam envolvidos no negócio. Mas continuei e estou muito feliz aqui. Tive algumas propostas, nada de concreto, mas não posso citar. Estou focado em cumprir meu contrato, que vai até o fim do ano - confirmou.
13/04/2011 07h30 - Atualizado em 13/04/2011 08h43
No clube do coração, Adryan começa a virar gente grande: ‘Primeira casa’
De contrato renovado, garoto declara amor ao Fla, revela ansiedade para jogar no time profissional e não se ilude com interesse de clubes europeus
O beijo no rosto do pai mistura carinho e agradecimento. Não fosse a insistência de Antônio, talvez Adryan jogasse com uma bola pequena e amarela, usasse raquetes e não chuteiras e tivesse o saibro no lugar da grama como solo favorito. Antes de pensar em futebol, o garoto, que acaba de renovar contrato com o Flamengo até 2014, demonstrou interesse pelo tênis.
Adryan se diz feliz no Flamengo: 'O maior de todos' (Foto: Richard Souza/Globoesporte.com)- Ele sempre gostou de futebol. Via uma lata e chutava, via pedra e chutava. Mas chamei para fazer teste no Flamengo e ele não queria. Queria jogar tênis. Insisti para fazer só um teste, e ele foi. Aí ficou o primeiro ano, veio o segundo. Quando se firmou, disse que, se não fosse por mim, não estaria aqui. Ele está no caminho - contou o pai, orgulhoso.
Antônio costuma dizer que o vento soprou a favor do filho. E continua assim. Em outubro de 2010, Adryan venceu o Carioca juvenil com o Flamengo. O Rubro-Negro não era campeão invicto na categoria desde 1980. Em 24 jogos, a equipe teve 21 vitórias e três empates (96 gols pró - melhor ataque - e 11 contra - defesa menos vazada). Depois, foi titular e campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior, no início deste ano. No último fim de semana, ajudou a Seleção Brasileira a conquistar o Sul-Americano sub-17, no Equador, pela décima vez.
Tratado como joia na Gávea, o meia de 16 anos está há quatro no Rubro-Negro. É ali, no clube, que ele se sente em casa.
- Os profissionais aqui me tratam muito bem. Não considero uma segunda, mas a primeira casa. Acima de tudo, foram eles que me criaram. Tudo que aprendi em relação ao futebol foi aqui dentro. Fico muito feliz com as coisas que acontecem aqui.
A adolescência está estampada no rosto e nos hábitos de Adryan. No tempo livre, aproveita para se divertir no videogame. Mas a hora de crescer se aproxima e está apressada. Depois de alguns treinos na pré-temporada do grupo principal, na primeira quinzena de janeiro, a vontade é de fazer parte do time de cima o quanto antes, assim como os companheiros de base Lorran, Muralha, Negueba, César e Anderson. Ele aguarda o chamado do técnico Vanderlei Luxemburgo.
- São atletas que estão comigo diariamente, trabalharam comigo no ano passado, esse ano também. O contato continua, me passam tudo o que está acontecendo. Eles me dão dicas sobre o que devo ou não fazer. Gostaria de estar no elenco principal, mas isso não me abala. Fico ansioso, mas não me preocupa. Estou sempre motivado, sempre trabalhando forte. Mostro o que tenho para mostrar e aos poucos as coisas vão acontecendo, vai dar tudo certo.
O pai Antônio: 'culpado' pela chegada de Adryan ao
Fla (Foto: Richard Souza/Globoesporte.com)Além dos amigos, Adryan se escora no apoio da família. Os pais Antônio e Simone e o irmão Andrey, de 19 anos, que é nadador do Flamengo, são os pilares nas horas difíceis.
- A base que ganhei da minha família é maravilhosa. Quando têm de me criticar, me criticam. Quando estou mal, estão prontos para me ajudar. Quando precisam dar uma dura, sempre dão. Meu pai pega mais no pé. Quando eu jogo mal, fala sobre aquilo que eu errei. Ele não vai mentir para mim. Ele sempre me ajuda com elogios e críticas. Faz parte do meu amadurecimento.
O moleque teve o privilégio de usar a camisa 10 da Seleção. “Algo que não espera viver sequer em sonho”, ele diz. No Sul-Americano, pôde conhecer o estilo de equipes de outros países, ganhou troféu, medalha e bagagem.
- A experiência foi muito boa para mim e para todos na Seleção. São adversários bem diferentes, cada país com seu estilo de jogo. Vamos ganhando experiência com isso, aprendendo a lidar com outros países. Na primeira fase nossa campanha não foi tão boa, mas fomos nos fortalecendo para conseguir o título.
Ganha força também a cobiça de clubes europeus. Na imprensa internacional, Manchester United-ING e Real Madrid-ESP são apontados como interessados. Com o novo contrato, uma transferência para o exterior faria com que todos os envolvidos recebessem valores mais altos: empresário, clube e atleta. Adryan, no entanto, prefere ficar.
- Estou no Flamengo. O que mais pode me iludir? É o clube que considero o maior de todos, que eu torço, é o que eu gosto. Me sinto muito feliz aqui. As propostas vêm, mas as pessoas certas resolvem isso por mim. Procuro sempre trabalhar aqui no Flamengo. Quero priorizar meu clube. Tudo que vier nesse período, até completar 18 anos e poder me transferir para fora do Brasil, não me ilude.
O empresário Rodrigo Pitta revelou que recebeu sondagens de times europeus. Ele reforça a ideia de que a prioridade é o meia permanecer mais tempo na Gávea, mas propostas concretas podem ser analisadas com a diretoria rubro-negra.
- O assédio em cima dele vem sendo grande, de clubes da Europa. Desde o início eu, o pai dele e ele tivemos esse objetivo de ficar no Flamengo, de fazer história, de se formar como profissional no Flamengo. Mas daqui a dois, três anos, não sabemos o que pode acontecer. Mais importante é que ele tem um contrato e que está feliz, o Flamengo está feliz. Se um dia tiver de ser vendido, de aceitar uma proposta, vai ser uma decisão em conjunto.
Adryan também tem chamado a atenção pelas ruas do Rio. Mas confessa: às vezes, nem ele pensa na possibilidade de ser reconhecido por torcedores do Flamengo.
- Quando me chamam na rua, não falo nada. Procuro olhar para a pessoa, tento reconhecer, mas se não reconheço fico quieto. Quando ela começa a falar de Flamengo ou de Seleção, aí me toco que estou sendo reconhecido (risos).
Carinho com o troféu da Copa São Paulo de Futebol Júnior: 'Esse eu não vou esquecer', diz (Foto: Richard Souza/Globoesporte.com)De folga até a próxima segunda-feira, Adryan quer relaxar. Ele vai passar alguns dias em Angra dos Reis. Lugar que guarda lembranças de uma infância ainda muito presente ao pai do jogador.
- Antigamente ele era espoleta (risos). Tínhamos uma casa de praia em Angra, ele acordava às 6h da manhã, pegava o buggy e fazia uma bagunça. Por causa dele, colocaram uma regra no condomínio que só poderia ligar o buggy a partir das 8h. Quando entrou para o futebol, ficou um pouco mais calmo por conta da disciplina - lembrou Antônio.
Antônio costuma dizer que o vento soprou a favor do filho. E continua assim. Em outubro de 2010, Adryan venceu o Carioca juvenil com o Flamengo. O Rubro-Negro não era campeão invicto na categoria desde 1980. Em 24 jogos, a equipe teve 21 vitórias e três empates (96 gols pró - melhor ataque - e 11 contra - defesa menos vazada). Depois, foi titular e campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior, no início deste ano. No último fim de semana, ajudou a Seleção Brasileira a conquistar o Sul-Americano sub-17, no Equador, pela décima vez.
Tratado como joia na Gávea, o meia de 16 anos está há quatro no Rubro-Negro. É ali, no clube, que ele se sente em casa.
- Os profissionais aqui me tratam muito bem. Não considero uma segunda, mas a primeira casa. Acima de tudo, foram eles que me criaram. Tudo que aprendi em relação ao futebol foi aqui dentro. Fico muito feliz com as coisas que acontecem aqui.
A adolescência está estampada no rosto e nos hábitos de Adryan. No tempo livre, aproveita para se divertir no videogame. Mas a hora de crescer se aproxima e está apressada. Depois de alguns treinos na pré-temporada do grupo principal, na primeira quinzena de janeiro, a vontade é de fazer parte do time de cima o quanto antes, assim como os companheiros de base Lorran, Muralha, Negueba, César e Anderson. Ele aguarda o chamado do técnico Vanderlei Luxemburgo.
- São atletas que estão comigo diariamente, trabalharam comigo no ano passado, esse ano também. O contato continua, me passam tudo o que está acontecendo. Eles me dão dicas sobre o que devo ou não fazer. Gostaria de estar no elenco principal, mas isso não me abala. Fico ansioso, mas não me preocupa. Estou sempre motivado, sempre trabalhando forte. Mostro o que tenho para mostrar e aos poucos as coisas vão acontecendo, vai dar tudo certo.
Fla (Foto: Richard Souza/Globoesporte.com)
- A base que ganhei da minha família é maravilhosa. Quando têm de me criticar, me criticam. Quando estou mal, estão prontos para me ajudar. Quando precisam dar uma dura, sempre dão. Meu pai pega mais no pé. Quando eu jogo mal, fala sobre aquilo que eu errei. Ele não vai mentir para mim. Ele sempre me ajuda com elogios e críticas. Faz parte do meu amadurecimento.
O moleque teve o privilégio de usar a camisa 10 da Seleção. “Algo que não espera viver sequer em sonho”, ele diz. No Sul-Americano, pôde conhecer o estilo de equipes de outros países, ganhou troféu, medalha e bagagem.
- A experiência foi muito boa para mim e para todos na Seleção. São adversários bem diferentes, cada país com seu estilo de jogo. Vamos ganhando experiência com isso, aprendendo a lidar com outros países. Na primeira fase nossa campanha não foi tão boa, mas fomos nos fortalecendo para conseguir o título.
Ganha força também a cobiça de clubes europeus. Na imprensa internacional, Manchester United-ING e Real Madrid-ESP são apontados como interessados. Com o novo contrato, uma transferência para o exterior faria com que todos os envolvidos recebessem valores mais altos: empresário, clube e atleta. Adryan, no entanto, prefere ficar.
- Estou no Flamengo. O que mais pode me iludir? É o clube que considero o maior de todos, que eu torço, é o que eu gosto. Me sinto muito feliz aqui. As propostas vêm, mas as pessoas certas resolvem isso por mim. Procuro sempre trabalhar aqui no Flamengo. Quero priorizar meu clube. Tudo que vier nesse período, até completar 18 anos e poder me transferir para fora do Brasil, não me ilude.
O empresário Rodrigo Pitta revelou que recebeu sondagens de times europeus. Ele reforça a ideia de que a prioridade é o meia permanecer mais tempo na Gávea, mas propostas concretas podem ser analisadas com a diretoria rubro-negra.
- O assédio em cima dele vem sendo grande, de clubes da Europa. Desde o início eu, o pai dele e ele tivemos esse objetivo de ficar no Flamengo, de fazer história, de se formar como profissional no Flamengo. Mas daqui a dois, três anos, não sabemos o que pode acontecer. Mais importante é que ele tem um contrato e que está feliz, o Flamengo está feliz. Se um dia tiver de ser vendido, de aceitar uma proposta, vai ser uma decisão em conjunto.
Adryan também tem chamado a atenção pelas ruas do Rio. Mas confessa: às vezes, nem ele pensa na possibilidade de ser reconhecido por torcedores do Flamengo.
- Quando me chamam na rua, não falo nada. Procuro olhar para a pessoa, tento reconhecer, mas se não reconheço fico quieto. Quando ela começa a falar de Flamengo ou de Seleção, aí me toco que estou sendo reconhecido (risos).
- Antigamente ele era espoleta (risos). Tínhamos uma casa de praia em Angra, ele acordava às 6h da manhã, pegava o buggy e fazia uma bagunça. Por causa dele, colocaram uma regra no condomínio que só poderia ligar o buggy a partir das 8h. Quando entrou para o futebol, ficou um pouco mais calmo por conta da disciplina - lembrou Antônio.
12/04/2011 21h14 - Atualizado em 12/04/2011 22h58
Lucas aproveita brecha no treino para brincar com pião, mas decepciona
Garoto ganhou o brinquedo de um torcedor, mas não mostrou a mesma habilidade que deixa os adversários para trás dentro dos gramados
A terça-feira foi de muita tranquilidade no São Paulo. Após o treino físico comandado pelo preparador Riva Carli no campo de futebol society, alguns jogadores aproveitaram para fazer outras atividades. Os goleiros Rogério Ceni, Denis, Leonardo e Fabiano disputaram uma partida de vôlei. Já o garoto Lucas aproveitou para brincar com um pião que ganhou de presente de um torcedor. Porém, sem a menor qualidade, ele precisou da ajuda do lateral Junior Cesar para conseguir manusear o brinquedo.
Lucas brincando com peão no treino do São Paulo (Foto: João Neto / VIPCOMM)À noite, pelo seu twitter, a joia são-paulina disse que já comprou um novo pião e que vai acabar com as críticas dos companheiros.
- Fiquem tranquilos, já comprei um novo. Daí, vocês vão ver como eu sou craque no pião (risos) - afirmou o meia.
- Fiquem tranquilos, já comprei um novo. Daí, vocês vão ver como eu sou craque no pião (risos) - afirmou o meia.
13/04/2011 08h00 - Atualizado em 13/04/2011 08h00
São Paulo versão 2011 muda estilo e ataque é quem dita o ritmo da equipe
Nos anos anteriores, Tricolor sempre teve na defesa o seu ponto forte. Na atual temporada, ataque é o destaque, com 38 gols marcados no estadual
Nas últimas temporadas, o São Paulo sempre se notabilizou por ter um sistema defensivo que fazia a diferença. Em 2007, ano em que o time conquistou o bicampeonato brasileiro, Alex Silva, Breno e Miranda foram tão bem que Rogério Ceni foi vazado apenas 19 vezes em 38 partidas. No ano seguinte, Breno saiu, André Dias assumiu a posição e o setor continuou firme. Mesmo em 2009 e 2010, anos em que a equipe não ganhou nenhum título, a defesa seguiu como protagonista. Na atual temporada, no entanto, a situação se inverteu completamente.
Dagoberto, Rogério Ceni e Fernandinho são os três principais artilheiros do Campeonato Paulista pelo São Paulo (Foto: Montagem sobre foto da Ag. Estado)No início do Campeonato Paulista, Paulo César Carpegiani escalou o time no esquema 4-4-2 e, mesmo com Alex Silva e Miranda em campo, a equipe tomou 12 gols em seis partidas. Com a chegada de Rhodolfo, que veio do Atlético-PR, a situação melhorou mas, uma coisa é certa: o estilo audacioso do treinador refletiu-se na postura da equipe que, em 2011, passou a ser comandada pelo ataque. Tanto que, após 18 rodadas do Campeonato Paulista, o Tricolor tem o melhor desempenho do torneio, com 38 gols marcados e apenas a quinta melhor defesa, com 18 tentos sofridos.
Veja ao lado a lista dos artilheiros do Tricolor
Para Marlos, a filosofia do treinador e a qualidade do elenco fizeram o Tricolor 2011 mudar de característica.
Tem treinador que gosta mais do sistema defensivo, tem treinador que gosta mais de atacar. O Carpegiani é assim, ele dá liberdade total para atacarmos. É claro que isso deixa a defesa mais exposta, mas temos total confiança neles. Na frente, temos jogadores velozes e muito inteligentes. Essa mistura faz com que apareçam muitas oportunidades de gol. E lá na frente, nossos jogadores sabem definir, sabem fazer o gol – afirmou o camisa 11, que marcou três gols no estadual.
Rhodolfo seguiu pela mesma linha de raciocínio.
Somos uma equipe muito boa no contragolpe, um time leve, habilidoso, e por isso temos facilidade para entrar na área adversária. E nós da defesa, sempre que temos uma oportunidade, estamos indo ao ataque para ajudar. O importante é que o time está acertado, não estamos na segunda colocação do campeonato à toa – lembrou o camisa 4.
| JOGADOR | GOLS MARCADOS NO PAULISTÃO |
|---|---|
| Dagoberto | 8 |
| Rogério Ceni | 6 |
| Fernandinho | 4 |
| Lucas | 3 |
| Jean | 3 |
| Marlos | 3 |
| Marcelinho Paraíba | 2 |
| Rhodolfo | 2 |
| Casemiro | 1 |
| Henrique | 1 |
| Ilsinho | 1 |
| Rivaldo | 1 |
| Willian José | 1 |
| Miranda | 1 |
| Gercimar (contra) | 1 |
Para Marlos, a filosofia do treinador e a qualidade do elenco fizeram o Tricolor 2011 mudar de característica.
Tem treinador que gosta mais do sistema defensivo, tem treinador que gosta mais de atacar. O Carpegiani é assim, ele dá liberdade total para atacarmos. É claro que isso deixa a defesa mais exposta, mas temos total confiança neles. Na frente, temos jogadores velozes e muito inteligentes. Essa mistura faz com que apareçam muitas oportunidades de gol. E lá na frente, nossos jogadores sabem definir, sabem fazer o gol – afirmou o camisa 11, que marcou três gols no estadual.
Rhodolfo seguiu pela mesma linha de raciocínio.
Somos uma equipe muito boa no contragolpe, um time leve, habilidoso, e por isso temos facilidade para entrar na área adversária. E nós da defesa, sempre que temos uma oportunidade, estamos indo ao ataque para ajudar. O importante é que o time está acertado, não estamos na segunda colocação do campeonato à toa – lembrou o camisa 4.
13/04/2011 09h22 - Atualizado em 13/04/2011 09h22
Tite crê em motivação de Ganso no Timão: 'Vem para botar a perna'
À espera do desfecho da confusão, treinador diz que meio-campista não se preservaria por causa da Europa e admite que gostaria de tê-lo por três meses
(Foto: Miguel Schincariol / Ag. Estado)
O técnico, aliás, comparou a situação de Ganso com a de Bruno César. O meio-campista corintiano foi negociado com o Benfica-POR, mas só se apresentará em julho. Enquanto isso não acontece, ele continuará sendo aproveitado no Campeonato Paulista e nas primeiras rodadas do Brasileirão. Domingo, contra o Santo André, pela última rodada do classificatório estadual, provavelmente será titular.
- Depende do caráter e do grau de comprometimento. O Bruno está sendo sério. Sabes dos riscos que está correndo. Se acontecer algo grave, seu assessor de imprensa sabe, ele está imbuído. E está trabalhando sério, botando a perna, a atitude dele é com esse grau de confiança. Se vier outro, vem integrado, vem pra botar a perna, sofrer junto, ter alegria junto, depende muito desse cenário – afirmou.
Ganso nunca escondeu que deseja jogar por um clube europeu o mais rápido possível. Os rivais Inter e Milan são as maiores possibilidades. Entretanto, o jogador pode ainda ficar mais alguns meses no Brasil como manobra para se desvincular do Santos. A multa rescisória para o mercado interno, no caso o Corinthians, é de R$ 60 milhões. Para o exterior, sobe para R$ 102 milhões.
Tite não liga para o tempo de duração do vínculo de Ganso e torce para um desfecho positivo mesmo que para tê-lo por apenas três meses. Na semana passada, o treinador já havia dito que não se importava com isso.
- Eu respondo (as perguntas sobre Ganso), mas não por vontade minha. Mas minha opinião continua a mesma – completou.
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