Obediência tática explica boa fase de Robinho no Milan
sáb, 29/01/11
por André Rocha |
O outrora “Menino da Vila”, mais maduro após a passagem frustrada pelo Manchester City, entendeu o recado. Se não tem a presença de área e o oportunismo de Pato e a criatividade capaz de proporcionar ótimas assistências do “trequartista” Cassano, Robinho teria que ser mais disponível taticamente, auxiliando na marcação sem a bola e aparecendo à frente no timing correto, com futebol mais objetivo.
Sem querer sacrificar Cassano no combate entre as intermediárias, o técnico Massimiliano Allegri encontrou uma solução inteligente: encaixou Robinho como o meia de ligação no 4-3-1-2 habitual do Milan nas últimas partidas.
O detalhe é que o brasileiro não é o homem da criação do meio quando o time rossonero recupera a bola. É Cassano quem recua para articular as jogadas e Robinho procura os lados para as incursões em diagonal em busca de Ibrahimovic.
Na primeira etapa dos 2 a 0 sobre o Catania fora de casa que mantiveram o time rubro-negro na liderança da Lega Calcio, Robinho novamente foi meia sem a bola e atacante de movimentação nas ações ofensivas. Apesar da correção no trabalho tático, tecnicamente faltou inspiração. Ao camisa 70 e também à sua equipe.
No primeiro tempo contra o Catania, Robinho repetiu a movimentação como o 4-3-1-2 rossonero: sem a bola, auxilia o meio-campo na marcação à frente dos três volantes-meias. Nas ações ofensivas, procura os lados do campo enquanto Cassano cria as jogadas como o verdadeiro trequartista.
O brasileiro abriu o placar completando rebote de forte arremate de Ibrahimovic na cobrança de falta. Com os rossoneri recolhidos em seu campo para resistir à pressão do time da casa, Robinho fechou bem o seu setor com Oddo e apareceu na frente para receber bom passe de Thiago Silva e servir Ibrahimovic, que anotou seu 13º tento em 20 partidas pelo campeonato italiano.
Com a expulsão de Van Bommel, Robinho ocupou o lado direito do meio-campo no 4-4-1 armado por Allegri. Além do bom trabalho tático, o brasileiro apareceu à frente para abrir o placar e depois servir Ibrahimovic.
Com mais opções no elenco, Allegri vai repaginando aos poucos sua equipe em busca de mais competitividade. Nesse contexto, o treinador sabe que pode contar com a nova “versão” de Robinho, bem mais versátil e obediente.
O técnico italiano também deixa uma boa lição para Mano Menezes: quer um Robinho participativo, ligado e efetivo taticamente também na seleção? Dê a ele uma “sombra”.
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