quinta-feira, 5 de maio de 2011

05/05/2011 09h45 - Atualizado em 05/05/2011 09h45

Fábio Santos elogia rivais e diz que favoritismo dado ao Santos é natural

Por Carlos Augusto Ferrari São Paulo
Fabio Santos gol Corinthians (Foto: Ag. Estado)Fábio Santos celebra gol pelo Corinthians no
Campeonato Paulista 2011 (Foto: Ag. Estado)
Depois da dramática classificação contra o Palmeiras, o Corinthians prega um discurso humilde para enfrentar o Santos na final do Campeonato Paulista. O lateral-esquerdo Fábio Santos entende que o favoritismo dado ao Peixe precisa ser encarado sem crise pelo Timão. As equipes fazem a primeira decisão, domingo, às 16h, no Pacaembu.
- É natural que aconteça isso. O Santos tem dois jogadores diferenciados. Não adianta ficarmos chateados, é a realidade. É complicado firmar um favorito, mas não tem como fugir: o Santos tem dois jogadores que podem decidir a qualquer momento, são os melhores do Brasil e brigam para ser os melhores do mundo – disse.
O lateral aposta na força do conjunto e na tradição corintiana em momentos decisivos para igualar forças na final. Contra o Palmeiras, o Timão sofreu para empatar, mesmo com um jogador a mais em campo, e avançou na disputa por pênaltis graças ao goleiro Julio Cesar, defendendo a cobrança de João Vitor.
- O Corinthians cresce em uma final e tem camisa. É nessa humildade que vamos para a final. Temos corrido bastante, marcando e se unindo. Temos tudo para fazer uma grande final – ressaltou.
Fábio Santos, aliás, descarta uma marcação especial em Neymar, mas reconhece que o Corinthians precisará de cuidados com ele e Paulo Henrique Ganso.
- É complicado colocar um homem fixo. É impossível fazer uma marcação individual no Neymar. Faremos por setor, como foi da última vez. Procuro respeitar sempre os adversários. Sem dúvida, são jogadores diferenciados e precisam de um pouco mais de atenção – completou.
05/05/2011 07h05 - Atualizado em 05/05/2011 07h05

Churrasco, boliche e pesca... Paizão, Mauri cuida dos goleiros do Timão

Preparador de arqueiros do Corinthians tem total confiança de Julio Cesar, destaque da equipe alvinegra nas semifinais do Campeonato Paulista

Por Carlos Augusto Ferrari e Leandro Canônico São Paulo
Goleiro Corinthians e preparador 3 (Foto: Carlos Augusto Ferrari/GLOBOESPORTE.COM)Mauri e seus pupilos no treino do Corinthians (Foto: Carlos Augusto Ferrari/GLOBOESPORTE.COM)
Mauri Costa Lima só não é chamado de pai por Julio Cesar, mas atua como tal. Preparador de goleiros do Corinthians desde 2008, o profissional tem uma relação familiar não só com o goleiro titular do Timão, mas também com os outros três reservas. Não à toa, depois de ser herói na semifinal do Campeonato Paulista, o camisa 1 do Alvinegro agradeceu os conselhos do amigo e instrutor.
- O Mauri é como um pai para mim e também para os outros goleiros do Corinthians. Estamos no quarto ano juntos aqui no Corinthians. Ele nos passa sempre muitas informações sobre os adversários. Ele estuda a maneira como os rivais chutam. É muito importante isso – declarou Julio Cesar, formado nas categorias de base, assim como os reservas Rafael Santos, Danilo e Gauther.
Mas como Mauri chegou ao Corinthians? De onde ele veio? Qual sua trajetória? Em 2008, ano do Timão na Série B, ele foi contratado pelo então gerente de futebol do clube, Antonio Carlos Zago, com quem tinha trabalhado no Juventude. Ele também foi preparador de goleiros no Náutico e no Guarani. Como jogador, teve experiências no Goiás, no Timbu, no Inter de Limeira e no Ituano.
Julio Cesar corinthians (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Julio Cesar comemora a vaga na final do Paulista
(Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Porém, o maior destaque foi como titular do Mogi Mirim, em 1992, no time que tinha Rivaldo, Leto e Válber e ficou conhecido como Carrossel Caipira. Feliz com sua função no Corinthians, Mauri exalta seu estilo “paizão” e conta como faz para manter os goleiros alvinegros unidos. Tem churrasco, boliche, pesca...
- Eu acho muito importante a convivência extracampo. Por isso, em dias de folga, eu procuro organizar alguma atividade com eles. Tem vezes que fazemos churrascos só com as famílias dos goleiros. Nós já nos juntamos para jogar boliche também, para ir a um pesqueiro... É uma forma diferente de conviver. Desde quando comecei a preparar goleiros, tive uma afinidade muito grande com os profissionais. Trato todos sempre como meus filhos – falou Mauri.
O preparador de goleiros do Timão está em sintonia total com Julio Cesar. Especialmente nos elogios. Assim como fez o camisa 1, ele exaltou o amigo.
- O Julio Cesar é um grande cara. Ele tem a humildade e a responsabilidade de saber (e entender) quando erra. Ele tem essa capacidade. O coração dele é do tamanho do mundo. Ele está sempre alegre, sempre procurando transmitir coisas boas. Além disso, é uma pessoa esclarecida, muito correta – acrescentou Mauri.
Inovador em seus treinamentos e sempre atento ao comportamento extracampo dos seus pupilos, o preparador de goleiros do Timão tem todo esse cuidado por achar que ser goleiro não é apenas a escolha de uma posição. É profissão.
- Para mim, goleiro não é apenas uma posição, mas sim uma profissão. E sozinho você não consegue nada. Por isso tem de sempre ter um amigo, um companheiro. Goleiro entende goleiro. É legal que eles troquem ideias, experiências, que um veja o que acontece com o outro – finalizou o “anjo da guarda” de Julio Cesar e cia.
A meta agora é levar Julio Cesar ao seu primeiro título como titular do Corinthians. Até agora, ele foi campeão apenas como reserva: do Brasileirão de 2005, da Série B em 2008 e do Paulistão e da Copa do Brasil em 2009. A primeira final do estadual 2011 com o Santos será neste domingo, às 16h, no estádio do Pacaembu.
 
 
05/05/2011 08h15 - Atualizado em 05/05/2011 08h15

Arbitragem e gandulas revoltam os vascaínos no empate em Curitiba

Ricardo Gomes diz que Wilton Pereira Sampaio se deixou levar pela torcida do Atlético-PR

Por Frederico Huber Curitiba, PR

 Os vascaínos ficaram revoltados com a atuação do trio de arbitragem liderado por Wilton Pereira Sampaio. Depois do empate em 2 a 2 com o Atlético-PR, dirigentes e comissão técnica estavam incomodados especialmente com a atuação dos gandulas. Um teria tirado satisfação com Alecsandro na saída de campo no intervalo. Outro entrou em campo com o jogo rolando para retirar uma bola.

O clima ficou pesado entre dirigentes dos dois clubes na saída do vestiário. Depois de cada lado argumentar, tudo ficou mais calmo. Os atleticanos temem que a recepção no jogo de volta, em São Januário, seja hostil por causa do que aconteceu.

Sobre o árbitro, o técnico Ricardo Gomes disse que Wilton Pereira Sampaio se deixou levar pela pressão que a torcida atleticana fez. O comandante cruz-maltino reclamou dos cartões amarelos dados aos seus atletas (com exceção de Alecsandro).

- Aqui na Arena é quente porque a torcida joga junto, além da qualidade do time. As decisões dos juízes eram todas no calor. Ele entrou no jogo, tinha que ter se distanciado. Teve um lance na nossa área que houve um empurra-empurra danado e ele não deu nada. Não gostei da arbitragem. Amarelou nosso time o tempo todo. O Alecsandro tinha que ter mais cuidado. Quis homenagear o pai e acabou ficando fora do próximo jogo. O importante foi ele ter feito o gol e tido uma boa atuação.

Felipe também considera que o árbitro se deixou influenciar pela pressão da arquibancada, o que acabou prejudicando o time do Vasco

- É difícil assim. O time vem, se esforça, busca a vitória e o juiz faz isso. Ele caiu na pressão. Infelizmente, isso está fazendo parte do futebol. O juiz erra, todo mundo vê, mas semana que vem ele já está apitando novamente, sem problemas. Se os jogadores reclamam, sofrem punições. Fomos prejudicados pela arbitragem em um jogo que poderíamos vencer.

A partida da volta, na Colina, será na próxima quinta-feira, às 19h30m (de Brasília). Por causa dos dois gols marcados em Curitiba, o Vasco pode empatar em até 1 a 1 que avança para a semifinal. Outro 2 a 2 leva a decisão para os pênaltis. Quem passar encara o vencedor do duelo entre São Paulo e Avaí. O Tricolor paulista venceu o primeiro jogo por 1 a 0, no Morumbi.


05/05/2011 10h02 - Atualizado em 05/05/2011 10h02

Técnico admite desvantagem, mas confia na vaga: 'Não dá para temer'

Adilson Batista cita vitória em São Januário de quando comandava o Paraná Clube para dizer que o Furacão tem chance de avançar na Copa do Brasil

Por Fernando Freire Curitiba
Adilson Batista, do Atlético-PR, em treino (Foto: Divulgação/Atlético-PR)Técnico lembrou vitória pelo Paraná contra o Vasco
(Foto: Divulgação/Atlético-PR)
O técnico do Atlético-PR, Adilson Batista, reconheceu, após o empate por 2 a 2 com o Vasco, pela Copa do Brasil que o adversário tem uma grande vantagem. O comandante rubro-negro falou que o Gigante da Colina joga mais tranquilo, já que empate sem gols ou 1 a 1 garante a classificação aos cariocas.
- Eles jogam mais tranquilos. Nós precisamos vencer o jogo ou empatar de 3 a 3. Não dá para temer. Vamos lá para tentar vencer o jogo – disse na entrevista coletiva após a partida de quarta-feira.
Adilson Batista lembrou de um jogo pelo Campeonato Brasileiro de 2003, quando ele comandava o Paraná Clube. O Tricolor da Vila Capanema foi até São Januário e venceu o Vasco por 4 a 1.
- Já fui com o Paraná Clube lá e ganhei de 4 a 2, por que não posso ir com o Atlético e ganhar o jogo? Futebol acontece tantas coisas.
A decisão da vaga nas semifinais da competição será no dia 12, às 19h30m (de Brasília), em São Januário. Empates em 0 a 0 e 1 a 1 dão a vaga ao Vasco. Um novo 2 a 2 leva a decisão para os pênaltis. Empate em três ou mais gols dá a vaga ao Furacão. Quem vencer o confronto avança na competição.


03/05/2011 16h25 - Atualizado em 04/05/2011 17h19

Já estão à venda os ingressos para Coritiba x Palmeiras

Os torcedores devem ir até as bilheterias do Couto Pereira. Valores vão de R$ 140 (social superior inteira) a R$ 30 (meia arquibancada)

Por GLOBOESPORTE.COM Curitiba
Os ingressos para o jogo entre Coritiba e Palmeiras, pela Copa do Brasil, já estão sendo vendidos nas bilheterias do Couto Pereira. Para esta temporada, o clube anunciou novos preços de ingressos, além da extinção da meia-entrada para mulher. Sócios com mensalidades em atraso ou pendentes não terão acesso até que regularizem sua situação na central.
Horários de venda:
Segunda a quarta-feira – das 10h às 19h
Quinta-feira – das 10h até o início do segundo tempo
Confira os novos valores para 2011:
Arquibancada inteira – R$60,00
Meia arquibancada – R$30,00
Mauá inteira – R$80,00
Meia mauá – R$40,00
Social Superior inteira – R$140,00
Meia Social Superior – R$70,00
Pontos de venda:
Alfaluz
Rua Carlos de Carvalho, 607 – Batel – Fone: (41) 3233-2627
Loterias Tio Patinhas
Rua Alberico Flores Bueno, 514 – Bairro Alto – Fone: (41) 3367-8858
Janjão Esportes
Rua Barão do Cerro Azul, 350 – Fone: (41) 3357-1258
Para se associar ao Coritiba, o torcedor deve comparecer à Central de Relacionamento com o Sócio, no estádio Couto Pereira, portando o RG. Para dependentes, no caso de filho, Certidão de Nascimento ou RG. Já para cônjuges, é preciso RG e Certidão de Casamento ou Certidão de União Estável pública. Para mais informações: (41) 3218-1931.
 


Marcelo Oliveira relaciona 20 atletas para o jogo contra o Palmeiras

Treinador, que ainda não conta com Jeci, Eltinho e Marcos Aurélio, que se recuperam de lesão, confirma a equipe no 4-4-2, sem mistério

Por GLOBOESPORTE.COM Curitiba
Anderson Aquino coritiba gol cianorte (Foto: Geraldo Bubniak / Agância Estado)Anderson Aquino está confirmado entre os titulares
(Foto: Geraldo Bubniak / Agância Estado)
O técnico do Coritiba, Marcelo Oliveira, relacionou 20 jogadores para a partida contra o Palmeiras, às 19h30m de quinta-feira, no Couto Pereira, pelas quartas de final da Copa do Brasil. O comandante alviverde ainda não conta com o zagueiro Jeci, o lateral-esquerdo Eltinho e o atacante Marcos Aurélio, que seguem em recuperação de lesões.
Oliveira, que comandou o último treino antes do jogo na manhã desta quarta, escala o Coxa com Edson Bastos; Jonas, Pereira, Emerson e Lucas Mendes; Leandro Donizete, Léo Gago, Rafinha e Davi; Anderson Aquino e Bill.
O jogo entre Coritiba e Palmeiras está marcado para 19h30m de quinta-feira, no Couto Pereira. A partida de volta será no dia 11 de maio, quarta-feira, às 21:50m, no Pacaembu. Quem avançar enfrenta o vencedor do confronto entre Flamengo e Ceará na semifinal.
Confira os 20 relacionados:
Goleiros: Edson Bastos e Vanderlei
Laterais: Jonas e Maranhão
Zagueiros: Cleiton, Demerson, Emerson, Lucas Mendes e Pereira
Volantes: Leandro Donizete, Léo Gago, Marcos Paulo e Willian
Meias: Davi, Everton Ribeiro, Geraldo e Rafinha
Atacantes: Anderson Aquino, Bill e Leonardo







 

Pesadelo vermelho: Inter perde em casa e está fora da Libertadores

Falcão volta a cair para um uruguaio na Libertadores, desta vez como treinador. Peñarol vence de virada, por 2 a 1

por Alexandre Alliatti
Alejandro Martinuccio comemora gol do Peñarol contra o Internacional (Foto: EFE)Martinuccio comemora o gol: festa uruguaio e drama
colorado no Beira-Rio (Foto: EFE)
É um pesadelo. Em algum momento nesta quinta-feira, cada torcedor colorado espera despertar suado, com o coração acelerado, e perceber que não é verdade que o Inter levou 2 a 1 do Peñarol em casa e deu adeus à Libertadores. Cada sujeito que veste vermelho há de acordar no meio da madrugada, assustado, e se dar conta que, imaginem, o Inter do ídolo Paulo Roberto Falcão, com o talento de D’Alessandro, com os gols de Leandro Damião, simplesmente não pode ter levado uma virada em casa na noite desta quarta-feira, simplesmente não pode ter visto a esperança do tricampeonato continental morrer em cinco minutos inexplicáveis, simplesmente não pode ter transformado uma vaga que parecia encaminhada em decepção. Bobagem. Tudo bobagem. O Inter está, sim, fora da Libertadores da América. Pesadelos também podem ser reais.
Foi inacreditável. O Inter abriu 1 a 0 na largada do jogo e ficou com a vaga na mão. Mas o Peñarol foi lá e virou, com dois gols em cinco minutos, no início do segundo tempo, diante de um adversário adormecido, perdido, pasmo. Oscar fez o gol dos brasileiros. Martinuccio e Olivera marcaram para a equipe de Montevidéu.
Paulo Roberto Falcão, em seu retorno à Libertadores, revive o drama de três décadas atrás, novamente para um uruguaio. Em 1980, perdeu a final para o Nacional; em 2011, caiu nas oitavas de final para o Peñarol.
Os carboneros aguardam a definição de seu oponente nas quartas de final. Será o Grêmio ou o Universidad Católica. Ao Inter, resta se livrar do pesadelo, chorar sua dor e encarar os dois Gre-Nais decisivos do Gauchão.

Piscou o olho, perdeu o gol de Oscar
Tinha colorado comprando cachorro-quente. Tinha colorado ao telefone. Tinha colorado entrando no estádio. Tinha até colorado estacionando o carro. E lá foi Oscar, em um piscar de olhos, colocar o Inter na frente. Tinha só um minuto o jogo no Beira-Rio quando o guri tabelou com Leandro Damião, avançou com a bola e mandou o chute no canto esquerdo do goleiro Sosa. Mal parecia verdade. Cedo, muito cedo, mais cedo do que os colorados mais empolgados poderiam sonhar, o Inter estava na frente.
Era a melhor notícia do mundo para aquela massa vermelha que ainda se acomodava no estádio. Com o gol, era certa a vitória, estava combinado o passeio, estava tudo perfeito, certo? Nada disso. O toque da bola na rede dos carboneros pareceu uma senha para o Peñarol mostrar as garras, expor os dentes e ir para o ataque. Aconteceu aquilo que vem ocorrendo sistematicamente com o Inter de Falcão: o oponente conseguiu circular com a bola, mas sem criar grandes chances. Quando criou, quase provocou um infarto coletivo no Beira-Rio.
Se não tivesse torcida do Peñarol (e muita: umas 2 mil pessoas), seria possível ouvir os grilos do Beira-Rio aos 15 minutos, tamanho o silêncio que envolveu o Gigante quando Freitas subiu na primeira trave e cravou a testa na bola. O lance redimensionou o conceito de susto. A bola foi em diagonal na direção do gol, inalcançável para Renan, irremediável para a zaga. Tinha todo o desenho de gol. Mas ela saiu. Graças a todos os santos colorados, ela saiu.
E graças a Bolatti, uma outra não entrou. Após escanteio da esquerda, a bola tomou o rumo do gol. Se o volante argentino não estivesse por ali, a vitória parcial teria virado empate no primeiro tempo. O jogador cortou na pequena área.
Mas nem tudo foi susto. O Inter, sustentado em um esquema 4-5-1, com Oscar, D’Alessandro e Andrezinho na articulação, criou suas chances também, e até em maior número do que o Peñarol. Andrezinho mandou três chutes, todos tortos, para fora. D’Alessandro mandou colocado, também para fora. E Kleber teve a melhor das oportunidades desperdiçadas. Recebeu pela esquerda, após bom tabelamento de Bolatti e Damião, e mandou chute cruzado – de novo, para fora.
Duas punhaladas
Para uma torcida que já venceu o Barcelona e já perdeu do Mazembe, poucas coisas soam inacreditáveis, seja para o bem, seja para o mal. Mas não pareceu real o que aconteceu nos primeiros cinco minutos de segundo tempo no Beira-Rio. Parecia pegadinha aquela bola entrando com bizarros 11 segundos. Parecia piada de mau gosto aquela outra bola morrendo na rede de Renan logo depois. Em tão pouco tempo, duas punhaladas. Absolutamente impossível de acreditar.
O Beira-Rio mergulhou em um misto de incredulidade, tristeza, preocupação e desejo de apoiar. Do outro lado, a torcida do Peñarol vivia segundos de êxtase, de surto, de euforia. Foi tudo tão rápido... O primeiro gol foi na saída de bola, uma arrancada de Martinuccio, o melhor jogador do Peñarol, caçado inutilmente por Bolívar. No segundo, Aguiar cruzou da esquerda e Olivera, muito bom centroavante, fuzilou Renan de cabeça.
O jogo virou uma roleta-russa para o Inter. Ao mesmo tempo em que precisava atacar, o time de Paulo Roberto Falcão corria riscos absurdos atrás. Freitas, com o gol vazio, perdeu chance clara em rebote de Renan, após cruzamento da direita. A defesa colorada estava em curto-circuito.
Cada tiquetaquear do relógio era um rasgo a mais na esperança colorada. Por que cargas d’água o tempo corria tão rápido? Quem diabos acelerava aqueles ponteiros? Com 20 minutos, o Inter não tinha criado bulhufas no segundo tempo! Falcão, antes disso, agiu. Colocou Ricardo Goulart, estreante na Libertadores, e Tinga nos lugares de Andrezinho e Oscar. Não deu certo.
O Inter até criou chances. D'Alessandro fez grande jogada pela direita, dentro da área, e rolou para Bolatti, que chutou fraco, em cima da zaga. Rafael Sobis arriscou de longe, mas Sosa pegou. Tinga perdeu gol feito. E o relógio rasgando a alma vermelha. E os ponteiros sendo acelerados por alguma entidade uruguaia misteriosa. E o pesadelo ganhando forma.
Todos os colorados vão acordar nesta quinta-feira, porque a vida segue. Mas o duro será perceber que não foi só um pesadelo. Foi real. E essa realidade machuca...


INTERNACIONAL 1 X 2 PEÑAROL
Renan, Nei (Rafael Sobis), Bolívar, Rodrigo e Kleber; Bolatti, Guiñazu, Andrezinho (Ricardo Goulart), Oscar (Tinga) e D'Alessandro; Leandro Damião. Sosa, González, Valdez (Albin), Guillermo Rodríguez e Darío Rodríguez; Freitas, Aguiar, Corujo e Mier (Domingo); Martinuccio e Olivera.
T: Paulo Roberto Falcão T: Diego Aguirre
Estádio: Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). Data: 04/05/2011. Árbitro: Enrique Osses (Chile). Auxiliares: Francisco Mondria (Chile) e Juan Maturana (Chile).
Gols: Oscar, a um minuto do primeiro tempo; Martinuccio, a 11 segundos, e Olivera, a cinco minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Freitas (Peñarol); D'Alessandro (Inter).
05/05/2011 01h35 - Atualizado em 05/05/2011 01h36

Além de eliminação, Flu volta com o departamento médico cheio

Fred, com quatro pontos no supercílio, é quem menos preocupa. Valencia, Edinho e Marquinho têm lesões musculares e serão reavaliados

Por Cahê Mota Direto de Assunção
Fred Fluminense x Libertad (Foto: Photocamera)Fred cortou o supercílio direito e usou uma toca de
natação como proteção (Foto: Photocamera)
Eliminado e com o departamento médico, mais uma vez, cheio. Além da queda na Taça Libertadores da América, a derrota por 3 a 0 para o Libertad, na noite de quarta-feira, no Defensores del Chaco, em Assunção, faz o elenco do Fluminense voltar ao Rio de Janeiro com escoriações. Fred, Valencia, Edinho e Marquinho tem problemas, mas ao menos terão tempo para curá-los: o próximo compromisso será somente dia 22 de maio, diante do São Paulo, no Rio de Janeiro, pela primeira rodada do Brasileirão.
As primeiras contusões aconteceram logo no início da partida na capital paraguaia: Fred foi atingido por uma cotovelada de um adversário e sofreu quatro pontos no supercílio. O problema, por sua vez, não foi capaz de tirar o atacante de campo. A mesma sorte não teve Valencia. Com uma lesão no músculo adutor da coxa esquerda, ele deu lugar a Diogo e passará por exames nesta quinta, no Rio, para detectar a gravidade.
Além da dupla, Edinho e Marquinho, que também atuaram os 90 minutos, se queixaram de dores no vestiário. O zagueiro na coxa direita e o apoiador no joelho direito. Ambos serão reavaliados na reapresentação do elenco, na próxima sexta-feira, nas Laranjeiras.

05/05/2011 08h40 - Atualizado em 05/05/2011 08h40

Para jogadores do Cruzeiro, nervosismo foi o principal adversário

Atletas cruzeirenses destacam expulsão do meia Roger como fator decisivo para derrota

Por Fernando Martins Y Miguel Sete Lagoas, MG

 Os jogadores do Cruzeiro deixaram o vestiário da Arena do Jacaré visivelmente desolados com a eliminação nas oitavas de final da Taça Libertadores. A derrota por 2 a 0 para o Once Caldas, em plena Arena do Jacaré será difícil de ser digerida pelos cruzeirenses.

Para muitos, o nervosismo do time foi o fator que mais prejudicou a equipe durante toda a partida.

- Todo o time jogou mal. Era um jogo importante, que não poderíamos ter perdido. O time ficou muito nervoso, desde o início. Não jogamos nada – reconheceu o meia Montillo.

O lateral Pablo, também concordou com a opinião do companheiro, mas enaltece o futebol ruim da Raposa.

- Depois da expulsão do Roger a gente ficou muito nervoso em campo. Mas não serve de desculpa. Jogamos mal. Temos que levantar a cabeça pois teremos um jogo importante no domingo.

Já o zagueiro Gil colocou na expulsão toda a justificativa para a derrota.

- A expulsão do Roger deixou nossa equipe muito nervosa e isso foi fundamental para a nossa derrota. Mas temos que levantar a cabeça, porque domingo teremos o clássico contra o nosso maior rival e temos que recuperar o ânimo – concluiu o defensor.


04/05/2011 23h54 - Atualizado em 05/05/2011 01h13

Cruzeiro não vê a cor da bola e é eliminado pelo Once Caldas: 2 a 0

Colombianos marcam duas vezes na etapa final e agora encaram o Santos

Por Fernando Martins Y Miguel Sete Lagoas, MG
Em uma noite em que o Cruzeiro esteve irreconhecível em campo, o time mineiro, que fez a melhor campanha da primeira fase, foi eliminado da Libertadores pelo Once Caldas, da Colômbia, ao perder por 2 a 0, nesta quarta-feira, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. Os gols foram marcados por Amaya e Dario Moreno, ambos no segundo tempo. (Veja no vídeo ao lado). Nos minutos finais do jogo, o técnico Cuca ainda se envolveu em um lance polêmico ao deixar o cotovelo no rosto de Rentería quando tentava recolocar a bola em jogo com mais rapidez.
Os comandados de Cuca poderiam perder por até 1 a 0 que ficariam com a vaga, já que haviam vencido por 2 a 1, no estádio Palogrande, em Manizales. Porém, desfalcado e jogando muito mal, foi dominado durante os 90 minutos pela equipe colombiana. A situação do Cruzeiro começou a se complicar aos 30 minutos do primeiro tempo, quando o meia Roger recebeu o segundo amarelo e acabou expulso.
Agora, a Raposa volta suas atenções para o Campeonato Mineiro, já que neste domingo enfrenta o arquirrival Atlético-MG, às 16h (de Brasília), neste mesmo estádio. O Once Caldas continua na competição continental e encara o Santos, de Neymar e cia. As datas dos jogos ainda não estão definidas, mas o primeiro confronto será em Manizales, já que o Peixe teve melhor campanha que o adversário.
Colombianos melhores
O jogo começou pegado. Tanto que, antes dos primeiros cinco minutos, Farías, pelo lado celeste, e Henríquez, do Once Caldas, já haviam levado o cartão amarelo. Ao contrário do que aconteceu nos duelos anteriores do Cruzeiro na Arena do Jacaré, pela Libertadores, a partida contra os colombianos mostrou ser complicada para a Raposa no quesito marcação. O Once Caldas marcava bem sob pressão, já que precisava se recuperar da derrota em casa
Sem Wallyson e Thiago Ribeiro, o Cruzeiro sofria muito com a falta de velocidade do setor ofensivo. Ortigoza e Farías não conseguiam levar a melhor sobre a defesa colombiana. A situação da Raposa se complicou com a expulsão do meia Roger. O jogador já havia levado cartão amarelo por uma falta por trás e, aos 30 minutos, cometeu a mesma infração e levou o cartão vermelho.
Pablo Cruzeiro x Once Caldas (Foto: Juliana Flister / VIPCOMM)Pablo não conseguiu parar Rentería, que teve grande atuação (Foto: Juliana Flister / VIPCOMM)
Bem em campo, os colombianos chegavam no ataque. O ex-atleticano Rentería quase marcou um golaço. Aos 34 minutos, ele driblou três marcadores e chutou no ângulo, colocado, mas a bola caprichosamente bateu no travessão. Silêncio sepulcral na Arena do Jacaré.
Com um a menos, o Cruzeiro não conseguia acertar o contra-ataque. Com isso, o time da casa começou a sofrer uma enorme pressão colombiana. Aos 42 minutos, Moreno chutou para fora uma grande chance, cara a cara com o goleiro Fábio.
Na única chance real de gol para o lado azul, Ortigoza invadiu a área e chutou torto, para fora, no último minuto do primeiro tempo.
Tragédia anunciada
O jogo ficou melhor para o Cruzeiro logo aos dez minutos da etapa complementar. O meia Carbonero foi expulso depois de dar uma cotovelada em Henrique, após dividida. Com a igualdade numérica, a Raposa equilibrou as ações e passou a levar mais perigo ao gol de Martínez, que não fez nenhuma defesa no primeiro tempo.
O jogo ficou aberto, com lances de perigo para os dois lados. E foi o colombiano que vibrou primeiro. Aos 21 minutos, Amaya subiu mais que a zaga após cobrança de escanteio, e cabeceou sem chances para Fábio, que havia feito duas defesas espetaculares em lances anteriores.
O gol deu ares dramáticos ao jogo. E aos 26 minutos, Dayro Moreno silenciou de vez a Arena do Jacaré. Depois de Pajoy ter chutado na trave sem goleiro, a bola sobrou livre para Moreno, que soltou uma bomba no canto para ampliar o placar.
A empolgação celeste antes da partida deu lugar aos xingamentos dos torcedores direcionados aos jogadores que não fizeram boa partida, como Henrique e Pablo. Ao deixar o campo para a entrada de André Dias, o volante foi vaiado pelos cruzeirenses.
Com placar que o eliminava da competição, o Cruzeiro foi com tudo em busca do gol que daria o direito de levar a decisão para os pênaltis. Victorino quase diminuiu em cobrança de falta que Martínez espalmou.
 Mas aos 37 minutos, veio o lance polêmico. Gilberto recebeu na grande área, driblou o marcador e fez um golaço. Mas a arbitragem assinalou impedimento equivocado do jogador. Jogadores e torcedores foram à loucura.
Daí para frente, o que se viu foi o desespero celeste, que desordenado, partiu para cima. Com isso, o ataque colombiano ganhou espaços, principalmente com Rentería, que deitou e rolou na zaga celeste, mas sem conseguir marcar.
E nos acréscimos, o técnico Cuca manchou ainda mais a noite do Cruzeiro. Uma bola sobrou para ele na lateral do campo. Ele pegou a bola com as mãos, e no embalo, deixou o cotovelo no rosto de Rentería. Após o jogo, o treinador negou a agressão (assista ao vídeo com a coletiva e a cena polêmica). A confusão na lateral do campo não ajudou em nada o time da casa. O que parecia impossível aconteceu. O Cruzeiro, melhor campanha da primeira fase, deixou a Libertadores eliminado pelos colombianos do Once Caldas.
cruzeiro 0 x 2 once caldas-COL
Fábio; Pablo, Gil, Victorino e Gilberto; Marquinhos Paraná, Henrique (André Dias), Roger e Montillo; Farías (Everton) e Ortigoza (Dudu) Martínez; Calle, Amaya, Henríquez e Nuñez; Henao (Pajoy), Mejia, Carbonero e Mirabaje; Moreno (Micolta) e Rentería
Técnico: Cuca Técnico: Juan Carlos Osorio
Gols: Amaya (21 minutos) e Moreno (26, do 2º tempo)
Cartões amarelos: Farías, Roger e Gil (Cruzeiro); Henríquez (Once Caldas) Cartões vermelhos: Roger (Cruzeiro) e Carbonero (Once Caldas)
Local: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. Motivo: oitavas de final da Libertadores. Data: 04/05/2011. Árbitro: Antonio Arias-PAR. Auxiliares: Nicolás Yegros-PAR e Darío Gaona-PAR Público: 14.972 Renda: R$ 35

05/05/2011 01h20 - Atualizado em 05/05/2011 01h51

Noite infeliz elimina quatro clubes brasileiros da Libertadores

Coincidência inédita vitima o "imortal" Grêmio e três times que eram considerados favoritos até para o título: Cruzeiro, Internacional e Fluminense

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Peñarol x Internacional (Foto: EFE)O campeão foi eliminado no Beira-Rio (Foto: EFE)
Nunca dantes na história da Libertadores, tantos clubes brasileiros foram eliminados da competição no mesmo dia. As oitavas de final desta edição 2011 foram trágicas para Cruzeiro, Internacional e Fluminense, que disputaram jogos de volta na condição de favoritos, após obter resultados favoráveis na primeira partida. Também não foram felizes para o Grêmio, que, muito desfalcado e em condições adversas, após perder da Universidad Católica em casa, não conseguiu se valer de sua propalada "imortalidade" para trazer um bom resultado de Santiago. Somente o Santos, classificado na noite de terça-feira com um suado 0 a 0 com o América-MEX, avançou.
Confira os cruzamentos das quartas de final da Libertadores
Diogo Fluminense (Foto: Reuters)Diogo, do Flu: limite para o tal impossível (Reuters)
A última vez que o Brasil chegou às quartas da Taça Libertadores representado por apenas uma equipe foi há 17 anos: o São Paulo - que terminaria a edição de 1994 como vice-campeão, derrotado nos pênaltis pelo Velez Sarsfield.  Até 2000, o país tinha apenas duas vagas na competição - com uma terceira reservada a um eventual campeão do ano anterior. De lá pra cá, pelo menos dois clubes brasileiros alcançavam às quartas de final. Não foi o caso neste 2011.
Deu tudo errado. O Cruzeiro, time melhor aproveitamento na fase de grupos, esteve irreconhecível na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, e foi elminado pelo Once Caldas, ao perder por 2 a 0. Com direito a vexame do técnico Cuca, que agrediu Rentería (e depois tentou explicar o inexplicável - assista ao vídeo abaixo) A equipe colombiana tinha a pior campanha entre todos os classificados na primeira fase, mas foi soberana em campo e agora vai enfrentar o Santos.
Em Assunção, quem caiu foi o Fluminense, que tinha sido carimbado como "time do impossível" após desafiar cálculos matemáticos em uma classificação heroica, nos minutos finais do último jogo da etapa de grupos, fora de casa, em pleno caldeirão do Argentinos Juniors. Diante de um Libertad muito mais competente e aguerrido, o campeão brasileiro jogou no lixo a vantagem conquistada no Engenhão (3 a 1) ao perder por categóricos 3 a 0.
O primeiro desastre da noite aconteceu no Beira-Rio: o Inter, atual campeão da Libertadores, vivendo lua de mel com seu novo técnico (e velho ídolo) Falcão, sofreu um apagão durante os cinco minutos iniciais da segunda etapa. Foi o suficiente para tomar a virada - 2 a 1 - e, sem competência nem sorte para reagir, sair eliminado pelo Peñarol. E o tão falado Gre-Nal da América, que se desenhava nas quartas, com tintas de Real x Barça pela Liga dos Campeões, virou apenas oba-oba. As duas equipes vão se enfrentar duas vezes agora, só que pela decisão do Campeonato Gaúcho.



05/05/2011 01h20 - Atualizado em 05/05/2011 01h51

Noite infeliz elimina quatro clubes brasileiros da Libertadores

Coincidência inédita vitima o "imortal" Grêmio e três times que eram considerados favoritos até para o título: Cruzeiro, Internacional e Fluminense

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Peñarol x Internacional (Foto: EFE)O campeão foi eliminado no Beira-Rio (Foto: EFE)
Nunca dantes na história da Libertadores, tantos clubes brasileiros foram eliminados da competição no mesmo dia. As oitavas de final desta edição 2011 foram trágicas para Cruzeiro, Internacional e Fluminense, que disputaram jogos de volta na condição de favoritos, após obter resultados favoráveis na primeira partida. Também não foram felizes para o Grêmio, que, muito desfalcado e em condições adversas, após perder da Universidad Católica em casa, não conseguiu se valer de sua propalada "imortalidade" para trazer um bom resultado de Santiago. Somente o Santos, classificado na noite de terça-feira com um suado 0 a 0 com o América-MEX, avançou.
Confira os cruzamentos das quartas de final da Libertadores
Diogo Fluminense (Foto: Reuters)Diogo, do Flu: limite para o tal impossível (Reuters)
A última vez que o Brasil chegou às quartas da Taça Libertadores representado por apenas uma equipe foi há 17 anos: o São Paulo - que terminaria a edição de 1994 como vice-campeão, derrotado nos pênaltis pelo Velez Sarsfield.  Até 2000, o país tinha apenas duas vagas na competição - com uma terceira reservada a um eventual campeão do ano anterior. De lá pra cá, pelo menos dois clubes brasileiros alcançavam às quartas de final. Não foi o caso neste 2011.
Deu tudo errado. O Cruzeiro, time melhor aproveitamento na fase de grupos, esteve irreconhecível na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, e foi elminado pelo Once Caldas, ao perder por 2 a 0. Com direito a vexame do técnico Cuca, que agrediu Rentería (e depois tentou explicar o inexplicável - assista ao vídeo abaixo) A equipe colombiana tinha a pior campanha entre todos os classificados na primeira fase, mas foi soberana em campo e agora vai enfrentar o Santos.
Em Assunção, quem caiu foi o Fluminense, que tinha sido carimbado como "time do impossível" após desafiar cálculos matemáticos em uma classificação heroica, nos minutos finais do último jogo da etapa de grupos, fora de casa, em pleno caldeirão do Argentinos Juniors. Diante de um Libertad muito mais competente e aguerrido, o campeão brasileiro jogou no lixo a vantagem conquistada no Engenhão (3 a 1) ao perder por categóricos 3 a 0.
O primeiro desastre da noite aconteceu no Beira-Rio: o Inter, atual campeão da Libertadores, vivendo lua de mel com seu novo técnico (e velho ídolo) Falcão, sofreu um apagão durante os cinco minutos iniciais da segunda etapa. Foi o suficiente para tomar a virada - 2 a 1 - e, sem competência nem sorte para reagir, sair eliminado pelo Peñarol. E o tão falado Gre-Nal da América, que se desenhava nas quartas, com tintas de Real x Barça pela Liga dos Campeões, virou apenas oba-oba. As duas equipes vão se enfrentar duas vezes agora, só que pela decisão do Campeonato Gaúcho.





mortalidade tem limite: derrota no Chile elimina Grêmio da Libertadores

Sem sete titulares, Tricolor gaúcho luta, mas perde por 1 a 0 para a Universidad Católica em Santiago, e sonho do tri é adiado

por GLOBOESPORTE.COM
Os gremistas se apegavam à famosa imortalidade tricolor, mas nem ela foi capaz de ignorar tantos problemas. No estádio San Carlos de Apoquindo, em Santiago, no Chile, mais uma vez o sonho do tricampeonato continental teve de ser adiado, e o Grêmio deu um precoce adeus à Libertadores de 2011. A derrota por 1 a 0 expôs a limitação de um time que passou por todos os tipos de contratempos nos últimos dias: lesões em série, dispensa de Carlos Alberto, expulsão de Borges e derrota, nos pênaltis, no Gre-Nal de domingo.
Como consolação, se isso é possível neste momento, pelo menos um grande motivo para sorrir. Momentos antes do apito inicial de Carlos Amarilla, o arquirrival Internacional foi surpreendido pelo Peñarol no Beira-Rio e também deu adeus à Libertadores. Se não avançaram às quartas de final, os gremistas, pelo menos, não sofrerão com as provocações adversárias, haja vista que o Rio Grande do Sul não terá muita vontade de falar sobre futebol nesta quinta-feira.
Na tática e no grito
Antes do jogo, Renato Gaúcho preparou os jogadores para uma verdadeira batalha em Santiago. Foram 30 minutos de conversa e incentivos, que acirraram os ânimos dos gremistas. E se não entraram voando em campo, os tricolores se mostraram capazes de evitar uma esperada pressão inicial dos chilenos, que jogavam diante do San Carlos de Apoquindo abarrotado de gente. Reconhecida pela exigência excessiva, muitas vezes vaiando o time nos empates em casa - foi assim no 0 a 0 com o Vélez Sarsfield na primeira fase - nesta noite a torcida conhecida como 'Cruzados' compreendeu a necessidade de apoiar.
Lucas Pratto Rafel Pinto Universidad Católica x Grêmio (Foto: Reuters)Lucas Pratto disputa bola Rafel Rafael Marques (Foto: Reuters)
Com Lins no lugar de Leando – modificação de última hora de Renato Gaúcho -, os gremistas vestiram as armaduras e não se intimidaram com a torcida chilena e suas ininterruptas cantorias. O time brasileiro controlou a posse de bola, trocando passes no campo de ataque. Douglas, o maior foco de talento do Grêmio em campo, foi o responsável pelos lances de perigo na etapa inicial. Aos sete, cobrou uma falta por cima do gol. Três minutos depois, cruzou com efeito da direita e quase surpreendeu o goleiro Garcés. Aos 36, bateu por cima de fora da área, no lance mais perigoso do Tricolor no primeiro tempo. Nada que tirasse os chilenos do sério. Porém, o camisa 10 deixou claro que os brasileiros queriam jogo.
Mas sem os avanços de Gabriel pela direita ou atacantes insinuantes na área adversária, aos poucos o clube gaúcho foi perdendo o domínio territorial. O Universidad Católica cresceu e também teve seus momentos. Sempre com Pratto – carrasco tricolor na partida do Olímpico. Primeiro, ele arriscou de fora da área e levou perigo. Na sequência, acertou uma forte cabeçada que obrigou Marcelo Grohe a fazer uma grande defesa.
Renato ousa, mas Grêmio é eliminado
Na volta do intervalo, nada de mudanças de nomes, apenas de postura. Em relação ao primeiro tempo, o Grêmio perdeu muito espaço territorial e ainda ficou mais vunerável aos contra-ataques. Apesar de pouco finalizar, a Universidad Católica era mais equilibrada em campo. E foi neste momento do jogo, quando os chilenos pareciam donos do campo, que o Grêmio teve sua grande chance. Aos 16, Vilson deu uma de Douglas, arrancou pelo pelo meio e abriu para Fernando na direita. Livre, o volante cruzou na medida para Júnior Viçosa que, à lá Bebeto, acertou um bonito vôleio. Valenzuela, em cima da linha, conseguiu o corte de cabeça, evitando o gol tricolor.
Grêmio derrrota Universidad Católica Libertadores (Foto: AFP)Jogadores do Grêmio deixam o gramado do San Carlos de Apoquindo após eliminação (Foto: AFP)
A Universidad Católica, não constrangeu jogar defensivamente em casa. Afinal, desde 1997 o clube não chegava às quartas de final da Libertadores. Passar a esta fase novamente, quatorze anos após a eliminação para o rival Colo Colo, era considerado um feito histórico pelos jogadores. Com o objetivo de fazer o tempo passar com um pouco mais de controle da bola, Pizzi substituiu o volante Tomas Costa, lesionado, pelo meia Mirosevic - ídolo da torcida, recém recuperado de lesão. A resposta de Renato Gaúcho foi quase imediata.
Aos 19, o técnico do Grêmio trocou o zagueiro Rafael Marques, com dores musculares, pelo atacante Leandro. Vilson saiu do meio-campo para a defesa, e o Grêmio passou do 4-4-2 para o 4-3-3.
Mas as jogadas de velocidade pretendidas pelo Grêmio foram prejudicadas por uma característica do estádio, à beira da Cordilheira dos Andes, mil metros acima do centro de Santiago. Com a queda brusca da temperatura à noite, o gramado concentra umidade, e torna-se escorregadio. Não foram poucas as vezes em que jogadores do Grêmio estatelaram-se no chão, ludibriados pelo campo ensaboado. Já perto do fim, com nada mais a perder, Renato, que não tinha muitas opções no banco, trocou Lins e Mário Fernandes por Escudero e Vinícius Pacheco. Ofensivamente, as alterações não surtiram efeito, mas deixaram o time exposto a contra-ataques. E num deles, pelo setor onde Mário Fernandes se posiciona antes de deixar o jogodeveria fazer a marcação, Silva recebeu livre e cruzou na medida para Mirosevic cabecear e fechar o caixão tricolor, aos 41 minutos da etapa derradeira.


05/05/2011 07h25 - Atualizado em 05/05/2011 07h25

Grêmio deve contar com apenas dois retornos no clássico de domingo

Fábio Rochemback recupera-se de lesão, e Borges cumpriu suspensão

Por Eduardo Cecconi Direto de Santiago, Chile
Renato Gaúcho no Chile (Foto: Eduardo Cecconi/Globoesporte.com)Renato Gaúcho prefere esperar para definir time
(Foto: Eduardo Cecconi/Globoesporte.com)
Nesta noite de quarta-feira, o Grêmio não teve sete titulares na derrota por 1 a 0 para o Universidad Católica, que custou ao clube a eliminação na Taça Libertadores. Entre todos os desfalques, Renato Gaúcho deve contar apenas com dois retornos no Gre-Nal que abre a decisão do Campeonato Gaúcho, às 16h do próximo domingo, no Estádio Beira-Rio.
Fábio Rochemback, recuperando-se de lesão muscular, e Borges, que cumpriu suspensão no Chile, são os jogadores que voltam ao time. Victor, Lúcio, Gabriel, Willian Magrão e André Lima seguem sob tratamento.
Mas haverá uma nova baixa no time tricolor. Adilson recebeu o terceiro cartão amarelo no clássico anterior, e não enfrenta o Inter. Com tantos problemas e indefinições, Renato Gaúcho prefere esperar para escalar o Grêmio:
- A partir de sexta-feira eu começo a montar a equipe. Já tenho mais ou menos o time na cabeça, mas do jeito que a maré anda, preciso também contar com a sorte, torcer para não perder mais ninguém - afirmou.
O Grêmio deixa Santiago do Chile após o meio-dia, e chega a Porto Alegre no final da tarde desta quinta, inviabilizando qualquer treinamento. O retorno às atividades ocorre na sexta.






05/05/2011 00h36 - Atualizado em 05/05/2011 00h45

Torcida vaia jogadores e desaprova desempenho irregular do São Paulo

Postura dos são-paulinos desagrada Alex Silva, mas Rivaldo admite que time poderia ter conseguido vencer por placar maior nesta quarta-feira

Por Marcelo Prado São Paulo
 A vitória magra sobre o Avaí não agradou a torcida são-paulina (veja vídeo ao lado). O resultado de 1 a 0 da última quarta-feira dá ao Tricolor a vantagem do empate na partida de volta para avançar às semifinais da Copa do Brasil. Mesmo assim, os torcedores vaiaram a equipe, principalmente o atacante Marlos. As vaias foram alvo de críticas de Alex Silva.
- Não adianta o torcedor vir aqui e vaiar. Temos jogadores que sentem as cobranças e, se eles ficam criticando, as coisas ficam mais complicadas.
Durante o jogo, o time do Morumbi teve uma atuação irregular. Os comandados de Carpegiani revezaram entre momentos de ofensividade, que esbarraram na boa apresentação do goleiro Renan, e momentos de passividade, em que o time pouco criou.
Marlos São Paulo x Avaí (Foto: Vipcom)Marlos foi o mais criticado pelos torcedores no Morumbi. O atacante saiu de campo sob vaias (Foto: Vipcom)

Rivaldo reforçou a opinião da torcida. Ele afirmou que seria bom ter marcado mais gols, para facilitar o trabalho da equipe na quinta-feira da próxima semana, às 21h50m, na Ressacada. No entanto, o meia ressaltou a importância de a meta tricolor não ter sido vazada. Nesse ponto, tanto Rivaldo quanto a torcida e Alex Silva concordam.
- Poderíamos ter vencido por um placar maior, mas o importante é que saímos com a vitória e vamos com a vantagem para a partida de volta – destacou o zagueiro.



05/05/2011 10h20 - Atualizado em 05/05/2011 10h20

Palmeirenses pregam atenção contra o Coritiba para não falharem outra vez

Jogadores relembram gol corintiano, que custou a permanência do Palmeiras no Campeonato Paulista, e pedem fim de erros 'bobos'

Por GLOBOESPORTE.COM São Paulo
Kleber palmeiras treino (Foto: Helvio Romero / Agência Estado)Kleber prega mais atenção no jogo com o Coxa
(Foto: Helvio Romero / Agência Estado)
O erro faltal cometido na partida com o Corinthians, pela semifinal do Campeonato Paulista, virou objeto de estudo e lição para o elenco palmeirense. O gol marcado por Willian, quando o Alviverde paulista vencia a disputa por 1 a 0, custou caro ao time de Luiz Felipe Scolari: a partida foi para os pênaltis e a equipe acabou eliminada do estadual por 6 a 5. Falha que o Palmeiras não quer cometer novamente na partida desta quinta-feira, às 19h30, contra o Coritiba, no Couto Pereira. O jogo é válido pelas quartas de final da Copa do Brasil.
- Falei ainda no vestiário que só vamos ganhar títulos quando aprendermos com os detalhezinhos. Citei o exemplo do São Paulo, que não sofre o gol que tomamos. Corinthians e Santos também não. Só vamos nos tornar grandes, campeões, quando não tomarmos esse gol. Não dá para ser desta forma, senão não vamos conquistar nada mesmo - disse o atacante Kleber.
O confronto com o Coritiba é o primeiro entre as equipes nesta fase da competição. Sair ileso do Couto Pereira será importante para que o Alviverde paulista consiga avançar na Copa do Brasil.
- Sabemos que erramos uma vez e deu no que deu. Estamos fora do Paulista e não podemos errar mais. Em momentos decisivos não há tempo para se recuperar. Esse jogo (contra o Coritiba) é mais um que será decidido nos detalhes, e no domingo tivemos falta de atenção - disse Marcos Assunção.
O erro ao qual Kleber e Marcos Assunção se referem é de marcação no escanteio. Contra o Mirassol, nas quartas de final, a bola desviou num adversário no primeiro pau e encontrou o atacante Marcelinho, sozinho, no segundo. O gol marcado pelo Corinthians foi ainda mais inexplicável, no ponto de vista dos palmeirenses - a bola cruzou a área e chegou para Willian, livre, cabecear para a rede. Nos dois lances, o lateral-esquerdo Rivaldo é quem deveria cuidar da marcação.
- Uma bola de escanteio como aquela nunca pode resultar em gol, e já é o segundo que tomamos em jogada parecida. Contra o Mirassol foi igual, o cara estava sozinho e fez. Temos de ter mais atenção. Do jeito que estávamos contra o Corinthians, com um a menos e 1 a 0 no placar, nunca poderíamos tomar um gol como aquele. São jogadas assim que decidem - avaliou Marcos Assunção.
No primeiro duelo com o Coxa, o Palmeiras não poderá contar com Valdivia, Cicinho (ambos lesionados) e Thiago Heleno (suspenso). Lincoln, João Vitor e Leandro Amaro devem ser seus substitutos no meio-campo, lateral direita e zaga, respectivamente.


05/05/2011 10h20 - Atualizado em 05/05/2011 10h20

Palmeirenses pregam atenção contra o Coritiba para não falharem outra vez

Jogadores relembram gol corintiano, que custou a permanência do Palmeiras no Campeonato Paulista, e pedem fim de erros 'bobos'

Por GLOBOESPORTE.COM São Paulo
Kleber palmeiras treino (Foto: Helvio Romero / Agência Estado)Kleber prega mais atenção no jogo com o Coxa
(Foto: Helvio Romero / Agência Estado)
O erro faltal cometido na partida com o Corinthians, pela semifinal do Campeonato Paulista, virou objeto de estudo e lição para o elenco palmeirense. O gol marcado por Willian, quando o Alviverde paulista vencia a disputa por 1 a 0, custou caro ao time de Luiz Felipe Scolari: a partida foi para os pênaltis e a equipe acabou eliminada do estadual por 6 a 5. Falha que o Palmeiras não quer cometer novamente na partida desta quinta-feira, às 19h30, contra o Coritiba, no Couto Pereira. O jogo é válido pelas quartas de final da Copa do Brasil.
- Falei ainda no vestiário que só vamos ganhar títulos quando aprendermos com os detalhezinhos. Citei o exemplo do São Paulo, que não sofre o gol que tomamos. Corinthians e Santos também não. Só vamos nos tornar grandes, campeões, quando não tomarmos esse gol. Não dá para ser desta forma, senão não vamos conquistar nada mesmo - disse o atacante Kleber.
O confronto com o Coritiba é o primeiro entre as equipes nesta fase da competição. Sair ileso do Couto Pereira será importante para que o Alviverde paulista consiga avançar na Copa do Brasil.
- Sabemos que erramos uma vez e deu no que deu. Estamos fora do Paulista e não podemos errar mais. Em momentos decisivos não há tempo para se recuperar. Esse jogo (contra o Coritiba) é mais um que será decidido nos detalhes, e no domingo tivemos falta de atenção - disse Marcos Assunção.
O erro ao qual Kleber e Marcos Assunção se referem é de marcação no escanteio. Contra o Mirassol, nas quartas de final, a bola desviou num adversário no primeiro pau e encontrou o atacante Marcelinho, sozinho, no segundo. O gol marcado pelo Corinthians foi ainda mais inexplicável, no ponto de vista dos palmeirenses - a bola cruzou a área e chegou para Willian, livre, cabecear para a rede. Nos dois lances, o lateral-esquerdo Rivaldo é quem deveria cuidar da marcação.
- Uma bola de escanteio como aquela nunca pode resultar em gol, e já é o segundo que tomamos em jogada parecida. Contra o Mirassol foi igual, o cara estava sozinho e fez. Temos de ter mais atenção. Do jeito que estávamos contra o Corinthians, com um a menos e 1 a 0 no placar, nunca poderíamos tomar um gol como aquele. São jogadas assim que decidem - avaliou Marcos Assunção.
No primeiro duelo com o Coxa, o Palmeiras não poderá contar com Valdivia, Cicinho (ambos lesionados) e Thiago Heleno (suspenso). Lincoln, João Vitor e Leandro Amaro devem ser seus substitutos no meio-campo, lateral direita e zaga, respectivamente.

05/05/2011 00h06 - Atualizado em 05/05/2011 00h06

Jogadores lamentam empate, mas acreditam na classificação

Após empate em casa, Atlético-PR precisa vencer por qualquer placar ou empatar por três ou mais gols no Rio de Janeiro para avançar à semifinal

Por Fernando Freire Curitiba
Os jogadores do Atlético-PR lamentaram o empate com o Vasco, por 2 a 2, na noite desta quarta-feira, na Arena da Baixada. Eles, porém, acreditam na classificação para a semifinal da Copa do Brasil. O meia Paulo Baier, capitão rubro-negro, afirmou que o empate foi merecido e que o Furacão tem time para vencer em São Januário.
- Foi justo, tem que ser realista. Conseguimos o empate. O Vasco tem uma equipe equilibrada, mas não tem nada definido ainda. Temos condições de conseguir um bom resultado lá no Rio - afirmou o camisa 10, autor do segundo gol atleticano.
O volante Deivid destacou a determinação do Furacão em todo o jogo e também adotou discurso otimista para o jogo da volta:
- Lutamos bastante. Criamos oportunidades, poderíamos ter vencido. Conseguimos só o empate. Agora vamos lutar pela vitória e pela classificação.
O segundo confronto entre Atlético-PR e Vasco está marcado para o dia 12 de maio, quinta-feira, às 19h30m, em São Januário.


05/05/2011 00h47 - Atualizado em 05/05/2011 00h47

Adilson Batista reclama de pouca atuação nas laterais do campo

Técnico admitiu que time somente ficou mais ofensivo no segundo tempo, com a entrada de Branquinho

Por Fernando Freire Curitiba
Adilson Batista (Foto: Divulgação/Atlético-PR)Adilson Batista (Foto: Divulgação/Atlético-PR)
O técnico do Atlético-PR, Adilson Batista, acredita que faltou ao time trabalhar pelos lados do campo, no empate de 2 a 2 com o Vasco, nesta quarta-feira, pela Copa do Brasil, na Arena da Baixada. Ele defendeu o time e acredita que no segundo tempo o time foi melhor e mais ofensivo. O técnico também comentou sobre a troca do volante Robston pelo meia Branquinho ainda no intervalo, que deixou a equipe muito mais ofensiva:
- Tivemos algumas dificuldades no primeiro tempo. Faltou inversão, trabalhar um pouco mais pelos lados. Estava demorando a virada (de jogo), mas tivemos cinco situações (de gol). O Vasco finalizou três vezes e fez o gol. Tivemos que mudar para o segundo tempo, melhoramos. O segundo tempo foi melhor, criamos mais situações - disse na entrevista coletiva após a partida.
Depois de falar dos problemas da equipe, Adilson Batista falou sobre o que deu certo na partida de quarta-feira:
- O Atlético mostrou personalidade, tranquilidade, rodou a bola, não saiu em desespero. Foi uma equipe organizada, mesmo com a troca de um lateral (Rômulo) por um centroavante (Lucas). Eu gostei da personalidade e do volume de jogo.
Para a próxima partida, em São Januário, o técnico não perdeu nenhum jogador por cartão ou lesão. O confronto de volta está marcado para o dia 12 de maio, quinta-feira, às 19h30m.







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