Peixe vence Cerro e fica a um empate da final da Taça Libertadores
Neymar brilhou na jogada do gol santista, marcado por Dracena, mas, no fim, equipe perdeu chances de obter uma vantagem mais tranquila
Confira a galeria de fotos do duelo entre Santos e Cerro
Sorte de quem tem Neymar
O ambiente era o melhor possível. Pacaembu lotado de torcedores otimistas, Robinho aparecendo para assistir ao duelo e dar uma força, Neymar querendo jogo. Só que o Cerro Porteño não veio a São Paulo para ser coadjuvante de um show santista. Marcando implacavelmente as saídas de bola do Peixe, os paraguaios prenderam os anfitriões no meio-campo.
O Santos sentia demais a falta de um armador. Sem Ganso, machucado, Muricy Ramalho achou melhor deixar Alan Patrick no banco. Apostou em Elano para armar jogadas. O problema é que o camisa 8, preso no meio de uma multidão de camisas vermelhas, não conseguia prender a bola na frente, muito menos dar sequência nas jogadas. O lado direito da defesa santista passou apuros, com lances equivocados de Pará, que jogou no lugar de Jonathan, lesionado. O técnico do Cerro, Leo Astrada, escalou o meia Torres bem aberto, quase como um ponta esquerda, dando trabalho para o ala santista. Pelo alto, os paraguaios ameaçavam em alguns lances.
Aos 43, o astro recebeu pela esquerda, foi deixando marcadores para trás e cruzou da linha de fundo. Edu Dracena subiu mais do que todo mundo e cabeceou. Um gol chorado. A bola bateu no travessão e caiu centímetros além da linha fatal. Um gol de Libertadores.
Vaias para Zé Eduardo e vitória garantida
Quando a bola chegava era para os pés de Zé Eduardo, que não dominava. Neymar buscava a aproximação, a tabela, mas o centroavante não correspondia. A cada jogada que errava, sentia o Pacaembu desmoronando em vaias sobre sua cabeça. A entrada de Maikon Leite em seu lugar foi comemorada como um gol pelos mais de 31 mil santistas que foram ao Pacaembu.
Com Maikon, o Santos passou a ter dois jogadores abertos pelas pontas, trocando de posições. Elano chegava pelo meio. O Peixe tinha espaços e a bola, mas não acertava jogadas. Neymar insistia em lances individuais, tentando resolver novamente sozinho, sem sucesso.
Ao fim, o Peixe venceu pelo placar mínimo e agora vai ao Paraguai tentando voltar à final da Libertadores após oito anos. A última vez foi em 2003, quando perdeu para o Boca Juniors.
| Rafael, Pará, Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro); Adriano, Arouca, Danilo e Elano (Alan Patrick); Neymar e Zé Eduardo (Maikon Leite) | Barreto, Piris, Uglesich, Pedro Benítez e César Benítez; Cáceres, Júlio dos Santos, Villareal (Burgos) e Ivan Torres (Nuñes); Fabbro e Bareiro (Nanni) |
| Técnico: Muricy Ramalho | Técnico: Leonardo Astrada |
| Gols: Edu Dracena, aos 43 minutos do primeiro tempo; | |
| Cartões amarelos: Villareal, Cáceres, Ivan Torres, Nanni (Cerro Porteño), Arouca, Neymar (Santos) | |
| Local: Pacaembu. Data: 25/5/2011. Árbitro: Jorge Larrionda (URU). Auxiliares: Pablo Fandiño (URU) e William Casavieja (URU). Público e renda: 31.434 pagantes/R$ 1.286.140,00 | |
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Irretocável, Vasco vence o Avaí e está na decisão da Copa do Brasil
Equipe faz 2 a 0 em grande exibição na Ressacada. Adversário na final será o Coritiba, que eliminou o Ceará na outra semifinal
A história da classificação cruz-maltina começou com um gol contra de Revson e foi sacramentada com Diego Souza, que teve ótima atuação. O primeiro jogo da final será na próxima quarta-feira, e o segundo, na semana seguinte. A ordem de mando de campo será sorteada nesta quinta-feira.
Antes, no entanto, o Vasco volta a campo pelo Campeonato Brasileiro. No domingo recebe o América-MG em São Januário, às 18h30m (de Brasília). O Coxa enfrenta o Corinthians, às 16h, no estádio Fonte Luminosa, em Araraquara.
Com desempenho brilhante, Vasco encurrala o Avaí
Como o 0 a 0 não servia, o Vasco se propôs a jogar como se fosse o dono da Ressacada. E o fez com grande categoria. Desde o apito inicial, foi para cima do Avaí, mas sem se desorganizar na defesa. Para surpresa da torcida catarinense, a equipe da Colina abriu o placar logo aos três minutos. Felipe cobrou falta do lado direito, e Revson desviou de cabeça na direção do próprio gol: 1 a 0. Ele já havia marcado contra nas quartas de final, no Morumbi, contra o São Paulo.
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Poderia se imaginar que o Avaí fosse se lançar ao ataque desesperadamente para tentar a reação. No entanto, atordoado, o time viu o Vasco manter-se superior em campo. Com um alto índice de acerto nos passes, os cruz-maltinos foram criando chances em sequência. Felipe assustou com um chute de fora da área. Depois, após boa jogada de Allan, Diego Souza também esteve perto de ampliar, mas o defensor impediu. Os visitantes reclamaram pênalti.Eder Luis era um dos que mais destacavam. Incansável também na marcação, era o motorzinho que levava o Vasco ao ataque. No meio, Felipe organizava o meio de campo com a técnica de sempre. A superioridade em campo logo se refletiu no placar novamente. Aos 34 minutos, Alecsandro deu ótimo passe para Diego Souza, que tocou com categoria por cima do goleiro Renan: 2 a 0.
Vasco mantém superioridade e fica com a vaga na decisão
Na volta do vestiário, o Vasco tentou não recuar demais e trazer o Avaí para o seu campo de defesa. Com Diego Souza inspirado, a equipe carioca seguiu muito perigosa. Por duas vezes o time acertou a trave, com o camisa 10 e com Ramon. O técnico Ricardo Gomes foi obrigado a fazer duas substituições por problemas médicos. Bernardo entrou na vaga de Eder Luis, com uma lesão na virilha, e Marcio Careca foi lançado no lugar de Ramon, que sentiu dores na coxa.
Não faltava disposição e correria para o Avaí, mas, com um meio de campo sem criatividade, o time catarinense pecava no último passe. A maioria das bolas passava pelos pés de Marquinhos, mas o meia pouco conseguiu produzir. A partir da metade da segunda etapa, a torcida vascaína aumentou a confiança e passou a gritar "olé" a cada passe.
Quando o Avaí conseguia chegar bem, esbarrava no grande dia dos volantes e zagueiros vascaínos, principalmente Dedé, que travou um chute perigosíssimo de Estrada. Os catarinenses lutaram até o fim, mas a noite era do Vasco, que ainda marcou mais uma vez, com Alecsandro, mas o árbitro anulou mal o gol - o jogador estava em posição legal. O apito final foi a senha para a comemoração vascaína em Florianópolis.
| Renan, Revson, Cássio e Gustavo Bastos; Romano (Robinho), Acleisson (Rafael Coelho), Marcinho Guerreiro, Marquinhos e Julinho; Marquinhos Gabriel (Estrada) e William. | Fernando Prass, Allan, Dedé, Anderson Martins e Ramon (Marcio Careca); Eduardo Costa, Romulo, Felipe (Jumar) e Diego Souza; Eder Luis (Bernardo) e Alecsandro. |
| Técnico: Silas | Técnico: Ricardo Gomes |
| Gols: Revson (contra), aos três, e Diego Souza, aos 34 minutos do primeiro tempo. | |
| Cartões amarelos: Acleisson, Marcinho Guerreiro (Avaí); Ramon (Vasco) | |
| Local: Estádio da Ressacada, em Florianópolis. Data: 25/05/2011. Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS/Fifa); Auxiliares: Altemir Hausmann (RS/Fifa) e Marcio Eustaquio Santiago (MG/Fifa). Público: 19.920 presentes. Renda: R$ 297.930 | |
25/05/2011 23h46 - Atualizado em 26/05/2011 07h54
Coritiba derruba o Ceará e alcança
a inédita final da Copa do Brasil
Golaço de Anderson Aquino decide o jogo no Couto Pereira e põe o Coxa na finalíssima contra o Vasco. Mandos de campo serão sorteados pela CBF
Após conquistar o título paranaense e sacramentar a maior sequência de vitórias da história do futebol brasileiro (24), o atual elenco do Coxa tem a chance de dar ao clube um troféu da elite nacional, o que não acontece desde o Campeonato Brasileiro de 1985. O adversário será o Vasco, que passou pelo Avaí. O primeiro jogo, quarta que vem, ainda não tem local definido. A CBF vai sortear os mandos de campo nesta quinta-feira. Antes, pelo Brasileirão, o Coritiba enfrenta o Corinthians, domingo, em Araraquara. O Ceará enfrenta o Inter, sábado, no Beira-Rio.
TEMPO REAL: Saiba como foi a cobertura da partida
O Ceará, por sua vez, abusava da lentidão no ataque. Marcelo Nicácio fazia bem o trabalho do pivô, mas pouca gente aparecia para jogar. Uma das poucas oportunidades nasceu do pé direito do atacante, que cobrou falta e a bola desviou em Lucas Mendes antes de ir por cima do gol. O time comandado por Marcelo Oliveira fazia um interessante revezamento de posições. Numa jogada, por exemplo, Bill recuou e abriu espaço para Anderson Aquino aparecer como centroavante e completar um cruzamento de carrinho, para fora.
Rafinha era de longe o jogador mais insinuante do Coritiba. Mas a ansiedade da equipe atrapalhava muito. Já o Ceará quase não ficava com a bola, numa retranca perigosa. Os visitantes pareciam satisfeitos com o resultado, tanto que Fernando Henrique foi punido com o cartão amarelo por demorar a colocar a bola em jogo.
Para o Coxa, melhor em campo, faltava o encaixe de uma jogada individual para tirar o zero do placar. E foi o que aconteceu logo no início do segundo tempo, aos cinco minutos, quando Anderson Aquino recebeu na área, tirou da zaga e bateu com muita categoria, no ângulo, para fazer 1 a 0.
Castigado por ter adotado a retranca até então, o Ceará, em desvantagem, foi obrigado a mudar de postura. Em menos de um minuto, Michel e Vicente ameaçaram em chutes de longa distância. O jogo ficou aberto e o Coritiba gostou ainda mais, já que passou a explorar os contra-ataques e viu um adversário menos fechado, buscando o empate. Osvaldo entrou bem no Ceará, criando algumas chances, mas era o time da casa que trocava passes com autoridade.
Nos últimos 10 minutos, o Coritiba recuou e passou a administrar o resultado. A torcida, nervosa, praticamente não fazia barulho já que um gol do Ceará colocaria tudo a perder. Mas o Coxa 2011 é um time maduro, que não parece disposto a deixar as conquistas escaparem. Depois de ser eliminado três vezes na semifinal da Copa do Brasil - contra o Grêmio em 1991 e 2001 e contra o Internacional em 2009 -, o time do Alto da Glória está na decisão. Que venha o Vasco.
| Edson Bastos, Jonas, Emerson, Demerson e Lucas Mendes; Leandro Donizete, Léo Gago, Rafinha, Davi (Geraldo), Anderson Aquino (Willian) e Bill (Leonardo) | Fernando Henrique, Diego Macedo (Osvaldo), Erivélton, Fabrício e Vicente; Michel, Eusébio, João Marcos e Geraldo (Júnior); Iarley (Washington) e Marcelo Nicácio |
| Técnico: Marcelo Oliveira | Técnico: Vágner Mancini |
| Gol: Anderson Aquino, aos cinco minutos do segundo tempo. | |
| Cartões amarelos: Fernando Henrique, Geraldo, João Marcos (Ceará), Davi, Leandro Donizete e Edson Bastos (Coritiba) | |
| Estádio: Couto Pereira Data: 25/5/2011 Competição: Semifinal da Copa do Brasil. Árbitro: Wilson Luiz Seneme (Fifa-SP) Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (Fifa-SP) e Alessandro Rocha de Matos (Fifa-BA) | |
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