De roupa nova, Timão sofre para bater os reservas do Coritiba: 2 a 1
Usando grená em Araraquara, Corinthians tem atuação oscilante, mas é salvo pela boa exibição e pelo gol de Danilo, aos 35 minutos do 2º tempo
O triunfo mantém o clube paulista com 100% de aproveitamento – na estreia, bateu o Grêmio por 2 a 1, em Porto Alegre. A equipe dirigida por Tite divide agora o primeiro lugar da classificação com São Paulo e Atlético-MG. No próximo domingo, os paulistas vão ao Rio de Janeiro para enfrentar o Flamengo, às 16h, no Engenhão
Já o Coritiba continua focado apenas na Copa do Brasil, sem dar tanta importância para o Brasileirão. O Coxa ainda não somou pontos no torneio e aparece entre os últimos. Agora, prepara-se para encarar três jogos seguidos contra o Vasco. O primeiro deles, quarta-feira, às 21h50m, em São Januário, pela final da Copa do Brasil. Os outros dois serão disputados, domingo (pelo Brasileirão) e na quarta seguinte, no Couto Pereira, na decisão da Copa do Brasil.
Timão sufoca e marca no início
saiba mais
O Corinthians não teve qualquer dificuldade para dominar a partida desde os primeiros minutos. Tite concentrou o jogo ofensivo pelo lado esquerdo, nas descidas do lateral Fábio Santos, amparado por Morais e Willian. Sem tanta velocidade, mas com boa atuação, Danilo virou praticamente um terceiro atacante ao encostar em Liedson e abrir espaço para os volantes se aproximarem.Logo aos três minutos, o Alvinegro chegou ao gol tirando proveito da falha de marcação na intermediária do alviverde paranaense. Com muito espaço para encostar no campo ofensivo, Paulinho apareceu como “homem-surpresa” na entrada da área, tabelou com Willian, dominou no peito e tocou no canto esquerdo de Vanderlei, abrindo o placar.
Com uma formação reserva, o Coritiba sofreu para se encontrar em campo, principalmente por causa do excesso de passes errados. O buraco entre a defesa e o meio de campo facilitou o jogo corintiano. Aos dez, quase uma repetição do primeiro gol. Paulinho recebeu de Willian na área, mas, desta vez, Vanderlei segurou. O Coxa só respondeu aos 21, com Geraldo chutando para boa defesa de Julio Cesar.
Apesar da superioridade técnica, o Corinthians se acomodou com a vantagem. O time diminuiu a força da marcação-pressão e permitiu que o Coritiba começasse a tocar a bola. Mesmo assim, os paulistas seguiram melhores. Aos 41, eles reclamaram de um pênalti de Marcos Paulo após choque com Paulinho. No minuto seguinte, Morais, enfim, acordou com um bom chute de longa distância. Vanderlei espalmou.
O Corinthians sofreu uma baixa logo no início do segundo tempo. O lateral-direito Alessandro sentiu dores músculo adutor da coxa direita ao fazer um cruzamento e precisou ser substituído por Moradei. O seg,
undo gol quase veio em um lance de bola parada, aos nove, com Chicão cobrando falta. O goleiro espalmou para escanteio.
O Coritiba respondeu em seguida. Após cruzamento, Leonardo desviou de cabeça, a bola cruzou toda a pequena área e ninguém apareceu para finalizar. Temerosa, a torcida do Timão decidiu participar e passou a pedir o atacante Jorge Henrique, que já havia sido aplaudido quando chegava ao banco de reservas depois do intervalo. Tite atendeu, mas recebeu vaias por tirar Willian e recebeu gritos de "Burro!".
Para complicar ainda mais a situação, o Coritiba chegou ao empate. Aos 28 minutos, após cruzamento para a área, o centroavante Leonardo ganhou pelo alto da defesa alvinegra em posição duvidosa e cabeceou sem chances para Julio Cesar.
A igualdade deixou o Corinthians no desespero. O sofrimento da torcida, porém, não durou muito. Aos 35 minutos, Jorge Henrique cruzou da esquerda, Danilo apareceu na área e desviou no canto direito baixo. Explosão da torcida corintiana. Aos 43, no entanto, um novo susto. Anderson Aquino disparou uma bomba de fora da área. A bola explodiu na trave.
| Julio Cesar, Alessandro (Moradei), Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Morais (Edno) e Danilo; Willian (Jorge Henrique) e Liedson. | Vanderlei, Maranhão (Jonas), Cleiton, Jéci e Lucas Mendes; Djair, Marcos Paulo, Everton Ribeiro (Anderson Aquino) e Geraldo; Everton Costa (Willian Leandro) e Leonardo. |
| Técnico: Tite. | Técnico: Marcelo Oliveira. |
| Gols: Paulinho, ao três minutos do primeiro tempo. Leonardo, aos 28, e Danilo, aos 35 minutos do segundo tempo. | |
| Cartões amarelos: Chicão (Corinthians); Maranhão (Coritiba) | |
| Data: 29/05/2011. Local: Arena Fonte Luminosa, em Araraquara-SP. Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG) Auxiliares: Guilherme Dias Camilo e Jair Albano Felix (ambos de MG). Público: Renda: R$ | |
29/05/2011 18h07 - Atualizado em 29/05/2011 18h28
Cruzeiro e Palmeiras empatam e ficam em pontas opostas na tabela
Time comandado pelo técnico Cuca ocupa as últimas colocações no Brasileirão, enquanto equipe de Felipão segue sem perder na competição
Se Kleber, saudado pelas duas torcidas, tinha tudo para ser um dos protagonistas do confronto, quem chamou a atenção mesmo foi o jovem atacante do Cruzeiro Anselmo Ramon. O novato perdeu uma chance de forma bisonha com o gol vazio, mas se redimiu com oportunismo para empatar a partida.
saiba mais
Agora, o Cruzeiro, depois de obter o seu primeiro ponto na competição, vai ao Rio de Janeiro, no próximo sábado, para encarar o Fluminense, no Engenhão. No mesmo dia, o Palmeiras recebe o Atlético-PR no Canindé.Festa para Kleber, xingamentos para Thiago Heleno
Com vários ex-cruzeirenses, o Palmeiras entrou no gramado da Arena do Jacaré sob forte vaia. Mas curiosamente, o atacante Kleber, que vestia a camisa celeste até o meio do ano passado, teve seu nome gritado pela maior torcida organizada do Cruzeiro. Já o zagueiro Thiago Heleno, que começou a carreira do time mineiro, ouviu todos os tipos de xingamentos vindos das arquibancadas.
Cuca escalou o Cruzeiro com três atacantes: Thiago Ribeiro, Wallyson e Brandão, que estreava em Brasileiros. Com isso, os donos da casa partiram em busca do gol desde o início do jogo.
O Palmeiras tinha dificuldades em sair para o ataque, já que Patrik, Luan e Kleber eram bem marcados pela defensiva celeste. O time paulista levou um susto logo no início, após Wallyson acertar a trave de Marcos, que ficou imóvel no lance.
Aos poucos, o Verdão foi equilibrando as ações. Mas chegava pouco gol de Fábio. E o primeiro tempo terminou sem grandes emoções e com o placar em branco.
O Cruzeiro voltou com tudo no segundo tempo. Cuca tirou o atacante Brandão, que não estreou bem, e colocou Anselmo Ramon, revelado pelo próprio clube. E foi dele a chance mais incrível de toda a partida. Sem goleiro, se atrapalhou com a bola, que saiu constrangida pela linha de fundo. Inacreditável Futebol Clube!
A necessidade de recuperação após a derrota na estreia fez com que o Cruzeiro fosse todo para o ataque. Mas o goleiro Marcos, em duas oportunidades, mostrou por que é um pentacampeão do mundo.
Na base do contra-ataque, o Palmeiras calou o lado azul na Arena do Jacaré. Marcos Assunção lançou Luan, que acertou um belo chute, sem chances para Fábio: 1 a 0.
Mas o noite do Cruzeiro e de Anselmo Ramon não acabaria tão mal assim. O garoto conseguiu apagar a má impressão e empatou a partida, após a cobrança de escanteio de Montillo. Dessa vez, a barulhenta torcida alviverde ficou muda.
| Fábio; Marquinhos Paraná, Gil, Léo e Gilberto; Leandro Guerreiro, Henrique e Montillo; Wallyson (Everton), Brandáo (Anselmo Ramon) e Thiago Ribeiro (Ortigoza). | Marcos; Cicinho, Thiago Heleno, Danilo e Gabriel Silva; Marcos Assunção, Márcio Araújo, Tinga (Chico) e Luan (Adriano); Kleber e Patrik. |
| Técnico: Cuca | Técnico: Felipão |
| Motivo: segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Data: 29/05/2011. Local: Arena do Jacaré (Sete Lagoas/MG). Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (DF). Auxiliares: Marrubson Melo Freitas (DF) e Thiago Gomes Brigido (CE) | |
| Público: 9.080 pagantes. Renda:R$ 147.838,25 Cartões amarelos: Thiago Ribeiro, GIll (Cruzeiro); Luan e Márcio Araújo (Palmeiras) | |
| Gols: Luan (Palmeiras), aos 14 minutos do segundo tempo; An | |
Grêmio se recupera com vitória sobre o Atlético-PR na Arena
Contra, o zagueiro rubro-negro Rafael Santos marcou o gol gremista
No livro-caixa do Campeonato Brasileiro, o Grêmio quita uma dívida. Na tarde deste domingo, a equipe gaúcha compensou a derrota em casa para o Corinthians, na abertura do Campeonato Brasileiro, vencendo em Curitiba o Atlético-PR por 1 a 0.
Rafael Santos, zagueiro do Atlético, marcou o gol contra que deu a vitória ao Grêmio, na Arena da Baixada, aos 13 do primeiro tempo, em um erro dele e do goleiro Márcio, que se confundiram em um recuo de bola. Agora, os tricolores somam três pontos. Perdedor também na estreia, os rubro-negros ainda não pontuaram.
O Atlético volta a jogar às 18h30m (de Brasília) do próximo sábado, em São Paulo, contra o Palmeiras, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. Às 16h de domingo o Grêmio recebe o Bahia no Estádio Olímpico.
Mesmo na Arena da Baixada, o Grêmio venceu por 1 a 0 (Foto: Robertson Luz / Agência Estado)Fogo amigo
O que mais se ouviu partindo dos setores rubro-negros da Arena da Baixada foram vaias durante o primeiro tempo, e dirigidas ao zagueiro Rafael Santos. Toda vez que ele tocava na bola, ecoavam as manifestações de reprovação dos torcedores.
Apesar do incidente tragicômico, o 1 a 0 parcial para os visitantes não soou injusto. Pelo contrário. Combatendo com marcação forte e muita organização a partir do próprio campo, no confronto de duas equipes distribuídas no 4-4-2 com meio-campo em losango, o Grêmio bloqueou os espaços do Atlético, obrigando os anfitriões a se resignar em trocas de passes laterais.
Com a bola, o Grêmio investiu nos contra-ataques no setor do lateral-direito Rômulo e do zagueiro Manoel, com Lins, Júnior Viçosa, Lúcio e Neuton combinando-se. Estratégia de sucesso acentuado, é claro, pela tensão que irradiava das arquibancadas.
Victor suporta a pressão aérea
Desfeito o divórcio, os torcedores do Atlético acolheram um habeas corpus no julgamento sobre o gol contra de Rafael Santos. Deixaram de vaiá-lo, e passaram a apoiar a equipe com maior disposição.
Alterado desde o intervalo, com Branquinho no meio-campo e Nieto no ataque, os rubro-negros em campo iniciaram a pressão, consorciados aos rubro-negros fora dele. Às vésperas do reencontro com a Seleção Brasileira, o goleiro Victor foi convocado a praticar boas defesas e intervenções precisas nos cruzamentos pelo alto. E quando ele não alcançou, nos acréscimos, Paulinho acertou cobrança de falta na trave.
Com Madson também chamado pelo técnico Adilson Batista, o Atlético intensificou a blitz ao redor da área tricolor. Reformulando o seu ataque ao tirar do banco Roberson e depois Escudero, Renato Gaúcho tentou renovar as baterias do contra-ataque cada vez mais raro.
Mas a perícia de Victor, somada à determinação dos jogadores na defesa do resultado - comportamento liderado pelo exemplo do capitão Fábio Rochemback - garantiu a vitória tricolor fora de casa, ao som de 'Grêmio, Grêmio' pelo grito dos torcedores gremistas presentes.
Rafael Santos, zagueiro do Atlético, marcou o gol contra que deu a vitória ao Grêmio, na Arena da Baixada, aos 13 do primeiro tempo, em um erro dele e do goleiro Márcio, que se confundiram em um recuo de bola. Agora, os tricolores somam três pontos. Perdedor também na estreia, os rubro-negros ainda não pontuaram.
O Atlético volta a jogar às 18h30m (de Brasília) do próximo sábado, em São Paulo, contra o Palmeiras, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. Às 16h de domingo o Grêmio recebe o Bahia no Estádio Olímpico.
O que mais se ouviu partindo dos setores rubro-negros da Arena da Baixada foram vaias durante o primeiro tempo, e dirigidas ao zagueiro Rafael Santos. Toda vez que ele tocava na bola, ecoavam as manifestações de reprovação dos torcedores.
saiba mais
Um divórcio iniciado aos 13 minutos, quando o camisa 4 do Atlético surpreendeu o goleiro Márcio ao interceptar lançamento para o gremista Júnior Viçosa com um recuo. Ao invés de passar para o goleiro, entretanto, Rafael Santos venceu Márcio, marcando contra o gol tricolor.Apesar do incidente tragicômico, o 1 a 0 parcial para os visitantes não soou injusto. Pelo contrário. Combatendo com marcação forte e muita organização a partir do próprio campo, no confronto de duas equipes distribuídas no 4-4-2 com meio-campo em losango, o Grêmio bloqueou os espaços do Atlético, obrigando os anfitriões a se resignar em trocas de passes laterais.
Com a bola, o Grêmio investiu nos contra-ataques no setor do lateral-direito Rômulo e do zagueiro Manoel, com Lins, Júnior Viçosa, Lúcio e Neuton combinando-se. Estratégia de sucesso acentuado, é claro, pela tensão que irradiava das arquibancadas.
Victor suporta a pressão aérea
Desfeito o divórcio, os torcedores do Atlético acolheram um habeas corpus no julgamento sobre o gol contra de Rafael Santos. Deixaram de vaiá-lo, e passaram a apoiar a equipe com maior disposição.
Alterado desde o intervalo, com Branquinho no meio-campo e Nieto no ataque, os rubro-negros em campo iniciaram a pressão, consorciados aos rubro-negros fora dele. Às vésperas do reencontro com a Seleção Brasileira, o goleiro Victor foi convocado a praticar boas defesas e intervenções precisas nos cruzamentos pelo alto. E quando ele não alcançou, nos acréscimos, Paulinho acertou cobrança de falta na trave.
Com Madson também chamado pelo técnico Adilson Batista, o Atlético intensificou a blitz ao redor da área tricolor. Reformulando o seu ataque ao tirar do banco Roberson e depois Escudero, Renato Gaúcho tentou renovar as baterias do contra-ataque cada vez mais raro.
Mas a perícia de Victor, somada à determinação dos jogadores na defesa do resultado - comportamento liderado pelo exemplo do capitão Fábio Rochemback - garantiu a vitória tricolor fora de casa, ao som de 'Grêmio, Grêmio' pelo grito dos torcedores gremistas presentes.
| Márcio; Rômulo, Manoel, Rafael Santos e Paulinho; Deivid, Marcelo Oliveira, Cléber Santana (Branquinho) e Paulo Baier (Madson); Guerrón e Adaílton (Nieto). | Victor; Mário Fernandes, Saimon, Rafael Marques e Neuton; Fábio Rochemback, Fernando, Lúcio e Douglas (Willian Magrão; Lins (Escudero) e Júnior Viçosa (Roberson). |
| Técnico: Adilson Batista. | Técnico: Renato Gaúcho. |
| Data: 29 de maio de 2011. Local: Estádio Arena da Baixada, em Curitiba (PR). Árbitro: Wagner Reway, auxiliado por Fabio Rodrigo Rubinho e Lincoln Ribeiro Taques (trio de MT). | |
| Gol: Rafael Santos (contra, para o Grêmio), aos 13m do primeiro tempo. | |
| Cartões amarelos: Paulo Baier, Rômulo e Branquinho (Atlético-PR); Fábio Rochemback, Douglas e Fernando (Grêmio). | |
Fla vacila no fim, Bahia aproveita e arranca empate em Salvador
Em Pituaçu, Tricolor fica duas vezes na frente, Rubro-Negro vira, mas Jobson garante o primeiro ponto dos baianos no Campeonato Brasileiro
O resultado pune a equipe de Vanderlei Luxemburgo, que esteve muito perto de conquistar a segunda vitória seguida no Campeonato Brasileiro. O Flamengo chega a quatro pontos e perde a chance de se igualar a Corinthians, Atlético-MG e São Paulo.
Ao Bahia, resta o consolo de voltar a conquistar um ponto na Série A. Depois de sete anos longe da elite, o Tricolor demonstrou raça para evitar a derrota diante de mais de 30 mil torcedores eufóricos.
As equipes voltam a jogar no próximo domingo. O Bahia visita o Grêmio, no Olímpico, em Porto Alegre, às 16h. No mesmo horário, o Flamengo recebe o Corinthians, no Engenhão. Este jogo vai marcar a despedida do meia Petkovic.
‘Bahêa’ sem freio
Muitos e muitos dias de saudade sem ver o Bahia jogar em Salvador numa partida da Primeira Divisão. Pituaçu foi o ponto de encontro da turma tricolor. Gente empolgada, alegre, nervosa. Um tal de senta e levanta sem fim nas arquibancadas. Contra o Flamengo, o Esquadrão de Aço teve pressa para soltar um grito preso há sete anos, guardado lá no fundo da garganta, desde o rebaixamento em 2003. Coube a Lulinha inflamar o estádio antes dos 20 minutos. Gol com participação do atacante Souza, ex-rubro-negro. Foi ele quem ajeitou a bola dentro da área para o meia bater de esquerda. Na comemoração, os jogadores imitaram o 'bonde sem freio', coreografia que ficou famosa com os cariocas. Primeiro gol do ex-corintiano no novo clube.
Lulinha pela direita, Jobson na esquerda e Souza centralizado. Galhardo e Welinton sofreram com os ataques do ex-botafoguense. Jobson perturbou com dribles e arrancadas, sempre muito ágil, arisco. Num contra-ataque oriundo de uma falta mal cobrada por Ronaldinho, o Bahia voltou a abrir vantagem. Lulinha avançou pela direita e cruzou rasteiro. Jobson, feito uma flecha, aproveitou: 2 a 1, e bonde outra vez formado. Primeiro dele pela equipe.
Mesmo com o time na frente, os tricolores chiaram no fim do primeiro tempo. Cleber Welington Abade foi para o vestiário sob gritos de "ladrão". Motivo: Galhardo puxou a camisa e derrubou Ávine dentro da área quando o placar marcava 1 a 0. O árbitro nada marcou.
Fla vira, mas Jobson empata
Da esquerda para a direita, da direta para a esquerda. Trocar pressa por paciência fez bem ao Flamengo. O time de Luxemburgo girou a bola, esperou a hora certa de investir, de ser preciso. Foi assim que Thiago Neves encontrou Bottinelli do lado esquerdo da área sem qualquer marcação. O passe ainda passou por Wanderley, que por sorte não conseguiu dominar. Chute colocado de "El Pollo" para empatar o confronto outra vez, antes dos dez minutos.
O torcedor do Bahia sentiu. O time também. Os contra-ataques não funcionavam mais com a mesma eficiência. Jobson caiu pelos lados do campo, mas sempre acompanhado de perto por Welinton e David. Depois de um primeiro tempo instável, a zaga rubro-negra se posicionou melhor. Egídio e Galhardo também diminuíram espaços nas alas. René Simões trocou o lateral-direito Gabriel por Marcos para dar força ao setor, recolocar Lulinha no jogo, mas a tentativa foi frustrada. O Bahia continuava convidando o Flamengo para entrar no seu campo.
Fernando 'entrega o ouro'
A mudança de Luxa funcionou bem melhor. O técnico trocou a vontade de Wanderley pela velocidade de Diego Maurício. Em poucos minutos em campo, o garoto fez a diferença no gol da virada. Acionado por Bottinelli, Drogbinha cruzou na medida para Egídio. O lateral-esquerdo, que deve dar lugar a Junior Cesar na próxima rodada, acertou um bonito chute de primeira. Virada com dois gols em menos de 20 minutos.
Sem força, o Bahia ainda teve Helder expulso após levar o segundo amarelo após falta em Bottinelli. Muitos tricolores deixaram o estádio antes do apito final. Quem saiu perdeu. Diferentemente da primeira mudança, quando colocou Diego Maurício, Luxemburgo foi infeliz ao lançar Fernando no lugar de Willians, com câimbras, e Jean, no de Galhardo. O volante saiu jogando errado e armou o contragolpe do Bahia. Maranhão acionou Jobson, que dominou no lado esquerdo da área e soltou uma bomba de canhota para empatar: 3 a 3. Gol para dar um pouquinho de graça ao reencontro que os tricolores tanto esperavam. Gol que deixou o empate com gosto de derrota para os rubro-negros.
| Omar, Gabriel (Marcos), Titi, Thiego e Ávine; Marcone, Fahel, Helder e Lulinha (Maranhão); Souza (Rafael) e Jobson. | Felipe, Galhardo (Jean), Welinton, David e Egídio; Willians (Fernando), Renato, Bottinelli e Thiago Neves; Ronaldinho e Wanderley (Diego Maurício). |
| Técnico: René Simões. | Técnico: Vanderlei Luxemburgo. |
| Gols: Lulinha, aos 16, Ronaldinho, aos 29, Jobson, 36 do primeiro tempo. Bottinelli, aos nove, Egídio, aos 27, e Jobson, aos 44 do segundo tempo. Público pagante: 32.157. Renda: R$ 815.460,00 | |
| Cartões amarelos: Helder, Marcone e Ávine (Bahia); Egídio (Flamengo). Cartão vermelho: Helder (Bahia). | |
| Estádio: Pituaçu, em Salvador. Data: 29/05/2011. Árbitro: Cleber Welington Abade (SP). Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Van Gasse (ambos de SP). | |
Nenhum comentário:
Postar um comentário