domingo, 22 de maio de 2011

22/05/2011 18h02 - Atualizado em 22/05/2011 18h18

Liedson encerra jejum de gols e mantém 100% quando vai às redes

Corinthians vence o Grêmio, em Porto Alegre, de virada, com um gol do Levezinho. Timão venceu todos os jogos em que o atacante marcou

Por Leandro Canônico Porto Alegre
Depois de quase um mês de jejum, Liedson foi novamente decisivo para o Corinthians. Na tarde deste domingo, na estreia do Corinthians no Campeonato Brasileiro, contra o Grêmio, em Porto Alegre, o atacante voltou a balançar as redes e foi o herói da vitória alvinegra por 2 a 1, de virada, sobre os gaúchos.
O Timão saiu perdendo, depois de gol de pênalti marcado por Douglas, aos 13 minutos de jogo, mas pouco depois, aos 20, também em penalidade máxima, Chicão empatou. O gol salvador do Levezinho saiu no segundo tempo, aos 27. Alessandro bateu o lateral na direita, Danilo desviou de cabeça e Liedson se antecipou à marcação para desviar para a rede.
Antes deste domingo, o último gol anotado por Liedson tinha sido nas quartas de final do Campeonato Paulista, contra o Oeste, no estádio do Pacaembu. De lá para cá, ele passou em branco na semifinal diante do Palmeiras e nas duas partidas da decisão do estadual, com o Santos. Pode-se dizer que é por isso que o Timão perdeu o título.
liedson flamengo fabio rochemback (Foto: Roberto Vinicíus / Agência Estado)Liedson tenta se livrar da marcação de Fabio Rochemback (Foto: Roberto Vinicíus / Agência Estado)
Ainda bem que quando faço gol o time ganha"
Liedson
Pelo menos é o que os números mostram. Nesta temporada, o Corinthians jamais perdeu quando o Levezinho fez gol. Ou melhor, venceu sempre. Os 12 gols de Liedson pelo Timão estão divididos em nove partidas. No caso, nove vitórias. Por outro lado, quando ele joga e não marca, são quatro empates e quatro derrotas.
- Ainda bem que quando eu faço gol o time ganha. Mais importante que o gol é a vitória. Não fomos tão superiores, mas o suficiente pra ganhar deles - falou o atacante.
Artilheiro do Campeonato Paulista, com 11 gols, Liedson é a principal arma ofensiva do técnico Tite para o Brasileirão. Pelo menos até o fim da recuperação de Adriano, prevista para setembro, e a estreia de Emerson Sheik, ainda sem data definida.
CONFIRA A CLASSIFICAÇÃO COMPLETA DO BRASILEIRÃO

22/05/2011 12h49 - Atualizado em 22/05/2011 13h30

Marcos: 'Na hora da decisão, os veteranos têm o seu momento'

Em clima de despedida, goleiro do Palmeiras conversa com Glenda Kozlowski e diz que quer jogar o máximo possível no Brasileiro

Por GLOBOESPORTE.COM São Paulo
Jogar o maior número possível de partidas, viajar e se despedir. Esse é o lema de Marcos, do Palmeiras, que se prepara para seu último Campeonato Brasileiro. Já em clima de despedida, o goleiro conversou com a apresentadora do "Esporte Espetacular" Glenda Kozlowski e falou sobre sua equipe, o formato da competição e as mudanças no futebol.
Para Marcos, por ser uma competição longa, com muitos jogos e em um país grande territorialmente, o campeonato por pontos corridos privilegia os times mais bem condicionados fisicamente. O goleiro também comentou a cobrança que existe atualmente sobre os jogadores e disse que está preparando a cabeça para a aposentadoria.
Confira abaixo a íntegra da entrevista.
O que está faltando para o Palmeiras ser campeão de novo?
Posso te falar que vontade nunca faltou. O Campeonato Brasileiro é um campeonato longo, difícil, acho que um dos mais difíceis do mundo. Os times são praticamente iguais, têm muitos craques. Mas como o campeonato é muito longo, muitas vezes acaba acontecendo de algum jogador importante se machucar e o time chegar nas finais perdendo um pouco do gás. A esperança sempre existe que esse ano possa ser diferente. Vamos entrar com tudo para, quem sabe, acabar com esse jejum aí e levar o Palmeiras a ser campeão de novo.
Quais são os pontos fortes do seu time para esse Campeonato Brasileiro?
Eu acredito que as contratações de Kleber,  Wellington Paulista, que chegou agora, e do Maikon Leite, que deve vir do Santos. Era uma coisa que a gente estava sofrendo há algum tempo, o Palmeiras não tinha um ataque assim de muita qualidade. Eu acredito que nesse Brasileiro a gente vai ter um bom time, um time competitivo, e vamos brigar de igual para igual com todos.
O que é mais difícil no Campeonato Brasileiro?
Acho que o fato de ser pontos corridos, igual aos campeonatos europeus. Se você vai disputar o Campeonato Italiano, a Itália é pequena. Você vai disputar o Campeonato Francês, a França é um país pequeno. Você vai disputar o Campeonato Brasileiro, é um país muito grande, você viaja muito, às vezes longas distâncias. Falam que um campeonato de pontos corridos é mais justo. Eu não acredito, porque nunca um time do Norte, do Nordeste do país vai conseguir ser campeão jogando em Porto Alegre e voltando para jogar em casa, vindo para São Paulo. Uma vez eu vi uma matéria, acho que sobre o América-RN, quando estava na primeira divisão: eles deram duas voltas na Terra numa disputa de Campeonato Brasileiro. Então, não acho um campeonato justo. No final da competição, a parte física acaba sendo muito importante. Acho que pelo fato de o campeonato ser tão longo, com tantos jogos e tantas viagens, quem tiver um time mais condicionado e que tiver o melhor elenco acaba se dando bem no final.
O que mudou no futebol na sua visão de goleiro?
A parte física mudou muito. Hoje o jogador é muito bem condicionado fisicamente, os espaços no campo quase não existem. É pegada todo jogo, aquela cobrança que o jogador tem que jogar bem todo dia. Mas não é uma máquina, não consegue jogar duas vezes por semana e dar 100% da condição física que ele tem. A grande mudança foi essa. Antigamente era a parte mais tática e jogadores mais diferenciados e hoje, não. A parte física é muito apurada. Existem jogadores com grande preparo físico, que conseguem correr 8, 9 km por jogo.
Esse Brasileirão vai ser da "molecada" ou dos jogadores mais velhos?
Acho que o jogador mais velho consegue se destacar em algumas partidas, mas com certeza deve ser da molecada. A molecada de 20, 19 anos. Todo mundo já teve 19, 20 anos e sabe que é bem mais fácil jogar assim, principalmente em um campeonato longo. Mas é claro que ter um jogador experiente no time, um veterano, uma hora ou outra ele vai fazer a diferença pela experiência que ele adquiriu ao longo do futebol. Acho que no dia-a-dia a molecada aparece mais, mas na hora da decisão os veteranos têm o seu momento também para aparecer no campeonato.
Panela velha faz comida boa, não faz?
Não faz todo dia, mas faz (risos).
Como é o Campeonato Brasileiro para você?
Estou me preparando bastante para jogar o máximo de partidas no Brasileirão, até porque é meu último. Queria passar pelos estados brasileiros e poder me despedir de todo mundo. Foram vários anos jogando em todos os estados, então queria jogar o máximo que eu pudesse, ou pelo menos viajar o máximo que eu pudesse para poder finalizar minha carreira. Estou me preparando para isso. Quem sabe o Campeonato Brasileiro seja bom e o Palmeiras consiga vencer, que seria o ideal para eu me aposentar no final do ano. E também para que eu possa jogar o máximo que der, até porque vai fazer falta quando eu parar.
Você já pensa nas suas "últimas vezes" no futebol?
Ah, eu já estou pensando. Estou me preparando, não quero chegar ano que vem e ficar depressivo. Tenho que usar esses seis meses para poder jogar e também para me despedir. Claro que depois eu vou poder voltar a Porto Alegre, voltar a Goiânia, voltar a qualquer lugar, mas não dentro do campo como jogador. Para assistir, talvez até como parte de uma comissão técnica, mas não mais como jogador. Então, já estou preparando minha cabeça para não sofrer muito no final do ano.
Depressão nem combina com você.
Também acho difícil ficar depressivo, posso ficar triste umas três horinhas, depois eu fico alegre de novo (risos).


22/05/2011 17h58 - Atualizado em 22/05/2011 18h21

Atlético-GO segura o Coxa, aproveita falha e vence no Couto Pereira

Coritiba pressionou no segundo tempo, mas o goleiro Roberto fez ótimas defesas. Depois, o atacante Marcão fez o único gol do jogo

Por Fernando Freire Curitiba
O Atlético-GO começou o Campeonato Brasileiro com o pé direito. Mais precisamente com a pontinha do pé direito de Marcão, que fez o único gol do Dragão na vitória sobre o Coritiba na tarde deste domingo, no Estádio Couto Pereira. O camisa 9 rubro-negro aproveitou cruzamento do lateral-esquerdo Thiago Feltri e fez 1 a 0 para o Atlético-GO, aos 28 minutos do segundo tempo.
O Coritiba, que entrou em campo com o zagueiro Cleiton no lugar do machucado Demerson e o atacante Bill no de Leonardo, teve quatro chances claras para abrir o placar antes de levar o gol. Porém, o goleiro Roberto, que tinha substituído Márcio ainda na etapa incial, fez ótimas defesas e garantiu o resultado.
Pela segunda rodada do Brasileirão, o Coritiba visita o Corinthians, às 16h de domingo, na Fonte Luminosa, em Araraquara-SP. Antes, o time recebe o Ceará, pela semifinal da Copa do Brasil, em partida marcada para 21h50m de quarta-feira, no Couto Pereira. Já o próximo compromisso do Atlético-GO é contra o Fluminense, às 18h30m de domingo, no Serra Dourada, em Goiânia.
Muitos passes errados e nenhum gol
ramalho atlético-go davi coritiba (Foto: Giuliano Gomes / Agência Estado)Marcação foi a tônica da partida: Dragão levou a
melhor (Foto: Giuliano Gomes / Agência Estado)
O Coritiba foi o único semifinalista da Copa do Brasil que não poupou titulares na primeira rodada do Brasileirão. Diferente de Avaí, Ceará e Vasco, o Alviverde paranaense entrou com força máxima para pegar o Atlético-GO. E o time de Marcelo Oliveira partiu para o ataque para garantir a vitória já nos primeiros minutos, mas Anderson Aquino perdeu ótima chance. O Dragão equilibrou a partida e respondeu com Edson Bastos, que bateu para a defesa de Edson Bastos.
O número de passes aumentou, o ritmo do jogo caiu e a disputa ficou concentrada ao meio-campo. Num raro momento de perigo à meta goiana, Bill dividiu com Márcio, que sentiu dores no ombro. Ele tentou permanecer, mas não aguentou e teve de ser substituído por Roberto. A mudança parece ter dado ânimo ao Coritiba. Léo Gago bateu de longe, mas pegou mal. Na sequência, chutou rasteiro e Roberto fez a primeira defesa dele no jogo.
A pressão do Coritiba, aparentemente cansado, não durou muito tempo. O Atlético-GO, com três volantes e apenas Vítor Júnior na armação das jogadas, também tinha dificuldades para chegar ao gol adversário. O time do centro-oeste abusava dos cruzamentos, mas Felipe e Marcão não superaram a defesa alviverde. Em um rebote, Anderson finalizou por cima e desperdiçou a última chance da etapa inicial.
Coxa pressiona; Dragão vence
leandro atlético-go anderson aquino coritiba (Foto: Giuliano Gomes / Agência Estado)Coxa pressionou na etapa final, mas o Atlético-GO se
segurou (Foto: Giuliano Gomes / Agência Estado)
O segundo tempo começou como o primeiro: os dois times erravam muitos passes e tinham dificuldades para chegar ao gol adversário. Bill, de cabeça, chegou a balançar as redes, mas o auxiliar assinalou o claro impedimento do atacante alviverde. Para tentar mudar o panorama da partida, os técnicos começaram a alterar os times. PC Gusmão trocou o volante Ramalho pelo meia Preto. Marcelo Oliveira respondeu com as entradas de Willian e Geraldo nos lugares de Jonas e Lucas Mendes.
O jogo ficou mais aberto, mas os dois times seguiam com dificuldades para criar lances de perigo. Tanto Coritiba quanto Atlético-GO ameaçavam apenas em cruzamentos, mas a defesa levava a melhor. Numa falha defensiva do Dragão, Rafinha tocou de cabeça para Bill, que desviou, mas Roberto saltou com a ponta dos dedos. O lance acordou o Coritiba, que teve outra chance clara com Rafinha. Ele passou por três marcadores e bateu forte, para nova defesa do goleiro. Roberto voltou a aparecer em finalizações de Bill e Léo Gago.
Após cinco minutos de pressão alviverde, o Dragão abriu o placar. Pela esquerda, onde o volante Willian atuava improvisado, Thiago Feltri cruzou para Marcão, que deu um leve desvio para fazer Atlético-GO 1 a 0 aos 28 minutos do segundo tempo. O Coritiba tentou a reação, mas a melhor chance foi do Dragão: Felipe chutou cruzado e acertou a trave de Edson Bastos.
Agora, o Coritiba volta as atenções para a semifinal da Copa do Brasil. O Atlético-GO comemora o bom início e já pensa no Fluminense, adversário do próximo fim de semana.
coritiba 1 x 0 atlético-go
Edson Bastos; Jonas (Willian), Cleiton, Emerson e Lucas Mendes (Geraldo); Leandro Donizete, Léo Gago, Rafinha e Davi; Anderson Aquino (Éverton Costa) e Bill. Márcio (Roberto); Adriano, Gilson, Anderson e Thiago Feltri; Agenor, Pituca, Ramalho (Preto) e Vitor Júnior (Felipe Brisola); Felipe e Marcão.
Técnico: Marcelo Oliveira. Técnico: PC Gusmão.
Data: 22/05/2011. Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS). Árbitro: Cleber Welington Abade (SP), auxiliado por Carlos Nogueira Júnior (SP) e Anderson Moraes Coelho (SP)
Gols: Marcão aos 28 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Cleiton (Coritiba), Ramalho e Felipe (Atlético-GO)
Público pagante: 16.546. Público total: 18.198. Renda: R$ 210.880,00.
 





22/05/2011 18h12 - Atualizado em 22/05/2011 18h19

Jogadores do Grêmio admitem erros, e Lúcio assume que fez pênalti

Para Douglas, time pecou nos passes: 'Temos de saber jogar com dois toques, isso não aconteceu'

Por Eduardo Cecconi Porto Alegre
Parecia que o Grêmio conseguiria esquecer a frustração recente provocada pela perda do título estadual para o Inter.
Douglas marcou o primeiro gol da partida contra o Corinthians, na tarde deste domingo, trazendo de novo alegria aos mais de 22 mil gremistas presentes no Estádio Olímpico.
Mas Chicão e Liedson viraram o jogo, e o Grêmio perdeu por 2 a 1 (veja o vídeo com os gols). Ao final, sob vaias dos torcedores e muitas críticas, os jogadores tiveram de explicar o resultado.
Ainda na saída de campo o meia Douglas falou sobre os erros cometidos, principalmente nos passes, lançamentos, e cobranças de faltas e escanteios. Ele dividiu esta responsabilidade com os demais companheiros.
- É difícil jogar, tenho marcação individual, preciso de passe rápido, se  eu sair de lado e a bola não chegar a marcação já encosta. Temos de saber jogar com dois toques, isso não aconteceu hoje. Reconheço que não fui bem hoje, mas preciso também dos companheiros, dependo muito do pessoal que vem detrás para armar as jogadas. Hoje não deu certo, a gente fica chateado. A gente estava bem na partida, conseguimos o gol, mas com erros infantis perdemos a partida - afirmou.
Lúcio, autor do pênalti que levou então ao empate corintiano, admitiu que cometeu a falta:
- Nao podemos tomar contra-ataques assim. Temos de ja pensar na proxima  partida e não ter esses erros e esses tropeços. Não podemos nos acostumar com isso. Vamos corrigir logo para melhorar no segundo jogo. Tive uma falha individual, errei no pênalti.
Capitão da equipe, Fábio Rochemback preferiu projetar as correções.
- Temos que trabalhar, agora temos que buscar, não adianta - concluiu.





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