quinta-feira, 21 de abril de 2011

Neymar desdenha de punição e imita máscara na comemoração do gol


Camisa 11 do Santos mostrou que não esqueceu a expulsão contra o Colo Colo no dia 6 de abril, na Vila


Paulo Passos e Samir Carvalho, iG São Paulo | 20/04/2011 23:26

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Após abrir o placar na vitória do Santos por 3 a 1 diante do Deportivo Táchira nesta quarta-feira, no estádio do Pacaembu, pela última rodada do grupo 5 da Copa Libertadores da América, o atacante Neymar comemorou o gol imitando com os dedos a máscara que provocou sua expulsão na partida contra o Colo Colo.


Foto: AE
Neymar comemora o gol que abriu o placar no Pacaembu imitando uma máscara com os dedos


Real Madrid vence Barcelona e conquista a Copa do Rei após 17 anos


Cristiano Ronaldo decidiu de cabeça, na prorrogação, o segundo da série de 4 jogos entre os arquirrivais


Gazeta | 20/04/2011 19:15

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Após 17 anos de jejum, o Real Madrid finalmente levantou a Taça do Rei. Nesta quarta-feira, no estádio Mestalla, em Valência, o time do técnico José Mourinho bateu o Barcelona por 1 a 0, gol do português Cristiano Ronaldo, e saiu vencedor da decisão da principal copa da Espanha pela 18ª vez na história.


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Este foi o primeiro título de Mourinho à frente da equipe merengue. Além disso, ele mantém a marca de ter conquistado copas nacionais em todos os países em que trabalhou: havia vencido no Porto (POR), no Chelsea (ING), e na Inter de Milão (ITA). O técnico português mantém a marca de conquistar pelo menos um título em todas as temporadas desde 2003. Na primeira decisão entre os times desde 1990, o primeiro tempo teve muitas chances a favor do Madrid, mas o Barça foi superior na etapa final e na prorrogação e só não triunfou, pois o goleiro Iker Casillas operou diversas defesas difíceis. O tempo regulamentar terminou sem gols, mas, na prorrogação, Di Maria e Marcelo trocaram passes na esquerda e Cristiano Ronaldo fez, de cabeça, o gol do título. Kaká ficou no banco e apenas apareceu na festa dos campeões no gramado. Com o resultado, o Real Madrid está invicto na série de quatro superclássicos entre as equipes em 18 dias: empatou, no Santiago Bernabéu, no último sábado, por 1 a 1, além de ter quebrado uma série de seis jogos sem bater os rivais. Nas próximas duas semanas, haverá mais dois duelos, ambos pelas semifinais da Liga dos Campeões da Europa.
Pepe disputa de cabeça com Busquets
Foto: AP
Pepe disputa de cabeça com Busquets



O jogo
O Real Madrid começou a partida a todo vapor, indo para cima dos rivais. Aos 11 minutos, uma jogada impressionante a favor dos merengues. Ozil avançou pela esquerda e deu um belo passe, de cavadinha, para Cristiano Ronaldo, que bateu com força, cruzado, venceu o goleiro Pinto, mas viu Pique salvar em cima da linha.

Dez minutos depois, com o Barça já melhor no jogo, mas ainda sem criar chances, outra boa jogada do Real Madrid. Escanteio cobrado na área do Barça e Cristiano Ronaldo tentou cabecear, mas pegou de raspão na bola, que sobrou para Ozil, que, livre de fora da área, bateu forte de pé direito, pela linha de fundo.






Entre os 30 e 35 minutos, duas grandes chances para Cristiano Ronaldo. Na primeira delas, ele recebeu lançamento longo, mas não pegou em cheio na bola e Pinto ficou com ela. O arqueiro ainda fez uma defesa impressionante no lance seguinte, em uma batida cruzada forte do português. Na sobra da jogada, Pepe - que já tinha amarelo - fez falta duríssima em Busquets, mas não foi expulso.

No último lance do primeiro tempo, novamente Pepe chamou a atenção novamente. Depois de linda tabela entre Cristiano Ronaldo e Ozil, que terminou com um passe de peito do português e um cruzamento do alemão, o zagueiro improvisado como volante subiu muito bem e cabeceou bonito, mas acertou a trave.

No início do segundo tempo, o Barcelona voltou ligado, com mais posse de bola e chegando mais ao ataque. Aos seis minutos, Pedro chegou com velocidade pela esquerda, cortou para o meio e bateu com muita violência, mas a bola passou perto.

Jogando da maneira como gosta, o Barça continuou melhor na partida, chegando com bastante força e criando oportunidades. Pelo Real, a única chegada com perigo nos primeiros 20 minutos foi com Xabi Alonso, em chute de longe. Messi respondeu na mesma moeda e assustou.


Foto: AFP Ampliar
O jogo foi para a prorrogação e Cristiano Ronaldo marcou aos 12 minutos


Aos 24 minutos, o Barça chegou a fazer um gol, mas não valeu. Em grande jogada de Messi, que se livrou dos marcadores e enfiou bonito para a área, Pedro tocou na saída de Casillas e marcou o primeiro, mas o árbitro deu impedimento.

Jogando melhor, a equipe catalã continuou melhor e criando mais oportunidades. Por três vezes, Casillas salvou seu time. Primeiro em uma batida de fora da área de Messi, depois em uma tentativa de cavadinha de Pedro, dentro da área. Já aos 35, Iniesta invadiu a área e bateu cruzado de esquerda, mas o goleiro se esticou todo e salvou com a ponta dos dedos.

No final, com o jogo mais equilibrado, a partida ficou totalmente aberta, com os dois times avançando muito e tentando o gol de qualquer maneira. Pinto fez grande defesa já aos 45 minutos, em uma bomba de fora da área de Di María.

No primeiro tempo da prorrogação, o Barcelova voltou como no segundo tempo, valorizando a posse de bola e jogando mais que os rivais. Sempre tentando entrar, esbarrava na forte marcação dos merengues, que tiveram uma grande oportunidade de marcar. Aos oito minutos, Cristiano Ronaldo recebeu em contra-ataque, em alta velocidade. Ele ganhou de todos os defensores, invadiu a área e bateu bem, mas a bola raspou a trave e saiu pela linha de fundo.

O português, no entanto, não costuma perder muitos gols e, na outra oportunidade que teve, marcou. Aos doze minutos da primeira etapa da prorrogação, ele aproveitou uma grande jogada de Marcelo e Di María, que cruzou com perfeição para Ronaldo marcar o primeiro. No segundo tempo, o Barça foi para cima, mas não conseguiu igualar o marcador, enquanto o Real Madrid apostava nos contragolpes e segurava a posse de bola. Os dois times tiveram chances de gol, mas não conseguiram converter e o Real se sagrou campeão.


Foto: Reuters
Cabeceio de Cristiano Ronaldo passa por cima de Pinto antes de encontrar a rede do Barça


FICHA TÉCNICA - BARCELONA 0 x 1 REAL MADRID

Local: Estádio Mestalla, em Valencia (Espanha)
Data: 20 de abril de 2011, quarta-feira
Horário: 16h30 (de Brasília)
Árbitro: Alberto Undiano
Cartões amarelos: Pepe, Adebayor, Di María e Xabi Alonso (RMD); Messi, Adriano e Pedro (BAR)
Cartão vermelho: Dí Maria (RMD)

GOL: REAL MADRID: Cristiano Ronaldo, aos 10 minutos do 1º tempo da prorrogação

BARCELONA: Pinto; Daniel Alves, Piqué, Mascherano e Adriano (Maxwell); Busquets, Xavi e Iniesta; Messi, Pedro e David Villa. Técnico: Pep Guardiola

REAL MADRID: Casillas; Arbeloa, Sergio Ramos, Ricardo Carvalho (Garay) e Marcelo; Pepe, Khedira, Xabi Alonso e Özil (Adebayor); Cristiano Ronaldo e Dí Maria. Técnico: José Mourinho







Na ocasião, o camisa 11 foi expulso ao colocar uma máscara com seu próprio rosto ao comemorar o gol marcado na vitória santista diante dos chilenos por 3 a 2, no dia 6 de abril, na Vila Belmiro.

Questionado após o término da partida se tinha imitado um óculos na comemoração do gol, Neymar disparou contra a punição recebida. "Não foi um óculos, foi uma máscara. Já que não pode usar uma de verdade a gente faz com os dedos", disse o atacante santista.

Além de marcar o primeiro gol do Santos na vitória contra os venezuelanos, Neymar iniciou a jogada do terceiro gol marcado por Danilo. Em jogada individual, o camisa 11 driblou três marcadores em direção ao gol e cruzou rasteiro da linha de fundo para Zé Eduardo dar uma ‘furada’ antes de passar a bola para o companheiro fechar o placar no Pacaembu.



Veja o passo a passo de Adriano na recuperação depois da cirurgia


Corinthians estipula cinco passos para "Imperador" voltar a jogar dentro do prazo estipulado


Bruno Winckler, iG São Paulo | 21/04/2011 08:44

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Foto: AE Ampliar
Depois de receber alta, Adriano terá que trabalhar duro para se recuperar de lesão
Adriano recebe alta nesta quinta do Hospital São Luiz, onde passou pela cirurgia de reparação do tendão de Aquiles esquerdo na quarta. E, a partir de agora, terá de seguir uma série de recomendações para não piorar sua lesão, a mais grave que já teve na carreira. A recuperação de Adriano foi dividida em cinco etapas pelo Corinthians.

A primeira fase obriga Adriano a passar 15 dias sem colocar o pé no chão. Ele só poderá se movimentar de muletas ou carregado.

Depois disso, o segundo passo terá atividades na piscina e na bicicleta ergométrica, mas ainda não permitirá que o jogador pise no chão com o pé esquerdo.

A terceira fase, que começa dentro de um mês, vai permitir que Adriano faça caminhadas leves e utilize o transport, uma aparelho de ginástica parecido a uma bicicleta, no qual os exercícios são feitos em pé.

Mais dois meses, e aí vem o fortalecimento com exercícios específicos para o local da lesão em que o tendão será um pouco mais forçado. Esta é a quarta fase.

Na quinta etapa, já no fim do processo, Adriano poderá fazer quase todos os trabalhos de academia e poderá ir para o campo dar seus primeiro toques na bola. Tudo dentro dos cinco meses previstos para seu retorno.

A partir desta quinta, o jogador passará alguns dias no Rio de Janeiro com a família, viagem que já estava programada antes da lesão. Lá, terá o acompanhamento do médico José Luís Runco. Bruno Mazziotti e Caio Melo, fisioterapeutas do Corinthians se revezarão em viagens ao Rio para observar o jogador, que só voltará a São Paulo em 2 de maio.

Dentro dos cinco passos da recuperação, a principal preocupação será manter uma dieta balanceada, passada a ele quando chegou ao clube no dia 11 de abril.



Dagoberto decide e São Paulo abre vantagem sobre o Goiás


Com um a mais desde o 1º tempo, o time de Carpegiani fez 1 a 0 no primeiro jogo das oitavas de finais


Gazeta | 20/04/2011 23:54 - Atualizada em 21/04/2011 00:42

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No dia em que Juvenal Juvêncio foi reeleito presidente, o São Paulo deu um passo importante na luta pelo título da Copa do Brasil e pelo consequente retorno à Copa Libertadores. Com um gol de Dagoberto, o time paulista venceu o Goiás por 1 a 0, no Serra Dourada, e abriu vantagem nas oitavas de final da competição nacional.




A equipe esmeraldina, que foi dominado durante todo o confronto, reclama da expulsão do atacante Felipe Amorim aos 22 minutos do primeiro tempo. Já os são-paulinos podem lamentar o grande número de oportunidades perdidas, principalmente na etapa final, quando o goleiro Harlei teve atuação destacada.

O jogo de volta será na quarta-feira que vem, no Morumbi, e marcará a estreia de Luís Fabiano. Os paulistas também devem contar com Lucas, que cumpriu suspensão nesta noite em função da expulsão contra o Santa Cruz e ainda será julgado pelo STJD. Um empate garante a vaga para a enfrentar o Avaí. Derrota por 1 a 0 leva para os pênaltis.



Casemiro começou como titular contra o Goiás, mas foi substituído no segundo tempo
Foto: Gazeta Press
Casemiro começou como titular contra o Goiás, mas foi substituído no segundo tempo



O jogo
Com Ilsinho, Dagoberto e Marlos flutuando à frente da defesa e Casemiro com liberdade para atacar, o São Paulo entrou em campo disposto a ditar o ritmo da partida. No entanto, mesmo com enorme superioridade tricolor na posse de bola, as esperadas tabelas não aconteceram em grande número e chances claras de gol não foram criadas com frequência no primeiro tempo.

A situação poderia ter melhorado quando o atacante Felipe Amorim recebeu dois cartões amarelos consecutivos e deixou o esmeraldino com um jogador a menos. A primeira advertência foi aos 20 minutos, por um domínio com o braço. A segunda veio dois minutos mais tarde, por um empurrão em Carlinhos Paraíba que parou o ataque são-paulino. Os goianos reclamaram de exagero por parte do árbitro Marcos André da Penha.




Logo após o cartão vermelho, o técnico Artur Neto recuou ainda mais o time anfitrião e dificultou que os paulistas entrassem na área tocando a bola, o que aconteceu apenas duas vezes na primeira etapa. Aos 29, Jean recebeu ótimo passe de Dagoberto pela direita e bateu cruzado, rente à trave. Aos 44, Ilsinho cruzou da esquerda e Carlos Alberto cortou para escanteio antes que Marlos finalizasse no centro da área.

Carpegiani mostrou-se insatisfeito com a inoperância ofensiva e apostou em Henrique na vaga de Casemiro no intervalo. Coincidência ou não, o placar foi aberto logo aos dois minutos da etapa final: Dagoberto carregou a bola entre os zagueiros na entrada da área e chutou cruzado, balançando as redes no canto direito de Harlei.

Mesmo em desvantagem, o Goiás não se lançou ao ataque e o tricolor continuou dominando. Ao contrário do primeiro tempo, as oportunidades surgiram em maior número, mas Harlei apareceu. O primeiro a parar nas mãos do arqueiro foi Henrique, em chute colocado na entrada da área. Rhodolfo arriscou de longe e também parou nas mãos do camisa 1, assim como Ilsinho, que recebeu ótimo passe de Dagoberto e foi prensado pelo rival.

Na metade do segundo tempo, os dois técnicos fizeram alterações distintas. Enquanto Carpegiani trocou a velocidade de Marlos pela cadência de Rivaldo, Artur Neto trocou de centroavante: Hugo por Guto. No entanto, quem teve a melhor chance foi o São Paulo, novamente com Ilsinho, que tentou driblar Harlei e foi novamente atrapalhado pelo goleiro.

No fim do jogo, o São Paulo trocou passes e pouco foi ameaçado, exceto por um chute cruzado de Guto que Rogério Ceni defendeu com tranquilidade. Artur Neto ainda trocou Oziel e Rafael Toloi por Robert e Valmir Lucas, mas o resultado não mudou.


Foto: Milton Trajano
Charge com Juvenal Juvêncio falando para o zagueiro Alex Silva



FICHA TÉCNICA - GOIÁS 0 x 1 SÃO PAULO

Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO)
Data: 20 de abril de 2011, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Marcos André Gomes da Penha (ES)
Assistentes: Fabiano da Silva Ramires e José Maciel Linhares (ambos do ES)
Público: 28.526 pagantes
Renda: R$ 815.610,00
Cartões Amarelos: Rafael Toloi e Felipe Amorim (Goiás); Juan e Marlos (São Paulo)
Cartão Vermelho: Felipe Amorim (Goiás)

Gols: SÃO PAULO: Dagoberto, aos dois minutos do segundo tempo.

GOIÁS: Harlei; Oziel (Robert), Ernando, Rafael Tolói (Valmir Lucas) e Marcão; Carlos Alberto, Zé Antônio, Marcelo Costa e Amaral; Felipe Amorim e Hugo (Guto). Técnico: Artur Neto

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Rhodolfo, Alex Silva, Miranda e Juan; Jean, Casemiro (Henrique), Carlinhos Paraíba e Ilsinho; Marlos (Rivaldo) e Dagoberto. Técnico: Paulo César Carpegiani

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