domingo, 17 de abril de 2011

17/04/2011 17h56 - Atualizado em 17/04/2011 17h57

Com reservas, Timão vence Santo André e encara Oeste nas quartas

Gols de Paulo André e Edno dão vitória ao Corinthians no ABC paulista. Jogo contra o time de Itápolis será no Pacaembu, em data ainda indefinida

Por Leandro Canônico São Paulo
Paulo André gol Corinthians (Foto: Ag. Estado)Paulo André comemora o gol (Foto: Ag. Estado)
No vestibular do técnico Tite, os destaques foram Paulo André e Edno. O zagueiro, que voltou a atuar depois de seis meses recuperando-se de uma lesão no joelho esquerdo, e o atacante, bastante contestado pela torcida, marcaram os gols da vitória por 2 a 0 sobre o já rebaixado Santo André, no ABC paulista.
Com 38 pontos, o Timão termina a primeira fase do Campeonato Paulista na terceira colocação e encara o Oeste na próxima etapa, em jogo único a ser realizado no estádio do Pacaembu. A data do jogo nas quartas de final será divulgada após reunião nesta segunda-feira, às 14h, na Federação Paulista.
Na partida deste domingo, o treinador do Timão optou por escalar uma equipe apenas de reservas. E deu certo. Diante de um adversário já rebaixado à segunda divisão estadual, o comandante alvinegro pode observar e testar alguns jogadores que podem ser úteis na reta final do Campeonato Paulista.
De volta, Paulo André salva
Ficou claro desde o primeiro minuto que o Santo André, já rebaixado, entrou em campo apenas para cumprir tabela. E que o Corinthians, com um time reserva, queria mostrar serviço e confundir a cabeça do técnico Tite. Com bom toque de bola, então, o Timão foi para cima do adversário e o pressionou na defesa.
Sem entrosamento, mas com qualidade no passe, a dupla de armadores, formada por Bruno César e Danilo, dominou tranquilamente o Ramalhão. Foi de um lance entre os dois, aliás, que o Corinthians criou sua primeira boa oportunidade, aos cinco minutos. Willian, no entanto, perdeu a conclusão na cara do gol.
Recuado, o Santo André não conseguia encontrar espaços para ameaçar o adversário. Chegou com perigo apenas aos sete minutos, quando Juan Felipe arrematou de fora da área e obrigou Rafael Santos a defender em dois tempos. A tentativa de reação dos donos da casa parou por aí.
Ainda na base do toque rápido de bola, o Corinthians quase abriu o marcador aos 16 minutos. O peruano Luis Ramírez tabelou com Danilo e colocou Edno em boa posição na grande área. Neneca, porém, defendeu o chute do atacante. Mas se não com os atacantes, o Timão resolveu o primeiro tempo com um zagueiro.
A assinatura do gol foi de Paulo André. Aos 21 minutos, depois de cruzamento de Willian da esquerda, o defensor fez de cabeça: 1 a 0. Recuperado de cirurgia no joelho direito, o jogador voltou a atuar neste domingo depois de seis meses de molho. Sua última partida tinha sido em outubro, pelo Campeonato Brasileiro.
A cabeça de Edno
Nada de mudanças. Santo André e Corinthians voltaram para o segundo tempo com as mesmas formações. E assim como na etapa inicial, o Timão tomou conta da partida. Com o controle do meio de campo, a equipe visitante apostou nas bolas enfiadas para os atacantes Willian e Edno.
Esse último, por sinal, teve uma chance boa de marcar um belo gol aos dez minutos, mas a desperdiçou de maneira estranha. Depois de excelente jogada de Luis Ramírez, Edno recebeu a bola na meia lua. Porém, na hora de dominar, usou a canela e perdeu a bola. O atacante ficaria cara a cara com Neneca.
Faltava ao Corinthians menos preciosismo e mais eficiência na hora da conclusão. Um lance que exemplificou bem isso ocorreu aos 18 minutos. Três jogadores (Bruno César, Danilo e Willian) tiveram a chance de mandar para o gol, mas titubearam e passaram a bola para outro jogador.
Aos poucos, o Timão diminuiu o ritmo ofensivo e deu mais espaço para o Santo André, mas a dificuldade técnica do time do ABC paulista impediu que o Corinthians sofresse uma pressão maior. Os visitantes, aliás, quase ampliaram aos 28 minutos, mas a defesa do Ramalhão travou o chute de Moacir.
Mas o Corinthians encontrou espaço para ampliar aos 43 minutos. Bruno César fez bom cruzamento da esquerda e Edno desviou de cabeça: 2 a 0. O Santo André, então, despediu-se da primeira divisão do futebol paulista perdendo, mais uma vez (foram oito durante todo o torneio). E o Timão agora se prepara para um importante jogo eliminatório pelas quartas de final.
SANTO ANDRÉ 0X2 CORINTHIANS
Neneca; Iran, Anderson, Sandoval e Dênis; Magno, Walax (Mika), Juan Felipe (Edilson) e Aloísio; Rychely e Borebi (Célio Codó). Rafael Santos; Moacir, Wallace, Paulo André e Marcelo Oliveira; Moradei, Ramírez, Danilo e Bruno César (Nenê Bonilha); Willian e Edno.
Técnico: Sandro Gaúcho. Técnico: Tite.
Gols: Paulo André, aos 21 minutos do primeiro tempo; Edno, aos 43 minutos do segundo tempo.
Público: 4252 pagantes. Renda: R$ 125.160,00.
Local: Bruno José Daniel, em Santo André (SP). Data: 17/4/2011. Árbitro: Aurélio Sant’Anna Martins. Auxiliares: Reinaldo Rodrigues dos Santos e Osny Antonio Silveira.

17/04/2011 17h57 - Atualizado em 17/04/2011 18h16

Ponte Preta vira, classifica-se em quinto, e tira Palmeiras da liderança

No Moisés Lucarelli, Macaca confirma invencibilidade contra os grandes e pega o Santos na próxima fase. Verdão fica em segundo e encara o Mirassol

Por GLOBOESPORTE.COM Campinas, SP
Claro que é importante terminar a primeira fase do Campeonato Paulista na liderança. Mas para o Palmeiras, o destino tratou de colocar o teoricamente mais fraco Mirassol em vez de Ponte Preta ou Portuguesa nas quartas de final. Neste domingo, a Ponte saiu atrás no Moisés Lucarelli, mas foi valente e conseguiu a virada por 2 a 1 sobre o Verdão, com gols de Márcio Diogo e Renatinho. Max Santos abriu o placar para o Alviverde. O resultado, somado ao empate entre São Paulo e Oeste, tiraram do Palmeiras a ponta da tabela e uma invencibilidade que já durava 15 partidas.
Com 41 pontos, o time fica empatado com o São Paulo, mas perde a liderança por ter uma vitória a menos no campeonato. Foi a primeira vez no ano em que o time de Luiz Felipe Scolari tomou dois gols no mesmo jogo. Com a segunda posição, a equipe pega o Mirassol, sétimo colocado, no próximo final de semana, no Pacaembu. As datas e horários das quartas de final serão definidas nesta segunda-feira pela Federação Paulista de Futebol.
Enquanto isso, a Ponte atingiu seu objetivo de ficar em quinto. Com 32 pontos, o time de Gílson Kleina enfrentará o Santos, na Vila Belmiro. Vale destacar que, na fase de classificação, a Macaca venceu Palmeiras, Corinthians e São Paulo, além de ter empatado com o Santos.
Pardalzinho de um lado, frango do outro
Felipão foi de time misto para o duelo. Poupou a melhor defesa do Paulistão, com Danilo e Thiago Heleno, e também deixou no banco o volante Marcos Assunção e o atacante Luan. Brecha para Leandro Amaro, Maurício Ramos, João Vitor e Max Santos mostrarem futebol ao chefe.
O “amistoso” foi de dar sono nos primeiros 20 minutos. Muito chutão para o lado oposto, faltas duras e criatividade zero no meio-campo das duas equipes. O Palmeiras, sem um armador nato, teve de recorrer a Kleber, que a todo momento recuou para buscar a bola e tentar tabelar com os companheiros. Tinga, responsável pela ligação entre meio e ataque, errou muitos passes e foi apagado.
Por conta disso, o Gladiador recebeu mais faltas do que a sua média – que já é alta. Conivente, o árbitro Sálvio Spinola pouco agiu, aparecendo apenas em um cartão amarelo dado para Josimar. O rodízio de faltas para cima do capitão palmeirense irritou o técnico Luiz Felipe Scolari, que cogitou substituir seu artilheiro ainda no primeiro tempo, para evitar um prejuízo maior.
max santos palmeiras x ponte preta (Foto: Agência Estado)Max Santos, o Pardalzinho, comemora de joelhos seu primeiro gol pelo Palmeiras (Foto: Agência Estado)
O jogo só esquentou graças à uma falha inexplicável do goleiro Bruno. Se houvesse uma cartilha de como sofrer um frango, o camisa 1 da Ponte daria exemplo. Aos 20 minutos, em chute despretensioso de Max Santos, o Pardalzinho, Bruno fez pose para encaixar a bola, mas a redonda acabou passando por baixo das pernas dele e entrou mansa, ultrapassando a linha em alguns centímetros. Sálvio Spínola titubeou, mas confirmou o lance segundos depois. Foi o primeiro gol do Pardalzinho com a camisa alviverde.
Aí, a Ponte também acordou. E o empate veio logo, aos 25 minutos. Em bom passe de Uendel pela esquerda, Márcio Diogo girou em cima de Leandro Amaro e invadiu sozinho a área, cara a cara com Deola. Foi só encher o pé e deslocar o goleiro palmeirense: 1 a 1 e o sétimo gol sofrido em 19 jogos do Verdão no campeonato. Depois do gol, mais jogadas duras e nada de advertência do árbitro. Felipão se irritou de vez.
Pressão e virada da Macaca
Assim, restou ao técnico tirar Kleber de campo. O Gladiador foi poupado das pancadas e Vinícius entrou em seu lugar. No entanto, o Palmeiras tirou o pé e jogou como se não tivesse de confirmar a liderança, já que o São Paulo perdia para o Oeste por 1 a 0. A Ponte, buscando uma melhor colocação na tabela, resolveu ir para cima.
O Verdão sofreu com a pressão do time da casa. Em uma bola mal tirada por Rivaldo, Guilherme arrematou de primeira e acertou a trave de Deola. Depois, o camisa 22 teve de fazer defesa difícil em uma bomba de Lucas. E nada de o Palmeiras atacar e levar perigo.
O castigo veio aos 30 minutos, em dois lances em estádios diferentes. Primeiro, em Mogi Mirim, Henrique empatou o jogo para o São Paulo: 1 a 1. E pouco depois, no Majestoso, foi a vez de Renatinho soltar uma bomba de fora da área e marcar o golaço da virada. A combinação tirava o Palmeiras da liderança, mas dava, em teoria, um adversário mais tranquilo na próxima fase: o Mirassol.
Estava bom para os dois lados, que passaram a trocar bolas sem muita disposição. Afinal, o que vale, mesmo, é a partir do próximo fim de semana.
ponte preta 2 x 1 palmeiras
Bruno, Eduardo Arroz, Wellington, Ferron e Uendel; Guilherme, Josimar, Lucas (Renan) e Marcio Diogo (Charles); Renatinho (Mateus) e Tiago Luís.
 
Deola, Cicinho (Luís Felipe), Maurício Ramos, Leandro Amaro e Rivaldo; Chico, João Vitor e Tinga; Max Santos(Luan), Adriano e Kleber (Vinícius).
Técnico: Gilson Kleina Técnico: Luiz Felipe Scolari
Gols: Max Santos, aos 20, Márcio Diogo, aos 25 do primeiro tempo. Renatinho, aos 30 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Josimar, Renatinho, Tiago Luís, Eduardo Arroz (PON); Rivaldo, Chico, Luan (PAL)
Estádio: Moisés Lucarelli, em Campinas (SP). Data: 17/04/2011. Árbitro: Sálvio Spínola Fagundes Filho. Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Anderson Jose de Moraes Coelho. Público: 9.956 pagantes. Renda: R$ 223.156,00.


17/04/2011 15h26 - Atualizado em 17/04/2011 15h55

Dirigente anuncia: Guiñazu renova com o Inter até 2014

Argentino foi sondado no fim do ano pelo Boca Juniors. São Paulo demonstrou interesse contratar argentino mais de uma vez

Por clicRBS Porto Alegre
Guinazu ganha a camisa 200 do Internacional (Foto: Alexandre Lops / Site Oficial do Internacional)Guinazu completou 200 jogos com a camisa do Inter
neste mês (Foto:Alexandre Lops/Site do Internacional)
A diretoria do Internacional acertou a renovação do contrato do meia Guiñazu até 2014. O anúncio foi feito pelo vice-presidente de futebol do Colorado, Roberto Siegmann, em sua página pessoal no Twitter.
- Renovei com Guina até 2014 - escreveu.
Guiñazu, 32 anos, está no Inter desde 2007. Com um estilo de jogo marcado pela grande disposição em campo, o argentino rapidamente conquistou a torcida colorada, tornando-se um ídolo. Desde a estreia, contra o Cruzeiro, em 5 de agosto de 2007, fez 202 jogos pelo clube. E marcou quatro gols.
O acordo atual de Guiñazu com o clube gaúcho terminava em 2013.
Com a camisa do Inter, foi campeão da Libertadores em 2010, da Copa Sul-Americana 2008 e bicampeão gaúcho em 2008 e 2009, entre outros títulos.
No final do ano, o Boca Juniors mostrou interesse em levar o jogador de volta ao futebol argentino. Apesar de deixar claro que jamais se recusaria a conversar com o clube de Buenos Aires, demonstrou gratidão ao Inter. O São Paulo também manifestou mais de uma vez interesse em contar com o jogador. Mas o Colorado sempre descartou liberá-lo para um outro time brasileiro.


16/04/2011 10h50 - Atualizado em 16/04/2011 10h50

Ainda emocionado com homenagens a ele e ao filho, Montillo agradece

Meia cita apoio da torcida, dos companheiros e até o cavaleiro na hora do gol

Por GLOBOESPORTE.COM Belo Horizonte
Especial Montillo (Foto: Valeska Silva / Globoesporte.com)Mesmo sem jeito, Montillo dá mamadeira a Santino
(Foto: Valeska Silva / Globoesporte.com)
A última quarta-feira foi importante para o Cruzeiro., mas não só para o time. O meia Montillo comemorou a vitória e uma conquista ainda maior fora de campo. Seu filho Santino, de um ano, passou por uma bem sucedida cirurgia cardíaca. O argentino ficou no Brasil para acompanhar a operação e viu pela TV a homenagem de seus companheiros com o 3 a 0 sobre o Estudiantes.
A vitória sobre os argentinos garantiu ao Cruzeiro o primeiro lugar geral da Libertadores. De longe, Montillo viu seus colegas entrarem em campo com uma faixa desejando força à sua família; viu na arquibancada os torcedores fazerem coro às boas vibrações; e viu a goleada sobre um rival ser dedicada à ele.
- Um dia muito importante para mim e para minha família porque com o meu filho se passou tudo bem. E também pelo time. Foi muito emocionante para mim e para a minha família ver no jogo a faixa que os jogadores levaram para campo, a faixa que havia na torcida. Para mim isso é muito importante. Nem sempre só o que eles fazem em campo é o principal, e neste caso, o que eles falaram fora foi mais importante ainda. Quarta-feira eu fiquei muito contente e muito emocionado.
Após o terceiro gol, marcado por Gilberto, o meia Montillo recebeu nova homenagem. Gilberto e Wallyson comemoram com a famosa cavalgada do argentino, reproduzindo o movimento que Montillo fez em todas as 12 vezes que balançou as redes com a camisa azul. Com muito bom humor, o craque concordou que aquele cavalo estava um pouco manco.
- Tem que praticar mais um pouco, eu acho. Mas foi muito bom. Eu falei pessoalmente com o Gilberto, com o Wallyson, acho que foi importante eles terem me dado esse presente num momento tão bom do time. Eu falei com cada um deles que entraram com a faixa também, isso é coisa que não tem preço. Eu fiquei muito contente, e eles sabem que fiquei torcendo por eles.
Quinta-feira após o jogo
O dia seguinte também foi especial para o argentino. Montillo completou 27 anos e só não teve uma festa completa porque em casa faltou o filho caçula. Santino se recupera bem no hospital, mas levará alguns dias até voltar para casa.
- Aniversário com sentimento contraditório. Aniversário bom pelo que aconteceu com meu filho quarta-feira. Mas, às vezes, quando ele não está na minha casa falta um pedaço. Então, quando ele estiver em casa vamos comemorar bem com ele, porque às vezes é difícil comemorar quando a família não está completa. Para mim é ruim. Agora é aguardar, porque daqui a dez ou onze dias ele volta e aí vamos comemorar todos juntos.


17/04/2011 17h45 - Atualizado em 17/04/2011 17h45

Oscar volta aos treinos e torna-se opção para o Inter na terça-feira

Meia recupera-se de lesão no tornozelo direito, e pode disputar posição

Por Eduardo Cecconi Porto Alegre
falcão treino internacional oscar (Foto: Site oficial )Oscar treinou com Falcão na manhã deste sábado
(Foto: Site oficial )
Na manhã deste domingo o técnico Paulo Roberto Falcão comandou treinamento no Estádio Beira-Rio para os jogadores que não atuaram na noite anterior, quando o Inter venceu o Santa Cruz por 1 a 0, pelo Campeonato Gaúcho - os titulares da partida realizaram apenas exercícios físicos. E as novidades foram as presenças dos meias Oscar e Tinga.
Embora Tinga ainda precise aprimorar a forma física, Oscar está liberado para jogar. Com isso, ele torna-se opção para Falcão formar o time que enfrenta o Emelec às 20h15m de terça-feira, no Estádio Beira-Rio, pela última rodada do Grupo 6 da Taça Libertadores.
Oscar concorre com Andrezinho, considerado um dos melhores em campo do Inter na estreia de Falcão. Ambos, entretanto, devem jogar juntos no próximo final de semana - D'Alessandro recebeu o terceiro cartão amarelo contra o Santa Cruz, e contra Juventude ou Lajeadense desfalcará o Inter na semifinal da Taça Farroupilha.

17/04/2011 08h21 - Atualizado em 17/04/2011 11h19

Falcão não quer espetáculo nem firulas no Inter sob seu comando

Técnico afirma que prefere futebol vertical, buscando o gol sem correr riscos

Por Eduardo Cecconi Porto Alegre
leandro damião  internacional x santa cruz (Foto: Lucas Uebel/VIPCOMM)Inter venceu o Santa Cruz por 1 a 0 no Beira-Rio
(Foto: Lucas Uebel/VIPCOMM)
Falcão apresentou-se ao grupo do Inter pregando ideias modernas de futebol. Se, enquanto cronista esportivo, criticava a falta de criatividade dos treinadores de forma geral, colocava-se no desafio de inovar.
Mas, para o treinador colorado, criar ou recriar não podem ser sinônimos para 'espetáculo', ou 'firula'.
Falcão não abrirá mão da objetividade, da disciplina tática, e do comprometimento defensivo na elaboração do sistema tático e da estratégia da equipe.
Foi o que se viu na vitória de 1 a 0 sobre o Santa Cruz, neste sábado, em partida que marcou a reestreia dele como técnico do clube no qual tornou-se o maior ídolo dos torcedores. No 4-4-2 em duas linhas, ele apresentou uma equipe compacta, com jogadores próximos, buscando as trocas de passes curtos e bloqueando os espaços adversários - o Inter criou 19 oportunidades, contra apenas uma.
- Falei isso na palestra. Muita gente diz que futebol é espetáculo. Não quero futebol espetáculo. Quando falo que eu quero um time mais leve, quero que eles trabalhem para que no movimento dos jogadores se veja o espetáculo. Não gosto de firula, gosto da jogada verticalizada, mais toque de bola. Não gosto de firula. Quero um futebol com marcação, com pressão, jogadas de dois ou três toques, como no lance do gol. Quero um futebol rápido, consistente, e sem correr riscos - explicou.
Foram mais de trinta minutos conversando com os jogadores antes da partida, na palestra de preparação. Falcão enfatizou aspectos táticos, para compensar o pouco tempo de trabalho - apenas quatro dias desde sua chegada. Ao final, disse que a equipe superou as expectativas.
- A palestra foi em cima daquilo que poderíamos fazer. Conversei muitas coisas com eles porque não deu tempo de treinar. Durou 32 minutos a palestra - afirmou.
Segundo o meia Andrezinho, um dos destaques da vitória do Inter, Falcão encontrou espaço na palestra para descontrair. E o próprio jogador entrou na brincadeira:
- Na preleção ele brincou, porque na semana fizemos vários treinos de bola parada, e ele disse que perto do gol ele de dez guardava nove. Eu comecei a rir e ele perguntou o que era. E eu disse que de dez eu guardo dez (risos).
Para Falcão, os treinos fechados realizados durante a semana serviram para isto: aproximá-lo mais dos jogadores.
- Fechei os treinos porque precisava criar essa relação com eles - concluiu.


17/04/2011 18h06 - Atualizado em 17/04/2011 18h20

São Paulo empata, vira líder e vai pegar a Lusa nas quartas de final

Placar de 1 a 1 com o Oeste e tropeço do Verdão diante da Ponte Preta em Campinas deixam o Tricolor na primeira colocação da primeira fase

Por GLOBOESPORTE.COM Mogi Mirim, SP
O São Paulo não ganhou, mas comemorou. O empate de 1 a 1 com o Oeste, em Mogi Mirim, e a derrota do Palmeiras para a Ponte Preta – 2 a 1 em Campinas – fizeram com que o Tricolor terminasse a primeira fase do Campeonato Paulista na liderança, com 41 pontos. Na próxima fase, o adversário dos são-paulinos será a Portuguesa. A equipe de Itápolis também se classificou e irá encarar o Corinthians nas quartas de final. Os jogos serão no fim de semana.
Já garantido no Paulistão e também visando o compromisso da quarta-feira, quando começa a disputar a fase de oitavas de final da Copa do Brasil, contra o Goiás em Goiânia, o técnico Paulo César Carpegiani optou por descansar boa parte dos seus principais jogadores e mandou a campo apenas três titulares: o goleiro Rogério Ceni, o zagueiro Rhodolfo e o meia Lucas.
CLASSIFICAÇÃO: confira como terminou a primeira fase do Campeonato Paulista
Jogando em Mogi Mirim, por causa de uma punição em decorrência de mau comportamento da sua torcida no clássico com o Corinthians na Arena Barueri, o São Paulo até começou melhor. Sob o comando de Lucas e com alguns bons momentos de Rivaldo e Wellington, o Tricolor ia criando chances. Do outro lado, o Oeste só arriscava poucas bolas de fora da área.
A primeira oportunidade clara foi num arremate de Cléber Santana que acertou a trave aos 36 minutos. Mas foi só a equipe do interior ser ameaçada para dar a resposta. Dois minutos depois, aos 38, Dionísio deu lindo passe para Reinaldo, que apareceu nas costas da defesa e chutou forte para estufar a rede de Rogério Ceni.
lucas são paulo x oeste (Foto:  Wander Roberto/VIPCOMM)Lucas foi um dos três titulares escalados diante do Oeste (Foto: Wander Roberto/VIPCOMM)
No segundo tempo, Carpegiani fez três mudanças – trocou Edson Ramos, Rivaldo e Willian José por Ilsinho, Marlos e Henrique – e conseguiu melhorar a equipe. E justamente dois dos que entraram na etapa final participaram a jogada do gol de empate. Aos 26, após jogada de Ilsinho e Lucas, a bola sobrou para Henrique deixar tudo igual.
O gol animou a torcida, mas o principal motivo de comemoração veio de Campinas. Quando o sistema de som do estádio de Mogi anunciou a virada da Ponte Preta para cima do Palmeiras, os tricolores sabiam que estavam pulando para a liderança da tabela. A essa altura, o rival da próxima fase seria o São Caetano. Mas um gol da Portuguesa no Canindé, sobre o Paulista no último minuto, colocou a Lusa no caminho dos são-paulinos.
A Federação Paulista de Futebol define nesta segunda-feira à tarde, em reunião na sua sede, as datas e os locais os jogos da próxima fase. As quartas de final e as semifinais são disputadas em jogos únicos, sem as partidas de volta, e a vantagem se resume ao mando de campo, já que igualdade nos 90 minutos leva a decisão para os pênaltis. Na quarta-feira, porém, o São Paulo tem compromisso pela Copa do Brasil, contra o Goiás, na cidade de Goiânia.
SÃO PAULO 1 x 1 OESTE
Rogério Ceni; Xandão, Rodrigo Souto e Rhodolfo; Edson Ramos (Ilsinho), Wellington, Cleber Santana, Rivaldo (Marlos) e Junior Cesar; Lucas e Willian José (Henrique) Gabriel; Dedê (Serginho), Cris, Paulo Miranda e Fernandinho, Adriano Alves, Dionísio, Márcio Passos, Marino e Roger; Reinaldo (Alex Wiliam)
Técnico: Paulo César Carpegiani Técnico: Luiz Carlos Martins
Gols: Reinaldo (O), aos 38 minutos do primeiro tempo e Henrique (SP), aos 27 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Junior Cesar, Rhodolfo e Xandão (SP)
Estádio: Romildo Gomes Ferreira, em Mogi Mirim. Público e renda: 5.550 pagantes / R$ 121.970,00  Data: 17/4/11. Árbitro: Aurélio Sant'anna Martins. Auxiliares: Reinaldo Rodrigues dos Santos e Osny Antonio Silveira
 

17/04/2011 18h01 - Atualizado em 17/04/2011 18h22

Vasco apenas empata com o Olaria, mas termina na liderança do grupo

Em jogo muito disputado em Macaé, Gigante da Colina busca resultado após começar o jogo perdendo por 2 a 0

Por Rafael Cavalieri Macaé, RJ
Já classificado para as semifinais da Taça Rio, o Vasco fez um jogo morno no Moacyrzão e apenas empatou com o Olaria em 2 a 2. Os gols foram marcados por Waldir e Felipe, para o Olaria, e Bernardo e Romulo, para o Vasco. Com o empate, já são dez jogos invictos do Gigante da Colina nesta temporada. O empate do Flamengo em Volta Redonda manteve o clube na ponta. O clube da Rua Bariri conseguiu a classificação para as semifinais.
Com a combinação de resutlado dos outros jogos da última rodada, Vasco e Olaria vão se enfrentar novamente em busca de uma vaga na final da Taça Rio. O encontro irá acontecer no próximo sábado, às 18h30m, no Engenhão.
Referência na frente faz falta ao Vasco
Leandro foi mesmo o escolhido do técnico Ricardo Gomes para substituir Alecsandro, pendurado com dois cartões amarelos. O Vasco perdeu a referência na área, mas ganhou em movimentação. Logo nos primeiros minutos a velocidade o toque de bola deram a impressão de que foi a melhor opção. Diego Souza estava mais encostado no ataque e teve boas oportunidades. A primeira surgiu justamente nesta alternância com Leandro. A outra, perto do fim do primeiro tempo, parou nas mãos do goleiro Henrique após chute fraco.
Mas o encanto não durou muito. Assim como no ano passado, quando nenhum camisa 9 típico se firmou na equipe, os velhos problemas apareceram. Apesar da intensa troca de posições na frente, o time fica mais fácil de ser marcado, já que os zagueiros conseguem sair da área e adiantar a pressão. Quando tentava jogadas pelas pontas, não havia ninguém na área para finalizar. O time buscou então alternativas. Uma das surpresas foi o zagueiro Anderson Martins. Foram três investidas no ataque sendo que duas foram muito perigosas.
Mas o Vasco não conseguiu abrir o placar. E do outro lado tinha um Olaria organizado e jogando com disposição incrível buscando a sonhada classificação para as semifinais. Certo na defesa e procurando explorar os contra-ataques, o time representava perigo constante. Até que Waldir recebeu dentro da área e, com um drible de corpo, tirou Anderson martins da jogada e bateu colocado no canto direito do goleiro Fernando Prass.
Vasco parte para cima com Bernardo, o novo xodó, e busca o empate
No segundo tempo o panorama pouco mudou. A grande diferença foi mesmo o time do Olaria. Os jogadores voltaram dispostos a matar o jogo e garantir a vaga nas semifinais. A cautela em relação ao poderio ofensivo do Vasco diminuiu e o time se lançou ao ataque. O resultado foi o segundo gol logo no início em jogada de Danilo pela direita e conclusão de Felipe, novamente sem chances de defesa para Fernando Prass.
Ciente de que seu time estava criando muito pouco, Ricardo Gomes sacou Leandro e colocou Bernardo em seu lugar. A fase do jovem de 20 anos é tão boa que os animados torcedores presentes no Moacyrzão pediam sua entrada desde o primeiro tempo e vibravam a cada toque que o camisa 31 dava na bola.
Coincidência ou não, o Vasco cresceu após a sua entrada. Sem ter de realizar qualquer tipo de troca, Diego Souza se posicionou bem avançado procurando ser a referência que tanto fez falta ao time na etapa inicial. E logo no primeiro lance, o camisa 10 recebeu de Eder Luis em jogada de velocidade e se jogou. O árbitro marcou pênalti convertido pelo xodó Bernardo. O gol esfriou a empolgação do Olaria e deu mais moral ao Vasco.
Para tentar corrigir o posicionamento, Ricardo Gomes lançou Elton no lugar de Felipe, que esteve sumido. A referência logo fez diferença e em duas oportunidades ele quase marcou, sendo uma delas após bicileta perfeita. Lances como esse intimidaram o Olaria que passou a querer segurar o resultado. Chance concreta apenas uma, milagrosamente salva por Anderson Martins. Já o Vasco se impôs e, no fim, após tanta insistência, Romulo conseguiu, de cabeça, empatar o jogo premiando a disposição do segundo tempo vascaíno.
OLARIA 2 x 2 Vasco
Henrique; Ivan, Thiago Eleutério, Rafael e Amarildo; David, Danilo, Renan Silva (Renato) e Felipe; Victor e Waldir (Boniek). Fernando Prass; Allan, Dedé, Anderson Martins e Marcio Careca; Romulo, Fellipe Bastos, Felipe (Elton) e Diego Souza; Eder Luis (Enrico) e Leandro (Bernardo).
Técnico: Roberto Fernandes Técnico: Ricardo Gomes
Gols: Waldir aos 17 minutos do primeiro tempo. Felipe aos 5 minutos, Bernardo aos 17 e Rômulo aos 46 do segundo tempo
Cartões Amarelos:  Felipe, Fellipe Bastos (Vasco) e Danilo e Renan Silva (Olaria)
Data: 17/04/2011 Local: Moacyrzão /Público: 4.619 pagantes/ Renda: R$ 64.660,00
Árbitro:Felipe Gomes da Silva auxiliado por Rodrigo Figueiredo Henrique Correa e Wendel de Paiva Gouvea.
 

17/04/2011 18h07 - Atualizado em 17/04/2011 18h23

Flu vence e enfrenta Fla na semi da Taça Rio. Antes, pega os hermanos...

Fred, de pênalti, faz o gol da vitória, quebra jejum de cinco partidas sem marcar e garante aos tricolores o primeiro lugar no Grupo B

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Bastava o empate com o Nova Iguaçu para o Fluminense assegurar vaga nas semifinais da Taça Rio. Com a cabeça na Libertadores - terá partida decisiva na quarta-feira, fora de casa, contra o Argentinos Juniors,.pela Libertadores, em que precisa da vitória e de tropeço do Nacional para passar à segunda fase -, o time até fez mais. Mesmo que de forma burocrática, poupando energias, venceu o adversário por 1 a 0, na tarde deste domingo, no Engenhão. Com os outros resultados, terminou em primeiro lugar no Grupo B. O que significa? Um Fla-Flu decisivo no próximo domingo, logo após o que promete ser uma verdadeira batalha contra os hermanos, no estádio Diego Maradona.
A torcida tricolor - pouco mais de quatro mil pagaram ingresso - sabe bem disso. Tanto que cantou no Engenhão repetidas vezes no fim do jogo musiquinha que diz: "Quarta-feira é guerra." Mas neste domingo, a partida foi bem tranquila. Fred, de pênalti, artilheiro do campeonato, fez o gol do triunfo - o seu décimo na competição - e quebrou o jejum de cinco jogos sem marcar. O Nova Iguaçu se despede em sétimo lugar do Grupo A, com 7 pontos ganhos.
Fred gol Fluminense (Foto: Photocamera)Fred bate bem o pênalti aos 28 minutos e garante a vitória tricolor por 1 a 0 (Foto: Photocamera)
Só o início é animador
Não foi um primeiro tempo encantador, que aquecesse a torcida tricolor para a semana que promete reservar grandes emoções. Mas serviu para que fosse cumprido o principal objetivo: sair na frente no marcador para administrar o resultado com tranqulidade até o fim. Os primeiros cinco minutos até que foram animadores. O time começou em ritmo bem acelerado. A ordem era garantir logo a vitória, essencial para poder poupar energia no segundo tempo. Desfalcado de Deco, suspenso -  Marquinho ocupou seu lugar -, o segredo do Flu era explorar o lado direito, seja com Conca ou Mariano. O lateral-esquerdo do Nova Iguaçu, Artur, na verdade estava improvisado na posição, o que facilitava a tarefa.
Enderson Moreira, o técnico tricolor, havia optado por Araújo no lugar de Emerson no ataque. O Sheik, que não foi ao treino de sexta-feira, perdeu a vaga. No banco, o atacante via a tal velocidade tricolor durar pouco. O Nova Iguaçu, de uniforme reserva - camisa preta com detalhes em laranja -, ficou aliviado da pressão inicial quando conseguiu uma falta num contra-ataque. O goleiro Diogo Silva viveu seu momento Rogério Ceni e fez cobrança perigosa, rente ao gol, assustando Ricardo Berna. Pouco depois, Fred respondeu em outra cobrança de falta, raspando o canto direito, no primeiro chute com perigo da equipe das Laranjeiras.
A partir daí, no entanto, a marcação da equipe da Baixada Fluminense apertou. As jogadas pelas laterais deixaram de acontecer. O técnico Zinho povoou mais o meio-campo, deixando menos espaços para Conca criar. E sem o camisa 11 inspirado, Fred e Araújo pouco recebiam para produzir.
Fred quebra jejum de gols
A Laranja da Baixada já era superior em campo quando, aos 17 minutos, após falta cobrada pela direita, o zagueiro Leonardo subiu mais que a defesa tricolor para testar firme, obrigando o goleiro Ricardo Berna a fazer boa defesa. Era a senha. Aos 20, na parada técnica, Enderson Moreira deu o alerta de que melhorar era preciso. Afinal, Botafogo e Olaria venciam suas partidas. Apesar de o empate bastar para a classificação do Flu, era bom fazer logo um gol para evitar problemas.
Fred Fluminense x Nova Iguaçu (Foto: Photocamera)Sempre bem marcado, atacante Fred quebra jejum de cinco jogos sem marcar (Foto: Photocamera)
E o time entendeu o recado. Conca se movimentou mais, Mariano voltou a atacar pela direita e centrou para Marquinho. A cabeçada foi certeira, mas o goleiro Diogo Silva fez bem a sua parte, espalmando para escanteio. Pouco depois, aos 27, Fred girou para bater dentro da área. A bola resvalou no braço de Leonardo, bem aberto. O árbitro Marcelo Venito Pacheco não teve dúvidas em marcar o pênalti. E o camisa 9, finalmente, acabou com o jejum de cinco jogos sem marcar. O artilheiro do Campeonato Carioca bateu firme, à direita de Diogo Silva, sem chances, aos 28, marcando o seu décimo gol na competição.
Após o gol, a equipe tricolor voltou a tirar o pé do acelerador.  O Nova Iguaçu, sem chances de classificação e garantido na série A carioca do ano que vem, queria apenas fechar com dignidade a sua campanha na competição. O time partiu para buscar o empate e teve duas chances. A primeira, com Luan, que soltou uma bomba de fora da área, que tirou tinta da trave de Berna. A segunda, com Artur, que dentro da área pegou uma sobra mas tocou mal, pelo alto.
Ritmo cai no segundo tempo
Pouco depois de dada a saída da segunda etapa, o segundo gol do Olaria sobre o Vasco voltou a dar o sinal amarelo ao Fluminense. Um terceiro gol do time da Bariri tiraria a liderança do Grupo B dos tricolores, o que provocaria um confronto com o Vasco - o Flamengo empatava com o Macaé pelo Grupo A. Fred chegou a estufar as redes aos três minutos, mas na hora do giro para bater segurou o zagueiro Leonardo, e a falta foi marcada. Depois, Julio Cesar veio de trás, em jogada individual, mas perdeu o ângulo e o gol.
O Vasco diminuiu o marcador contra o Olaria, o Flamengo abriu o placar contra o Macaé. No Engenhão, a partida ficava cada vez mais morna. Com o Nova Iguaçu mais cansado em campo, o Flu se limitava a tocar a bola. A melhor jogada foi numa troca de passes entre Marquinho e Fred. O atacante fez um corta-luz e recebeu na frente para bater para fora, com perigo.
Zinho mexeu no Nova Iguaçu, trocando Maicon por Vinicius. No Flu, Conca, pendurado com dois cartões amarelos, foi poupado. Saiu para a entrada de Willians. A cabeça, mais do que nunca, já estava na Libertadores. Pouco depois, entrou o barrado Emerson no lugar do apagadíssimo Araújo. O Sheik até mandou uma bola na trave. Depois, o Nova Iguaçu teve chance de empatar, que Berna evitou. A vitória estava garantida. O Fla cedia o empate, e Ronaldinho perdia pênalti no último minuto. O Vasco arrancava empate com o Olaria. Agora, da parte tricolor, é esperar pela semana de emoções.
fluminense 1 x 0 nova iguaçu
Ricardo Berna, Mariano, Gum, Edinho e Julio Cesar; Valencia, Diguinho, Marquinho (Fernando Bob) e Conca; Araújo (Emerson) e Fred. Diogo Silva, Foca, Leonardo Luiz, Alex Moraes e Artur; Amaral (Marquinhos), Luan, Lukian e Dieguinho (Nelinho); Willian Barbio e Maicon (Vinicius).
Técnico: Enderson Moreira. Técnico: Zinho.
Gols: no primeiro tempo, Fred, de pênalti, aos 28 minutos.
Cartões amarelos: Valencia e Marquinho (Fluminense).
Local: Engenhão. Data: 17/04/2011. Competição: Taça Rio. Árbitro: Marcelo Venito Pacheco. Auxiliares: Leonan Cardoso Berute e Flavio Manoel da Silva. Renda: R$ 91.230. Público: 4.148 pagantes (5.922 presentes).
 

17/04/2011 18h04 - Atualizado em 17/04/2011 18h17

Ronaldinho perde pênalti, Fla tropeça no Macaé e pega o Flu na semifinal

Rubro-Negro empata com o time do Norte Fluminense por 1 a 1 e não aproveita empate do Vasco com o Olaria. Craque vacila aos 52 do 2º tempo

Por Richard Souza Volta Redonda, RJ
Metas traçadas, mas cumpridas pela metade. O Flamengo entrou em campo na tarde deste domingo garantido nas semifinais, mas com a intenção de vencer o Macaé para ter chance de terminar a fase de classificação da Taça Rio na liderança do Grupo A e aumentar a séria invicta para 22 partidas. Faltou pouco para dar tudo certo. Faltou um gol. Um gol de Ronaldinho Gaúcho. O craque do time, vice-artilheiro da equipe na temporada, desperdiçou um pênalti aos 52 minutos da etapa final, no último lance do confronto. O empate por 1 a 1, no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, distante cerca de 120 km do Rio, deixa o Rubro-Negro com 16 pontos, na vice-liderança.

O primeiro lugar da chave esteve nas mãos do time de Vanderlei Luxemburgo, já que o Vasco empatou com o Olaria, em Macaé, por 2 a 2, e chegou a 17. Sendo assim, no cruzamento da próxima fase, o Fla enfrenta o Fluminense, no domingo. Vasco e Olaria jogam mais uma vez na outra semifinal, provavelmente no sábado.
O Flamengo volta a jogar na próxima quarta-feira, mas pela Copa do Brasil. O time começa a disputa com o Horizonte-CE nas oitavas de final da competição, às 21h50m (de Brasília), no Engenhão. O Macaé vai se preparar para a estreia na Série C do Brasileirão, em 16 de julho, contra o Marília, em casa.

Confira a classificação completa da Taça Rio

Sem gols e sem graça
Foi um Flamengo diferente daquele que o rubro-negro está habituado a ver. Vanderlei Luxemburgo mudou meio time. Por obrigação, colocou Ronaldo Angelim no lugar de David Braz, suspenso. Por cautela, preservou os pendurados Léo Moura, Welinton e Willians. Galhardo, Jean e Fierro entraram, respectivamente. O treinador também preferiu poupar Thiago Neves. O camisa 7 ficou no banco, e Darío Bottinelli ganhou uma chance no meio-campo.
Tão tímido quanto nas poucas entrevistas que concede, o argentino esteve discreto em campo. Luta não faltou, mas ainda está distante daquilo que Luxemburgo enxergou no jogador. Foi o técnico quem pediu a contratação de “El Pollo”. Escalado como atacante, Ronaldinho teve de buscar jogo para auxiliar na armação. A primeira boa oportunidade surgiu na bola parada ensaiada, logo aos seis minutos. O camisa 1 cobrou falta da entrada da área, e Jean apareceu de surpresa. A cabeçada parou no goleiro Everton, e a zaga afastou o perigo.
O Macaé adotou uma postura cautelosa. O time do Norte Fluminense procurou ficar com a bola, rondou a grande área do Flamengo e assustou duas vezes em chutes de André Gomes e Johnatan. O primeiro errou a pontaria, e o goleiro Felipe espalmou a tentativa do lateral-direito.
Ronaldinho foi o mais perigoso entre os rubro-negros. Se movimentou bem, auxiliou na marcação, acertou e errou alguns passes, e assustou em chute da entrada da área. Apesar do péssimo estado do gramado do Raulino de Oliveira, ele conseguiu fazer a bola rolar até Deivid no ataque, num lindo lançamento. Everton saiu nos pés do atacante.
O Macaé voltou a incomodar em lance polêmico. Robson chutou cruzado, e Felipe espalmou. Indignado, o goleiro partiu na direção do árbitro para reclamar que o jogo fora interrompido para atendimento médico de Danilo, do Macaé, apenas depois da conclusão do atacante. O camisa 1 acabou punido com cartão amarelo por reclamação.

- É um jogo complicado, o campo não ajuda muito, fica difícil para controlar. A maior dificuldade é encontrar o tempo de bola para acertar um bom passe – resumiu Ronaldinho, na saída de campo.

Ronaldinho, até ele, falha

O descanso de Thiago Neves durou só 45 minutos, período em que Luxa teve paciência com Bottinelli. A chance de Deivid no ataque fora interrompida com o mesmo tempo. Diego Maurício voltou do intervalo no lugar do camisa 9. Sem um homem de área, Thiago, Ronaldinho e Diego se revezaram na linha de frente com boa movimentação. Aos 57 segundos, o camisa 10 lançou Thiago na área. O toque por cobertura, com capricho, tirou o goleiro Everton da jogada, mas André Gomes salvou quase sobre a linha.
Renato tentou de longe, e Everton defendeu. Danilo respondeu da mesma forma para o Macaé, e Felipe pegou. Mais ágil e disposto em campo, o Rubro-Negro partiu em busca da vitória e fez pressão. Funcionou. Aos 12, Ronaldinho cobrou escanteio na segunda trave, e Jean cabeceou sem ângulo. André Gomes tentou salvar, mas colocou para dentro: 1 a 0. Festa para o zagueiro, que anunciou a aposentadoria para o fim de 2012. Gol para colocar o time na liderança da chave.
O Macaé empatou com Bruno Luiz, dois minutos depois, mas a arbitragem marcou impedimento. Bill e Danilo desafiaram Felipe, mas o goleiro parou ambos. Foi com um bonito chute colocado que Thiago Neves quase ampliou, aos 17. A bola bateu nas duas traves e não entrou.
Thiago fez o time jogar mais e melhor. Ronaldinho, que havia feito um bom primeiro tempo, deu algumas boas arrancadas e distribuiu bons passes. O Flamengo, no entanto, não soube definir o resultado e deu brechas. O Macaé soube encontrar o atalho. Aos 33, Robson chutou, Felipe deu rebote, e o atacante Hyantony, sem qualquer marcação, completou de cabeça para o gol vazio: 1 a 1.
Faltava força ao Rubro-Negro para reagir. O Macaé, por pouco, não conseguiu virar. Felipe fez boa defesa em chute cruzado de André Gomes. A chance de vencer, no entanto, voltou a surgir. Aos 49 minutos, o árbitro marcou pênalti de Marcos sobre Diego Maurício. Ronaldinho, como sempre, pegou a bola para cobrar. Apoio dos companheiros, apoio da torcida, 52 minutos no cronômetro. O chute, no entanto, se perdeu sobre a meta de Everton. Ele também erra. O Fla-Flu, que não ocorreu na final da Taça Guanabara por um tropeço tricolor, está marcado: domingo, 24 de abril.   
fLAMENGO 1 X 1 MACAÉ
Felipe, Galhardo (Fernando), Jean, Angelim e Rodrigo Alvim; Maldonado, Fierro, Renato e Bottinelli (Thiago Neves); Ronaldinho e Deivid (Diego Maurício). Everton, Johnatan (Marcos), Eduardo Luiz, Ciro e Bill; Gedeil, Osmar, André Gomes e Danilo; Robson e Bruno Luiz (Hyantony).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo. Técnico: Toninho Andrade.
Gols: Jean, aos 12, e Hyantony, aos 33 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Maldonado, Felipe e Fierro (Flamengo); Bruno Luiz e Marcos (Macaé).
Estádio: Raulino de Oliveira, em Volta Redonda/RJ. Data: 17/04/2011. Árbitro: Philip Georg Bennett. Auxiliares: Luiz Cláudio Regazone e Diogo Carvalho Silva. Público pagante: 3534. Público presente: 5330. Renda: R$ 61.420, 00


17/04/2011 18h00 - Atualizado em 17/04/2011 18h24

Botafogo vence o América, mas está eliminado do Campeonato Carioca

Rivais não tropeçam e impedem que Glorioso entre na zona de classificação. Clube fica fora de semifinal de turno pela primeira vez desde a TG de 2007

Por Thiago Fernandes Rio de Janeiro
O Botafogo entrou em campo, neste domingo, contra o América, sabendo que não dependia apenas de suas forças para se classificar para a semifinal da Taça Rio. O clube até fez sua parte e venceu a partida, disputada em São Januário, por 3 a 1 (com dois gols de Lucas e um de Loco Abreu, para o Botafogo. Bruno Reis descontou), mas os resultados da rodada deixaram o atual campeão carioca fora da competição. Esta é a primeira vez desde a Taça Guanabara de 2007 que o clube fica fora de uma semifinal de turno.
Com a vitória, o Botafogo foi a 14 pontos e terminou a Taça Rio em terceiro lugar do Grupo B. Fluminense, que bateu o Nova Iguaçu por 1 a 0, e Olaria, que empatou com o Vasco por 2 a 2, são os dois classificados da chave para a semifinal da Taça Rio.

Ao fim da partida, os poucos torcedores presentes ao estádio (1558) lembraram que o time alvinegro não terá tempo para remoer a eliminação. Nesta quarta, a equipe encara o Avaí, na Ressacada, pela Copa do Brasil. No primeiro jogo, as equipes empataram em 2 a 2 e, por isso, o Leão joga com a vantagem de poder empatar por 0 a 0 ou 1 a 1.

Por sua vez, o América, que foi rebaixado no Campeonato Carioca, se prepara agora para a disputa da Copa Rio, que dá vaga na Série D e na Copa do Brasil.

Sem vaias e no ataque

Ao contrário dos últimos jogos, a torcida do Botafogo começou a partida apoiando o time, sem vaiar nenhum jogador. Em campo, a equipe pressionou o América para buscar os gols necessários para sonhar com a classificação. E nem foi preciso muito esforço para conseguir balançar as redes. Mesmo sem dar nenhum chute, o Glorioso ficou em vantagem no placar logo aos 13. Somália tocou para Lucas na direita e o lateral cruzou fechado. O goleiro Paulo, do América, tentou tirar, mas mandou para dentro de seu próprio gol. Mesmo com o gol, o Botafogo seguia fora da zona de classificação, já que o Olaria também vencia o Vasco. O telão de São Januário, entretanto, não mostrava os resultados dos outros jogos.
A superioridade do Botafogo fez com que o time quase ampliasse algumas vezes o placar. Cidinho, que fez uma boa estreia no time titular, obrigou Paulo a fazer boa defesa após receber passe em profundidade, ganhar na corrida e chutar cruzado. Em outra jogada, o meia ainda tentou bater colocado, após driblar dois adversários. O chute saiu ao lado.
Jogada parecida havia feito Loco Abreu minutos antes. O uruguaio roubou a bola de um adversário, partiu para cima e iludiu dois antes de chutar para fora. O jogador também chegou perto do alvo depois de receber na entrada da área, dominar e chutar no canto. A bola passou tirando tinta do gol.
Apesar de estar rebaixado, o América mostrou espírito de luta e tentou dificultar a vida do Botafogo. Mesmo assim, o Diabo só ameaçou o goleiro Jefferson no primeiro tempo em um chute cruzado de Paulo Reis. O goleiro alvinegro, entretanto, fez boa defesa e impediu o gol de empate.

Mudanças, vitória e frustração
Apesar da vitória parcial, Caio Junior parece não ter gostado da atuação de sua equipe no primeiro tempo. No intervalo, o treinador tirou Everton e Guilherme e colocou Bruno Tiago e Lucas Zen. Lucas, apesar de ser volante, atuou improvisado na lateral-esquerda. A mudança no meio se mostrou acertada logo aos 10, quando Bruno fez boa jogada na área e tocou para Loco Abreu ampliar.
Minutos antes, o Glorioso quase ampliara, em boa trama de Lucas e Herrera na direita. O atacante recebeu na grande área e tocou para Cidinho chutar. O zagueiro Arcelino salvou em cima da linha. O meia teve outra boa chance em jogada individual, mas chutou para fora.
Longe de São Januário, o Olaria seguia vencendo o Vasco e o Fluminense derrotava o Nova Iguaçu, resultados que eliminariam o Botafogo. Mesmo assim, o time alvinegro ainda teve forças para buscar o terceiro. Lucas cobrou no ângulo falta sofrida por Bruno Tiago. Com o jogo decidido, o Botafogo diminuiu o ritmo e o América aproveitou para diminuir. Bruno Reis cobrou falta no canto esquerdo de Jefferson.

No apito final do juiz, o Glorioso não pôde comemorar a vitória. A eliminação da Taça Rio foi avisada pelas arquibancadas: "Não é mole não, Copa do Brasil agora é obrigação"

AMÉRICA 1 X 3 BOTAFOGO
Paulo Wanzeler; Michel, Alan, Arcelino e Assis; Léo Oliveira (Emerson), Leandro, Bruno Reis e Paulo Roberto; Guilherme (Ruy) e Wellington. Jefferson, Lucas, Antônio Carlos, João Filipe e Guilherme (Lucas Zen); Arévalo, Somália, Cidinho e Everton (Bruno Tiago); Herrera e Loco Abreu (Caio).
Técnico: Marcelo Buarque Técnico: Caio Junior
Gols: Lucas, aos 13 do primeiro tempo e aos 36 do segundo tempo, e Loco Abreu, aos 10 do segundo tempo para o Botafogo. Bruno Reis, aos 45 do segundo tempo, para o América.
Cartões amarelos: Guilherme (Botafogo) e Alan, Bruno Reis, Leandro e Michel (América). Cartão vermelho: Ruy (América)
Estádio: São Januário. Data: 17/4/11. Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá. Auxiliares: Ediney Guerreiro Mascarenhas e Marco Aurélio dos Santos Pessanha.
 
 









Nenhum comentário:

Postar um comentário