02/04/2011 17h37 - Atualizado em 02/04/2011 21h26
Festa para Pato, vaias para Leonardo: Milan bate Inter e fica perto da taça
Atacante marca dois gols na vitória de 3 a 0 no San Siro, pela 31ª rodada. Torcida faz faixas e mosaico para provocar técnico rival: 'Judas Interista'
Por causa de brasileiros, a torcida do Milan fez festa antes, durante e depois do clássico com o Inter de Milão neste sábado: com dois gols de Alexandre Pato, o time rubro-negro venceu por 3 a 0 no San Siro (o terceiro foi de Cassano), abriu cinco pontos de vantagem sobre o rival e ficou mais perto ainda de acabar com a hegemonia do time do "Judas" Leonardo no Campeonato Italiano.
O Milan soma 65 pontos em 31 rodadas contra 60 do vice-líder Inter, campeão nas últimas cinco temporadas. A sete rodadas do fim do Italiano, o time de Massimiliano Allegri tem boa vantagem e se preocupa apenas com o campeonato nacional e a Copa Itália, enquanto o maior rival ainda busca o bi da Liga dos Campeões (na próxima terça-feira encara o Schalke pelas quartas de final).
Alexandre Pato precisou de 45 segundos para fazer 1 a 0 para o Milan no San Siro (Foto: AP)A festa da torcida do Milan começou bem antes do jogo. No primeiro confronto com Leonardo, que já foi jogador, dirigente e técnico do clube, os rubro-negros se empenharam nas provocações. Além de faixas com ofensas ao treinador do Inter, um grupo fez um mosaico gigante no San Siro contra o brasileiro: a imagem do quadro "Última ceia", de Leonardo da Vinci, com a frase "Judas interista".
'Judas Interista': torcida do Milan pega pesado
com Leonardo (Foto: Reprodução/Twitter)Dentro de campo, quem comandou a festa do Milan foi Alexandre Pato, para alegria do sogro Silvio Berlusconi e da namorada Barbara Berlusconi, que viram a partida da tribuna. Recuperado da lesão no tornozelo que o deixou fora do amistoso da Seleção com a Escócia no último domingo, o atacante teve grande atuação e marcou dois gols, um com apenas 45 segundos do primeiro tempo. Cassano fez o terceiro, de pênalti, e ainda foi expulso já nos minutos finais da partida.
Pato formou o ataque ao lado de Robinho, que também foi bem e perdeu boas chances de marcar. Na zaga, Thiago Silva teve atuação segura no Milan. No lado do Inter, o destaque brasileiro foi o goleiro Julio César, que evitou até placar maior do rival. Nervoso, Maicon recebeu um amarelo por entrada violenta em Robinho. Thiago Motta protagoniou lance polêmico: Abbiati defendeu uma cabeçada sua, mas os jogadores do Inter reclamaram que a bola entrou.
Primeiro ataque e gol
O Milan precisou de um ataque para abrir o placar. Logo no 45º segundo de jogo, Alexandre Pato tocou para Gattuso, que rolou para Robinho na área, mas Julio César cortou. Pato aproveitou o rebote e bateu para o gol: 1 a 0.
Empurrado pela torcida rubro-negra, maioria dos 80 mil presentes, o Milan continou pressionando. Aos oito minutos, lance polêmico: Seedorf chutou cruzado, Maicon pulou para cortar e a bola bateu na mão do lateral brasileiro dentro da área, mas o árbitro não marcou pênalti.
Barbara Berlusconi, a namora de Pato: atacante fez dois gols para a alegria da amada (Foto: Reuters)O primeiro bom ataque do Inter saiu aos 18, quando Pazzini entrou na área, driblou um rival e bateu forte para bela defesa de Abbiati. Sete minutos depois, nova polêmica na área do time de Leonardo: Robinho passou por Ranocchia e caiu, mas levou cartão amarelo por tentar enganar o juiz.
Aos 36, Van Bommel arriscou de longe, a bola bateu em um zagueiro do Inter e explodiu no travessão de Julio César. Logo em seguida, a polêmica mudou de lado. Após escanteio da direita, Thiago Motta subiu bem e tocou de cabeça, mas Abbiati salvou. Para os jogadores do Inter, a bola havia entrado. Mas nem os replays da transmissão da televisão conseguiram mostrar se a bola entrou ou não.
Com um a menos, Inter não tem forças para reagir
Na etapa final, a equipe de Leonardo perdeu Chivu logo aos oito minutos: o zagueiro fez falta em Pato quando o brasileiro se preparava para invadir a área e levou cartão vermelho. Na cobrança, Thiago Silva bateu forte e obrigou Julio César a fazer grande defesa.
Eto'o teve atuação apagada e foi a imagem do
Inter de Milão no clássico (Foto: Reuters)Melhor em campo e agora com um a mais, o Milan conseguiu marcar 2 a 0 no placar aos 16: Seedorf lançou Abate pela direita da área, o lateral pegou mal na bola e bateu cruzado, mas Pato tocou de cabeça e ampliou.
Quatro minutos depois, Robinho quase deixou o dele. Após receber passe na área, o ex-santista driblou Córdoba e ficou cara a cara com Julio César, que voltou a salvar o Inter de levar mais um gol. Aos 26, o camisa 70 teve nova oportunidade: dentro da área, enganou o goleiro brasileiro com uma paradinha e chutou, mas a bola foi para fora.
Com a vitória nas mãos, Allegri tirou Robinho e depois Pato. Os brasileiros do Milan saíram sob aplausos da torcida. Sem reação do rival, o líder ainda conseguiu um pênalti aos 43, quando Zanetti derrubou Cassano. O próprio camisa 99 cobrou e fez o terceiro.
Porém, Cassano conseguiu fazer besteira mesmo com a goleada. Após o gol, levou amarelo por comemorar sem camisa. Logo sem seguida, fez uma falta e acabou levando cartão vermelho. Expulsão que não abalou a festa da torcida.
Cavani comemora: 22 gols com o Napoli (Foto: AP)O Napoli terá um duelo de seis pontos contra o Lazio mas também terá que ficar de olho no clássico entre Milan e Internazionale. Os napolitanos poderão assumir a vice-liderança do Campeonato Italiano caso o time vença a Lazio, domingo, em casa. O time de Nápoles é o atual terceiro colocado, com 59 pontos, e ainda sonha com uma vaga na próxima Liga dos Campeões. A equipe de Hernanes e companhia está na quinta posição, com 54.
Vice-artilheiro do campeonato, com 22 gols, o atacante uruguaio Edison Cavani, do Napoli, prefere que a Inter vença no San Siro.
- A equipe de Leonardo passaria a liderar a classificação, mas não abriria frente, e nós poderíamos ultrapassá-los no confronto direto - disse o jogador, lembrando do duelo da penúltima rodada, no estádio San Paolo.
Desde a década de 1980 o Napoli não tinha um ídolo como Maradona e, consequentemente, destaque internacional. Na atual temporada, o panorama parece estar mudando e Cavani tem sido alvo de comparações com o craque argentino por ser o protagonista da ótima campanha que alçou o time à terceira posição do Calcio.
- As comparações não me causam nenhum efeito. Diego é único, um jogador muito difícil de imitar, como jogador e como pessoa, então eu nunca poderia me comparar com Maradona. É um ídolo e, como as pessoas dizem aqui em Nápoles, é um Deus para esta cidade. Quero dar meu máximo para deixar uma boa marca na memória e na história de Nápoles - afirmou o atacante.
Outro confronto direto na parte de cima da tabela, na luta pela participação na próxima Liga Europa, acontecerá entre a Roma, que tem 50 pontos e está no sexto lugar, e a Juventus, sétima, com cinco pontos a menos.
O Milan soma 65 pontos em 31 rodadas contra 60 do vice-líder Inter, campeão nas últimas cinco temporadas. A sete rodadas do fim do Italiano, o time de Massimiliano Allegri tem boa vantagem e se preocupa apenas com o campeonato nacional e a Copa Itália, enquanto o maior rival ainda busca o bi da Liga dos Campeões (na próxima terça-feira encara o Schalke pelas quartas de final).
com Leonardo (Foto: Reprodução/Twitter)
Pato formou o ataque ao lado de Robinho, que também foi bem e perdeu boas chances de marcar. Na zaga, Thiago Silva teve atuação segura no Milan. No lado do Inter, o destaque brasileiro foi o goleiro Julio César, que evitou até placar maior do rival. Nervoso, Maicon recebeu um amarelo por entrada violenta em Robinho. Thiago Motta protagoniou lance polêmico: Abbiati defendeu uma cabeçada sua, mas os jogadores do Inter reclamaram que a bola entrou.
Primeiro ataque e gol
O Milan precisou de um ataque para abrir o placar. Logo no 45º segundo de jogo, Alexandre Pato tocou para Gattuso, que rolou para Robinho na área, mas Julio César cortou. Pato aproveitou o rebote e bateu para o gol: 1 a 0.
Empurrado pela torcida rubro-negra, maioria dos 80 mil presentes, o Milan continou pressionando. Aos oito minutos, lance polêmico: Seedorf chutou cruzado, Maicon pulou para cortar e a bola bateu na mão do lateral brasileiro dentro da área, mas o árbitro não marcou pênalti.
Aos 36, Van Bommel arriscou de longe, a bola bateu em um zagueiro do Inter e explodiu no travessão de Julio César. Logo em seguida, a polêmica mudou de lado. Após escanteio da direita, Thiago Motta subiu bem e tocou de cabeça, mas Abbiati salvou. Para os jogadores do Inter, a bola havia entrado. Mas nem os replays da transmissão da televisão conseguiram mostrar se a bola entrou ou não.
Com um a menos, Inter não tem forças para reagir
Na etapa final, a equipe de Leonardo perdeu Chivu logo aos oito minutos: o zagueiro fez falta em Pato quando o brasileiro se preparava para invadir a área e levou cartão vermelho. Na cobrança, Thiago Silva bateu forte e obrigou Julio César a fazer grande defesa.
Inter de Milão no clássico (Foto: Reuters)
Quatro minutos depois, Robinho quase deixou o dele. Após receber passe na área, o ex-santista driblou Córdoba e ficou cara a cara com Julio César, que voltou a salvar o Inter de levar mais um gol. Aos 26, o camisa 70 teve nova oportunidade: dentro da área, enganou o goleiro brasileiro com uma paradinha e chutou, mas a bola foi para fora.
Com a vitória nas mãos, Allegri tirou Robinho e depois Pato. Os brasileiros do Milan saíram sob aplausos da torcida. Sem reação do rival, o líder ainda conseguiu um pênalti aos 43, quando Zanetti derrubou Cassano. O próprio camisa 99 cobrou e fez o terceiro.
Porém, Cassano conseguiu fazer besteira mesmo com a goleada. Após o gol, levou amarelo por comemorar sem camisa. Logo sem seguida, fez uma falta e acabou levando cartão vermelho. Expulsão que não abalou a festa da torcida.
01/04/2011 18h01 - Atualizado em 01/04/2011 18h04
Napoli enfrenta o Lazio torcendo pelo Internazionale no clássico de Milão
Destaque napolitano, vice-artilheiro do Italiano acredita que seu time tenha capacidade para superar a equipe do técnico Leonardo na tabela
Vice-artilheiro do campeonato, com 22 gols, o atacante uruguaio Edison Cavani, do Napoli, prefere que a Inter vença no San Siro.
- A equipe de Leonardo passaria a liderar a classificação, mas não abriria frente, e nós poderíamos ultrapassá-los no confronto direto - disse o jogador, lembrando do duelo da penúltima rodada, no estádio San Paolo.
Desde a década de 1980 o Napoli não tinha um ídolo como Maradona e, consequentemente, destaque internacional. Na atual temporada, o panorama parece estar mudando e Cavani tem sido alvo de comparações com o craque argentino por ser o protagonista da ótima campanha que alçou o time à terceira posição do Calcio.
- As comparações não me causam nenhum efeito. Diego é único, um jogador muito difícil de imitar, como jogador e como pessoa, então eu nunca poderia me comparar com Maradona. É um ídolo e, como as pessoas dizem aqui em Nápoles, é um Deus para esta cidade. Quero dar meu máximo para deixar uma boa marca na memória e na história de Nápoles - afirmou o atacante.
Outro confronto direto na parte de cima da tabela, na luta pela participação na próxima Liga Europa, acontecerá entre a Roma, que tem 50 pontos e está no sexto lugar, e a Juventus, sétima, com cinco pontos a menos.
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