Jorge Henrique não joga sábado e Bruno César ganha nova chance
Atacante é poupado por conta de dores musculares e Tite volta a escalar meia como titular contra o Linense
Jorge Henrique está fora da partida do Corinthians contra o Linense, neste sábado, fora de casa. O atacante não treinou nos últimos dias e será poupado para tratar de dores musculares na coxa direita. Com isso, Tite escalará Bruno César como titular do meio campo. O meia ganha nova chance como titular depois de mais de um mês. A última vez em que foi escolhido entre os 11 jogadores iniciais aconteceu em 26 de janeiro, no primeiro jogo contra o Tolima, no Pacaembu, empate por 0 a 0.De lá para cá, Bruno César teve seu rendimento questionado publicamente pelo técnico Tite, que justificou sua saída do time alegando que ele estava atravessando "um mau momento técnico". O meia ainda desfalcou a equipe por 10 dias, se recuperando de uma lesão. Entre a partida contra o Tolima e o jogo deste sábado, Bruno César atuou apenas contra São Bernardo, Santos e Prudente, todas entrando no segundo tempo. Foram oito partidas neste período.
Com Bruno em má fase, Tite deu chance a Danilo e Ramirez, que não aproveitaram a oportunidade. Morais, que havia entrado bem nos primeiros jogos do ano, virou titular contra o Santos, há duas rodadas. Na quarta-feira Morais comentou que poderia atuar ao lado de Bruno César sem comprometer o bom momento da equipe.
Tite já esboçou o time que enfrentará o Linense e fora a saída Jorge Henrique e a entrada de Bruno César, a equipe será a mesma que venceu os dois últimos jogos contra Santos e Prudente com Júlio César; Alessandro, Wallace, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Morais e Bruno César; Dentinho e Liedson.
Foto: AE
Com Jorge Henrique poupado, Bruno César volta como titular contra o Linense
Proximidade entre Riveros e Kia faz Sanchez se afastar de acordo
Para minimizar polêmica com saída de William Machado, Corinthians abortou negociação com aliado de ex-parceiro
O receio de Andrés Sanchez de criar mais uma polêmica no Corinthians afastou o clube da contratação do volante Cristian Riveros, do Sunderland-ING. Principal motivo da discordância interna que acabou com o pedido de demissão de William Machado da gerência de futebol, o jogador paraguaio não foi contratado porque tem vínculos com Kia Joorabchian, ex-parceiro do Corinthians entre 2004 e 2006, tempos em que a MSI, sua empresa, controlou o futebol do clube.Foto: null
Kia Joorabchian faria o intermédio da negociação de Riveros com o Corinthians
O inesperado anúncio de William fez a diretoria frear as conversas com Riveros e com o Sunderland, conduzidas por Giuliano Bertolucci, empresário com bom trâmite no mercado internacional e braço direito de Kia no Brasil. Na avaliação de Andrés, contada por ele a pessoas próximas, a turbulência criada pela saída do gerente só pioraria o ambiente interno se o acordo com Riveros se concretizasse.
Na sua última entrevista coletiva que concedeu, dia 24 de fevereiro, Andrés comentou que qualquer negociação com jogadores de Kia, como Carlos Tevez, estaria descartada na sua gestão. “Enquanto estiver aqui se isso acontece vou ser preso. Apesar de não deverem nada. Vão falar que o Kia, amigo do Andrés, que está trazendo Tevez. Meu Deus do céu. Não posso fazer isso não”, comentou o presidente, em tom irônico.
Antes, em entrevista ao canal PFC, ele comentou o mesmo. “Tenho de ter cuidado porque logo falam da ligação com o Kia. Já o São Paulo tem um monte de jogador fatiado com empresário e ninguém fala nada”, disse.
Kia ainda é investigado pela justiça brasileira pelo período que geriu o departamento de futebol do Corinthians, na gestão de Alberto Dualib, quando Andrés era diretor de futebol. Na Inglaterra, onde vive, ele mantém contatos com clubes de primeira divisão e faz o intermédio de negociações com clubes da América do Sul, como aconteceria com Riveros.
O paraguaio recebe mais de R$ 180 mil na Inglaterra e viria para o Corinthians recebendo o mesmo valor. William era contra o acordo. Tite e o agora ex-gerente trabalhavam para trazer Willian Magrão, volante do Grêmio, e já tinham tudo acertado com o jogador. O clube ainda pagaria, em parcelas, R$ 3 milhões aos gaúchos. Porém, com possibilidade de trazer Riveros sem custos adicionais, a diretoria comandada por Roberto de Andrade e Duílio Monteiro Alves, abortou a negociação por Magrão, o que irritou William e o fez pedir demissão.
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As eleições de dezembro, que apontarão o futuro presidente do clube, também motivaram Sanchez e sua cúpula a abortarem a negociação com Riveros.
Ciente de que o início da temporada não foi o ideal, Sanchez acredita que precisará evitar questionamentos e polêmicas desnecessárias para apresentar seu candidato, provavelmente Mário Gobbi, ex-diretor de futebol. O anúncio de quem será o candidato da situação deve acontecer em abril.
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