terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Willian – por Diego Simão Rzatki

ter, 01/02/11
por Yule Bisetto |

E aí, bando de loucos!?
Minha querida colega de GE me incumbiu com o grato dever de tecer umas palavras sobre o nosso antigo atacante que em breve deve estar aterrissando ai na terra da garoa. Trata-se de Willian Gomes de Siqueira, ou simplesmente Willian.
Acredito piamente que o garoto tem tudo para dar certo, potencial possui. Em termos técnicos posso falar que é um atacante rápido, ágil, habilidoso, passa bem e chuta bem.
Taticamente, apesar de ser um atacante de velocidade, diferente de muitos outros do mesmo tipo possui um estilo de jogo bastante coletivo. Posiciona-se bem, e tem boa visão de jogo. E é bom destacar, incansável, sempre se entrega ao time. É um jogador com raça.
Tendo tudo isso que coloquei acima, o leitor deve estar pensando: é craque. Bom, craque não, mas muito bom sim. Mas existe um problema.
De vez enquanto o jogador simplesmente empaca na capacidade de fazer gols. Psicológico? Pode ser.
Neste ano o jogador, no Catarinense, foi artilheiro com 13 gols e eleito o melhor jogador do campeonato pela crítica esportiva daqui. Na série B também foi destaque, sendo inclusive o artilheiro do time na série B. Entretanto, no returno da série B não teve o mesmo desempenho.
Diferente do primeiro, Willian não fez tantos gols, chegou a certo período ficar mais de dez jogos sem fazer gol. Mas tenho de ser justo, foi um jogador que mesmo não fazendo gols, nunca deixou de ser útil. Como falei, tem um estilo de jogo coletivo e fez um bom número de passes que resultaram em gols.
Por fim, indo para o Timão, aquela velha questão sobre o medo de o “peso” da camisa possa incomodar o jogar merece uma observação. Vindo de um time de um time de fora do eixo o jogador poderia sentir e não jogar bem, porém, pelo que ele apresentou aqui, não acredito que tenha esse problema.
Só para elucidar é interessante observar que o atleta chegou aqui em momento conturbado da vida política do clube. Desconhecido aqui, não recebeu na chegada uma boa avaliação da critica esportiva local. Vindo do Vila Nova de Goiás e sem muito nome recebeu desconfiança das arquibancadas.
Mesmo com todo esse cenário desfavorável e jogando por um time que possui uma torcida exigente, Willian se saiu muito bem. Superou os obstáculos e deixa o Figueira como um dos ídolos do retorno do Figueirense à série A.
Por fim, basta lembrar aos desavisados ou fracos de memória que o Figueirense já repassou bons jogadores ao Timão em sua história recente: André Santos e Chicão. Estes também saíram daqui com boas passagens e continuaram bem pelas bandas dai.
Portanto, a Fiel pode receber com carinho esse jogador que por aqui não deixou a desejar. Saiu com dever cumprido e passa para uma nova fase a qual tende a ser muito boa. Tem tudo para virar ídolo ai também, mas se vai superar o lugar do Chicão no coração da Yule, ai é outra história.
Então é isso galera. Boa sorte para Willian, que faça muitos gols pelo Timão, menos contra o Figueirense.
Um abraço do Tainha
Diego Simão Rzatki é titulat do Blog do Torcedor do Figueirense no GE e colaborador do site MeuFigueira.com.br
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