Tite na corda bamba no Corinthians
- Ele é o treinador do Corinthians e eu nem cogito a saída. Tite errou como todo mundo errou e isso faz parte. É que sempre querem achar um vilão, mas elesegue como técnico do Corinthians. O Tite errou como todos erraram, não existe culpado - afirmou.
Mas Andrés terá trabalho para confirmar tal convicção nos próximos dias. Poucos minutos após o apito final do árbitro Roberto Silvera, conselheiros ligados ao mandatário não escondiam a indignação com o treinador. Na visão deles, excesso de covardia e mesmice caminharam lado a lado com Tite durante os 14 jogos. A mudança, segundo eles, seria inevitável para arejar o ambiente. De preferência, com a busca de um profissional que não faça parte do "círculo vicioso" do futebol brasileiro.
- É preciso trazer um cara novo, com visão nova. São sempre os mesmos. Um novo não pode ter nunca a primeira chance? - questionou um dos conselheiros, em bate-papo informal com a reportagem do LANCENET!.
Andrés não tem a mesma convicção dos seus parceiros. Mas também não tem a certeza inabalável demonstrada quando integrantes da principal torcida uniformizada do clube foram à sede social pedir a saida de Mano Menezes, menos de 24 horas após a queda na Libertadores do ano passado para o Flamengo. Na ocasião, o mandatário bateu de frente com os torcedores e não abriu mão do atual comandante da Seleção Brasileira.
Internamente há quem não veja necessidade da troca de treinador. Mais do que isso: acredita que, assim como não foi Mano nem Adilson Batista, o problema não está na figura do treinador.
- Vai trocar de novo? Pra quê? Não era culpa dos outros e não é culpa dele agora - garantiu uma das pessoas próximas a Andrés.
A verdade é que a pressão não ficará restrita à pessoas próximas a Andrés Sanchez. A bronca dos torcedores, que começou em redes sociais da internet na noite da última quarta-feira, aumentou com a chegada da delegação à cidade de São Paulo. Os treinos desta sexta-feira e sábado, que antecedem ao clássico contra o Palmeiras, são vistos pela diretoria com preocupação.
- Em um time grande, a pressão pelo resultado passa por todos. Também tenho uma parcela nisso. E eu assumo. Qualquer outro tipo de questionamento, é com a diretoria - afirmou o treinador, visivelmente incomodado com a situação.
Leia mais: http://www.noticiasdocorinthians.com.br/materia/44867/tite_na_corda_bamba_no_corinthians#ixzz1CwbySgp8
Elias discute com torcedor via Twitter por causa do Corinthians
Volante, que está na Espanha com o Atlético de Madri, se irrita ao ser acusado de não ser corintiano por ter 'abandonado' o clube
"Q m...! O duro é aguentar, alguns m..., mas q se f#*, aqui é Cortinthians..."
"Podem falar, criticar o time, fazer o quiserem, só não venha (sic) falar que eu abandonei, que não sou corintiano, sou mais corintiano q muitos aí."
"Galera, não me culparam, só tem um idiota que tá falando m..., mas tá tranquilo, e tamo junto, sofro junto com todos os corintianos...".
Em São Paulo, vândalos armados invadiram o CT do Corinthians e depredaram carros que estavam no estacionamento. Para evitar desgate, o grupo de jogadores não teve contato com os torcedores quando desembarcou em São Paulo.
03/02/2011 20h17 - Atualizado em 03/02/2011 20h23
Expulso, Ramírez aumenta lista de vilões do Timão em Libertadores
Peruano se junta a Guinei, Alexandre Lopes, Coelho, Roger, Kléber, Moacir e outros na triste história do Corinthians no principal torneio sul-americano
Na sua estreia no torneio sul-americano, em 1977, o Corinthians foi eliminado logo na primeira fase, mas sem vilões.
Entretanto, 14 anos depois, a queda custou caro ao zagueiro Guinei. Ele falhou em dois gols na derrota por 3 a 1 para o Boca Juniors, em Buenos Aires. Em São Paulo, já em missão complicada, voltou a errar e os times empataram por 1 a 1. Adeus, título.
Campeão da Copa do Brasil de 1995, o Corinthians chegou cheio de esperança à Libertadores do ano seguinte. Mas, quando parecia embalar, encontrou o Grêmio pela frente. Jogando em São Paulo, os gaúchos fizeram 3 a 0 e garantiram a classificação - mais tarde seriam campeões. Naquela noite, o zagueiro Alexandre Lopes errou uma cabeçada para trás e Paulo Nunes marcou. Era o fim da passagem do defensor pelo Parque São Jorge.
Libertadores de 1991(Foto: Agência Estado)
Em 2000, a história se repetiu, agora nas semifinais. Lá estava o Palmeiras de novo pela frente. O Timão venceu a primeira batalha por 4 a 3, mas perdeu a segunda por 3 a 2. E, assim, vieam os pênaltis. Todos converterem até que Marcelinho Carioca, o maior ídolo do clube nas últimas décadas, parou nas mãos de Marcos.
Já em 2003, nas oitavas, o Corinthians encarou River Plate. O Timão vencia o primeiro jogo, na Argentina, quando o lateral-esquerdo Kleber foi expulso de campo. Resultado: virada dos hermanos no Monumental de Nuñez. Não parecia ser o fim do mundo para o segundo duelo, mas o substituto na lateral esquerda, Roger, se empolgou, fez falta dura em D’Alessandro depois dos gritos de “pega, pega, pega” do técnico Geninho e também recebeu o cartão vermelho. O River venceu novamente por 2 a 1, e os paulistas ficaram com as lágrimas.
A temporada 2006 também trouxe o seu vilão. O adversário era o mesmo River Plate, outra vez nas oitavas de final, com decisão no Pacaembu. Em uma noite em que a torcida tentou invadir o gramado para agredir os jogadores, o lateral-direito Coelho, até então promissor vindo das categorias de base, marcou um gol contra de cabeça e caiu em desgraça.
Cachito Ramírez, que chegou há quase um mês, fez apenas seu segundo jogo com a camisa do Corinthians e ganhou uma expulsão bastante dolorosa ao acertar uma cotovelada em Chará, do Tolima, um minuto depois de ter pisado no campo. Tite tentou defender o atleta.
- Não vou falar sobre atletas individualmente. Não vou expor ninguém de forma pública por mais que exista pressão para isso - disse.
Mas a Fiel não costuma esquecer...
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