quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

09/02/2011 12h10 - Atualizado em 09/02/2011 13h21

Preparador pede cautela com Valdivia e vê Lincoln 'à frente'

Chileno está liberado pelo departamento médico do Palmeiras, mas ainda inspira cuidados. Já o outro meia pode retornar mais rapidamente ao time

Por GLOBOESPORTE.COM São Paulo
valdivia palmeiras (Foto: Agência Estado)Valdivia, que voltou a treinar com bola, não atua
desde  novembro (Foto: Agência Estado)
Valdivia foi liberado pelo departamento médico, voltou a treinar com bola, mas, para os preparadores físicos do Palmeiras, ainda é muito cedo para cravar uma data para um retorno aos gramados. Nesta quarta-feira, o preparador Anselmo Sbragia fez questão de frear a euforia e afirmou que precisa de mais avaliações para determinar a volta do Mago, recuperado de uma fibrose na coxa direita que o incomoda desde a temporada passada.
- Muito cuidado em relação a isso. Ele vem fazendo um trabalho, mas é diferente treinar fisicamente e entrar em trabalho com bola, que envolve várias situações, choques, movimentos de intensidade... Colocamos ele ontem (terça) à tarde para treinar com bola, mas é muito cedo para prever uma data. É uma pré-temporada que colocamos para ele - explicou Sbragia.
A preocupação com Valdivia não é sem motivo. No ano passado, os problemas na coxa foram recorrentes e fizeram com que ele passasse algumas vezes pelo departamento médico. Na última delas, após sentir dores contra o Atlético-MG, pela Copa Sul-Americana, em novembro, ele parou para o tratamento e não joga desde então.
- Estamos indo para a oitava rodada do Paulista, um campeonato com intensidade. Um atleta que não participou de jogo vai estar aquém dos demais. Nós o colocamos numa situação dessas, vai estar sempre correndo atrás e tendo um desgaste maior. Temos de saber o momento certo para dar segurança ao atleta jogar com qualidade. Pode ser que ele volte sábado, ou contra o Mogi Mirim, ou contra o Comercial do Piauí. Se eu falar uma data, estarei chutando - comentou o preparador físico.
O meia Lincoln, que tinha um edema na coxa esquerda, está mais próximo do retorno, de acordo com a avaliação do departamento.
- Tem de observar o atleta pessoalmente. O Lincoln está um pouco à frente, já está com mais intensidade, também voltou com bola. Vamos observar para colocar com cautela e segurança. Não adianta correr agora e ter problemas depois - analisou o preparador físico.



09/02/2011 13h22 - Atualizado em 09/02/2011 13h22

Rafael no banco dos réus por sua expulsão contra a Ponte Preta

Goleiro santista vai a julgamento na próxima segunda-feira e pode pegar de um a seis jogos de gancho no Paulistão

Por GLOBOESPORTE.COM Santos, SP
Rafael, goleiro Santos em treino (Foto: Divulgação / Site Oficial do Santos FC)Rafael poderá pegar até seis jogos de gancho
(Foto: Divulgação / Site Oficial do Santos FC)
O goleiro Rafael, do Santos, será julgado na próxima segunda-feira, pelo Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo, por sua expulsão durante confronto contra a Ponte Preta, disputado no dia 2 de fevereiro, em Campinas, pelo Paulistão. O camisa 1 levou o cartão vermelho ao passar uma rasteira no atacante Rômulo dentro da pequena área. O árbitro Luiz Flavio de Oliveira considerou que o jogador da Macaca faria o gol se não tivesse sido derrubado. Por isso, expulsou o santista.
A Procuradoria do TJD/SP denunciou Rafael com base no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportivo (praticar jogada violanta). O jogador alvinegro pode pegar de uma a seis partidas de gancho.
As informações são do site Justiça Desportiva.



Presidente mostra 'alívio' sem Ronaldinho e foca esforços na base

Arnaldo Tirone deseja utilizar mais jogadores revelados pelo Palmeiras, e diz que negociação frustrada com estrela acabou sendo o melhor desfecho

Por GLOBOESPORTE.COM São Paulo
Ronaldinho Gaúcho Flamengo x Boavista (Foto: Mauricio Val / VIPCOMM)Ronaldinho Gaúcho já está jogando pelo Fla
(Foto: Mauricio Val / VIPCOMM)
O novo presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, já afirmou por repetidas vezes que tem como principal meta a contenção de gastos no futebol. Por isso, acredita que a não contratação de Ronaldinho – hoje no Flamengo – pode ter sido benéfica para o clube. Nesta terça-feira, em entrevista ao programa Arena SporTV, o mandatário palmeirense admitiu que a ida do astro para o Flamengo acabou salvando o Verdão de um colapso financeiro.
- Sou de uma época em que o dirigente chegava com carro importado, jogador não tinha nem carro. Hoje em dia o dirigente chega com carro meia-boca, e o jogador entra com carro blindado. Quem ganha dinheiro hoje em dia é o jogador, merecidamente. Ele é o ator do espetáculo. A gente quer o Ronaldinho, claro. Foi uma boa contratação para o Flamengo, espero que Ronaldinho e Flamengo tenham boa sorte. Mas sinceramente achava que não era um bom momento para o Palmeiras contratar Ronaldinho, por ser uma transição política – disse o presidente.
Para os planos do Palmeiras, a negociação frustrada com Ronaldinho não foi totalmente ruim. Tirone acredita que o time já é bem montado e precisa de poucas peças para estar completo. E para ele, tais peças podem estar nas categorias de base, que são uma das plataformas do novo projeto do clube.
- Claro que não dá para fazer um time todo só com jogadores da base, mas uns três ou quatro podem ser titulares, mesclando-se com jogadores mais experientes que o clube possui. Com R$ 5 milhões dá para tocar o futebol, então precisamos baixar um pouco para chegar a essa realidade. Ainda bem que já temos um time montado – destacou o presidente.
O novo mandatário palmeirense já conversou com o técnico Luiz Felipe Scolari sobre esse assunto, e ambos estão em boa sintonia. Neste Campeonato Paulista, Felipão tem utilizado bons valores revelados pelo clube, como o atacante Patrik, que vem entrando bem ao longo dos jogos. Sem contar o lateral-esquerdo Gabriel Silva, que pode cavar uma vaga entre os titulares quando retornar da Seleção sub-20.
 



Grupo 5: adversários tradicionais não tiram o sono do favorito Santos

Colo Colo e Cerro não andam inspirados para incomodar Neymar & Cia.

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Um dos favoritos ao título deste ano não deverá encontrar muitas dificuldades neste grupo. O Santos terá pela frente o tradicional Colo Colo, que nem anda tão inspirado, além do já batido Cerro Porteño, do Paraguai, e do menos badalado Deportivo Táchira, da Venezuela. Nenhum tira o sono do técnico Adilson Batista e da torcida santista. De qualquer forma, molezinha só será se o time atender às expectativas criadas para a temporada 2011. É bom que Neymar & Cia. não durmam no ponto. Afinal, está na hora de o clube ganhar outro título internacional que não seja da era Pelé.
Palpite do blog La Pelota:"Com Elano, ao lado de Neymar e Ganso, o Santos tem tudo para ir bem longe na Libertadores. A boa campanha pode começar na fase de grupos. Há que se ter atenção ao Colo-Colo, que, embora não tenha empolgado sua apaixonada torcida, tem tradição e potencial no elenco para ser o rival mais duro. O Cerro Porteño mostrou pouco na primeira fase, e o Táchira não parece ter muito mesmo para mostrar."
1º Santos
2º Colo-Colo
3º Cerro Porteño
4º Deportivo Táchira

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neymar comemora gol do santos sobre o goiás (Foto: André Costa / Agência Estado)Neymar é canditatíssimo a ser o astro da Tala
Libertadores (Foto: André Costa / Agência Estado)
Embalado pelo reconhecimento da CBF dos seis campeonatos nacionais que foram equiparados ao Brasileiro, o Santos, agora octacampeão, quer, além da hegemonia nacional, a sul-americana. Com dois títulos da era Pelé na bagagem, sonha com o tri e se igualar ao rival São Paulo. Para isso, Adílson terá Neymar de volta do Sul-Americano sub 20 na ponta dos cascos e aguarda pela recuperação de Ganso.

O retorno de Elano e o reforço de Charles para o meio-campo fortaleceram a equipe, que anda desfalcada também de Arouca, contundido. Jonathan, para a lateral direita, Maikon Leite e Diogo, ex-Fla, para o ataque, deixaram o elenco mais poderoso ainda do que o de 2010.

Olho neles: Neymar é uma das apostas para craque não só do Santos, mas também da competição. E Ganso pode aparecer também a tempo de dividir com o companheiro as honras de destaque. É a dupla mais forte da Libertadores.

Curiosidade: em 2007, o Peixe conseguiu chegar às semifinais da competição, mas acabou eliminado pelo Grêmio, que perdeu a decisão para o Boca Juniors.
Time-base (4-4-2): Rafael, Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo: Charles, Possebon (Arouca), Elano e Robson (Ganso); Neymar e Maikon Leite (Keirrison).
Técnico: Adilson Batista

Opinião: "O Santos está no mesmo caso do Fluminense. Tem o melhor elenco do Brasil e enfrentará três clubes conhecidos, mas é melhor e deve passar para a segunda fase. O time hoje tem os maiores talentos do país, Neymar e Paulo Henrique Ganso, e esta será a primeira Libertadores deles. O Colo Colo chega sempre como um adversário a ser respeitado, mas nem tem passado da primeira fase. O Cerro Porteño, a mesma coisa. Com camisa, tradição, sempre patina. O Deportivo Táchira apresenta bons momentos, mas não o vejo como um time perigoso para o Santos."
Lédio Carmona, comentarista do SporTV (visite o blog)
luis caceres cerro porteño (Foto: EFE)Luis Cáceres, o pensador do Cerro (Foto: EFE)
Equipe que mais pontuou no país em 2010. o Cerro Porteño conseguiu superar o Deportivo Petare na Pré-Libertadores mantendo a base e conseguindo três reforços - o lateral Formica, o volante Fabbro e o atacante Lucero. O time é praticamente o que atuou contra o Vasco em amistoso no Rio de Janeiro este mês. O goleiro Diego Barreto, que esteve no Mundial da África do Sul, o meia Luis Cáceres, 22 anos, homem de criação, e o atacante argentino Roberto Nanni são os destaques. Pode brigar pela segunda vaga, mas com menos chances.
Olho nele: Luis Cáceres é o grande pensador do time e a grande esperança para conduzir o time à segunda fase.
Curiosidade: O Cerro vai para a sua 34ª Libertadores, mas jamais conseguiu faturá-la.
Time-base (4-4-2): Diego Barreto, Cesar Benítez, Mariano Uglesich, Luis Cardozo, Iván Piris, Luis Cáceres, Javier Villareal, David Mendoza, Jonathan Fabbro, Juan Lucero e Fredy Bareiro (Nanni).
Treinador: Javier Torrente

Opinião: "A equipe conseguiu classificação para o Grupo 5 após vencer o Deportivo Petare-VEN na primeira fase da competição. Com sacrifício, já que garantiu a vaga na primeira partida ao vencer por 1 a 0 em casa, a equipe mostrou que terá de trabalhar muito se quiser se classificar para a fase de mata-mata da competição. Treinado por Javier Torrente, a principal estrela da equipe é Roberto Nanni."
Vinicius Bordim, do blog Futebol Argentino e profundo conhecedor do futebol sul-americano
castillo colo colo (Foto: Divulgação/Site Oficial)Velho conhecido da torcida do Botafogo, Castillo é
muralha no Colo Colo (Foto: Divulgação/Site Oficial)
É o time que dará mais dor de cabeça para o Santos. Tem tradição e camisa, mas o fim de 2010 não foi nem um pouco o dos sonhos. A equipe liderava o Campeonato Chileno, mas o Universidad Católica reagiu, passou voando e ficou com o título. Apesar da frustração e de não ter a mesma força, o elenco conta com bons jogadores. O goleiro é um conhecido dos brasileiros: o uruguaio Castillo, ex-Botafogo. No meio-campo, a habilidade de Rodrigo Millar e Salcedo dita o ritmo para, na frente, Paredes mandar para as redes.

Olho neles: o goleiro Castillo não teve passagem brilhante pelo Botafogo, mas é cercado de expectativa de que seja a muralha da equipe chilena. Rodrigo Millar é o mais talentoso e promete aprontar.

Curiosidade: na Libertadores do ano passado, o Cacique, que não vai a uma final desde 1991, quando foi campeão, ficou na primeira fase e enfrentou um brasileiro, o Cruzeiro.
Time-base (4-2-2-2): Castillo; Ormeño, Scotti, Toto (Alayes) e Jerez; Salcedo, Millar; Fuenzalida, Jorquera; Miralles e Paredes.
Treinador: Diego Cagna.

Opinião: "O Colo Colo começa a Libertadores com muitas perguntas. O técnico Diego Cagna não conseguiu dar ainda um padrão de jogo à equipe. Em 2010, perdeu o título chileno na reta final de forma inacreditável, apesar de uma vantagem de sete pontos sobre o U. Católica. Este ano, o elenco passou por muitas mudanças. Perdeu jogadores como Arturo Sanhueza, Rodrigo Melendez e Miguel Riffo. Saiu também o colombiano Macnelly Torres. Chegaram o goleiro Juan Castillo, ex-Botafogo, e, para a zaga, Agustín Alayes, ex Newell's Old Boys, e Álvaro Orme, ex-Gimnasia y Esgrima de La Plata. Eles se juntam a uma equipe que tem, entre outros, Rodrigo Millar, convocado por Marcelo Bielsa para a Copa na África do Sul, e Andrés Scotti, zagueiro da seleção uruguaia. O Colo Colo joga com linha de quatro, com um meia, típico camisa 10, para servir os dois atacantes, Miralles e Paredes, que têm mobilidade, velocidade e definem bem."
Alfredo Martinez Cortes, do jornal "Las Últimas Notícias".
 sebastian hernandez deportivo táchira (Foto: Divulgação/Site Oficial) Sebástian Hernández é maior aposta do técnico
Jorge Luis Pinto (Foto: Divulgação/Site Oficial)
É um time bom para atuar domesticamente, no futebol venezuelano, mas não deve incomodar os adversários. Tem poucas chances de classificação para a segunda fase. Foi campeão do Apertura do ano passado e conseguiu manter a base, exceto o capitão Jorge Alberto Rojas, de 33 anos. Pelo lado direito, o lateral José Yéguez sobe bem para o ataque. No ataque, Sérgio Herrera é esperança de gols. O técnico colombiano Jorge Luis Pinto ainda espera o retorno da revelação Jackson Clavijo, que está na seleção sub-20 que disputa o Sul-Americano no Peru. Afinal, o primeiro adversário na tabela será o favorito Santos de Neymar.

Olho nele: O bom toque de bola e a diferenciada visão de jogo do meia-atacante colombiano Sebástian Hernández são o grande trunfo da equipe. O jogador é a maior aposta do técnico Jorge Luis Pinto.

Curiosidade: O time participará da Libertadores pela 13ª vez em sua história.
Time-base (4-3-1-2): Sanhouse; Chacon, rouge, Moreno, Yeguez; Fernandez, Guerrero, Parra, Hernandez Gutierrez, e Herrera.
Treinador: Jorge Luis Pinto.

Opinião: "Tem de longe o melhor plantel da Venezuela. Em sua primeira experiência à frente de uma equipe de massa, o colombiano Jorge Luis Pinto o levou ao título. O trio de ataque, formado pelos colombianos Hernández e Herrera e o chileno Gutierrez, é letal. O objetivo é passar à fase de grupos e fazer uma boa campanha na competição. Ainda que não tenha se reforçado de jogadores de renome, tem elenco suficiente para tentar igualar sua melhor participação no torneio, quando chegou às quartas de final."
Allan Hrastoviak, editor do site www.venezuelaesfutbol.com


09/02/2011 07h50 - Atualizado em 09/02/2011 09h23

Grupo 3: Flu é o favorito, mas terá pela frente clubes com camisa

Nacional tem tricampeonato da Libertadores, América já eliminou brasileiros e Argentinos Juniors, quando ganhou em 1985, passou pelo Tricolor

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
O Grupo 3 pode não ser o da morte. Mas o Fluminense não terá moleza no começo da Libertadores 2011. Apesar do favoritismo pelo melhor momento que atravessa em relação aos seus adversários, é bom lembrar que o Nacional, do Uruguai, é um dos que mais têm camisa nesta competição - ostenta um tricampeonato. O América do México é outro com tradição, e, nos últimos anos, foi algoz de dois brasileiros - Flamengo e Santos deram adeus no confronto direto em 2008. Fora isso, o Argentinos Juniors, apesar de ser o hermano mais fraco na competição, merece respeito. E ainda se prende a uma superstição. Quando ganhou a Libertadores em 1985, teve em seu grupo exatamente o Tricolor Carioca de Assis, Romerito & Cia., que havia acabado de ganhar o Brasileiro.
Palpite do blog La Pelota:"Duríssimo. Cada ponto conquistado pode ser útil, já que não há nenhuma baba no grupo. A falta de ritmo de jogo competitivo nas primeiras rodadas pode tirar o Argentinos Juniors da parada. A briga entre os outros três vai ser grande, mas o Fluminense está com mais elenco e tem bala na agulha para se dar bem. Entre um Nacional bem reforçado e um América vivendo lua de mel com o novo treinador, uma disputa dura para sair o segundo classificado. Podem pesar o interesse no torneio e a tradição."
1º Fluminense
2º Nacional
3º América
4º Argentinos Juniors
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Conca Fluminense x Botafogo (Foto: Photocamera)Conca é candidato a craque da Libertadores: Flu
conta com meia argentino (Foto: Photocamera)
Há muito o torcedor tricolor não começa a Libertadores tão otimista. Dividindo o favoritismo com o Santos de Neymar e Ganso, o tricampeão brasileiro confia nos pés do craque Conca e na cabeça do comandante Muricy Ramalho para, enfim, realizar o sonho que virou pesadelo na final da competição em 2008, quando a LDU levou a taça nos pênaltis num Maracanã que não será mais o palco principal da campanha tricolor. A pressão será no Engenhão, tal como na reta final do Brasileirão 2010. Pode ser que, para uma competição internacional desse porte, o time sinta um pouco a diferença.

Na Libertadores, o Flu amargou um vice em 2008, Muricy, que disputou quatro Libertadores seguidas pelo São Paulo, também bateu na trave em 2006, na final contra o Inter. Os dois, juntos, têm motivos de sobra para desta vez não deixar o título escapar. Com um elenco com peças de reposição, a boa notícia é que Fred está num começo de temporada como há muito não se via. Mas Deco e Emerson vãoi ficar fora de combate no começo. Sorte é que Souza chegou e promete, com sua experiência, ser muito útil. Rafael Moura, o He-Man, Edinho, Araújo e o goleiro Diego Cavallieri também se juntam ao elenco para dar mais força. Na estreia, nesta quarta, o time não terá Fred, suspenso.

Olho neles: craque do Brasileirão 2010, Conca, recém-operado do joelho, tem tudo para voar em 2011 e fazer a diferença. Ainda mais na boa companhia de Fred, que tem mostrado no Campeonato Carioca estar bem melhor fisicamente do que no ano passado.

Curiosidade: nos últimos quatro anos, o Tricolor tem chegado bem em competições importantes. Em 2007, conquistou a Copa do Brasil; em 2008 e 2009, foi vice da Libertadores e da Sul-Americana. E no ano passado, ganhou o Brasileirão.
Time-base: Diego Cavallieri, Mariano, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho (Valencia), Diguinho, Souza (Deco) e Conca; Fred e Rafael Moura (Emerson).

Opinião: "A chave tricolor tem um forte, que é o Fluminense, e três conhecidos. Só que o América do México acabou de demitir o técnico. Não se pode apostar muito nele, apesar da tradição e da pressão que provoca nos adversários quando joga no México, diante da sua torcida. O Nacional do Uruguai tem feito boas Libertadores, mas não costuma se dar bem com clubes brasileiros. O Argentinos Juniors se classificou para a Libertadores mas não está num bom momento. Tudo isso, além do fato de o Flu ter o melhor elenco do Brasil, ao lado do Santos, faz dele um favorito. Acho que vai se classificar."
Lédio Carmona, comentarista do SporTV (visite o blog)
Rosinei jogador do América-MEX Guia da Libertadores (Foto: Getty Images)Ex-corintiano Rosinei ditará ritmo do América-MEX
na competição sul-americana (Foto: Getty Images)
Apesar do péssimo começo de ano no Clausura - 2º turno do Campeonato Mexicano de 2011 -, que causou a demissão do treinador Manuel Lapuente, não se pode subestimar o América. O clube tem tradição, costuma crescer nas adversidades e conta com bons jogadores, que precisam recuperar a forma física e técnica. É o caso dos meias Pardo e Rosinei, brasileiro, ex-Corinthians. Os dois se recuperam de lesão. Além disso, é osso duro de roer em casa, no estádio Azteca.

A ordem é tentar superar a campanha de 2002, quando chegou às semifinais e foi eliminado pelo brasileiro São Caetano. Seis anos depois, com o carrasco Cabañas em forma, a vingança foi em cima de Flamengo e Santos.

Olho neles: em forma, Rosinei e Pardo ditam o ritmo do time com bom toque de bola. Mas a maior esperança é Olivera, habilidoso meia, que promete ser o grande garçom dos atacantes Vuoso e Daniel Márquez.

Curiosidade: ídolo da torcida, o atacante Cabañas, grande algoz de Fla e Santos em 2008, que resistiu a um atentado no qual foi baleado na cabeça, deixou o clube em meio a uma briga judicial, cobrando dívidas.
Time-base (4-3-1-2): Ochoa; Layún, Valenzuela, Mosquera, Rojas; Reyna, Pardo, Olivera; Montenegro; Vuoso, Sánchez.
Treinador: Carlos Reinoso
Opinião: "É a equipe mais cara da Libertadores, com exceção dos grandes brasileiros. Acumula várias temporadas de maus resultados. Há algumas semanas o técnico Carlos Reinoso - uma glória do clube - assumiu o cargo e os "Águias parecem ter recuperado a mística e a capacidade ofensiva. No estádio Azteca, podem sempre ser um adversário complicado. Vicente Vuoso voltou a fazer gols e é muito perigoso na área. Se Vicente Sánchez e Daniel Montenegro conseguirem municiar o companheiro de ataque, o América será novamente um time enjoado, o que foi na última Libertadores que disputou. O rival a ser vencido no grupo é o Fluminense. Mas os americanos, em princípio, competirão pelo segundo lugar com o Nacional.
Ariel Judas, da Rádio Marca, do Marca.com
mercier argentino juniors guia libertadores (Foto: AFP)Sem Ortigoza, Mercier é a estrela do Argentinos
Juniors, que voltará à competição (Foto: AFP)
Campeão do Clausura no primeiro semestre de 2010, o clube, que já revelou Maradona e Redondo para o mundo, é, dos argentinos, o com menos chances de ficar com o título este ano. A equipe está enfraquecida, ainda mais com a recente saída do apoiador Nestor Ortigoza, para o San Lorenzo, e perdeu um pouco o embalo. Mas, se não figura entre os favoritos ao título, também não é uma presa fácil. O time tem bom toque de bola e conta com alguns talentos individuais. Além disso, o clube já deu a volta olímpica, em 1985.
Olho nele: sem Ortigoza, o técnico Pedro Troglio conta com Mercier, queridinho de Maradona, para manter o bom equilíbrio no meio-campo.
Curiosidade: uma coincidência anima os argentinos e preocupa os tricolores: o time voltou a conquistar o Argentino 26 anos depois, mesmo caso do Fluminense. E, em 1985, quando estiveram juntos na Libertadores, os hermanos foram campeões...
Time-base (3-4-1-2): Navarro, Sabia, Torrén, Gentiletti; Prósteri, Ortigoza, Mercier, Escudero; Sánchez Prette; Niell e Salcedo (ou Vargas).
Treinador: Pedro Troglio

Opinião: "O clube do bairro La Paternal, que fica em Buenos Aires, conquistou a Libertadores de 1985 e volta à competição para integrar o 'grupo da morte'. O ponto forte da equipe dirigida pelo técnico Pedro Troglio está na solidez do meio-campo e no bom contra-ataque. Niell desequilibra com sua velocidade no ataque. O time é bom quando joga em seu estádio, de dimensões reduzidas. Para passar da primeira fase contra América do México, Nacional e Fluminense, sonha conquistar os nove pontos que disputará em casa. Já como visitante, não mostra o mesmo nível de jogo."
Elias Perugino, da revista 'El Gráfico'.

Blog Futebol Argentino: veja como chega cada clube nesta Libertadores 2011
No papel, esse parece o adversário mais difícil do Fluminense no Grupo 3. Sob o comando de Juán Ramón Carrasco, que assumiu o time em outubro, o Nacional deu uma bela arrancada final no Campeonato Uruguaio e ficou com o vice. A maior virtude do técnico foi armar um time ofensivo, mas sem deixar buracos na defesa. Ídolo do clube nos tempos de jogador, ganhou dois reforços brasileiros: o volante Anderson Silva, ex-Racing Santander e Málaga, da Espanha, e o lateral-esquerdo Carlão, ex-Coritiba. O técnico conta também com o retorno, nem que seja na segunda fase, do meia argentino Gallardo, que se recupera de contusão. E com a força da camisa para fazer o clube, tricampeão da Libertadores, a voltar a uma final, o que não acontece desde o último título, em 1988.

Olho neles: Robert Flores é o homem de criação do Nacional. Dos seus pés saem as melhores jogadas. Mas é bom ficar de olho também num velho conhecido dos brasileiros: o atacante Peralta, que jogou no Flamengo em 2006 e participou da conquista da Copa do Brasil, parece que está agora com a cabeça de lugar. Habilidoso, pode fazer a diferença.

Curiosidade: nos três anos em que o Nacional conquistou a Libertadores (1971-1980-1988) não decepcionou no fim da temporada: sagrou-se também campeão mundial interclubes.
Time-base (3-3-1-3): Muñoz, Marques, Lembo e Coates; Pereyra, Píriz e Cabrera; Flores; Viudez, García e Peralta.
Treinador: Juan Ramón Carrasco.

Opinião: "Com a chegada de Juan Ramón Carrasco para o comando técnico, o time se candidata a ir muito longe na Libertadores. Ele é um treinador que aposta num futebol ofensivo, com sistema tático 3-3-1-3 ou o 4-3-3. Ou seja: privilegia sempre o esquema com três jogadores no ataque. Até agora, prevaleceu um bom desempenho coletivo. O time caiu num grupo difícil, com América do México, Fluminense e Argentinos Juniors. Conseguir a classificação na fase de grupos é um desafio... mas o Nacional pode ir muito longe."
Daniel Rosa, do jornal "El Pais"




09/02/2011 07h50 - Atualizado em 09/02/2011 08h47

Grupo 6: para chegar ao tri, Inter aposta em quarteto argentino

Bolatti e Cavenaghi se juntam e Guiñazu e D'Alessandro no Colorado, que terá pela frente Emelec, Jaguares e Jorge Wilstermann

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Um grupo que tem Emelec, do Equador, Jaguares, do México, e Jorge Willstermann, da Bolívia, está longe de tirar o sono do técnico Celso Roth, do Internacional. O atual campeão da Libertadores não deverá ter problemas para passar à segunda fase e seguir na luta pelo tricampeonato. O problema é que, depois da tragédia com o Mazembe nas semifinais do Mundial de Clubes no fim de 2010, todo cuidado é pouco. Por isso, o clube tratou de se reforçar: os argentinos Bolatti e Cavenaghi e o atacante Zé Roberto dão mais força à equipe. Briga boa mesmo será pela segunda vaga, entre Emelec e Jaguares.
Palpite do blog La Pelota:"Grupo bom para o atual campeão mostrar autoridade no caminho para o tri. Pode fazer um Gre-Nal disputando quem soma mais pontos na fase de grupos e leva a vantagem de decidir em casa na hora que a briga esquentar. O Jaguares pode atrapalhar, mas para isso vai precisar ter o time inteiro, sem tantas lesões. Desfalcado, dá espaço para o Emelec sonhar com o mata-mata."
1º Internacional
2º Jaguares
3º  Emelec
4º Jorge Wilstermann

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roberto brum e d'alessandro, internacional x santos (Foto: Lucas Uebel / VIPCOMM)D'Alessandro promete fazer um ano impecável pelo
Internacional (Foto: Lucas Uebel / VIPCOMM)
Um tricampeonato no curto período de seis anos dará ao Colorado a hegemonia sul-americana ao lado do São Paulo e apagará a decepção pela eliminação no Mundial para o modesto Mazembe. Para realizar esse sonho, a diretoria deixou o time B disputando o Gaúcho e contratou o volante Bollatti, que estava na Fiorentina, e o atacante Cavenaghi, ex-Mallorca, da Espanha. Os dois argentinos se juntarão a D'Alessandro e Guiñazu para formar um quarteto hermano que promete dar alegrias.

Cavenaghi leva vantagem por já ter feito dupla com D'Ale no River Plate. Mas a diretoria contratou ainda Zé Roberto, que deixou o Vasco para disputar a Libertadores com chance de conquistar o título. O time ainda contará com a força de Tinga e a estrela de Rafael Sóbis, importante no bicampeonato. Detalhe: o arquirrival, o Grêmio, também está na disputa pelo tri. Por isso, a sede de continuar mandando nas América vai aumentar.

Olho neles: D'Alessandro promete fazer um ano impecável e conduzir a equipe colorada ao tri. Rafael Sóbis é uma espécie de amuleto e pode ser decisivo.

Curiosidade: não há empecilho para os quatro argentinos jogarem juntos a Libertadores. Na Libertadores, não há limites de estrangeiros. Mas no Brasileirão e nos regionais, só três podem atuar.
Time-base (4-3-2-1): Lauro, Nei, Bolivar, Sorondo (ou Rodrigo) e Kleber; Bolatti, Tinga e Guinazu; D'Alessandro e Zé Roberto (ou Sóbis); Cavenaghi.
Treinador: Celso Roth.

Opinião: "O Inter é copeiro como o Grêmio. Pegou também uma chave mais fácil, que dará tempo de arrumar o time para a segunda fase. Tudo bem que ainda vai pegar uma altitude na Bolívia, contra o Jorge Wilstermann, ainda se recupera do trauma do Mazembe no Mundial de Clubes e terá de entrosar os novos contratados, o Zé Roberto, o Bolatti e o Cavenaghi. Mesmo assim, sem entrosamento, acho que ainda passa tranquilo no seu grupo. Não vejo Emelec e Jaguares criando problemas sérios. O pós-Mazembe é a grande expectativa para a sequência do time. E pela experiência, não descarto a possibilidade de o Colorado ganhar essa Libertadores. A camisa tem tradição, o adversário respeita, faz cerimônia. Isso é importante. E Rafael Sóbis terá a grande chance de se consolidar como um grande jogador."

Time-base (4-3-2-1): Lauro, Nei, Bolivar, Sorondo (ou Rodrigo) e Kleber; Bolatti, Tinga e Guinazu; D'Alessandro e Zé Roberto (ou Sóbis); Cavenaghi.
Treinador: Celso Roth.

carlos quinones emelec (Foto: AFP)Carlos Quiñones é um lateral-direito que atua
como meia na equipe do Emelec (Foto: AFP)
A maior atração do time equatoriano não estará no campo, mas sim no banco de reservas. A contratação do técnico argentino Omar Asad, que conduziu o modesto Godoy Cruz à boa campanha no Campeonato Argentino e à classificação para a Libertadores, encheu os dirigentes e a torcida de otimismo. Aos 39 anos, o técnico tem experiência na competição também como jogador: foi campeão pelo Vélez Sarsfield. O "Elétrico", como o Emelec é conhecido, não se reforçou muito, mas pelo menos manteve a base de 2010. Pode brigar pela segunda vaga.

Olho nele: quem inspira cuidados dos adversários é o lateral-direito Carlos Quiñones, que atua um pouco como meia nos seus avanços, em que cria boas jogadas ofensivas.

Curiosidade: a origem do nome do clube vem da sigla formada pela Empresa Eléctrica del Ecuador, a conhecida Emelec. Alguns dos empregados da empresa fundaram, em 1929, o Club Sport Emelec.
Time-base: Javier Klimowicz; Carlos Quiñónez, Gabriel Achilier, José Luis Quiñónez, Oscar Baguí; Pedro Quiñónez, David Quiroz, Édison Méndez, Ángel Mena; Dennys Hurtado e C. Menéndez.
Treinador: Omar Asad
Opinião: "Campeã do primeiro turno do Campeonato Equatoriano no início de 2010, a equipe perdeu o título para a LDU no fim do ano e um de seus principais jogadores para o futebol mexicano, o artilheiro Jaime Ayoví. Apesar disso, contratou o treinador argentino Omar Asad, um dos melhores de 2010 na Argentina. Ademais, o clube contratou Edison Méndez, equatoriano que se destacou na LDU e estava no Atlético Mineiro, e manteve José Luís Quiñonez, ídolo de sua torcida. No mesmo grupo de um dos favoritos ao título, o Internacional, deve brigar pela segunda vaga com o Jaguares do México."
Vinicius Bordim, do blog Futebol Argentino e profundo conhecedor do futebol sul-americano.

damian manso jaguares méxico (Foto: Divulgação/Site Oficial)Damian Manso foi campeão da Libertadores em
2009 pela LDU (Foto: Divulgação/Site Oficial)
Estreante em Libertadores, o Jaguares de Chiapas, do México, obteve a vaga na Pré pela pontuação do Apertura 2010. Campeão e vice do nacional vão para a Conca Champions, da Concacaf, que classifica para o Mundial de Clubes, e os dois mais bem pontuados entram direto na disputa da Libertadores. Na Pré, o time superou bem o Alianza, de Lima, e promete disputar a segunda vaga. O problema é que, como a campanha no Mexicano 2011 não anda boa, o time dividirá as atenções.

Olho neles: o time perdeu o meia brasileiro Danilinho, negociado para o Tigres, mas ganhou o experiente Manso, campeão continental em 2009 pela LDU. O argentino tem tudo para fazer boa dupla com o colombiano Jackson Martínez, cobiçado pelo River Plate.

Curiosidade: o Jaguares de Chiapas é o clube mais jovem desta Libertadores: foi criado em junho de 2002. Portanto, parte para os nove anos de existência.
Time-base: (5-3-2): Villalpando (Villaseñor); Valdez, Fuentes, Martínez, Serrano, Rojas; Hernández, Esqueda, Rodríguez; Manso e J. Martínez (Pedroza).
Técnico: José Guadalupe Cruz.
Opinião: "É uma equipe mexicana que talvez não considere a Libertadores sua prioridade. Começou o Torneio Clausura cercado de dúvidas, mas tem jogado bem e superou com tranquilidade o Alianza Lima na fase prévia da Libertadores. O técnico José Guadalupe Cruz é ofensivo, um discípulo de Ricardo La Volpe. A equipe de Chiapas tem bons jogadores. Destacam-se o uruguaio Jorge "Japo" Rodríguez, o meia-atacante argentino Damián Manso (campeão em 2008 pela LDU) e Jackson Martínez, um atacante colombiano espetacular, com muita força física. Durante sua ausência foi bem substituído por "Rooney" Pedroza, fundamental nas partidas contra a equipe peruana. O time mexicano pode ter problemas com o Emelec, que seguramente aspira a ser o acompanhante do Internacional nas vagas para a segunda fase."
Ariel Judas, da Rádio Marca, do Marca.com



Marcelo Neveleff Wilstermann (Foto: Site Oficial do Clube)Marcelo Nevelef (E) terá de remontar o  Wilstermann
para a competição (Foto: Site Oficial do Clube)

A favor do time boliviano, sempre a tão temida altitude de Cochabamba. É bom lembrar que até o Flamengo de Zico, Júnior, Leandro, Adílio & Cia., que conquistou o título de 1981, teve dificuldades para sair de lá com a magra vitória por 1 a 0. Mas este ano o clube será uma zebra e tanto, pois conseguiu a façanha de, no mesmo ano de ser campeão no primeiro semestre, acabar rebaixado no segundo. Portanto, a prioridade será voltar à primeira divisão boliviana. Além disso, o time está todo remodelado.

Olho nele: com tantas mudanças no elenco, cabe ao técnico argentino Marcelo Nevelef, que trocou o Miami F.C. pelo Jorge Wilstermann, entrosar a equipe a tempo para a disputa da Libertadores e a volta à primeira divisão. Não será nada fácil.

Curiosidade: dois brasileiros ilustres vestiram a camisa do Jorge Wilstermann: o atacante Jairzinho, o Furacão da Copa de 1970, atuou por lá entre 1980 e 1981: e Túlio Maravilha, outro ex-Botafogo, esteve no clube boliviano em 2004.
Time-base (4-4-2): Mauro Machado, Euzebio Neto, Juan Brown, Juccelio Domisati e Luis Zapata; Nicolás Mosquera, Ramiro Rodríguez, Cristian Machado e Juan Carlos Ojeda; Ezequiel Abregú e Fabio Mineiro.
Treinador: Marcelo Neveleff.

Opinião: "No ano passado, o clube ganhou o primeiro torneio da Liga Boliviana, o Apertura, e assegurou a classificação para a Libertadores. Mas o elenco tinha deficiências e ainda sofreu com baixas no resto da temporada, o que lhe custou o rebaixamento. Para participar da Libertadores, foi entregue a uma empresa argentina, que está formando um plantel mais sólido para a competição. Até o momento, já haviam chegado 17 jogadores estrangeiros e 12 bolivianos. O novo time só jogou duas partidas, e contra equipes menores."
Ramiro Silles, editor do "La Razón"












09/02/2011 07h50 - Atualizado em 09/02/2011 08h44

Grupo 2: dos times brasileiros, Grêmio tem o caminho mais fácil

Tricolor Gaúcho sai da Pré para pegar Junior, Oriente Petrolero e León

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Obrigado a disputar a Pré-Libertadores, o Grêmio fez a lição de casa ao bater o modesto Liverpool uruguaio. Agora, vejam só, é o clube brasileiro com caminho mais fácil para se classificar para a segunda fase. Terá dois adversários teoricamente mais fáceis - o boliviano Oriente Petrolero e o peruano León de Huánuco - e um mediano - o colombiano Junior Barranquilla, que deve ser o segundo classificado do grupo. De volta à competição, agora como treinador, Renato Gaúcho, herói da conquista de 1983, sonha escrever nova história.
Palpite do blog La Pelota:
"Pela camisa, pela torcida e pelo time, o Grêmio tem tudo para nadar de braçada neste grupo. O jogo em Barranquilla, contra o Junior, deve ser o mais chato da primeira fase. Contra León e Petrolero, dá para pensar em somar seis pontos, que podem ser importantes para ser o melhor classificado da primeira fase. Os colombianos devem ficar com a segunda vaga."
1º Grêmio
2º Junior
3º León de Huánuco
4º Oriente Petrolero
Concorda com a análise? Dê a sua opinião
Douglas do Grêmio em jogo contra o  São Paulo (Foto: Vipcomm)Habilidoso e raçudo, meia Douglas tem a cara do
Grêmio e tem tudo para brilhar (Foto: Vipcomm)
O clube tenta se curar da ressaca por perder Ronaldinho Gaúcho para o Flamengo e da recente saída do atacante Jonas. André Lima, apesar do inacreditável gol perdido na Pré, marcou o seu e garantiu a classificação e se candidata a novo ídolo. A camisa 7 ficou com Vinicius Pacheco, que promete empenho para fazer sucesso.
Rodolfo chega para a zaga, e Carlos Alberto e o argentino Damián Escudero para o meio-campo. Com Renato Gaúcho, herói da primeira conquista da Libertadores de 1983, de volta à competição como treinador, a torcida sabe que o time atual não é técnico como aquele...

Mas, com Victor, goleiro de Seleção Brasileira, no gol, uma zaga e meio-campo consistentes, sob a proteção de Fábio Rochemback, o time pode se inspirar no bi aguerrido de 2005, sob o comando de Felipão, para chegar ao tri e se igualar ao São Paulo na hegemonia em títulos de clubes brasileiros. E com o grande rival, o Inter, também na disputa, a conquista seria ainda mais gostosa...

Olho nele: meia habilidoso e raçudo, Douglas tem a cara do Grêmio e condições para comandá-lo dentro de campo na campanha pelo tri.
Curiosidade: em 2009, quando foi semifinalista, o Grêmio foi eliminado por outro clube brasileiro, o Cruzeiro, que também estará na Libertadores 2011.
Time-base (4-4-2): Victor, Gabriel, Paulão, Rodolfo e Gilson; Fabio Rochemback, Adilson, Lúcio e Douglas, Viçosa e André Lima.
Treinador: Renato Gaúcho.
Opinião: "O time do Grêmio, no papel, é razoável. Nem por isso dá para dizer que não possa ser campeão. Em 2007, tinha mais ou menos o mesmo nível e conseguiu ir à final. O clube é copeiro. A tradição pode levá-lo à frente para o título. Além disso, ao contrário dos outros brasileiros, está voltado apenas para a Libertadores. Tem, inclusive, usado time reserva no Campeonato Gaúcho. Vai poder respirar bem na primeira fase Júnior Barranquilla, Oriente Petrolero e Léon de Huánuco não oferecem perigo. O grupo será um bom laboratório para armar o time, que precisa de mais um atacante, para repor a saída do Jonas a preço de banana. Não dá para jogar só com o André Lima na frente."
Lédio Carmona, comentarista do SporTV
(visite o blog)
Junior Barranquilla   Giovanni Hernandez guia da libertadores (Foto: Reprodução)Giovanni Hernandéz é meia, capitão e ídolo do Junior
Barranquilla (Foto: Reprodução)
O clube colombiano disputará sua décima Libertadores embalado por bons desempenhos nos últimos dois anos - ganhou o primeiro semestre em 2010 e terminou como vice no segundo. O time está longe de ser brilhante, mas é o que tem mais chances de incomodar o Grêmio e levar a outra vaga. Contratado recentemente, o técnico Oscar Héctor Quintabani, ex-goleiro do River Plate, recebeu cinco reforços que pediu, especialmente o goleiro Viera, uruguaio de 27 anos, que estava no Villarreal. da Espanha, e tem tudo para ser um dos destaques dos Tubarões, como são conhecidos.
Olho nele: Giovanni Hernandéz, meia e capitão do time e um dos ídolos da torcida, é habilidoso e acabou de renovar contrato. Motivação não falta.
Curiosidade: o goleiro Viera, recém-contratado, é da turma de Chilavert e Rogério Ceni: gosta de bater faltas e pênaltis.
Time-base (4-3-1-2): Sebastián Viera, Sergio Otálvaro, Anselmo de Almeida, John Valencia e Juan David Valencia; José Amaya, John Viáfara e Luis Carlos Ruiz; Giovanni Hernández; Carlos Bacca e Luis Páez.
Treinador: Óscar Héctor Quintabani.
Opinião: "Após ter sido eliminado da Libertadores em 2010, na primeira fase, pelo Racing do Uruguai, o clube de Barranquilla fez nove contratações para poder chegar o mais longe possível na competição este ano. Conservou no elenco o brilhante Giovanni Gutiérrez, e baseado nele espera apresentar um jogo vistoso e convincente. Contratou Luis Páez, goleador da Série B na Colômbia. Além disso, conta com um novo treinador, Óscar Héctor Quintabani. Seu ponto forte para obter a vaga será a força do time quando tem o mando de campo."
Leonardo Duque, do site Futbolred.com

arce oriente petrolero guia da libertadores (Foto: AFP)Atacante Arce, ex-Corinthians, é uma boa opção para
o Oriente Petrolero, da Bolívia (Foto: AFP)
A chave é até das mais fáceis, mas dificilmente o Oriente Petrolero repetirá sua melhor campanha na Libertadores, quando conseguiu chegar às quartas de final em 1988, eliminando times como Olimpia, do Paraguai, e Colo Colo, do Chile - saiu nos pênaltis em duelo com o América de Cáli. O time, campeão boliviano de 2010, não terá sequer a vantagem de jogar na altitude. O atacante Arce, ex-Corinthians, é uma das estrelas do elenco, que teve a base mantida e ganhou reforços como do meia hermano Marcelo Aguirre. Conhecido como "La Pulga", ele está de volta, após fiasco no futebol argentino, quando sequer teve chances no Rosario Central.
O técnico argentino Ariel Cuffaro Russo, que sonha com classificação, logo ao chegar, teve vários pedidos atendidos: a renovação do contrato do seu compatriota, o zagueiro Schiaparelli, e do meia Vaca, além da contratação do paraguaio Arguello.
Olho neles: conhecido dos brasileiros, o atacante Arce, que passou pelo Corinthians, é da seleção boliviana e perigoso pela velocidade e presença de área. O goleiro Hugo Suárez é esperança da torcida para fechar o gol.
Curiosidade: em 1971, o Oriente Petrolero fez amistoso contra nada mais nada menos do que o Santos de Pelé e a partida teve um placar surpreendente: 4 a 3 para a equipe santista, que suou para superar os bolivianos.

Time-base (4-4-2): Hugo Suárez; Miguel Hoyos, Alejandro Schiapparelli, Gustavo Caamaño e Luis Gutiérrez; Joselito Vaca, Fernando Saucedo, Diego Terrazas e Jhasmani Campos; Mauricio Saucedo e Alcides Peña (Arce).
Treinador: Ariel Cuffaro Russo
Opinião: "É o atual campeão boliviano. Começou a temporada muito forte, com vitórias nas três primeiras rodadas do campeonato nacional. Até o fim do ano passado era dirigido por Gustavo Domingo Quinteros, hoje treinador da seleção boliviana. Agora, quem está no comando é o argentino Ariel Cuffano Russo. O novo técnico manteve o esquema de 2010 e ganhou três reforços, entre eles o do atacante Juan Carlos Arce, ex-Corinthians. Os três setores da equipe são fortes, com destaque para o meio-campo, com jogadores habilidosos. Pelo menos oito jogadores são da seleção boliviana."
Ramiro Silles, editor do "La Razón".

León de Huánuco  Juan Flores guia da libertadores (Foto: Divulgação/Site Oficial)Torcida confia na experiência do goleiro Juan Flores,
de 34 anos.  (Foto: Divulgação/Site Oficial)
Estreante na Libertadores, o vice-campeão peruano é outro que corre bem por fora para conseguir uma das vagas para a próxima fase. Na verdade, apesar dos discursos otimistas do presidente e do técnico, Franco Navarro, o grande objetivo é debutar na competição ao menos com dignidade. Para isso, o time até que se reforçou, mas nada sensacional. O destaque fica por conta do atacante Carlos Orejuela, com várias presenças na seleção nacional. Rápido, passou a ser a esperança da torcida por contra-ataques que terminem no fundo da rede.
Olho nele: é no veterano goleiro Juan Flores, de 34 anos, que a torcida bota fé por uma campanha sem vexames na primeira Libertadores.
Curiosidade: apesar da idade, Juan Flores, que mede 1,95m, não é o mais velho do time. O vovô é G. Salas, que tem 36.
Time-base (3-4-1-2): Flores; Cardoza, Cambindo e Espinoza; Salas, Ferrari, Zegarra e Céspedes; Otálvaro; Orejuela e Rodríguez.
Técnico: Franco Navarro
Opinião: "A primeira participação deste modesto clube peruano na Libertadores não deve ser das mais longas. O surpreendente vice-campeonato nacional fez o time perder alguns jogadores importantes da campanha histórica. Para compensar, o clube investiu em quatorze reforços para que o treinador Franco Navarro tenha um elenco mais equilibrado e com mais opções. Ele deve escalar o time no 3-4-1-2, com o recém-contratado colombiano Otálvaro sendo o cérebro da equipe. O zagueiro Espinoza fez parte da convocação mais recente para a seleção peruana."
Cauê Dias, do blog La Pelota



 
09/02/2011 08h05 - Atualizado em 09/02/2011 12h55

Grupo 7: Cruzeiro reencontra rival da fase de grupos e final de 2009

Estudiantes acabou tirando da Raposa o sonho do tricampeonato

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Tudo bem que, sem o Corinthians, o grupo não é mais o da morte, deu uma enfraquecida. Mesmo assim, a parada não será nada mole para Cruzeiro e Estudiantes, favoritos a conseguir as duas vagas no Grupo 7. O Deportes Tolima, depois de eliminar o Timão na Pré-Libertadores, chega cheio de moral e pode complicar a situação. O Guaraní paraguaio tem tudo para ser o adversário batido pelos demais. Ainda mais que a equipe mineira e a argentina estão a cada ano mais rodadas na competição. A Raposa leva vantagem porque o Estudiantes entrou em crise com a saída do técnico Alejandro Sabella. Mas é bom lembrar que o time mineiro volta a encontrar os hermanos na fase de grupos, como em 2009. Na ocasião, ficou na frente. Mas depois, os encontrou na decisão e levou a pior.
Palpite do blog La Pelota:"A última semana deixou o Cruzeiro em vantagem no grupo. O técnico Sabella deixou o Estudiantes que montou e levou a vários titulos e o Tolima evitou um confronto brasileiro já na segunda fase. Assim, com um time já formado e testado, os mineiros saem na frente. O Estudiantes vai perder um tempo para se adaptar ao novo treinador, mas certamente tem time para brigar ponto a ponto. Os colombianos já fizeram o que podiam e o Guaraní vai chamar mais a atenção pelas camisas de seu goleiro."
1º Cruzeiro
2º Estudiantes
3º- Guaraní
4º Tolima

montillo comemora gol do cruzeiro sobre o ceará (Foto: Pedro Vilela / Agência Estado)Montillo, bem na Libertadores de 2010, é o craque
da Raposa (Foto: Pedro Vilela / Agência Estado)
A contratação do zagueiro uruguaio Victorino, ex-Universidad de Chile, é, até o momento, a última para reforçar a equipe, que tenta montar elenco de nível para repetir 1976 e 1997 .O tricampeonato dará a hegemonia sul-americana entre os brasileiros - ao lado do São Paulo - e a terceira chance de conquistar o tão sonhado Mundial.

Cuca já tem no "hermano" Montillo um garçom e tanto para municiar Thiago Ribeiro e o paraguaio Ortigoza (ou Wellington Paulista). Com Leandro Guerreiro, com quem trabalhou no Botafogo, espera montar um ferrolho mais seguro atrás. No gol, conta com o seguro e experiente Fábio. E o curinga Gilberto, com Copa do Mundo nas costas, deve ajudar e muito. Mas a perda do lateral Jonathan para o Santos vai pesar.

É bom lembrar que o Estudiantes está entalado na garganta. Em 2009, os argentinos, superados na primeira fase pela Raposa, a bateram na grande decisão...

Olho nele: Montillo foi, ao lado de Conca, o destaque no Brasileirão-2010 e tem tudo para repetir as grandes atuações do ano passado, quando no primeiro semestre, no Universidad de Chile, tornou-se o carrasco do Flamengo em plena Libertadores e chamou a atenção dos clubes.

Curiosidade: em seis de suas 12 participações, o Cruzeiro chegou ao menos à semifinal. Foi campeão em 1976 e 1997 e jamais conheceu a eliminação na primeira fase.
Time-base: Fábio, Rômulo, Léo, Gil e Diego Renan; Leandro Guerreiro, Fabrício, Gilberto e Montillo: Thiago Ribeiro e Ortigoza.
Treinador: Cuca.

Opinião: "O grande trunfo do Cruzeiro é o entrosamento. O time mudou muito pouco, perdeu apenas o lateral-direito, o Jonathan, para o Santos. O meio-campo sabe jogar, tem um grande talento, que é o Montillo, e a equipe conhece bem o Estudiantes, seu principal adversário. Além disso, o Cuca solta o time. Isso é bom. Quando se enfrenta um time argentino como o Estudiantes, não se pode ficar atrás. Agora, o Mineirão vai fazer falta na competição. O Mineirão lotado tem sido um caldeirão e tanto, o clube terá que superar essa adversidade. As partidas não serão na capital, e sim no interior..."
Lédio Carmona, comentarista do SporTV (visite o blog)

Elkin Murillo Tolima (Foto: AFP)Elkin Murillo foi decisivo na vitória do Tolima
sobre o Corinthians, na Pré (Foto: AFP)
A classificação em cima do Corinthians na Pré-Libertadores deixou o clube brasileiro em crise e levou a equipe colombiana ao céu. Agora, o time entra com moral elevado num grupo considerado da morte quando se contava com o Timão. De qualquer forma, pelo que jogou a equipe nos dois confrontos, fora e em casa, é bom Cruzeiro e Estudiantes não facilitarem. A equipe da cidade que fica a 180km da capital, Bogotá, sabe sair na hora certa e usar a velocidade, apesar de ter perdido o destaque do time, o meia Rodrigo Marangoni - aclamado pela torcida como Marangol, foi negociado para o Barcelona de Guaiaquil, do Equador - e outros cinco jogadores, mas contratou dez. Destaque para o meia Murillo, que foi o garçom na vitória sobre o Corinthians, e o atacante paraguaio Roberto Gamarra. Além de Wilder Medina, claro.
Olho nele: Murillo toca bem a bola, tem visão de jogo e é um garçom e tanto. Deu os passes para os dois gols na vitória sobre o Timão. Merece uma atenção especial.
Curiosidade: no primeiro ano que disputou a Libertadores, em 1983, o Deportes Tolima aprontou e chegou às semifinais.
Time-base (4-2-2-2): Anthony Silva, Gerardo Vallejo, Yair Arrechea, Julián Hurtado e Félix Noguera; Diego Chará, Gustavo Bolívar, Rafael Castillo e Elkin Murillo; Pablo Gíménez e Wilder Medina.
Treinador: Hernán Torres.

Opinião: "Após eliminar o Corinthians, um dos favoritos na Pré-Libertadores, o time deixou claro que vai entrar na briga pela Libertadores. Apesar disso, ficou num grupo muito difícil, em que terá de enfrentar Guaraní, Cruzeiro e Estudiantes de La Plata. Elkin Murillo e Rafael Castillo chegaram para reforçar a equipe e serão destaques entre os liderados pelo técnico Hernán Torres. A defesa é forte e bem comandada por Julian Hurtado. Grande parte de sucesso no torneio vai depender de como se sairá na frente o bom atacante Wilder Medina."
Leonardo Duque, do site Futbolred.com
Verón beija Gastón Fernández, autor do primeiro gol do Estudiantes contra o Olimpo (Foto: EFE)Liderança e técnica do meia veterano Verón pode
ser decisiva para o Estudiantes (Foto: EFE)
O Vélez Sarsfield pode ser, hoje, o melhor time argentino. Mas o Estudiantes tem mais camisa e tradição, e não há quem não o tema. Tetracampeão da Libertadores, o time, exceto o camisa 10 Barrientos, não se reforçou, o que culminou com a saída do técnico Alejandro Sabella, comandante da equipe na conquista de 2009. O treinador não se conformou com o fato de a diretoria não ter atendido aos seus pedidos de reforços - principalmente de um zagueiro e um atacante - e pediu demissão. Para piorar, Verón, o grande líder da equipe, criticou a postura do técnico. E o goleiro Agustin Orion levou um susto ao ser assaltado na estrada e perder o carro... A fase não anda boa mesmo. De qualquer forma, o entrosamento e a qualidade do grupo podem superar qualquer crise. O clube contratou Eduardo Berizzo, ex-ajudante de campo de Marcelo Bielsa na seleção chilena, para ser o técnico.

Olho neles: Verón está mais velho, mas é como vinho e não pode ser desprezado. E Barrientos será o grande parceiro na criação das jogadas.

Curiosidade: O Estudiantes foi o primeiro clube da América a disputar quatro finais consecutivas da Libertadores, entre 1968 e 1971.
Time-base (4-4-2): Orión; Mercado, F. Fernández, Desábato, Benítez; E. Pérez, Braña, Verón e Barrientos; G. Fernández e R. López.
Treinador: Eduardo Berizzo.
Opinião: "Ao lado do Vélez, é uma das equipes mais fortes do futebol argentino. Tem tudo: organização tática, personalidade, boas jogadas de bola parada e valores que desequilibram. Tem a virtude de não mudar seu estilo de jogo: atua da mesma forma tanto em casa como quando é visitante. O time sabe esperar a hora certa, não se afoba, trabalha bem o jogo e conta com nomes de grande experiência internacional. Acaba de ganhar também o reforço do camisa 10 Barrientos, que dividirá com Verón a armação das jogadas. Embora não esteja em um grupo fácil, sobram-lhe bagagem e tradição suficientes para classificar-se e sonhar com sua quinta Libertadores."
Elias Perugino, da revista "El Gráfico"
Blog Futebol Argentino: veja como chega cada clube nesta Libertadores 2011
Se conseguir a classificação neste grupo, será uma das maiores zebras de toda a história da Libertadores. Campeão paraguaio após 26 anos de jejum, o time não tem qualidade para competir de igual para igual com os adversários. Ainda mais depois que perdeu o ídolo Jonathan Fabbro, um dos heróis da conquista. Cabe ao argentino Pablo Vranjicán substituí-lo. Mas terá uma tarefa inglória. O que conta a favor do time, no entanto, é o fato de a pressão estar sempre do outro lado.

Olho nele: o goleiro Aurrecochea é a grande atração do time não só pela técnica, mas pelos uniformes exóticos.

Curiosidade: o Guaraní já teve outro goleiro polêmico, e bem superior ao atual. Era o ídolo paraguaio Chilavert, que defendeu a meta do clube em 1984.
Time-base (4-4-2): Aurrecochea, Filippini, Modinger, Ithurralde e Marecos, Chavez, Ortiz, Paniagua e Mendoza; Julian Benitez e Caballero. Treinador: Carlos Compagnucci
Opinião: "Os paraguaios caíram em um dos grupos mais difíceis da Libertadores. Mesmo sem a presença do Corinthians, terão pela frente Cruzeiro e Estudiantes, duas equipes favoritas ao título, o que dá à equipe a vantagem de entrar em campo sem pressão. Com a saída de Jonathan Fabbro, melhor jogador em 2010 no Paraguai, e do atacante Rodrigo Teixeira, as atenções da equipe estarão voltadas para o goleiro Pablo Aurrecochea, conhecido pelos uniformes exóticos, como fantasias do Batman e personagens dos Simpsons."
Vinicius Bordim, do blog Futebol Argentino



09/02/2011 07h50 - Atualizado em 09/02/2011 11h09

Grupo 4: melhores argentinos e chilenos vão medir forças

Vélez Sarsfield e Universidad Católica levam vantagem na chave

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
É uma chave para os times brasileiros ficarem de olho. Os melhores argentinos e chilenos nesta Libertadores terão a oportunidade de confrontarem forças e fazer os ajustes para as próximas fases. Vélez Sarsfield, da Argentina, e Universidad Católica, do Chile, são favoritíssimos para passar à próxima fase num grupo que tem o Caracas, da Venezuela, e o Unión Española, times razoáveis e com bem menos tradição. A equipe argentina, campeã em 1994, entra em 2011 como forte candidata ao título.
Palpite do Blog La Pelota:"O Vélez é favorito na chave e um dos fortíssimos rivais dos brasileiros para ficar com a taça. Os chilenos correm por fora, e a Católica está mais pronta que o Unión Española. Ao Caracas, resta o papel de franco-atirador, mas haja boa mira para conseguir chegar às oitavas de final."
1º Vélez Sarsfield
2º Universidad Católica
3º Unión Española
4º Caracas
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Edgar Jiménez na partida do Caracas (Foto: Reuters)Edgar Jiménez cria opções para time (Foto: Reuters)
De olho em conquistar o Clausura da Venezuela e de ter uma campanha digna na Libertadores, o time passou por uma série de mudanças. Mas tem poucas chances de passar para a segunda fase. Tem até jogadores com experiência, de seleção, mas esbarra na falta de conjunto e de inspiração. De qualquer forma, o estilo de jogo até favorece uma zebra: é um time que joga fechado, explorando os contra-ataques. Os meias Barahona e Peña, recém-contratados, são bons para fazer a ligação. Não deverá fazer feio na primeira fase.
Olho nele: Edgar Jiménez é um volante que cria mais opções para a equipe. Aos 26 anos, tem o passe preciso e boa visão de jogo.
Curiosidade: fundado em 1967, o clube foi amador até o início dos anos 1980, quando passou a se chamar Yamaha. Em 1984, recebeu o nome Caracas-Yamaha e se profissinalizou para disputar a Série B.
Time-base (4-4-2): Vega; Romero, Nazario, Machado, Briceño; Edgar Jiménez, Lucena, Barahona e Peña; Edwards Jiménez e Cabezas.
Técnico: Ceferino Bencomo.
Opinião: "A equipe vermelha da capital é bem diferente da que, nas últimas edições da competição, tem apresentado bons desempenhos na competição. A direção do clube começou um processo de renovação em que dispensou vários jogadores com história no clube. E será a primeira vez na Libertadores sem a presença do técnico Noel Sanvicente. Entre as principais novidades, estão dois meias talentosos: Peña, que veio por empréstimo do Braga, de Portugal, e o panamenho,Barahona. Outro bom reforço é o zagueiro uruguaio Nazario. Mas o time não deverá passar para a segunda fase."
Allan Hrastoviak, editor do site www.venezuelaesfutbol.com
Martin Liguea na partida da Unión Española - Guia da Libertadores (Foto: Divulgação / Site Oficial)Uruguaio Martin Liguera é o destaque do Unión
Española (Foto: Divulgação / Site Oficial)
O Unión Española despachou o Bolívar na Pré-Libertadores e sonha surpreender nesta primeira fase da Libertadores. Mas vai ser difícil superar Vélez Sarsfield ou Universidad Católica. A equipe chilena até que está ajeitadinha e ainda se reforçou para a competição. O técnico é um velho conhecido dos brasileiros: Sierra, ex-jogador da seleção chilena que atuou no São Paulo. O atacante uruguaio Martin Liguera aparece como destaque do time. A zaga não deixa a desejar, com dois armários: o equatoriano Giovani Espinoza e o uruguaio Scotti. O goleiro uruguaio Federico Elduayen, contundido, dará lugar ao recém-contratado Eduardo Lobos.
Olho neles: Cordero foi o herói da classificação, ao marcar o gol sobre o Bolívar fora de casa. Mas é no atacante Martín Liguera que o técnico Sierra deposita todas as esperanças. O conhecido dos brasileiros é Raúl Pipa Estévez, que esteve no Botafogo entre 2004 e 2005.
Curiosidade: o Unión Española já foi vice-campeão da Libertadores em 1975, Seu uniforme é uma homenagem à seleção espanhola.
Time-base (4-2-1-3): Wirth, Figueroa, Espinoza, Olarra e Madrid; Leal, Villagra; Ligüera; Pipa Estévez, Jaime e Monje (Cordero).
Técnico: José Luis Sierra
Opinião: "Desde que o técnico José Luis Sierra, ex-meia do São Paulo nos tempos de Telê Santana, assumiu o comando do Unión Española, os "Rojos" melhoraram seu estilo de jogo. Passaram de equipe só defensiva para uma que não renuncia ao ataque, com três jogadores na frente e muito toque de bola e movimentação no meio-campo. Apesar da saída do goleador Gustavo Canales, mantém um bom padrão ofensivo. Os volantes tocam bem a bola e sabem sair para o jogo, os laterais apoiam com velocidade e municiam o ataque. Em 2010, o time esteve muito irregular sob o comando de Rubén Israel até que apareceu Sierra, ídolo do clube, que mudou o esquema. Com isso chegaram os bons resultados e o bom futebol. Entre os valores com mais experiência, estão o equatoriano Giovanni Espinoza, o uruguaio Martín Ligüera e o argentino Raúl Estévez."
Alfredo Martinez Cortes, do jornal "Las Últimas Notícias"

Marcelo Canete apresentado no Universidad Católica - Guia da Libertadores (Foto: Divulgação / Site Oficial)Marcelo Cañete, reforço aguardado,  é esperança
para Católica (Foto: Divulgação / Site Oficial)
O atual campeão chileno mostrou seu poder de fogo na reta final da competição, no ano passado, quando ganhou 12 e empatou três dos 20 jogos finais na arrancada para o título. O técnico é o argentino-espanhol Juan Antonio Pizzi. Sim, ele mesmo, o Pizzi que foi ídolo no Barcelona e agora, do banco, sofreu com as perdas do meia argentino Darío Bottinelli para o Flamengo e do apoiador Mirosevic para o mundo árabe. Menos mal que o clube conseguiu uma grande contratação: o jovem meia argentino Marcelo Cañete. 20 anos, emprestado pelo Boca Juniors.As chegadas dos atacantes Calandria e Villanueva também são animadoras para um elenco já considerado de bom nível. Deve ir longe na Libertadores.
Olho neles: Gutierrez e Pratto formam boa dupla de ataque e têm tudo para arrebentar. Mas dependem do talento do jovem Cañete, que tem a missão de substituir Dario Bottinelli.
Curiosidade: vice-campeão da Libertadores em 1993, o clube tem a terceira maior torcida do Chile.
Time-base (4-3-1-2): Toselli, Valenzuela, Gonzalez, Henriquez e Eluchans; Meneses, Orme, Martinez; Cañete, Gutierrez, e Pratto.
Treinador: Juan Antonio Pizzi.

Opinião: "É o atual campeão do Chile. O time dos 'Cruzados', dirigido por Juan Antonio Pizzi, ex-Barcelona, atua de forma bem ofensiva. Na última temporada, mostrou na reta final do torneio um ataque bastante eficiente, especialmente em jogadas pelas laterais. Mas há sérios problemas no sistema defensivo, sobretudo nas jogadas aéreas e de bola parada. Provavelmente a equipe, bem posicionada do meio para o ataque, sentirá a saída de duas peças-chave no título de 2010: o meia argentino Dario Botinelli, agora no Flamengo, e o capitão da equipe, Milovan Mirosevic, que foi para o Al Ain, dos Emirados Árabes Unidos. Para preencher as vagas no meio-campo, o clube trouxe o argentino Marcelo Cañete, do Boca Juniors, e Tomás Costa de Cluj, na Romênia."
Alfredo Martinez Cortes, do jornal "Las Últimas Noticias"

Juan Martínez na partida do Velez Sarsfield - Guia da Libertadores (Foto: AFP)Juan Martínez promete ser uma das sensações do
Vélez e também da Libertadores (Foto: AFP)
Ano passado, o vice-campeonato do Clausura serviu de consolo em meio à comemoração do centenário. Mas, em 2011, o clube sonha mais alto. O bom treinador Ricardo Gareca recebeu reforços, um de peso: o meia David Ramírez, destaque do Godoy Cruz e da temporada 2010 - a ponto de ganhar elogios rasgados de Riquelme -, promete se juntar a Desábato e Moralez para dar mais criatividade. Na frente, Martínez promete ser uma das sensações. Atrás, quem garante a segurança é o Sebastian Domínguez, o Sebá, zagueiro que atuou no Corinthians..

Olho neles: os habilidosos meias Moralez, Desábato e Ramírez, além do meia-atacante Martínez, formam um quarteto de qualidade.

Curiosidade: o primeiro time de juniores do clube teve um personagem bastante ilustre: o revolucionário Ernesto Che Guevara.
Time-base (4-3-1-2): Barovero; Cubero, S. Domínguez, Ortiz, Papa; A. Fernández, Razzotti, Zapata; Moralez; J. M. Martínez e Silva.
Treinador: Ricardo Gareca.

Opinião: "É um forte candidato ao título da Libertadores. O treinador, o elenco, torcedores, todos têm essa meta como prioridade em 2011. Tal como o Estudiantes, o time tem solidez defensiva e um meio-campo até mais ordenado, superando o do rival com relação às variações ofensivas. A criatividade de Moralez, a habilidade de Martínez e o poder de fogo do goleador uruguaio Silva são as cartas na manga mais fortes. Deve se classificar no seu grupo sem problemas."
Elias Perugino, da revista "El Gráfico"
Blog Futebol Argentino: veja como chega cada clube na Libertadores








09/02/2011 07h55 - Atualizado em 09/02/2011 10h59

Grupo 8: dinossauros encontram campeão recente e estreante

Independiente e Peñarol terão briga boa com a temida LDU Quito. Um dos estreantes na competição, argentino Godoy Cruz tentará surpreeender

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Um grupo que tem dinossauros com muita história para contar na Libertadores, um recente bicho-papão e a surpresa argentina no ano passado. O Grupo 8 apresenta uma particularidade em relação aos demais: os quatro aparecem com chances de classificação, sem que nenhum seja o franco favorito. Juntos, Independiente (7), Peñarol (5) e LDU (1) têm 13 Libertadores. Mas nem sempre a competição depende só da tradição. Sorte dos papões que o debutante Godoy Cruz perdeu o técnico Omar Asad e o craque do time, o camisa 10 David Ramírez, considerado por gente como Riquelme o melhor jogador argentino de 2010. Mesmo assim, é bom abrir o olho...
Palpite do blog La Pelota:"Outro grupo muito equilibrado. O Godoy Cruz perdeu o treinador e o craque da histórica campanha da classificação, por isso deve ficar para trás. Incógnita total entre os três competidores restantes. O Independiente está com a alma copeira ativada, a LDU volta com sede à Libertadores e o Peñarol depende do encaixe das novas peças.".
1º LDU
2º Independiente
3º Peñarol
4º Godoy Cruz
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Diego Villar na partida do Godoy Cruz - Guia da Libertadores (Foto: Reprodução)Sem David Ramírez, meia Diego Villar é o astro do
modesto Godoy Cruz  (Foto: Reprodução)
Um dos estreantes na Libertadores, o Godoy Cruz caiu justamente num grupo cheio de clubes experientes em Libertadores e papões de títulos. A sorte é que nem Independiente nem Peñarol andam em fases inspiradíssimas. Até a LDU Quito, rival mais temido recentemente, não figura entre os favoritos a conquistar a taça.
De qualquer forma, é dos quatro o que tem menos chances de passar para a segunda fase. Não só pela inexperiência em competições internacionais, mas também pelo fato de ter perdido duas peças-chave na boa campanha de 2010 que conduziu o time ao terceiro lugar no Clausura 2010: o técnico Omar Asad, que montou a equipe, e o camisa 10, David Ramírez, considerado por Riquelme e grande parte da crítica o melhor jogador argentino de 2010. Foi ele o melhor a pôr em prática o esquema de jogo do treinador, privlegiando o bom toque de bola, num time compacto e habilidoso.
Olho nele: com a saída de Ramírez, o destaque do time é o também habilidoso meia Diego Villar, que mesmo sem a companhia do ex-camisa 10, pode criar boas situações para a equipe.
Curiosidade: ao lado do Lanús, é o único clube argentino que não apresentou passivo em 2010.
Time-base (4-4-2): Torrico; Russo, N. Sánchez, Faccioli, Voboril; C. Sánchez, Olmedo, Villar e Cristán Leiva; R. Ramírez e Navarro (Núñez).
Treinador: Jorge Da Silva.
Opinião: "O clube de Mendoza debuta este ano na Libertadores. Só esse feito já deixou satisfeita a sua torcida. O Godoy Cruz participará da Libertadores sabendo que não é candidato ao título. Mas tentará aproveitar bem essa primeira experiência. Sua prioridade será o Campeonato Argentino, já que quer se consolidar na Primeira Divisão após a temporada brilhante em 2010. A saída do seu treinador (Omar Asad) determinou mudança no esquema, agora mais conservador. No entanto, manterá o bonito estilo de jogo de tratar bem a bola e valorizar as jogadas pelas laterais do campo. O ponto fraco é a inexperiência internacional."
Elias Perugino, da revista "El Gráfico"
Blog Futebol Argentino: veja como chega cada clube nesta Libertadores 2011
O título da Copa Sul-Americana diante do Goiás fez a torcida do Rei de Copas soltar um grito engasgado de um clube cheio de tradições de conquistas internacionais. Na ocasião, o goleiro Navarro e o atacante Parra foram decisivos. Na Pré-Libertadores, o time até que se saiu bem contra o Deportivo Tolima, do Equador. Mas a situação não é confortável. A equipe amargou maus resultados no início da temporada e não apresenta um futebol convincente. É verdade que o reforço de Matías Defederico, ex-Corinthians, ainda pode conduzir a equipe a bons resultados. E a camisa pode pesar favoravelmente, pelo menos neste grupo. Não à toa, o Independiente é o recordista de volta olímpica na competição - o clube é heptacampeão.

Olho nele: Matías Defederico, já mais entrosado com o time, tem tudo para mostrar o futebol que não conseguiu no Corinthians e fazer o Independiente brigar por uma vaga à próxima fase.

Curiosidade: o uniforme vermelho foi adotado em tributo ao Nottingham Forest, da Inglaterra, nos primeiros anos da história do clube.
Time-base: Navarro; Tuzzio,Matheu, J. Velázquez, Mareque; Cabrera, Battión, Fredes; Defederico; Parra y Silvera.
Treinador: Antonio Mohamed
Opinião: "O recente campeão da Copa Sul-Americana vai se dedicar totalmente à Libertadores. É o clube mais vezes campeão - tem sete títulos - e sua torcida exige o oitavo. Desde a chegada do técnico Antonio Mohamed, no último trimestre de 2010, o Independiente deixou de ser uma equipe sem alma para transformar-se num conjunto mais concentrado e temido. Mudou a mentalidade do plantel. A base de seu jogo é a firmeza dos zagueiros e volantes no meio-campo. Faltava potência ofensiva, por isso contratou Defederico."
Elias Perugino, da revista "El Gráfico"Blog Futebol Argentino: veja como chega cada clube nesta Libertadores 2011
Luis Bolaños comemora gol da LDU - Guia da Libertadores (Foto: Reuters)De volta à LDU, Luis Bolaños promete repetir as
atuações que deram título em 2008 (Foto: Reuters)
Ultimamente, a LDU tem dado trabalho. Em 2010, o clube não obteve a vaga para a Libertadores, mas nos últimos quatro anos ganhou quatro competições internacionais e tem aparecido sempre como um dos favoritos. Em 2008, viveu seu momento máximo ao bater o Fluminense nos pênaltis em pleno Maracanã e ficou com a Libertadores. Quem não se lembra da dupla Guerrón e Bolaños? O último, por sinal, está de volta ao clube após fracas passagens pelo futebol brasileiro. O elenco nem é dos mais fortes dos últimos tempos, mas a equipe é competitiva e conta com um forte aliado: a altitude de Quito.

Olho neles: Luis Bolaños, que fracassou no Santos e no Inter, está de volta e, mesmo sem a companhia de Guerrón, promete aprontar no ataque e reviver seus bons momentos. Terá o xará Miller Bolaños, outro bom jogador. Équi González, com passagem apagada pelo Flu, é um retorno aguardado com ansiedade.

Curiosidade: o goleiro Cevallos, herói das últimas conquistas do clube, segue na LDU aos plenos 39 anos, mas na condição de reserva. De qualquer forma, é uma opção para entrar, se o time precisar.
Time base: Alexander Domínguez; Guagua, Araujo e Diego Calderón; Ambrosi, Reasco, Ulisses de La Cruz, Enrique Vera, Équi González; Bolaños e Barcos.
Treinador. Edgardo Bauza.
Opinião: "Campeã em 2008 da competição, em 2009 da Copa Sul-Americana e em 2009 e 2010 da Recopa Sul-Americana, a Liga Deportiva de Quito (LDU) tem levado perigo nas últimas competições internacionais, e nesta Libertadores não será diferente. Campeã equatoriana, a Liga manteve a base da equipe, que conta com Urrutia, De la Cruz e Vera, e trouxe Luis Bolaños e Équi González, dois jogadores que não tiveram muito sucesso em suas passagens pelo Brasil. Conta também com um grande aliado natural, os 2.734 metros de altitude de Quito, onde está seu estádio. No grupo 8, a equipe terá dois argentinos como maior desafio, a surpresa Godoy Cruz e o Independiente, que garantiu sua vaga na fase preliminar. Apesar disso, deve ficar com uma das vagas e dar trabalho na fase eliminatória."
Vinicius Bordim, do blog Futebol Argentino e profundo conhecedor do futebol sul-americano

Fabian Carini é apresentado no Peñarol - Guia da Libertadores (Foto: Divulgação / Site Oficial)Goleiro Carini, ex-Atlético Mineiro, é a muralha do
Peñarol na competição (Foto: Divulgação / Site Oficial)
O campeonato invicto conquistado pelo Peñarol no Clausura, em maio, ainda é comemorado pela torcida, apesar da má campanha depois no Apertura. Ainda mais sob o comando do "messias" dos aurinegros, o técnico Diego Aguirre, campeão da América como jogador. Ele vai dirigir uma equipe cinco estrelas na competição - é penta -, mas que há muito não tira o sono dos rivais. A perda do volante Arévalo para o Botafogo enfraqueceu a proteção à zaga. Mas a experiência do elenco pode fazer a diferença. Fora que a garra uruguaia é uma velha conhecida...

Olho neles: um goleiro que não deu certo no futebol brasileiro está entre as grandes esperanças do Peñarol para a Libertadores 2011: o goleiro Carini, que andou pelo Atlético-MG. O atacante Olivera, recém-contratado, é outra promessa.

Curiosidade: no banco, Diego Aguirre tem como arma secreta outro velho conhecido da torcida brasileira: o atacante Peralta, que atuou no Flamengo em 2006 e se destacou mais pelas noitadas do que pela boa técnica que possui.
Time-base (4-4-2): Sosa, Corujo, González, Guillermo Rodríguez e Darío Rodríguez; Estoyanoff, Torres, Aguiar e Mier; Pacheco e Olivera.
Treinador: Diego Aguirre.

Opinião: "Ao vencer o Apertura e assegurar vaga na final do Campeonato Uruguaio, em maio, a Copa Libertadores aparece como o grande objetivo para o primeiro semestre de 2011. Cinco vezes campeão (1960, 1961, 1966, 1982 e 1987), os aurinegros voltam a disputar a competição sete anos depois pela mesma mão que os levou: o técnico Diego Aguirre. Se o ataque foi bem reforçado, o time permanece com os velhos problemas defensivos, o que pode ser fatal diante de adversários como LDU, Godoy Cruz e Independiente."
Daniel Rosa, do jornal "El País"





09/02/2011 07h45 - Atualizado em 09/02/2011 08h42

Grupo 1: Libertad e Once Caldas
devem passar para a 2ª fase

Mesmo sem brilho, times são os favoritos num grupo bem mediano

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
O grupo é dos mais medianos da Libertadores 2011. Não tem equipes fortes que possam ser apontadas como candidatas ao título. Talvez por isso, pode até ser um dos mais duros na briga pelas duas vagas à próxima fase. Apenas o Once Caldas, da Colômbia, já conquistou a cobiçada taça, em 2004. O clube não é mais aquele, mas tradição às vezes ajuda. O Libertad, que foi às semis em 2006, aparece bem cotado na briga. San Luis, do México, e San Martín, do Peru, correm por fora para serem zebras.
Palpite do blog La Pelota:
"Pelo que fizeram em edições mais recentes da Libertadores e pela consistência na última temporada, Once Caldas e Libertad levam vantagem no grupo. Mas não podem vacilar. O San Luis tem um time ajeitado e o San Martín tem ganhado mais experiência no torneio."
1º - Once Caldas
2º - Libertad
3º - San Luis
4º - San Martín
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victor caceres libertad (Foto: AFP)Victor Cáceres é o talento do Libertad (Foto: AFP)
Pelos adversários que tem pela frente, está com boas chances de se classificar. Não tem muitos talentos individuais, mas sempre vem forte, com bom conjunto. A estrutura do clube é boa, apesar de a torcida ser apenas a quarta do país. O Gumarelo, como é conhecido, virou referência do futebol paraguaio neste século. A equipe perdeu poder de fogo com a saída dos atacantes Pablo Velásquez e Gamarra. Mas a presença de Cabañas, que treina no clube para se recuperar do atentado que sofreu - o atacante levou uma bala na cabeça - e voltar aos gramados pode motivar a equipe. Ano passado, a eliminação foi para o Chivas, do México.

Olho nele: o meia Victor Cáceres é o armador e destaque do time. As jogadas passam sempre pelos seus pés. Foi à Copa do Mundo na África do Sul. O atacante Paulo Vich, um argentino de origem croata, com características mais de força, é outro jogador perigoso.

Curiosidade: O Libertad é o clube de coração do Nicholas Leoz, presidente da Conmebol. O estádio, inclusive, tem o nome dele.
Time-base (4-3-3): Tobías Vargas, Carlos Bonet, Pedro Sarabia, Ignacio Canuto e Miguel Samudio; Sergio Aquino, Víctor Cáceres e Jorge González; Rodolfo Gamarra (Ariel Nuñez), Manuel Maciel e Nicolás Pavlovich.
Treinador: Gregorio Pérez.

Opinião
: "Com boas campanhas desde 2006, quando o clube era comandado por Gerardo Martino, tinha em seu elenco Guiñazu e foi eliminado nas quartas de final, o clube, que venceu o Clausura paraguaio, chega a esta Libertadores em um dos grupos mais abertos da competição. Por isso, tem plenas condições de garantir uma vaga na fase de oitavas de final. Perdeu Vladimir Marín, um dos destaques do clube, mas consegui manter a base de 2010 com Pedro Sarabia, Sergio Aquino e Rodolfo Gamarra, além de Nicolás Pavlovich."
Vinicius Bordim, do blog Futebol Argentino
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dayro moreno once caldas (Foto: Divulgação/Site Oficial)Dayro Moreno foi campeão da Libertadores em 2004
pelo Once caldas (Foto: Divulgação/Site Oficial)
Em casa, é sempre forte. Sabe usar bem o mando de campo. O time, que acabou de se sagrar campeão colombiano, conta com o reforço do bom meia uruguaio Matias Mirabaje, de 21 anos, ex-Racing do Uruguai e Nacional. O goleiro Henao, campeão da Libertadores em 2004 no clube e com breve passagem pelo Santos, está de volta. Mesmo sem brilho, junto com o Libertad, o clube é favorito a conseguir uma das vagas para a próxima fase.

Olho nele: O atacante Dayro Moreno, campeão da Libertadores em 2004 pelo Once, muito rápido e ainda mais experiente, faz a diferença. Foi um dos artilheiros do Campeonato Colombiano 2010.

Curiosidade: o Once Caldas é resultado da fusão em 1959 entre o Once Deportivo e o Deportes Caldas. Atualmente, é o único clube da cidade de Manizales.
Time-base: (4-3-1-2): Luis Martínez, Elkin Calle, Alexis Henríquez, Diego Amaya e Luis Nuñez; Diego Arango, Álex Mejía, Hárrison Henao e Arnulfo Valentierra (Claudio Matías Mirabaje); Wilson Mena (Wason Rentería) e Dayro Moreno.
Treinador: Juan Carlos Osorio.

Opinião: "Sempre que o Once Caldas se classifica para disputar a Taça Libertadores, cresce o desejo, por parte dos seus torcedores, de que o clube repita a inesquecível campanha do título em 2004. Agora, sob o comando do treinador Juan Carlos Osório, espera-se que o time chegue mais longe do que no ano passado, quando foi eliminado na segunda fase. Dez reforços foram contratados para compensar a perda de seis jogadores importantes na conquista do título colombiano de 2010. Dayro Moreno, mais uma vez, é o cara da equipe e do futebol colombiano. Para lhe fazer companhia, Anulfo Valentierra, outro importante na conquista de 2004."
Leonardo Duque, do site Futbolred.com.

Time-base: (4-3-1-2): Luis Martínez, Elkin Calle, Alexis Henríquez, Diego Amaya e Luis Nuñez; Diego Arango, Álex Mejía, Hárrison Henao e Arnulfo Valentierra (Claudio Matías Mirabaje); Wilson Mena (Wason Rentería) e Dayro Moreno.
Treinador: Juan Carlos Osorio.
Anibal Mantellan jogador do San Luis  (Foto: Reprodução)Anibal Matellán: líder do Boca em 2000 agora é o
grande xerife do San Luis (Foto: Reprodução)
Pela terceira vez consecutiva na Libertadores, o clube mexicano, fundado em 1966, obteve a classificação pela Liguilla pré-Libertadores. Mas o time é razoável e não deve avançar. Faltam camisa e tradição, principalmente.

Olho nele: o zagueiro e capitão Anibal Matellán, campeão em 2000 pelo Boca Juniors e com passagem pelo Arsenal de Sarandí, dá dignidade à defesa. O atacante peruano Wilmer Aguirre pode fazer fumaça lá na frente...

Curiosidade: classificado para as oitavas em 2009, o clube foi afastado da competição por causa da epidemia da gripe suína no país. Em 2010, para compensar, entrou já classificado para o mata-mata das oitavas.
Time-base (4-4-2): Lozano, Ponce, Hernandez, Matellán e Mares; Torres, Medina, Correa e Arroyo; Lojero (Arce) e Aguirre.
Treinador: Ignacio Ambriz.

Opinião: "O objetivo principal dos "Gladiadores" neste semestre é permanecer na primeira divisão do México. A Libertadores não é sua prioridade. Ambriz é um treinador bastante conservador, mas eficaz. O time é muito organizado, e raramente perde a cabeça. Seus melhores jogadores são o equatoriano Michael Arroyo e o peruano Wilmer Aguirre, que teve uma participação muito boa no Alianza Lima, ano passado. O time está em um grupo muito equilibrado, no qual Libertad e Once Caldas parecem ser mais competentes que seus rivais. Na melhor das hipóteses, conseguirá a classificação como segundo colocado."
Ariel Judas, da Rádio Marca, do Marca.com

Alemanno do Univ. San Martín (Foto: Divulgação)Atacante argentino Alemanno foi estrela do título
peruano do Univ. San Martín (Foto: Divulgação)
Atual campeão peruano, o novo clube, fundado em 2004, já acumula três títulos nacionais no país e chega à sua terceira Libertadores. Na sua estreia na competição, ganhou do River Plate em 2008. O clube é organizado, foge do amadorismo, mas tem pouca torcida e reduzidas chances de passar à segunda fase. De qualquer forma, é bom Libertad e Once Caldas não bobearem: o time conta com o reforço de Gianfranco Labarthe, atacante que andou encostado no Universitário de Lima.

Olho neles: o atacante argentino Alemanno, estrela na conquista do título nacional, foi mantido na equipe e é a grande aposta do clube ao lado de Labarthe.

Curiosidade: o clube é o resultado de uma parceria entre empresários e professores da Universidade de San Martín. É também o primeiro clube peruano a se tornar uma empresa de capital aberto.
Time-base (4-4-2): Farro; Corzo, Moreyra, Contreras e Guizasola; Quinteros, Balbín, Hinostroza e Marinelli; Alemanno e Arriola.
Técnico: Aníbal Ruiz

Opinião: "Campanhas consistentes no torneio local têm tornado o atual campeão peruano um clube habituado a disputar a Libertadores, ainda que não tenha conseguido ir muito longe. Experiência também não falta ao treinador Aníbal Ruiz, que ganhou quatro reforços. O principal deles é o meia argentino Marinelli, que chega como dono da camisa 10 e responsável pela armação do time. Mesmo com ele, os amistosos de pré-temporada não empolgaram e o time vai precisar jogar mais para chegar ao mata-mata pela segunda vez na história."
Cauê Dias, do blog 'La Pelota']

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